Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi
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Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?
Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?
Faz sentido, sim, pensar em psicanálise a partir do que você descreve. O fato de a ansiedade surgir sempre no mesmo horário, mesmo sem um gatilho consciente, é algo muito significativo do ponto de vista psíquico. Na psicanálise, entendemos essas repetições no tempo como marcas de algo que insiste, mesmo quando não aparece de forma clara na memória ou no pensamento racional.
Enquanto algumas abordagens trabalham buscando identificar e corrigir gatilhos, a psicanálise se interessa justamente por aquilo que não se apresenta como evidente, mas retorna no corpo, no horário, no ritmo. Não se trata de trocar um tratamento por outro, nem de invalidar o que você já faz, mas de abrir um espaço para escutar o que essa ansiedade está tentando dizer, e que talvez ainda não encontrou palavras.
Muitas pessoas procuram a psicanálise quando percebem que, apesar de todo o esforço, algo permanece. É nesse ponto que a análise pode fazer diferença: não para eliminar o sintoma rapidamente, mas para compreender sua lógica e permitir que ele perca a força da repetição.
Se essa ansiedade insiste há tanto tempo e se organiza desse modo tão preciso, ela merece escuta. A psicanálise começa exatamente aí.
Enquanto algumas abordagens trabalham buscando identificar e corrigir gatilhos, a psicanálise se interessa justamente por aquilo que não se apresenta como evidente, mas retorna no corpo, no horário, no ritmo. Não se trata de trocar um tratamento por outro, nem de invalidar o que você já faz, mas de abrir um espaço para escutar o que essa ansiedade está tentando dizer, e que talvez ainda não encontrou palavras.
Muitas pessoas procuram a psicanálise quando percebem que, apesar de todo o esforço, algo permanece. É nesse ponto que a análise pode fazer diferença: não para eliminar o sintoma rapidamente, mas para compreender sua lógica e permitir que ele perca a força da repetição.
Se essa ansiedade insiste há tanto tempo e se organiza desse modo tão preciso, ela merece escuta. A psicanálise começa exatamente aí.
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Olá! Sou suspeita para responder que sim. Porém, o tratamento psicanalítico não traz respostas objetivas. Muitas vezes os sintomas arrefecem aos poucos por conta de outras questões que vão se apresentando, se reorganizando e afrouxam o que fazia o sintoma funcionar. O tratamento vai solicitar de ti uma posição de ocupar-se com suas questões mais do que focar em retirar sintomas. Boa decisão!
É compreensível que, após duas décadas de convivência com a ansiedade, encontrar um novo padrão de sintomas — como esse horário fixo no meio da tarde — traga um sentimento de frustração e cansaço. O fato de você já estar em tratamento medicamentoso e em terapia mostra o seu compromisso com o próprio bem-estar, mas entendo perfeitamente como pode ser desanimador sentir que estacionou em um ponto específico.
Sobre a sua dúvida entre as abordagens, a mudança para a psicanálise faz muito sentido quando os sintomas parecem ter uma "vida própria", como esse fenômeno que você descreve. Enquanto outras abordagens focam bastante na gestão do comportamento e nos gatilhos imediatos, a psicanálise se interessa justamente pelo que não é óbvio. Esse horário das 14:30 pode não ter um gatilho externo claro no seu dia de hoje, mas pode estar ligado a sentidos simbólicos, memórias ou uma dinâmica interna que ainda não pôde ser nomeada.
Mudar a abordagem não significa que o que você fez até aqui foi em vão, mas sim que talvez você sinta necessidade de olhar para o que está por trás da ansiedade, e não apenas para como controlá-la. Na psicanálise, o sintoma é visto como uma forma de comunicação do sujeito. Investigar o que esse horário representa na sua história pode ser a chave para desatar esse nó que a técnica direta ainda não conseguiu alcançar.
Se você sentir que é o momento de dar voz a esse desconforto sob uma nova perspectiva, o espaço analítico está aberto para acolher essa sua busca por respostas que vão além do controle dos sintomas. O mais importante é que você se sinta confortável e segura para iniciar essa nova etapa de investigação sobre si mesma.
Espero ter ajudado! Fique bem!
Sobre a sua dúvida entre as abordagens, a mudança para a psicanálise faz muito sentido quando os sintomas parecem ter uma "vida própria", como esse fenômeno que você descreve. Enquanto outras abordagens focam bastante na gestão do comportamento e nos gatilhos imediatos, a psicanálise se interessa justamente pelo que não é óbvio. Esse horário das 14:30 pode não ter um gatilho externo claro no seu dia de hoje, mas pode estar ligado a sentidos simbólicos, memórias ou uma dinâmica interna que ainda não pôde ser nomeada.
Mudar a abordagem não significa que o que você fez até aqui foi em vão, mas sim que talvez você sinta necessidade de olhar para o que está por trás da ansiedade, e não apenas para como controlá-la. Na psicanálise, o sintoma é visto como uma forma de comunicação do sujeito. Investigar o que esse horário representa na sua história pode ser a chave para desatar esse nó que a técnica direta ainda não conseguiu alcançar.
Se você sentir que é o momento de dar voz a esse desconforto sob uma nova perspectiva, o espaço analítico está aberto para acolher essa sua busca por respostas que vão além do controle dos sintomas. O mais importante é que você se sinta confortável e segura para iniciar essa nova etapa de investigação sobre si mesma.
Espero ter ajudado! Fique bem!
Faz sentido, sim, considerar outra abordagem quando uma questão permanece pouco compreendida no tratamento atual. O fato de a ansiedade aparecer sempre no mesmo horário pode indicar um ritmo psíquico ou associações que ainda não foram elaboradas. Explorar isso em um espaço de escuta mais aprofundada pode trazer novas compreensões. Se desejar, a psicanálise pode ser um caminho complementar para investigar essa dinâmica com mais profundidade.
Querida anônima, primeiramente quero reconhecer a seriedade com que você tem cuidado de si ao longo desses anos. Conviver com ansiedade por tanto tempo exige muita força, e o fato de você estar em acompanhamento médico, fazendo terapia e buscando compreender melhor o que sente mostra um movimento muito importante de responsabilidade consigo mesmo.
O que você descreve, essa ansiedade que surge sempre em um horário específico do dia, mesmo sem um gatilho consciente claro, pode acontecer em algumas experiências de sofrimento psíquico. Às vezes o corpo e o psiquismo passam a responder a algo que foi vivido ou marcado em algum momento da história da pessoa, mesmo que essa lembrança não esteja acessível de forma consciente. Na psicanálise, entendemos que nem sempre aquilo que nos afeta está diretamente ligado ao que conseguimos lembrar ou identificar racionalmente. Muitas vezes existem associações inconscientes, repetições de sensações ou marcas emocionais que se manifestam no corpo e no tempo de maneira aparentemente sem explicação.
Isso não significa que a abordagem que você já faz esteja errada ou que precise ser abandonada. A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ser muito útil para muitas pessoas, especialmente na organização de estratégias para lidar com sintomas no dia a dia. No entanto, algumas questões mais persistentes, como padrões que parecem não ter causa clara ou que se repetem mesmo após muito esforço de compreensão, podem se beneficiar de um trabalho que investigue mais profundamente a história subjetiva do sujeito.
A psicanálise pode fazer sentido justamente nesse ponto. Ela oferece um espaço de escuta onde não se busca apenas identificar gatilhos ou modificar comportamentos, mas compreender o significado do que retorna repetidamente na vida da pessoa. Através da fala livre e da construção de um vínculo terapêutico estável, o sujeito pode começar a associar sensações, memórias, emoções e experiências que antes pareciam desconectadas. Muitas vezes, aquilo que aparece como um sintoma aparentemente sem explicação começa a ganhar sentido dentro da própria história.
Também é importante dizer que mudar de abordagem não precisa significar invalidar o caminho que você já percorreu. Cada processo terapêutico abre portas diferentes de compreensão. Em alguns casos, pessoas mantêm acompanhamento psiquiátrico e até mesmo combinam momentos diferentes de abordagens ao longo da vida, conforme as necessidades que vão surgindo.
Se você sente que existe algo nessa ansiedade recorrente que ainda não encontrou lugar de elaboração, pode sim fazer sentido experimentar um espaço analítico para explorar isso com mais profundidade. A psicanálise não promete respostas rápidas, mas oferece algo muito valioso: um lugar onde o sujeito pode se escutar, reconhecer suas repetições e construir novas formas de relação com aquilo que causa sofrimento.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
O que você descreve, essa ansiedade que surge sempre em um horário específico do dia, mesmo sem um gatilho consciente claro, pode acontecer em algumas experiências de sofrimento psíquico. Às vezes o corpo e o psiquismo passam a responder a algo que foi vivido ou marcado em algum momento da história da pessoa, mesmo que essa lembrança não esteja acessível de forma consciente. Na psicanálise, entendemos que nem sempre aquilo que nos afeta está diretamente ligado ao que conseguimos lembrar ou identificar racionalmente. Muitas vezes existem associações inconscientes, repetições de sensações ou marcas emocionais que se manifestam no corpo e no tempo de maneira aparentemente sem explicação.
Isso não significa que a abordagem que você já faz esteja errada ou que precise ser abandonada. A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ser muito útil para muitas pessoas, especialmente na organização de estratégias para lidar com sintomas no dia a dia. No entanto, algumas questões mais persistentes, como padrões que parecem não ter causa clara ou que se repetem mesmo após muito esforço de compreensão, podem se beneficiar de um trabalho que investigue mais profundamente a história subjetiva do sujeito.
A psicanálise pode fazer sentido justamente nesse ponto. Ela oferece um espaço de escuta onde não se busca apenas identificar gatilhos ou modificar comportamentos, mas compreender o significado do que retorna repetidamente na vida da pessoa. Através da fala livre e da construção de um vínculo terapêutico estável, o sujeito pode começar a associar sensações, memórias, emoções e experiências que antes pareciam desconectadas. Muitas vezes, aquilo que aparece como um sintoma aparentemente sem explicação começa a ganhar sentido dentro da própria história.
Também é importante dizer que mudar de abordagem não precisa significar invalidar o caminho que você já percorreu. Cada processo terapêutico abre portas diferentes de compreensão. Em alguns casos, pessoas mantêm acompanhamento psiquiátrico e até mesmo combinam momentos diferentes de abordagens ao longo da vida, conforme as necessidades que vão surgindo.
Se você sente que existe algo nessa ansiedade recorrente que ainda não encontrou lugar de elaboração, pode sim fazer sentido experimentar um espaço analítico para explorar isso com mais profundidade. A psicanálise não promete respostas rápidas, mas oferece algo muito valioso: um lugar onde o sujeito pode se escutar, reconhecer suas repetições e construir novas formas de relação com aquilo que causa sofrimento.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
Faz sentido, sim, considerar a psicanálise como um espaço complementar de investigação, especialmente quando existe a sensação de que algumas questões ainda não foram totalmente compreendidas.
Primeiro, é importante reconhecer que você já está fazendo algo muito importante: está em tratamento, medicada e em terapia, o que mostra um cuidado real com a sua saúde mental.
Sobre a ansiedade aparecer todos os dias praticamente no mesmo horário, às vezes o psiquismo cria certos marcadores internos de tempo, ligados a experiências emocionais, memórias ou estados de expectativa que nem sempre estão conscientes. Nem sempre conseguimos identificar um gatilho claro de forma imediata.
Na psicanálise, o foco costuma ser um pouco diferente de outras abordagens. Em vez de buscar apenas identificar o gatilho ou reduzir o sintoma, o trabalho também envolve investigar o sentido que esse sintoma pode ter dentro da história subjetiva da pessoa.
Perguntas como, por exemplo:
O que costuma acontecer no seu dia antes desse horário?
Como você costuma se sentir quando se aproxima desse momento?
Existem associações, lembranças ou estados emocionais que aparecem com frequência nesse período?
Às vezes, algo que parece “sem motivo” começa a ganhar sentido ao longo do processo, à medida que a pessoa vai falando livremente e conectando diferentes aspectos da própria história.
Isso não significa necessariamente abandonar a terapia atual. Algumas pessoas optam por mudar de abordagem, outras fazem a transição com cuidado, e há também casos em que a psicanálise entra como um novo espaço de escuta quando a pessoa sente essa necessidade.
Se você sente curiosidade ou percebe que gostaria de explorar sua experiência de forma mais profunda, procurar um processo analítico pode ser um caminho válido para ampliar essa compreensão.
Rita Seixas – Psicanalista.
Primeiro, é importante reconhecer que você já está fazendo algo muito importante: está em tratamento, medicada e em terapia, o que mostra um cuidado real com a sua saúde mental.
Sobre a ansiedade aparecer todos os dias praticamente no mesmo horário, às vezes o psiquismo cria certos marcadores internos de tempo, ligados a experiências emocionais, memórias ou estados de expectativa que nem sempre estão conscientes. Nem sempre conseguimos identificar um gatilho claro de forma imediata.
Na psicanálise, o foco costuma ser um pouco diferente de outras abordagens. Em vez de buscar apenas identificar o gatilho ou reduzir o sintoma, o trabalho também envolve investigar o sentido que esse sintoma pode ter dentro da história subjetiva da pessoa.
Perguntas como, por exemplo:
O que costuma acontecer no seu dia antes desse horário?
Como você costuma se sentir quando se aproxima desse momento?
Existem associações, lembranças ou estados emocionais que aparecem com frequência nesse período?
Às vezes, algo que parece “sem motivo” começa a ganhar sentido ao longo do processo, à medida que a pessoa vai falando livremente e conectando diferentes aspectos da própria história.
Isso não significa necessariamente abandonar a terapia atual. Algumas pessoas optam por mudar de abordagem, outras fazem a transição com cuidado, e há também casos em que a psicanálise entra como um novo espaço de escuta quando a pessoa sente essa necessidade.
Se você sente curiosidade ou percebe que gostaria de explorar sua experiência de forma mais profunda, procurar um processo analítico pode ser um caminho válido para ampliar essa compreensão.
Rita Seixas – Psicanalista.
Faz sentido considerar outra abordagem, sim, especialmente quando certos padrões emocionais permanecem difíceis de acessar.
Na ansiedade, o corpo pode aprender horários, ritmos e expectativas internas que ativam a angústia mesmo sem um gatilho consciente; às vezes há conteúdos emocionais que ainda não chegaram à consciência.
A psicanálise costuma trabalhar justamente nesse nível mais profundo da experiência psíquica e dos significados inconscientes.
Explorar isso em um novo espaço de escuta pode ajudar a compreender melhor por que esse momento do dia ativa sua ansiedade.
Se sentir que precisa de um espaço online seguro, acolhedor e sem julgamentos para conversar sobre o que você está passando, procure um profissional da área terapêutica. No perfil dos especialistas aqui na plataforma há informações sobre atendimento.
Na ansiedade, o corpo pode aprender horários, ritmos e expectativas internas que ativam a angústia mesmo sem um gatilho consciente; às vezes há conteúdos emocionais que ainda não chegaram à consciência.
A psicanálise costuma trabalhar justamente nesse nível mais profundo da experiência psíquica e dos significados inconscientes.
Explorar isso em um novo espaço de escuta pode ajudar a compreender melhor por que esse momento do dia ativa sua ansiedade.
Se sentir que precisa de um espaço online seguro, acolhedor e sem julgamentos para conversar sobre o que você está passando, procure um profissional da área terapêutica. No perfil dos especialistas aqui na plataforma há informações sobre atendimento.
Se você já está em acompanhamento e medicada, isso é algo importante e deve ser mantido e respeitado. A psicanálise não substitui esse tipo de tratamento, mas pode oferecer um outro espaço de escuta.
Na psicanálise, nem sempre buscamos apenas identificar um “gatilho”. Muitas vezes certos sintomas aparecem de forma repetida sem que a causa esteja imediatamente consciente, e o trabalho analítico consiste em explorar, ao longo das sessões, as associações e a história singular de cada pessoa.
Para algumas pessoas, quando sentem que chegaram a um limite em uma abordagem, pode fazer sentido experimentar outra forma de trabalho. Uma primeira conversa pode ajudar a entender se a psicanálise faria sentido no seu caso.
Na psicanálise, nem sempre buscamos apenas identificar um “gatilho”. Muitas vezes certos sintomas aparecem de forma repetida sem que a causa esteja imediatamente consciente, e o trabalho analítico consiste em explorar, ao longo das sessões, as associações e a história singular de cada pessoa.
Para algumas pessoas, quando sentem que chegaram a um limite em uma abordagem, pode fazer sentido experimentar outra forma de trabalho. Uma primeira conversa pode ajudar a entender se a psicanálise faria sentido no seu caso.
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