Que tipo de perguntas um psiquiatra pode fazer durante o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compuls
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Que tipo de perguntas um psiquiatra pode fazer durante o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
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Um psiquiatra estrutura a entrevista em 3 eixos principais para investigar critérios DSM-5:
1. Obsessões (Pensamentos Intrusivos)
"Você tem pensamentos que se repetem e não consegue controlar?"
"Que temas mais o incomodam? (contaminação, agressão, sexualidade, simetria, responsabilidade)"
"Esses pensamentos causam ansiedade ou repugnância?"
"Reconhece que são irracionais ou parecem reais?"
2. Compulsões (Rituais)
"Você faz algo repetitivamente para aliviar a ansiedade? (lavar, verificar, organizar, contar)"
"Se não fizer, o que acontece? Qual é o medo?"
"Quanto tempo gasta com esses rituais diariamente?"
"Eles realmente resolvem o problema ou é alívio temporário?"
3. Impacto Funcional
"Como isso afeta sua vida? Trabalho, estudos, relacionamentos?"
"Isolamento social por vergonha ou tempo gasto nos rituais?"
"Já deixou de fazer coisas importantes por causa disso?"
Investigação Diferencial
Tricotilomania/skin picking: Compulsões sem obsessões prévias?
Hipocondria: Preocupação excessiva vs. obsessões verdadeiras?
Traços obsessivos vs. TOC: Causa sofrimento/disfunção?
1. Obsessões (Pensamentos Intrusivos)
"Você tem pensamentos que se repetem e não consegue controlar?"
"Que temas mais o incomodam? (contaminação, agressão, sexualidade, simetria, responsabilidade)"
"Esses pensamentos causam ansiedade ou repugnância?"
"Reconhece que são irracionais ou parecem reais?"
2. Compulsões (Rituais)
"Você faz algo repetitivamente para aliviar a ansiedade? (lavar, verificar, organizar, contar)"
"Se não fizer, o que acontece? Qual é o medo?"
"Quanto tempo gasta com esses rituais diariamente?"
"Eles realmente resolvem o problema ou é alívio temporário?"
3. Impacto Funcional
"Como isso afeta sua vida? Trabalho, estudos, relacionamentos?"
"Isolamento social por vergonha ou tempo gasto nos rituais?"
"Já deixou de fazer coisas importantes por causa disso?"
Investigação Diferencial
Tricotilomania/skin picking: Compulsões sem obsessões prévias?
Hipocondria: Preocupação excessiva vs. obsessões verdadeiras?
Traços obsessivos vs. TOC: Causa sofrimento/disfunção?
Bom dia! De um modo geral, prefiro deixar os pacientes falarem livremente sobre o que estão sentindo e a partir deste ponto, direcionar perguntas para facilitar a compreensão da condição.
Tais perguntas podem ser sobre que tipos de pensamentos obsessivos o paciente apresenta, como exemplo: se acredita que pode ser ou estar contaminado, sensação de que as coisas estão fora de ordem, apresentar imagens violentas, como pensar que pode agredir outras pessoas ou causar mal a si próprio, dúvidas obsessivas, pensamentos de conteúdo sexual ou tabus religiosos; e que tipo de compulsões apresentam, atos físicos ou mentais ("rituais") que a pessoa faz de maneira repetida para tentar reduzir a ansiedade e prevenir os eventos temidos dos pensamentos obsessivos. As categorias de compulsões mais comuns são lavagem e limpeza excessivas, ordenar e manter a simetria, contagem, confirmação, verificação e atos mentais.
Além da dimensão dos sintomas, é essencial compreender quanto tempo do dia o paciente "gasta" com as obsessões e compulsões, o quanto consegue evitar esses comportamentos, qual o grau de sofrimento associado a esses pensamentos e comportamentos e o quanto isso atrapalha as atividades diárias. Alguns profissionais podem utilizar escalas, que são questionários formatados para avaliar o grau de gravidade baseado nos itens que descrevi acima. A escala mais utillizada para TOC é a Y-BOCS, caso queira conferir ela está disponível gratuitamente na internet. Alerto que escalas são apenas instrumentos complementares, úteis principalmente para acompanhamento dos sintomas ao longo do tratamento, e não dispensam uma avaliação profissional, visto que o diagnóstico é um procedimento mais amplo do que apenas um conjunto de sintomas. Em uma avaliação psiquiátrica, o profissional deve fazer uma avaliação global da saúde antes de definir um diagnóstico. Por exemplo, há condições de saúde física que podem promover sintomas obsessivo-compulsivos sem que o paciente possua transtorno obsessivo-compulsivo.
Durante uma consulta, além do diagnóstico de uma condição psíquica é essencial que o psiquiatra busque compreender melhor sua trajetória e história de vida para auxiliar o paciente a compreender a origem desse modo de funcionamento e aos poucos modificar esses comportamentos.
Tais perguntas podem ser sobre que tipos de pensamentos obsessivos o paciente apresenta, como exemplo: se acredita que pode ser ou estar contaminado, sensação de que as coisas estão fora de ordem, apresentar imagens violentas, como pensar que pode agredir outras pessoas ou causar mal a si próprio, dúvidas obsessivas, pensamentos de conteúdo sexual ou tabus religiosos; e que tipo de compulsões apresentam, atos físicos ou mentais ("rituais") que a pessoa faz de maneira repetida para tentar reduzir a ansiedade e prevenir os eventos temidos dos pensamentos obsessivos. As categorias de compulsões mais comuns são lavagem e limpeza excessivas, ordenar e manter a simetria, contagem, confirmação, verificação e atos mentais.
Além da dimensão dos sintomas, é essencial compreender quanto tempo do dia o paciente "gasta" com as obsessões e compulsões, o quanto consegue evitar esses comportamentos, qual o grau de sofrimento associado a esses pensamentos e comportamentos e o quanto isso atrapalha as atividades diárias. Alguns profissionais podem utilizar escalas, que são questionários formatados para avaliar o grau de gravidade baseado nos itens que descrevi acima. A escala mais utillizada para TOC é a Y-BOCS, caso queira conferir ela está disponível gratuitamente na internet. Alerto que escalas são apenas instrumentos complementares, úteis principalmente para acompanhamento dos sintomas ao longo do tratamento, e não dispensam uma avaliação profissional, visto que o diagnóstico é um procedimento mais amplo do que apenas um conjunto de sintomas. Em uma avaliação psiquiátrica, o profissional deve fazer uma avaliação global da saúde antes de definir um diagnóstico. Por exemplo, há condições de saúde física que podem promover sintomas obsessivo-compulsivos sem que o paciente possua transtorno obsessivo-compulsivo.
Durante uma consulta, além do diagnóstico de uma condição psíquica é essencial que o psiquiatra busque compreender melhor sua trajetória e história de vida para auxiliar o paciente a compreender a origem desse modo de funcionamento e aos poucos modificar esses comportamentos.
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