Quais os desafios da aplicação da logoterapia no bullying?

2 respostas
Quais os desafios da aplicação da logoterapia no bullying?
A aplicação da Logoterapia no contexto do bullying enfrenta diversos desafios. Um dos principais é a resistência do agressor em reconhecer sua responsabilidade e refletir sobre o sentido de suas ações, já que muitos adotam posturas defensivas ou negam o sofrimento causado.

Outro desafio é ajudar a vítima a encontrar um sentido diante da dor sem que isso se transforme em resignação passiva — é necessário promover a autotranscendência e a reconstrução da autoestima, sem justificar a violência sofrida.

Além disso, o ambiente escolar ou social nem sempre favorece reflexões existenciais, tornando o processo mais complexo. Por fim, integrar a Logoterapia com outras abordagens (psicológicas, pedagógicas e familiares) exige sensibilidade e adaptação para que o trabalho seja ético, eficaz e humanizador.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito rica, porque unir logoterapia e bullying exige uma escuta cuidadosa para não tratar de forma simplista algo que toca feridas profundas. Antes de tudo, vale esclarecer com gentileza que a logoterapia não foi criada especificamente para manejar situações de bullying, então sua aplicação nesse contexto envolve adaptações clínicas e muita atenção ética.

Um dos maiores desafios é que o bullying costuma produzir impacto emocional intenso, tanto em quem sofre quanto em quem agride, e a logoterapia trabalha sobretudo com sentido, liberdade e responsabilidade. Só que, quando há dor crua, medo ou vergonha, muitas pessoas têm dificuldade de acessar esse nível mais profundo de significado. É como se o sistema emocional ainda estivesse tentando se reorganizar para entender o que aconteceu. Você percebe isso acontecendo com você ou com alguém próximo? Em que momento da história o sofrimento se tornou tão presente que pensar em sentido parece difícil?

Outro desafio é que não podemos correr o risco de interpretar o bullying como “algo que deve ter um propósito” — isso seria injusto com a vítima e conceitualmente inadequado. O trabalho está mais em ajudar a pessoa a reconstruir a própria narrativa depois da agressão, reorganizando valores, autoestima e a sensação de liberdade interna para seguir adiante. O que dessa experiência ainda pesa dentro de você? E o que sente que nunca conseguiu colocar em palavras sobre esse período?

Também existe o cuidado com o agressor. Na logoterapia, falar de responsabilidade significa convidar alguém a olhar para si com honestidade, e isso nem sempre acontece facilmente, especialmente quando existe rigidez emocional, negação ou prazer em exercer poder sobre o outro. Para você, o que acha que leva alguém a precisar machucar outra pessoa para se sentir “acima”? E como imagina que essa pessoa lidaria com a própria vulnerabilidade se tivesse espaço para encará-la?

Essas são camadas que, na prática clínica, exigem adaptação, tempo e construção de segurança emocional. Se quiser explorar isso de forma mais personalizada, posso te ajudar a aprofundar essa reflexão. Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Natalia Ventura

Natalia Ventura

Psicólogo

Cachoeirinha

Gisele de Brito

Gisele de Brito

Psicólogo

Jacareí

Reginaldo Guimarães

Reginaldo Guimarães

Psicólogo

Ourinhos

Shaira Campos Da Silva Ferreira Do Canto

Shaira Campos Da Silva Ferreira Do Canto

Terapeuta complementar

Rio de Janeiro

Dahiane Roberta Alves de Oliveira

Dahiane Roberta Alves de Oliveira

Fisioterapeuta

Cacoal

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1020 perguntas sobre Psicoterapia
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.