Quais são as estratégias para uma pessoa para viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
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Quais são as estratégias para uma pessoa para viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?
Para conviver com LES, é importante seguir o tratamento médico, cuidar da alimentação, praticar exercícios leves, manejar o estresse com técnicas como mindfulness e buscar apoio emocional. Também é fundamental respeitar os limites do corpo e manter acompanhamento regular.
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Viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico envolve não apenas lidar com a doença orgânica, mas com os efeitos subjetivos que ela produz no corpo, no desejo e na identidade. Algumas estratégias centrais são: 1) Elaboração psíquica da doença. Favorecer a simbolização do adoecimento, ajudando a pessoa a construir sentidos para a experiência do LES, em vez de vivê-lo apenas como invasão ou punição corporal. 2) Escuta do sofrimento subjetivo. A psicoterapia oferece um espaço para expressar angústias, medos de morte, dependência, impotência e perdas narcísicas associadas às limitações impostas pela doença. 3) Trabalho com a relação corpo–psiquismo. O LES pode intensificar a hipervigilância corporal e a vivência do corpo como estranho. A análise ajuda a reinscrever o corpo como lugar de experiência simbólica, e não apenas de ameaça. 4) Elaboração de lutos. Trabalhar os lutos pelas perdas reais e imaginárias (autonomia, projetos, imagem corporal, ideal de saúde), prevenindo fixações depressivas. 5) Reconhecimento dos mecanismos de defesa. Identificar defesas como negação, racionalização ou retraimento, favorecendo formas mais elaboradas de enfrentamento psíquico. 6) Sustentação do desejo e da identidade. Ajudar a pessoa a não se reduzir à identidade de “doente”, preservando investimentos libidinais, vínculos afetivos e projetos possíveis. 7) Atenção à relação com o Outro e com o cuidado. Explorar fantasias ligadas à dependência, ao controle médico e às figuras de autoridade, promovendo maior autonomia subjetiva.
Em síntese, a psicoterapia busca dar lugar à palavra onde o corpo adoece, permitindo que o sujeito encontre modos singulares de viver com o LES sem que a doença colonize toda a sua vida psíquica.
Viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico envolve não apenas lidar com a doença orgânica, mas com os efeitos subjetivos que ela produz no corpo, no desejo e na identidade. Algumas estratégias centrais são: 1) Elaboração psíquica da doença. Favorecer a simbolização do adoecimento, ajudando a pessoa a construir sentidos para a experiência do LES, em vez de vivê-lo apenas como invasão ou punição corporal. 2) Escuta do sofrimento subjetivo. A psicoterapia oferece um espaço para expressar angústias, medos de morte, dependência, impotência e perdas narcísicas associadas às limitações impostas pela doença. 3) Trabalho com a relação corpo–psiquismo. O LES pode intensificar a hipervigilância corporal e a vivência do corpo como estranho. A análise ajuda a reinscrever o corpo como lugar de experiência simbólica, e não apenas de ameaça. 4) Elaboração de lutos. Trabalhar os lutos pelas perdas reais e imaginárias (autonomia, projetos, imagem corporal, ideal de saúde), prevenindo fixações depressivas. 5) Reconhecimento dos mecanismos de defesa. Identificar defesas como negação, racionalização ou retraimento, favorecendo formas mais elaboradas de enfrentamento psíquico. 6) Sustentação do desejo e da identidade. Ajudar a pessoa a não se reduzir à identidade de “doente”, preservando investimentos libidinais, vínculos afetivos e projetos possíveis. 7) Atenção à relação com o Outro e com o cuidado. Explorar fantasias ligadas à dependência, ao controle médico e às figuras de autoridade, promovendo maior autonomia subjetiva.
Em síntese, a psicoterapia busca dar lugar à palavra onde o corpo adoece, permitindo que o sujeito encontre modos singulares de viver com o LES sem que a doença colonize toda a sua vida psíquica.
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