Recentemente passei por uma situação de grande estresse ( isso tem cerca de 1 mês e 10 dias ) ocasio

5 respostas
Recentemente passei por uma situação de grande estresse ( isso tem cerca de 1 mês e 10 dias ) ocasionando em um ataque de pânico, vale ressaltar que só tive 1 ataque, e desde então nunca mais tive, nunca havia passado por isso, nunca tive problema com ansiedade elevada.
Fui ao médico e ela disse que tive um início de estresse pós traumático, não precisei de medicação por ser um algo pontual e não estar sentindo ansiedade elevada e não ter tido mais ataques.
Porém me sinto estranho, sempre estou preocupado, também sinto que minhas emoções estão mais sensível “emoções a flor da pele”.
No geral sinto a melhora progressivamente a cada dia que passa vou relaxando mais, porém penso no acontecimento e fico hipervigilando essas sensações de preocupação excessiva, é normal sentir essa preocupação excessiva após uma situação como essa? Sempre sentir essa tensão? Emotividade mais elevada?
 Renata Bombine Pimentel
Psicólogo
São Paulo
Olá! Você agiu corretamente ao buscar ajuda médica. Ainda que o ataque tenha acontecido uma única vez, seria importante fazer uma avaliação psicológica para aprender a lidar com essas sensações, caso perceba que sozinho não consiga. É normal a preocupação, mas cabe ressaltar que não é saudável a frequência. Sou especialista em saúde mental e fico à disposição.

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É comum esse tipo de resposta dependendo da gravidade da situação. Contudo, ser comum não significa que não haja a necessidade de não ser devidamente cuidada sua questão.

O diagnóstico diferencial entre TEPT (Transtorno do Estresse Pós-traumático), Transtorno do Pânico ou outros transtornos de ansiedade pode ser complicado para se fazer um diagnóstico, então não confiaria fielmente nesse diagnóstico dado pelo médico. PRincipalmente caso não seja um psiquiatra, neurologista ou psicólogo.

Recomendo que procure uma psicoterapia para que possa tratar isso e que aí sim não evolua para um destes transtornos mentais. O que pode estar acontecendo é que eles estejam se desenvolvendo ainda (muitos transtornos precisam de pelo menos 6 meses para se instalarem completamente) e isso pode ser facilmente previnido com o devido tratamento. Acredito ser comum essa resposta dependendo do nível de estresse em que passou nessa situação, mas é necessário que busque a ajuda necessária para lidar com isso da melhor forma possível.

Recomendo que estude sobre respiração diafragmática para aplicar no seu dia-a-dia, caso não consiga procurar um tratamento, por hora.
Entendo a delicadeza do que você traz, e como pode ser estranho se perceber diferente depois de algo que marcou tanto. Quando o corpo e a mente passam por uma experiência de grande estresse, como um ataque de pânico, é comum que fiquem em um estado de alerta prolongado, quase como se ainda houvesse um risco presente. Essa hipervigilância e a sensação de estar mais “à flor da pele” podem ser compreendidas como uma forma de proteção, mesmo quando racionalmente você sabe que já não está em perigo.

O fato de você sentir melhora progressiva, ainda que lenta, mostra que o processo de recuperação está acontecendo. O “estranho” que você sente pode ser justamente o contraste entre como era antes e como está agora, como se houvesse uma desconfiança sobre si mesmo — será que vou voltar a ser como era?

Fica uma questão importante para você observar: quando vem essa preocupação excessiva e a tensão no corpo, como você se relaciona com elas? Você as vê apenas como sinais de que algo está errado, ou também consegue reconhecer nelas o esforço do seu organismo de se manter em segurança?

Essa diferença pode ajudar a dar mais sentido ao que você vive, sem se cobrar tanto para que desapareça de imediato. O que você acha — faz sentido para você pensar nessa tensão e nessa emotividade como uma tentativa de proteção, ainda que incômoda?
Dra. Ana Paula Porto
Psicólogo
Rio de Janeiro
O que você está descrevendo é uma resposta normal após um episódio de estresse intenso ou ataque de pânico isolado. É comum nos dias ou semanas seguintes sentir hipervigilância, preocupação constante e emoções mais sensíveis, porque o corpo e a mente ainda estão processando a experiência. Essa tensão geralmente diminui gradualmente, como você mesmo percebe, à medida que a sensação de segurança volta e o corpo se readapta.

Buscar formas de autocuidado, relaxamento e acompanhamento psicológico pode ajudar a acelerar essa recuperação e evitar que a preocupação se mantenha por mais tempo do que o necessário. Com o tempo, é esperado que a hipervigilância e a emotividade voltem ao padrão habitual.
Situações estressantes podem ter efeitos prolongados dependendo de vários fatores. Quando essa situação tem semelhança com outras que já passamos, isso pode levar a uma potencialização dos efeitos, mas não é uma regra. Para uma ajuda efetiva, é importante ter um maior conhecimento do seu histórico de vida, da sua personalidade, etc. Se essa situação se mostrar recorrente, vale a pena buscar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender o que está acontecendo e te ajudar a elaborar o que for necessário.

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