. Quais são os efeitos da idealização e desvalorização no vínculo terapêutico e como o terapeuta pod
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. Quais são os efeitos da idealização e desvalorização no vínculo terapêutico e como o terapeuta pode manejá-los?
A idealização e a desvalorização, comuns no Transtorno de Personalidade Borderline, geram um vínculo terapêutico instável, marcado por oscilações intensas entre dependência, expectativa elevada e ruptura, o que pode levar tanto à fusão quanto ao afastamento abrupto; o manejo passa por o terapeuta não se identificar com nenhum dos polos, mantendo uma posição estável, consistente e interpretativa, nomeando essas mudanças quando surgem e ajudando o paciente a perceber o movimento, sem invalidar a experiência emocional. Na perspectiva psicanalítica, trata-se de uma expressão da clivagem que aparece na transferência, e ao sustentar essas variações sem retaliar nem corresponder à idealização, o terapeuta oferece uma experiência de continuidade psíquica, permitindo que o paciente, pouco a pouco, integre aspectos bons e ruins de si e do outro, e talvez suporte relações menos extremas.
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A idealização e desvalorização no vínculo terapêutico são ciclos que mexem muito com a relação, deixando o terapeuta como herói num momento e vilão no outro. O manejo passa por não se prender a esses extremos, validar os sentimentos, explorar esses padrões relacionais e manter uma posição de empatia constante, deixando claro que você segue ali, presente, independente dos altos e baixos emocionais que a pessoa experimenta.
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