Quais são as dificuldades em trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com Transtorn
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Quais são as dificuldades em trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
Trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com TPB apresenta desafios significativos. Os profissionais de saúde mental enfrentam dificuldades em entender e abordar esses padrões, que podem levar a uma compreensão incompleta do comportamento do paciente e às dificuldades em estabelecer e manter limites saudáveis. Além disso, a dinâmica entre idealização e desvalorização pode resultar em conflitos internos e externos, dificultando a comunicação e a resolução de problemas. A falta de clareza sobre esses mecanismos pode levar a decisões inadequadas e a uma compreensão limitada do tratamento necessário.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com TPB apresenta desafios significativos. Os profissionais de saúde mental enfrentam dificuldades em entender e abordar esses padrões, que podem levar a uma compreensão incompleta do comportamento do paciente e às dificuldades em estabelecer e manter limites saudáveis. Além disso, a dinâmica entre idealização e desvalorização pode resultar em conflitos internos e externos, dificultando a comunicação e a resolução de problemas. A falta de clareza sobre esses mecanismos pode levar a decisões inadequadas e a uma compreensão limitada do tratamento necessário.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta!!
No Transtorno de Personalidade Borderline, a idealização e a desvalorização costumam aparecer como oscilações intensas na forma de perceber o outro e a si, o que traz desafios importantes no manejo terapêutico.
Uma das principais dificuldades é que esses movimentos também surgem na relação com o psicólogo. O paciente pode, em determinados momentos, idealizar o profissional e, diante de frustrações ou limites, passar a desvalorizá-lo, o que pode impactar o vínculo e a continuidade do tratamento.
Outro ponto é a dificuldade em sustentar uma visão mais integrada do outro, tolerando ambivalências. Muitas vezes, há uma tendência a perceber em extremos, o que dificulta a elaboração de conflitos e frustrações.
O trabalho clínico envolve sustentar uma posição estável e consistente, sem entrar nas oscilações, e ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos, compreendendo como eles se relacionam com sua história e seus padrões de vínculo.
Ao longo do processo, o objetivo é favorecer a capacidade de elaborar os aspectos positivos e negativos do outro e de si, possibilitando relações mais estáveis e menos marcadas por extremos.
Obrigada pela sua pergunta!!
No Transtorno de Personalidade Borderline, a idealização e a desvalorização costumam aparecer como oscilações intensas na forma de perceber o outro e a si, o que traz desafios importantes no manejo terapêutico.
Uma das principais dificuldades é que esses movimentos também surgem na relação com o psicólogo. O paciente pode, em determinados momentos, idealizar o profissional e, diante de frustrações ou limites, passar a desvalorizá-lo, o que pode impactar o vínculo e a continuidade do tratamento.
Outro ponto é a dificuldade em sustentar uma visão mais integrada do outro, tolerando ambivalências. Muitas vezes, há uma tendência a perceber em extremos, o que dificulta a elaboração de conflitos e frustrações.
O trabalho clínico envolve sustentar uma posição estável e consistente, sem entrar nas oscilações, e ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos, compreendendo como eles se relacionam com sua história e seus padrões de vínculo.
Ao longo do processo, o objetivo é favorecer a capacidade de elaborar os aspectos positivos e negativos do outro e de si, possibilitando relações mais estáveis e menos marcadas por extremos.
A idealização e a desvalorização podem dificultar o vínculo terapêutico, porque o paciente pode alternar entre ver o outro como muito bom ou muito ruim. O trabalho é ajudar a integrar essas percepções, mostrando que as relações podem ser mais complexas, com aspectos positivos e negativos ao mesmo tempo.
Sabe, essa é uma questão que aparece com bastante frequência na clínica.
A idealização e a desvalorização no Transtorno de Personalidade Borderline costumam ser dois lados de um mesmo movimento interno. No início, a pessoa pode ver o outro como extremamente bom, disponível ou “perfeito”. Mas, diante de qualquer frustração, mesmo que pequena, essa imagem pode mudar de forma brusca para algo negativo. Essa oscilação não é falta de caráter ou exagero consciente, mas uma dificuldade em integrar qualidades positivas e negativas na mesma pessoa ao mesmo tempo.
Uma das grandes dificuldades no trabalho terapêutico é justamente não entrar nesse movimento. Em alguns momentos, o terapeuta pode ser visto como alguém que “finalmente entende tudo”, e em outros, como alguém que decepciona ou não ajuda. Se isso não for compreendido, pode gerar rupturas, afastamentos ou uma sensação de que a terapia “não funciona”, quando na verdade esse movimento faz parte do próprio processo.
O trabalho clínico envolve ajudar o paciente a perceber essas mudanças de percepção enquanto elas acontecem. Aos poucos, ele vai desenvolvendo a capacidade de sustentar uma visão mais complexa do outro, entendendo que alguém pode falhar e ainda assim continuar sendo importante. Isso também começa a se refletir na forma como a pessoa passa a se enxergar.
Talvez valha uma reflexão: quando você se decepciona com alguém, essa mudança parece gradual ou acontece de forma muito rápida? E, nesses momentos, fica possível lembrar das qualidades dessa pessoa ou tudo parece desaparecer? Como isso costuma impactar suas relações?
Esse é um processo que exige tempo e consistência, porque envolve uma reorganização profunda da forma como as relações são vividas. Com o avanço da terapia, essas oscilações tendem a diminuir e dar lugar a vínculos mais estáveis e realistas. Caso precise, estou à disposição.
A idealização e a desvalorização no Transtorno de Personalidade Borderline costumam ser dois lados de um mesmo movimento interno. No início, a pessoa pode ver o outro como extremamente bom, disponível ou “perfeito”. Mas, diante de qualquer frustração, mesmo que pequena, essa imagem pode mudar de forma brusca para algo negativo. Essa oscilação não é falta de caráter ou exagero consciente, mas uma dificuldade em integrar qualidades positivas e negativas na mesma pessoa ao mesmo tempo.
Uma das grandes dificuldades no trabalho terapêutico é justamente não entrar nesse movimento. Em alguns momentos, o terapeuta pode ser visto como alguém que “finalmente entende tudo”, e em outros, como alguém que decepciona ou não ajuda. Se isso não for compreendido, pode gerar rupturas, afastamentos ou uma sensação de que a terapia “não funciona”, quando na verdade esse movimento faz parte do próprio processo.
O trabalho clínico envolve ajudar o paciente a perceber essas mudanças de percepção enquanto elas acontecem. Aos poucos, ele vai desenvolvendo a capacidade de sustentar uma visão mais complexa do outro, entendendo que alguém pode falhar e ainda assim continuar sendo importante. Isso também começa a se refletir na forma como a pessoa passa a se enxergar.
Talvez valha uma reflexão: quando você se decepciona com alguém, essa mudança parece gradual ou acontece de forma muito rápida? E, nesses momentos, fica possível lembrar das qualidades dessa pessoa ou tudo parece desaparecer? Como isso costuma impactar suas relações?
Esse é um processo que exige tempo e consistência, porque envolve uma reorganização profunda da forma como as relações são vividas. Com o avanço da terapia, essas oscilações tendem a diminuir e dar lugar a vínculos mais estáveis e realistas. Caso precise, estou à disposição.
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