Quais são os sinais de que o luto está se tornando complicado?

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Quais são os sinais de que o luto está se tornando complicado?
O luto é um processo vivenciado de forma única, no entanto, em alguns casos o luto pode se tornar complicado, também conhecido como luto prolongado ou luto patológico, quando o sofrimento emocional persiste e impede a pessoa de retomar suas atividades diárias e se reintegrar à vida.
É importante observar a intensidade, frequência e duração das reações do indivíduo à perda para diferenciar o luto normal do luto complicado.
Abaixo segue alguns sinais importantes de que o luto está se tornando complicado:

Tristeza prolongada e intensa: A dor emocional não diminui com o tempo e se mantém constante, sem sinais de alívio, por muitos meses ou até anos.

Dificuldade em aceitar a perda: A pessoa se recusa persistentemente a aceitar a realidade da morte ou do fim de algo significativo.

Isolamento social: Afastamento de amigos, familiares e outras redes de apoio, sentindo-se desconectado ou incompreendido.

Prejuízo nas atividades diárias: Dificuldade em retomar a rotina, trabalhar, estudar ou cuidar da família. A pessoa pode negligenciar obrigações importantes.

Pensamentos intrusivos e obsessivos: Lembranças constantes e dolorosas da pessoa falecida ou da circunstância da morte, que são incapacitantes e não permitem o foco em outras coisas.

Saudade intensa e persistente: Um anseio muito forte e contínuo pela pessoa que se foi, que não diminui e impede a pessoa de seguir em frente.

Perturbação na identidade: Sentir como se uma parte de si mesmo tivesse morrido com a perda, ou um senso acentuado de descrença sobre o falecimento.

Dor emocional intensa e persistente: Além da tristeza, sentimentos de raiva, amargura, culpa excessiva, remorso ou desespero que não se aliviam.

Apatia emocional: Ausência ou redução marcante da capacidade de sentir emoções, resultando em um entorpecimento emocional.

Sentimento de que a vida perdeu o sentido ou é vazia: Dificuldade em encontrar significado ou propósito na vida após a perda.

Sintomas físicos: Insônia ou outros distúrbios do sono (pesadelos, hipersonia), perda ou compulsão alimentar, fadiga extrema, tensões musculares, dores de cabeça e desconfortos generalizados.

Evitação: Dificuldade em lidar com memórias, evitar lugares ou objetos associados ao falecido.

Busca excessiva por recordações: Necessidade constante de reviver momentos passados, o que pode impedir o processamento da perda.

Pensamentos de morte ou suicídio: Estes são sinais de alerta muito graves e requerem ajuda profissional imediata.
Mediante a esses sinais de forma persistente e intensa, interferindo na qualidade de vida, é fundamental procurar por ajuda profissional para auxiliar no processo de luto e na superação do transtorno do luto prolongado.

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 Luiza Beirigo
Psicólogo
Sete Lagoas
Quando o fluxo da vida passa a ficar paralisado, quando se deixa de fazer as coisas básicas do dia a dia, quando alguns pontos vão perdendo sentido e quando se vê paralisado por muito tempo. No luto é esperado que em alguns momentos a pessoa fique mais para baixo, mas não é esperado que essa fase não apresente melhoras ou que se estenda por muito tempo sem nenhuma evolução positiva.
O luto complicado acontece quando a dor da perda permanece muito intensa por meses ou anos, dificultando a vida cotidiana. Alguns sinais de atenção são:

Tristeza profunda e constante, sem melhora com o tempo.

Dificuldade em retomar atividades ou manter vínculos sociais.

Sentimento de culpa excessiva ou autorresponsabilização pela perda.

Ansiedade intensa, medo de novas perdas ou sintomas físicos frequentes.

Pensamentos de morte ou de que a vida perdeu totalmente o sentido.

Nesses casos, é fundamental buscar apoio psicológico e, se necessário, acompanhamento psiquiátrico. O cuidado especializado ajuda a elaborar o luto e a proteger a saúde mental.
O luto tem um tempo de 6 meses a 1 ano. Posterior a isso pode estar se transformando em algo que prejudica a pessoa. Alterações de sono, alimentação, interação social, humor, desânimo. Procure um especialista

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