Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com
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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a sensação de que suas emoções são perigosas e incontroláveis?
De fato as emoções intensas destes clientes, podem ser perigosas, pois são pano de fundo para ações mais impulsivas. É preciso proximidade junto ao cliente, acolhimento e trabalho de auto conhecimento, gerando escolhas mais funcionais. Além de orientação familiar.
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Essa sensação de que as emoções são perigosas e incontroláveis é muito comum no Transtorno de Personalidade Borderline, e costuma ser vivida de forma bastante real. Não é só uma ideia, é como se o corpo e a mente entrassem em um estado de alerta, quase como se sentir fosse arriscado demais. Então, a pessoa tenta evitar, controlar ou até “desligar” o que sente, mas isso muitas vezes acaba aumentando ainda mais a intensidade emocional.
Na terapia, um dos primeiros movimentos é ajudar o paciente a entender o que está acontecendo dentro dele. Emoções, por mais intensas que sejam, não são perigosas por si só. Elas são respostas do sistema emocional a algo percebido como importante. Do ponto de vista do cérebro, especialmente em pessoas com maior sensibilidade emocional, essas reações podem ser mais rápidas e intensas, o que dá a sensação de perda de controle. Mas intensidade não é o mesmo que perigo.
Também é trabalhada a ideia de que emoção e ação são coisas diferentes. Sentir raiva não significa agir com agressividade. Sentir desespero não significa que algo irreversível vai acontecer. Quando o paciente começa a criar esse espaço entre o que sente e o que faz, ele passa a perceber que há mais controle do que parecia no início.
Outro ponto importante é a vivência prática de que as emoções têm começo, meio e fim. Muitas pessoas com TPB sentem como se a emoção fosse permanente, mas, quando começam a observar com mais atenção, percebem que ela oscila ao longo do tempo. A terapia ajuda a pessoa a atravessar esses momentos sem precisar interrompê-los de forma impulsiva, o que vai construindo uma confiança gradual na própria capacidade de lidar com o que sente.
Talvez valha refletir: em quais momentos suas emoções parecem mais perigosas? O que você teme que possa acontecer se você simplesmente sentir sem tentar controlar? Você já percebeu alguma situação em que a emoção diminuiu por conta própria, mesmo que tenha demorado? E o que muda quando você tenta observar a emoção, em vez de lutar contra ela?
Com o tempo, a relação com as emoções deixa de ser baseada em medo e passa a ser baseada em compreensão. Isso não elimina a intensidade, mas transforma completamente a forma como ela é vivida.
Caso precise, estou à disposição.
Essa sensação de que as emoções são perigosas e incontroláveis é muito comum no Transtorno de Personalidade Borderline, e costuma ser vivida de forma bastante real. Não é só uma ideia, é como se o corpo e a mente entrassem em um estado de alerta, quase como se sentir fosse arriscado demais. Então, a pessoa tenta evitar, controlar ou até “desligar” o que sente, mas isso muitas vezes acaba aumentando ainda mais a intensidade emocional.
Na terapia, um dos primeiros movimentos é ajudar o paciente a entender o que está acontecendo dentro dele. Emoções, por mais intensas que sejam, não são perigosas por si só. Elas são respostas do sistema emocional a algo percebido como importante. Do ponto de vista do cérebro, especialmente em pessoas com maior sensibilidade emocional, essas reações podem ser mais rápidas e intensas, o que dá a sensação de perda de controle. Mas intensidade não é o mesmo que perigo.
Também é trabalhada a ideia de que emoção e ação são coisas diferentes. Sentir raiva não significa agir com agressividade. Sentir desespero não significa que algo irreversível vai acontecer. Quando o paciente começa a criar esse espaço entre o que sente e o que faz, ele passa a perceber que há mais controle do que parecia no início.
Outro ponto importante é a vivência prática de que as emoções têm começo, meio e fim. Muitas pessoas com TPB sentem como se a emoção fosse permanente, mas, quando começam a observar com mais atenção, percebem que ela oscila ao longo do tempo. A terapia ajuda a pessoa a atravessar esses momentos sem precisar interrompê-los de forma impulsiva, o que vai construindo uma confiança gradual na própria capacidade de lidar com o que sente.
Talvez valha refletir: em quais momentos suas emoções parecem mais perigosas? O que você teme que possa acontecer se você simplesmente sentir sem tentar controlar? Você já percebeu alguma situação em que a emoção diminuiu por conta própria, mesmo que tenha demorado? E o que muda quando você tenta observar a emoção, em vez de lutar contra ela?
Com o tempo, a relação com as emoções deixa de ser baseada em medo e passa a ser baseada em compreensão. Isso não elimina a intensidade, mas transforma completamente a forma como ela é vivida.
Caso precise, estou à disposição.
Quando o paciente sente que suas emoções são perigosas ou incontroláveis, é importante validar essa vivência e, ao mesmo tempo, mostrar que existem formas de compreendê-las e regulá-las. Com o tempo, ele pode perceber que as emoções, por mais intensas que sejam, não precisam ser temidas.
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