Quais pensamentos e crenças são centrais no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?

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Quais pensamentos e crenças são centrais no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?
No Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), popularmente chamado de hipocondria , os pensamentos automáticos e as crenças centrais giram em torno do medo excessivo de estar gravemente doente ou de que um sintoma comum seja sinal de algo sério.
Pensamentos automáticos comuns
• “Essa dor significa que tenho uma doença grave.”
• “E se os médicos estiverem errados?”
• “Se eu não descobrir logo, pode ser tarde demais.”
• “Conheci alguém que tinha o mesmo sintoma e morreu.”
• “É melhor eu checar de novo, para ter certeza.”
• “Qualquer sinal no meu corpo pode ser o início de algo fatal.”
Crenças centrais mais frequentes
1. Sobre vulnerabilidade corporal:
o “Meu corpo é frágil e vulnerável.”
o “É muito provável que eu adoeça gravemente.”
o “Se eu não monitorar meus sintomas, posso morrer sem perceber.”
2. Sobre saúde e doença:
o “Doença significa catástrofe.”
o “Qualquer sintoma é sinal de algo sério.”
o “Estar saudável significa não sentir absolutamente nada no corpo.”
3. Sobre controle e prevenção:
o “Preciso estar sempre atento aos sinais do meu corpo.”
o “Se eu não investigar imediatamente, vou me arrepender.”
o “Buscar exames e consultas é a única forma de estar seguro.”
4. Sobre confiança e incerteza:
o “Não posso confiar totalmente nos médicos, eles podem errar.”
o “Incerteza sobre minha saúde é insuportável.”
o “Preciso de 100% de certeza de que estou saudável para ficar tranquilo.”
Esses pensamentos e crenças levam a comportamentos de verificação (ir repetidamente ao médico, pedir exames, pesquisar sintomas, checar o corpo) ou de evitação (evitar notícias de doenças, não ir a consultas com medo do diagnóstico).
Ambos mantêm o transtorno, pois reforçam a ideia de que só é possível estar seguro com provas constantes.

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O Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), também conhecido como hipocondria, costuma estar ligado a pensamentos e crenças muito intensos sobre a saúde e o medo constante de desenvolver alguma doença grave. Quem vivencia esse transtorno tende a interpretar sintomas leves ou comuns como sinais de algo sério, prestando atenção excessiva a sensações do corpo e buscando provas de uma possível doença. Muitas vezes, mesmo após avaliações médicas que indicam que tudo está bem, a preocupação persiste, e existe uma dificuldade em confiar plenamente nos profissionais de saúde. Além disso, há uma sensação constante de que a saúde precisa ser controlada a todo custo e que qualquer desconforto é uma ameaça iminente. Esses padrões de pensamento podem gerar um ciclo de ansiedade contínuo, tornando difícil relaxar e aproveitar o dia a dia.
Se você percebe que esses pensamentos têm afetado sua vida, posso ajudá-lo(a) a compreender melhor esses padrões e a desenvolver estratégias para lidar com eles de maneira mais tranquila e segura. Podemos iniciar nossas sessões para trabalhar juntos nesse processo, promovendo mais bem-estar, confiança no próprio corpo e maior qualidade de vida.
Dr. Leonardo Mello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Os pensamentos e crenças centrais no TAD envolvem a interpretação catastrófica de sensações corporais, a convicção de que algo grave está acontecendo e a necessidade de certeza absoluta sobre a própria saúde.
Dr. Amiris Costa
Psicólogo
Rio de Janeiro
Bom dia!

No Transtorno de Ansiedade por Doença (TAD), o problema não é o que o corpo sente, mas como a mente interpreta essas sensações. O núcleo do transtorno é um sistema de crenças extremamente rígido e catastrófico sobre a fragilidade humana.

Abaixo, listo os pensamentos e crenças centrais que sustentam o TAD:

1. Crenças sobre o Significado dos Sintomas
Quem tem TAD funciona sob a lógica do "pior cenário possível".

A "Falácia da Catástrofe": "Se eu sinto algo diferente no meu corpo, deve ser algo grave". Uma pontada intercostal não é apenas um mau jeito; é interpretada como um sinal de infarto ou câncer de pulmão.

Supervalorização de sinais normais: A pessoa acredita que um corpo saudável deve ser totalmente silencioso. Qualquer ruído estomacal ou variação leve na pulsação é visto como uma anomalia perigosa.

2. Crenças sobre a Fragilidade do Corpo
Existe uma visão de que o corpo é um sistema extremamente frágil e prestes a falhar a qualquer momento.

O corpo como "traidor": A crença de que o organismo pode estar escondendo uma "bomba-relógio" que os médicos ainda não detectaram.

Vulnerabilidade absoluta: "Eu não sou capaz de resistir a uma doença" ou "Se eu ficar doente, será o fim da minha vida como a conheço".

3. Crenças sobre o Papel da Preocupação
Aqui entra o componente da ansiedade de controle:

Preocupação como proteção: A pessoa acredita, inconscientemente, que se ela parar de se preocupar e de monitorar o corpo, algo ruim vai acontecer. É como se a vigilância constante fosse o que mantém a doença longe.

Desconfiança médica: "Os médicos podem ter deixado passar algo" ou "Eles só dizem que é ansiedade porque não descobriram o que eu realmente tenho". Isso gera o ciclo de doctor shopping (pular de médico em médico).

4. Distorções Cognitivas Comuns
Esses são os "erros de processamento" que o cérebro com TAD comete:

Raciocínio Emocional: "Eu estou sentindo muito medo, logo, devo estar correndo um perigo real".

Filtro Mental: Focar apenas na estatística da doença rara (o 0,1%) e ignorar o fato de que 99,9% das vezes aquele sintoma é benigno.

O Ciclo do Pensamento no TAD
O processo geralmente segue este fluxo:

Gatilho: Uma mancha na pele ou uma notícia sobre um famoso doente.

Pensamento Automático: "E se eu tiver isso também?"

Checagem: Tocar a área, olhar no espelho, pesquisar no Google.

Confirmação Ansiosa: O Google mostra um diagnóstico terrível -> A ansiedade sobe -> O corpo libera adrenalina -> Surgem novos sintomas físicos reais (tremores, taquicardia) -> O ciclo recomeça.

Qualquer coisa continuo à disposição.
 Aline Oliveira
Psicólogo
Rio de Janeiro
No Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), os pensamentos centrais costumam estar relacionados ao medo persistente de estar com uma doença grave, mesmo diante de avaliações médicas tranquilizadoras.

Algumas crenças comuns são:

• “Se estou sentindo algo diferente, é sinal de algo sério.”
• “Os médicos podem não ter percebido a doença.”
• “Preciso monitorar constantemente meu corpo.”
• “Qualquer sintoma pode ser perigoso.”

Esses pensamentos aumentam o estado de alerta e a vigilância corporal, intensificando a ansiedade e gerando um ciclo de preocupação constante.

O tratamento psicológico ajuda a identificar e modificar essas crenças, reduzir a hipervigilância e desenvolver formas mais equilibradas de interpretar sensações físicas. Abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental e o EMDR, podem auxiliar na regulação da ansiedade associada ao medo de adoecer.

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