Quais as dificuldades e preocupações cotidianas enfrentadas pela pessoa com funcionamento intelectua

2 respostas
Quais as dificuldades e preocupações cotidianas enfrentadas pela pessoa com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) no contexto escolar?
 Caroline Olivo
Psicólogo
Ribeirão Preto
No contexto escolar, a pessoa com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode enfrentar dificuldades como acompanhar o ritmo das aulas, organizar tarefas, compreender conteúdos abstratos e lembrar instruções complexas. Ela também pode se sentir insegura em situações de prova ou apresentações, ter dificuldade em lidar com críticas e se frustrar facilmente quando os colegas aprendem mais rápido. Além disso, questões sociais, como manter amizades, interpretar normas e se relacionar de forma adequada com professores e colegas, podem gerar ansiedade ou isolamento. Por isso, é importante que a escola ofereça apoio individualizado, instruções claras, reforço positivo e estratégias para desenvolver habilidades cognitivas e sociais, ajudando a criança a se sentir mais segura e confiante no dia a dia escolar.

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A pessoa com funcionamento intelectual borderline costuma viver a escola como um espaço de constante comparação e sentimento de inadequação. As exigências de ritmo e rendimento frequentemente despertam vergonha e retraimento. Demandas abstratas e tarefas que exigem planejamento tendem a ser vividas como excessivas. A ansiedade aumenta quando o sujeito percebe que suas capacidades não acompanham o que o ambiente escolar solicita. Dificuldades de atenção, organização e impulsividade podem comprometer o desempenho e a continuidade das tarefas. Essas manifestações são muitas vezes mal interpretadas como desinteresse, gerando maior conflito interno. O medo de julgamento leva o aluno a esconder dúvidas e a evitar pedir ajuda. Sentimentos de desvalia e insuficiência tornam o cotidiano escolar emocionalmente desgastante. A preocupação com o futuro aparece como angústia recorrente, marcada pela dúvida sobre a própria capacidade.
A teoria aponta que o sofrimento diminui quando o sujeito encontra espaço para nomear suas angústias e sustentar um modo singular de aprender.

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