quanto tempo demora a ser eliminada do organismo olanzapina apos ser retirada e se tem efeitos apos

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quanto tempo demora a ser eliminada do organismo olanzapina apos ser retirada e se tem efeitos apos disso?
Primeiramente, a olanzapina só deve ser retirada se for por orientação médica. Os principais transtornos tratados com olanzapina têm índice de recaídas altíssimo e sua suspensão quase sempre leva a recaídas (a não ser que o médico tenha orientado uma substituição por outra medicação equiparável). Estas recaídas geralmente não são imediatas - assim, algumas pessoas que se sentem "bem"e param ou resolvem parar por causa de supostos efeitos colaterais, continuam se sentindo bem por dias, semanas ou mesmo alguns meses mas, depois, quase sempre apresentam recaídas. Isto responde sua pergunta de que, ainda algum tempi após a retirada, se o remédio tiver sido usado por um período mais longo, manterá seu efeito. A medida de eliminação, em farmacologia, geralmente é a "meia-vida"- ou seja, quanto tempo demora para que a concentração da substância caia pela metade em seu sangue (em seguida, para metade da metade e, assim por diante). No caso da olanzapina, a meia-vida é de 21 a 54 horas (dependendo de uma série de fatores).

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Dr. Ronney Eustorgio Machado
Psiquiatra, Médico perito
Guará
Saudações!

A olanzapina leva em média 4 a 7 dias para ser eliminada, podendo chegar a 10 dias em uso prolongado. Após a retirada, podem ocorrer insônia, ansiedade, agitação e retorno dos sintomas originais, geralmente nos primeiros 3 a 7 dias, durando alguns dias a semanas. Espero ter contribuído.
A olanzapina apresenta meia-vida média em torno de 30 horas, podendo variar conforme características individuais, como idade, sexo, tabagismo, função hepática e dose utilizada. De forma geral, considera-se que a maior parte do medicamento seja eliminada do organismo em aproximadamente 6 a 7 dias após a suspensão, podendo esse período se estender em alguns pacientes.
Mesmo após a eliminação sérica da medicação, podem ocorrer sintomas após a retirada, especialmente quando a suspensão é abrupta. Esses efeitos estão relacionados à adaptação do sistema nervoso central e podem incluir insônia, ansiedade, agitação, náusea e, em alguns casos, recrudescimento dos sintomas do transtorno de base previamente tratado.
Por esse motivo, a suspensão da olanzapina deve ser individualizada e, sempre que possível, realizada de forma gradual, sob acompanhamento médico, avaliando-se riscos, benefícios e a condição clínica global do paciente.
A decisão sobre retirada, manutenção ou ajuste do tratamento deve ser tomada em conjunto com o médico assistente, considerando o diagnóstico, o tempo de uso, a dose e a resposta clínica.

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