Quais são as opções de tratamento para quem tem Lúpus Eritematoso Sistêmico ?
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Quais são as opções de tratamento para quem tem Lúpus Eritematoso Sistêmico ?
Em geral, se não houver contraindicações, todos os pacientes deverão utilizar Hidroxicloroquina.
Em alguns casos, como em pacientes com acometimento renal pelo lupus, conhecido como nefrite lúpica, se faz necessário uso de outras medicações em conjunto com a Hidroxicloroquina, como corticoide e imunossupressores. A escolha da medicação irá depender de qual manifestação o paciente tem, das contraindicações que ele possui e da gravidade do caso. Além disso, o protetor solar está indicado para todos os pacientes, pois o sol pode ativar o lupus produzindo reação inflamatória na pele e também nos orgãos internos.
Em alguns casos, como em pacientes com acometimento renal pelo lupus, conhecido como nefrite lúpica, se faz necessário uso de outras medicações em conjunto com a Hidroxicloroquina, como corticoide e imunossupressores. A escolha da medicação irá depender de qual manifestação o paciente tem, das contraindicações que ele possui e da gravidade do caso. Além disso, o protetor solar está indicado para todos os pacientes, pois o sol pode ativar o lupus produzindo reação inflamatória na pele e também nos orgãos internos.
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O tratamento medicamentoso do lúpus eritematoso sistêmico é individualizado conforme a gravidade, órgãos acometidos (acometimento renal, articular, cutâneo, seroso, hematológico, neurológico, etc) e comorbidades, mas há consenso sobre as principais classes e fármacos utilizados:
1. Antimaláricos: A hidroxicloroquina é considerada padrão-ouro para todos os pacientes devido à sua eficácia na redução da atividade da doença, prevenção de recaídas e diminuição da mortalidade. O uso deve ser monitorado quanto à toxicidade retiniana, especialmente em pacientes com fatores de risco, e a dose recomendada é ≤5 mg/kg/dia de peso real. Deve ser suspenso apenas caso contraindicação médica (alergia medicamentosa, toxicidade retiniana, etc).
2. Glicocorticoides: São amplamente utilizados para controle de manifestações agudas e graves, podendo ser administrados em pulsos intravenosos (metilprednisolona) em casos de atividade intensa, seguidos de doses orais com rápida redução para minimizar efeitos adversos. O objetivo é manter a menor dose possível, idealmente ≤5 mg/dia de prednisona na manutenção.
3. Imunossupressores: Indicados para doença moderada a grave, especialmente com envolvimento de órgãos maiores (como rim, sistema nervoso central ou hematológico). Os principais agentes incluem: Azatioprina, Micofenolato de mofetila, Metotrexato, Ciclofosfamida e Inibidores de calcineurina (tacrolimo, ciclosporina).
4. Biológicos: Utilizados em casos refratários ou com contraindicação/intolerância aos imunossupressores convencionais. Os principais são: Belimumabe, Anifrolumabe e Rituximabe.
5. Outros agentes podem ser considerados, como a leflunomida, abatacepte (off-label), acitretina (para manifestações cutâneas), e, em casos selecionados, outros biológicos em estudo.
O manejo do lúpus pode ainda incluir inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (exemplo: losartana) para proteção renal em pacientes com perda de proteína pela urina, além de medidas adjuvantes como suplementação de vitamina D, cálcio e estratégias para prevenção de osteoporose e eventos cardiovasculares (como o infarto, acidente vascular encefálico, etc).
A escolha do esquema terapêutico deve sempre considerar o perfil de segurança, com monitorização rigorosa para eventos adversos, especialmente infecções, toxicidade hematológica, hepática e renal, além de efeitos colaterais dos glicocorticoides.
Converse com o seu médico reumatologista para mais orientações e determinação do tratamento mais adequado para o seu caso.
Espero ter ajudado. Atenciosamente, Flávia
1. Antimaláricos: A hidroxicloroquina é considerada padrão-ouro para todos os pacientes devido à sua eficácia na redução da atividade da doença, prevenção de recaídas e diminuição da mortalidade. O uso deve ser monitorado quanto à toxicidade retiniana, especialmente em pacientes com fatores de risco, e a dose recomendada é ≤5 mg/kg/dia de peso real. Deve ser suspenso apenas caso contraindicação médica (alergia medicamentosa, toxicidade retiniana, etc).
2. Glicocorticoides: São amplamente utilizados para controle de manifestações agudas e graves, podendo ser administrados em pulsos intravenosos (metilprednisolona) em casos de atividade intensa, seguidos de doses orais com rápida redução para minimizar efeitos adversos. O objetivo é manter a menor dose possível, idealmente ≤5 mg/dia de prednisona na manutenção.
3. Imunossupressores: Indicados para doença moderada a grave, especialmente com envolvimento de órgãos maiores (como rim, sistema nervoso central ou hematológico). Os principais agentes incluem: Azatioprina, Micofenolato de mofetila, Metotrexato, Ciclofosfamida e Inibidores de calcineurina (tacrolimo, ciclosporina).
4. Biológicos: Utilizados em casos refratários ou com contraindicação/intolerância aos imunossupressores convencionais. Os principais são: Belimumabe, Anifrolumabe e Rituximabe.
5. Outros agentes podem ser considerados, como a leflunomida, abatacepte (off-label), acitretina (para manifestações cutâneas), e, em casos selecionados, outros biológicos em estudo.
O manejo do lúpus pode ainda incluir inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (exemplo: losartana) para proteção renal em pacientes com perda de proteína pela urina, além de medidas adjuvantes como suplementação de vitamina D, cálcio e estratégias para prevenção de osteoporose e eventos cardiovasculares (como o infarto, acidente vascular encefálico, etc).
A escolha do esquema terapêutico deve sempre considerar o perfil de segurança, com monitorização rigorosa para eventos adversos, especialmente infecções, toxicidade hematológica, hepática e renal, além de efeitos colaterais dos glicocorticoides.
Converse com o seu médico reumatologista para mais orientações e determinação do tratamento mais adequado para o seu caso.
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