Qual a conduta quando o conflito envolve "Mentiras ou Omissões" deliberadas de pacientes com Transto
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Qual a conduta quando o conflito envolve "Mentiras ou Omissões" deliberadas de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Quando aparecem mentiras ou omissões no Transtorno de Personalidade Borderline, a condução não se orienta pela confrontação moral, mas pela leitura da função psíquica desse ato, muitas vezes ligado à tentativa de evitar abandono, vergonha ou perda do vínculo; ao invés de acusar, o terapeuta pode pontuar de forma cuidadosa as incongruências, colocando-as no campo da transferência, algo como “fico com a sensação de que há algo difícil de ser dito aqui”, abrindo espaço para que o sujeito se implique sem se sentir exposto ou punido; sustentar o enquadre, manter uma posição estável e não persecutória, e diferenciar confiança de exigência de transparência absoluta ajuda a transformar a mentira de obstáculo em material clínico, onde o que importa não é tanto a veracidade factual, mas o que não pôde ainda ser simbolizado na relação com o Outro.
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A instabilidade afetiva no Transtorno de Personalidade Borderline impacta diretamente a formação do vínculo inicial porque a forma como o paciente percebe o terapeuta pode mudar rapidamente, às vezes até dentro da mesma sessão. Não é que o vínculo não se forme, mas ele se forma em um terreno mais sensível, onde pequenas variações emocionais podem alterar a percepção de segurança.
No início do processo, é comum que o paciente oscile entre momentos de grande proximidade e confiança e, em seguida, momentos de dúvida, afastamento ou desconfiança. Isso acontece porque o sistema emocional reage de forma intensa às experiências, e essas reações acabam influenciando a forma como o outro é percebido. O vínculo, então, não é linear, ele é construído em meio a essas oscilações.
Para o terapeuta, o desafio não é evitar essas mudanças, mas sustentar uma presença estável enquanto elas acontecem. A consistência, a clareza e a capacidade de não reagir impulsivamente às variações do paciente são fundamentais. Aos poucos, o paciente começa a experimentar algo diferente: uma relação que não muda na mesma velocidade que suas emoções.
Fico pensando… quando suas emoções mudam rapidamente, isso também altera a forma como você enxerga as pessoas ao seu redor? Já percebeu situações em que alguém parecia muito confiável em um momento e, pouco depois, essa sensação mudou? E o que costuma acontecer com o vínculo nessas situações?
Com o tempo, essa experiência repetida de estabilidade ajuda a “desacelerar” a forma como o vínculo é percebido. O paciente começa a construir uma confiança menos dependente das variações emocionais do momento, o que é um passo importante para relações mais seguras.
Caso precise, estou à disposição.
A instabilidade afetiva no Transtorno de Personalidade Borderline impacta diretamente a formação do vínculo inicial porque a forma como o paciente percebe o terapeuta pode mudar rapidamente, às vezes até dentro da mesma sessão. Não é que o vínculo não se forme, mas ele se forma em um terreno mais sensível, onde pequenas variações emocionais podem alterar a percepção de segurança.
No início do processo, é comum que o paciente oscile entre momentos de grande proximidade e confiança e, em seguida, momentos de dúvida, afastamento ou desconfiança. Isso acontece porque o sistema emocional reage de forma intensa às experiências, e essas reações acabam influenciando a forma como o outro é percebido. O vínculo, então, não é linear, ele é construído em meio a essas oscilações.
Para o terapeuta, o desafio não é evitar essas mudanças, mas sustentar uma presença estável enquanto elas acontecem. A consistência, a clareza e a capacidade de não reagir impulsivamente às variações do paciente são fundamentais. Aos poucos, o paciente começa a experimentar algo diferente: uma relação que não muda na mesma velocidade que suas emoções.
Fico pensando… quando suas emoções mudam rapidamente, isso também altera a forma como você enxerga as pessoas ao seu redor? Já percebeu situações em que alguém parecia muito confiável em um momento e, pouco depois, essa sensação mudou? E o que costuma acontecer com o vínculo nessas situações?
Com o tempo, essa experiência repetida de estabilidade ajuda a “desacelerar” a forma como o vínculo é percebido. O paciente começa a construir uma confiança menos dependente das variações emocionais do momento, o que é um passo importante para relações mais seguras.
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