Tenho muitas dúvidas sobre qual abordagem de terapia fazer. Tenho feito psicanálise há quase 3 mese
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Tenho muitas dúvidas sobre qual abordagem de terapia fazer.
Tenho feito psicanálise há quase 3 meses e gosto da abordagem, me sinto a vontade e sinto que existem vários aspectos inconscientes que tenho que trabalhar. O problema é que as vezes eu sinto que pesa demais pra mim, eu me cobro demais nas terapias, sinto que não está dando certo e começo a me culpar por isso, começo a questionar se não estou falando as coisas "certas" pro meu terapeuta é que a culpa é minha da terapia não estar dando certo. Isso quando algo que ele me fala é distorcido na minha mente e começo a ruminar aquele pensamento, causando uma angústia muito grande. E isso vem piorando graças a uma forte crise de ansiedade, eu passei mais da metade da sessão chorando, já não sabia mais responder as perguntas, sentia ânsia de vômito.
Agora não sei se devo insistir ou se a minha mentalidade não me deixa fazer a psicanálise da maneira correta, me sinto perdida e não sei por onde começar.
Tenho feito psicanálise há quase 3 meses e gosto da abordagem, me sinto a vontade e sinto que existem vários aspectos inconscientes que tenho que trabalhar. O problema é que as vezes eu sinto que pesa demais pra mim, eu me cobro demais nas terapias, sinto que não está dando certo e começo a me culpar por isso, começo a questionar se não estou falando as coisas "certas" pro meu terapeuta é que a culpa é minha da terapia não estar dando certo. Isso quando algo que ele me fala é distorcido na minha mente e começo a ruminar aquele pensamento, causando uma angústia muito grande. E isso vem piorando graças a uma forte crise de ansiedade, eu passei mais da metade da sessão chorando, já não sabia mais responder as perguntas, sentia ânsia de vômito.
Agora não sei se devo insistir ou se a minha mentalidade não me deixa fazer a psicanálise da maneira correta, me sinto perdida e não sei por onde começar.
Olá, eu imagino que essa não seja uma situação fácil, mas é extremamente importante abrir essas questões para o seu terapeuta levar esses aspectos citados a sessão e junto com seu terapeuta elaborar estratégias para manejar esses pensamentos e comportamentos. A abordagem é muito mais um meio de orientação para o psicólogo de como o mesmo irá conduzir o atendimento, se basear de forma teórica, é cada uma terá um olhar “diferente” porém visando a mesma coisa o bem do paciente. É válido levar para sua terapeuta possíveis questões de sabotagens, que me parecem compatíveis com seu relato, mas afirmo que nenhuma conclusão pode ser tomada ou definida a penas com um relato, reforço a importância de conversar com seu terapeuta sobre os assuntos citados.
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Oi. Seu relato me chamou a atenção. Me parece que você sofre por se sentir “culpada”, por ter que “fazer a coisa certa” - o que muito possivelmente tem a ver com algum outro contexto/cenário da sua história e, claro, se reproduz no ambiente terapêutico com a sua analista. Acho que é isso que você deve tratar e que, possivelmente a sua terapeuta também almeja. Acho ainda que você pode levar isso tudo ao conhecimento dela para, juntas, te ajudarem. Uma terapia é uma construção a partir da aliança entre paciente e profissional. O sucesso ou fracasso do trabalho deve ser compartilhado, nem o paciente faz terapia sózinho nem, tampouco, o psicólogo! Desejo todo o sucesso para vocês, e paz para você!
Olá, sinto muito! Concordo com as minhas colegas, isso tudo precisa ser dito e trabalhado em terapia, faz parte da sua terapia. Isso pode acontecer com outros terapeutas também, mesmo que você troque, porque na terapia a gente reproduz o que acontece na nossa vida. Mas caso você converse sobre isso com ele e ache que realmente essa abordagem não está funcionando (precisa trabalhar inclusive essa expectativa, o que está buscando e esperando da terapia), você pode sim tentar outra pessoa ou outra abordagem. O mais importante é ter um terapeuta com quem você se sinta à vontade para se abrir, em quem você confie, independente da abordagem. Mas tem pessoas que gostam mais de uma abordagem do que outra mesmo. Boa sorte!
Olá! Talvez sua dúvidas sejam se existe um jeito "certo" de fazer psicoterapia e te faz duvidar se o problema está na teoria,ou se a culpa é sua! Basicamente fazer psicoterapia de base psicanalitica é falar sobre o que sente e pensa sem censura,incluisive quando sua terapeuta fala Y e você diz que entende X,você pode se certificar se o que ela disse é o mesmo que entendeu "então,o que você disse foi X?" Fale sobre suas dificuldades na sessão e da crise de ansiedade que teve para que sua terapeuta consiga estabelecer novas estratégias para te ajudar e se ainda assim não conseguir se adaptar comunique a ela a desistência e procure outro profissional de psicologia!
Olá! Você tem total liberdade para desistir do processo terapêutico e procurar por outos profissionais quando achar que deve. Mas antes de tomar essa decisão acredito que pode ser muito benéfico trabalhar essas dificuldades na própria relação terapêutica. Converse com sua analista sobre o que tem sentido para que vocês possam descobrir juntas a melhor forma de fazer isso dar certo. Cuide-se bem!
Nem sempre as intervenções do terapeuta são facilmente digeríveis. Às vezes o cliente não está preparado para alguma intervenção, e fica magoado ou achando que está fazendo algo de errado. Mas não é nada disso. Se você tem dúvidas sobre as falas do seu terapeuta, converse com ele e esclareça tudo o que quer esclarecer. Fique tranquila, pois ele está aí para entendê-la e ajudá-la a se conhecer melhor, e não tem nenhuma intenção de crítica-la.
Boa noite
Sugiro procurar uma psicoterapia mais objetiva e direta. Vai sofrer menos e obter resultados mais rápidos. Mas, não depende somente da psicoterapia e sim, da ação de sua parte para ter resultados rápidos
Sugiro procurar uma psicoterapia mais objetiva e direta. Vai sofrer menos e obter resultados mais rápidos. Mas, não depende somente da psicoterapia e sim, da ação de sua parte para ter resultados rápidos
Bom, numa sessão de análise, não deveria haver cobrança de melhora por parte do psicanalista. Eu não sei como é o comportamento do seu psicanalista, mas tendo em vista o princípio supracitado, acredito que seria primordial você abordar essa questão de cobrança na sua análise para verificar se ela faz parte de alguma projeção, ou seja, essa angústia pela qual você vem passando na sua sessão pode ser um sintoma não trabalhado no seu transtorno.
Olá! Imagino o quanto esteja difícil para você, não posso opinar como é seu psicanalista, mas a terapia pode trazer a tona várias questões inconsciente que nem o paciente tinha consciência que existia. O melhor a se fazer é você falar para seu psicanalista como esta se sentindo em relação a ele. Caso continue não se sentindo bem, pode trocar. Muitas vezes nem é abordagem em si e sim a falta de conexão e confiança entre vocês que esta atrapalhando sua melhora.
Oi! Mais importante que a abordagem é a relação que você pode (ou não) estabelecer com o profissional psicólogo. De alguma forma, toda abordagem psicológica dá conta do sofrimento humano. Como orientação básica, eu posso te dizer: deve-se buscar um psicólogo que responda ao que a pessoa quer, ao que ela vai buscar na terapia. Alguém que acolha, que receba, que lhe dê um lugar de fala, que ouça e escute, que veja e enxergue, com o qual a pessoa se sinta bem, ou, se não se sentir bem, que tenha abertura, coragem e confiança de falar sobre isso. A pessoa deve ser escutada, acolhida, reconhecida, enfim, tratada com seus sintomas sem julgamento.
Enfim, de nada adiantará, para o andamento de sua terapia, a melhor abordagem, vindo de um psicólogo com o qual você não se deu bem, com o qual não se sente à vontade.
Você poderia levar as questões que levantou (o "peso" que sente com a psicanálise, a grande auto cobrança, o sentimento de culpa por não estar falando as coisas "certas" (você mesmo colocou as aspas, indicando a subjetividade da questão certo-errado), as distorções na comunicação, a ruminação de pensamentos, a angústia, a ansiedade, o choro), pois tudo isto é assunto de terapia...
Enfim, de nada adiantará, para o andamento de sua terapia, a melhor abordagem, vindo de um psicólogo com o qual você não se deu bem, com o qual não se sente à vontade.
Você poderia levar as questões que levantou (o "peso" que sente com a psicanálise, a grande auto cobrança, o sentimento de culpa por não estar falando as coisas "certas" (você mesmo colocou as aspas, indicando a subjetividade da questão certo-errado), as distorções na comunicação, a ruminação de pensamentos, a angústia, a ansiedade, o choro), pois tudo isto é assunto de terapia...
Olá! Que bom que você está buscando ajuda!
Em momentos difíceis, é muito comum nos criticarmos. É quase que como se assumirmos o papel de um "crítico pessoal", que está super atento em nos vigiar, para nos "punir".
E isso pode ser um problema, pois pode nos levar a sentir ansiedade, tristeza, vergonha e desmotivação.
A psicoterapia cognitivo-comportamental pode auxiliar você no desenvolvimento de habilidades para lidar com essa parte mais crítica e também para adotar uma nova forma de lidar com momentos de falhas ou com as imperfeições.
Espero que você encontre o que procura!
Fique bem!
Em momentos difíceis, é muito comum nos criticarmos. É quase que como se assumirmos o papel de um "crítico pessoal", que está super atento em nos vigiar, para nos "punir".
E isso pode ser um problema, pois pode nos levar a sentir ansiedade, tristeza, vergonha e desmotivação.
A psicoterapia cognitivo-comportamental pode auxiliar você no desenvolvimento de habilidades para lidar com essa parte mais crítica e também para adotar uma nova forma de lidar com momentos de falhas ou com as imperfeições.
Espero que você encontre o que procura!
Fique bem!
É compreensível que você enfrente desafios em relação à terapia e à abordagem que está utilizando. A psicanálise pode ser uma jornada profunda e intensa, muitas vezes levando a reflexões e descobertas que podem ser emocionalmente exigentes. No entanto, é importante lembrar que momentos de dúvida, angústia e reflexão fazem parte do processo terapêutico.
As respostas que você está tendo, como sentir-se pressionado, se culpar e ter angústia, podem ser exploradas na própria terapia. Comunicar essas preocupações ao seu terapeuta pode ajudá-lo a entender suas melhores respostas e encontrar maneiras de lidar com elas. Lembre-se de que a terapia é um espaço seguro para expressar seus sentimentos e trabalhar através deles.
Se você está sentindo que a psicanálise está ficando muito pesada ou não está atendendo às suas necessidades atuais, considere discutir outras opções terapêuticas com seu terapeuta pode ser útil. Terapias como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou abordagens mais focadas podem ser consideradas. O importante é encontrar uma abordagem que se adapte às suas necessidades e que você se sinta confortável e atualizado.
As respostas que você está tendo, como sentir-se pressionado, se culpar e ter angústia, podem ser exploradas na própria terapia. Comunicar essas preocupações ao seu terapeuta pode ajudá-lo a entender suas melhores respostas e encontrar maneiras de lidar com elas. Lembre-se de que a terapia é um espaço seguro para expressar seus sentimentos e trabalhar através deles.
Se você está sentindo que a psicanálise está ficando muito pesada ou não está atendendo às suas necessidades atuais, considere discutir outras opções terapêuticas com seu terapeuta pode ser útil. Terapias como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou abordagens mais focadas podem ser consideradas. O importante é encontrar uma abordagem que se adapte às suas necessidades e que você se sinta confortável e atualizado.
Olá! O processo de uma análise pode ser realmente bem angustiante para o paciente, algo difícil de lidar e que pode ser demorado, é bastante importante que isso seja colocado e dito ao seu analista por se tratar de um efeito da própria análise. Tudo que aparece num processo analítico é muito valioso para o caso e talvez essa "culpa", "cobrança" que você relata tenha relação com sua história e contexto, portanto, algo que, se for trabalhado, pode lhe trazer um alívio não só na análise, mas também em sua vida cotidiana. No entanto, também é extremamente válido se questionar se continuar na análise é algo que você quer ou "dá conta" e não há problema algum em optar não continuar ou seguir em terapia com uma outra abordagem. O mais importante é que o tratamento seja possível para você!
Olá! Imagino que não deve ser fácil para você lidar com todas essas questões. Cada um tem seu tempo de análise e não existe jeito "certo" ou "errado" de se portar nas sessões, contanto que você haja um vínculo transferencial bem estabelecido entre paciente e analista. É importante trabalhar inclusive esse sofrimento nas sessões e observar se você mesmo está confortável naquele ambiente. Tudo o que acontece durante os atendimentos são reflexos do nosso dia a dia, assim, é importante que você manifeste essas preocupações para que você e o analista consigam ter como base as suas queixas principais.
Espero que fique bem.
Espero que fique bem.
Olá! Primeiro de tudo, não há jeito "certo" de fazer terapia. O princípio fundamental da psicanálise é a "associação livre", ou seja, que você fale tudo que vier a sua mente, livremente, sem julgamentos (do que seria "certo" ou "errado"). O processo psicoterápico, independente da pessoa com quem se faz ou de sua abordagem, sempre passa por momentos de muita angústia quando são levantados conteúdos por vezes inconscientes e de difícil manejo afetivo. Entretanto, se essa angústia é algo que você vive sozinha (pensando que é um problema seu de não saber lidar, ou de estar fazendo algo "errado" na terapia), estamos no caminho errado. Sugiro levar essa angústia pra análise e trabalhar diretamente com seu analista, pois muitas vezes, a angústia de transferência (o que sentimentos no vínculo com o analista) é uma repetição (e reedição) das angústias que sentimos nas nossas relações fora do consultório (por que há um sentimento tão forte de auto responsabilização, uma angústia enorme em 'errar'?).
Porém, há situações em que não há mesmo um bom vínculo entre analisando-analista e a melhor opção seria trocar de terapeuta. Só você pode decidir isso.
Espero ter ajudado, boa sorte!
Porém, há situações em que não há mesmo um bom vínculo entre analisando-analista e a melhor opção seria trocar de terapeuta. Só você pode decidir isso.
Espero ter ajudado, boa sorte!
Olá! Sinto muito que você esteja se sentindo dessa forma no seu processo analítico... você já tentou expor essas questões para o seu analista? Talvez compartilhar isso com ele seja importante para que vocês possam pensar juntos em outras formas de conduzir o tratamento, que não te causem esses sentimentos angustiantes. Buscar um outro profissional também pode ser uma opção, fico à disposição caso queira conhecer meu trabalho!
Olá! É muito comum surgirem dúvidas ao longo do processo terapêutico, especialmente sobre a abordagem mais adequada para cada pessoa. O que você descreve demonstra uma sensibilidade muito grande em relação ao que está sendo trabalhado e indica que talvez esteja se cobrando excessivamente durante as sessões, o que pode estar gerando mais ansiedade e dificultando seu progresso.
É importante lembrar que não existe um “jeito certo” de fazer terapia. A terapia é um espaço para você ser você mesmo(a), sem julgamentos, e seu terapeuta está lá para acolher e ajudar a organizar o que você sente, sem esperar respostas “certas”. Se a abordagem atual está gerando mais angústia do que alívio, pode ser útil conversar abertamente com seu terapeuta sobre essas sensações. Essa conversa pode ajudar a ajustar o foco do trabalho ou até mesmo indicar se outra abordagem, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, pode ser mais adequada para lidar com sua ansiedade e pensamentos ruminativos.
A escolha da abordagem terapêutica deve ser uma decisão conjunta, baseada no que funciona melhor para você. Cada pessoa é única, e o mais importante é encontrar um caminho que traga conforto e avanços para sua saúde mental.
Se precisar de orientação sobre outras abordagens ou tiver dúvidas, estou à disposição. Você está dando um grande passo ao buscar respostas!
É importante lembrar que não existe um “jeito certo” de fazer terapia. A terapia é um espaço para você ser você mesmo(a), sem julgamentos, e seu terapeuta está lá para acolher e ajudar a organizar o que você sente, sem esperar respostas “certas”. Se a abordagem atual está gerando mais angústia do que alívio, pode ser útil conversar abertamente com seu terapeuta sobre essas sensações. Essa conversa pode ajudar a ajustar o foco do trabalho ou até mesmo indicar se outra abordagem, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, pode ser mais adequada para lidar com sua ansiedade e pensamentos ruminativos.
A escolha da abordagem terapêutica deve ser uma decisão conjunta, baseada no que funciona melhor para você. Cada pessoa é única, e o mais importante é encontrar um caminho que traga conforto e avanços para sua saúde mental.
Se precisar de orientação sobre outras abordagens ou tiver dúvidas, estou à disposição. Você está dando um grande passo ao buscar respostas!
Olá, tudo bem?
O que você está sentindo é algo muito válido e importante de ser explorado. A terapia, independentemente da abordagem, não deveria ser mais um espaço de culpa e autojulgamento, mas sim um lugar onde você possa se sentir acolhido(a) para olhar para si sem medo de errar. A questão aqui pode não ser sobre "fazer a terapia da maneira correta", mas sim sobre como você está se sentindo nesse processo.
A psicanálise tem um olhar profundo sobre o inconsciente e pode ser extremamente valiosa, mas, para algumas pessoas, esse mergulho pode se tornar pesado demais, especialmente quando já há uma tendência à autocrítica e à ruminação. A forma como você descreve essa angústia e a sensação de estar "falando errado" ou "não fazendo direito" sugere que sua mente pode estar transformando a terapia em mais uma exigência, algo que, em vez de aliviar, acaba gerando ainda mais ansiedade.
Talvez seja interessante se perguntar: o que eu preciso de uma terapia neste momento? Se o seu maior desafio agora envolve crises de ansiedade e autocrítica intensa, abordagens mais estruturadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podem te ajudar a desenvolver estratégias mais diretas para lidar com esses padrões de pensamento. A Terapia Focada nas Emoções (TFE) pode auxiliar a acolher essa angústia sem julgamento, ajudando a regular essas emoções de forma mais compassiva. A Terapia do Esquema também pode ser um caminho interessante se você sente que esses padrões de culpa e ruminação fazem parte da sua história de vida.
Isso não significa que a psicanálise "não está funcionando", mas sim que pode ser importante avaliar se essa é a abordagem que faz mais sentido para você neste momento da sua jornada. Às vezes, trocar de abordagem ou até conversar com seu terapeuta sobre como você está se sentindo pode trazer mais clareza. O mais importante é que a terapia seja um espaço seguro, onde você não se sinta sobrecarregado(a) ou pressionado(a) a se encaixar em uma forma idealizada de "fazer terapia certo".
Se quiser explorar essas possibilidades com mais calma, estou à disposição para te ajudar a encontrar um caminho que realmente traga alívio e crescimento para você.
O que você está sentindo é algo muito válido e importante de ser explorado. A terapia, independentemente da abordagem, não deveria ser mais um espaço de culpa e autojulgamento, mas sim um lugar onde você possa se sentir acolhido(a) para olhar para si sem medo de errar. A questão aqui pode não ser sobre "fazer a terapia da maneira correta", mas sim sobre como você está se sentindo nesse processo.
A psicanálise tem um olhar profundo sobre o inconsciente e pode ser extremamente valiosa, mas, para algumas pessoas, esse mergulho pode se tornar pesado demais, especialmente quando já há uma tendência à autocrítica e à ruminação. A forma como você descreve essa angústia e a sensação de estar "falando errado" ou "não fazendo direito" sugere que sua mente pode estar transformando a terapia em mais uma exigência, algo que, em vez de aliviar, acaba gerando ainda mais ansiedade.
Talvez seja interessante se perguntar: o que eu preciso de uma terapia neste momento? Se o seu maior desafio agora envolve crises de ansiedade e autocrítica intensa, abordagens mais estruturadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podem te ajudar a desenvolver estratégias mais diretas para lidar com esses padrões de pensamento. A Terapia Focada nas Emoções (TFE) pode auxiliar a acolher essa angústia sem julgamento, ajudando a regular essas emoções de forma mais compassiva. A Terapia do Esquema também pode ser um caminho interessante se você sente que esses padrões de culpa e ruminação fazem parte da sua história de vida.
Isso não significa que a psicanálise "não está funcionando", mas sim que pode ser importante avaliar se essa é a abordagem que faz mais sentido para você neste momento da sua jornada. Às vezes, trocar de abordagem ou até conversar com seu terapeuta sobre como você está se sentindo pode trazer mais clareza. O mais importante é que a terapia seja um espaço seguro, onde você não se sinta sobrecarregado(a) ou pressionado(a) a se encaixar em uma forma idealizada de "fazer terapia certo".
Se quiser explorar essas possibilidades com mais calma, estou à disposição para te ajudar a encontrar um caminho que realmente traga alívio e crescimento para você.
Dá pra perceber o quanto você está envolvida com seu processo e tentando se cuidar, mesmo no meio de tanta dúvida e angústia.
A psicanálise realmente pode nos mobilizar de formas muito profundas. Ela vai além do que conseguimos controlar racionalmente — e, por isso, muitas vezes sentimos confusão, tristeza, ansiedade… e até essa sensação de estar “fazendo a terapia errada”. Mas é importante dizer: não existe um jeito certo de estar em análise. Existe o seu jeito — com todas essas emoções que, sim, fazem parte do processo.
Aliás, esse sentimento de se cobrar demais, de achar que não está dizendo as “coisas certas”, de acreditar que a culpa é sua… isso tudo já diz muito sobre você. Esses movimentos internos não são um obstáculo; são justamente o material mais precioso do seu processo. Em psicanálise, a forma como nos colocamos na relação com o terapeuta costuma repetir algo da nossa história afetiva mais antiga. E poder perceber isso, viver isso, falar disso — já é parte da escuta do inconsciente.
A crise de ansiedade que você mencionou, o choro, a sensação de não conseguir mais responder… tudo isso mostra que algo muito importante está tentando vir à tona. Algo que talvez você tenha aprendido a esconder, a conter, por muito tempo. Não significa que você está falhando. Pelo contrário: mostra que o seu mundo interno está se abrindo e pedindo acolhimento.
O fato de você conseguir falar sobre tudo isso aqui, e reconhecer que sente algo se mover dentro de você, já mostra que o trabalho está acontecendo.
Se você sente que tem espaço com seu terapeuta, experimente levar exatamente essas dúvidas para a sessão. A análise também se faz com esses atravessamentos, com essas inseguranças, com aquilo que a gente quase não tem coragem de dizer.
A psicanálise realmente pode nos mobilizar de formas muito profundas. Ela vai além do que conseguimos controlar racionalmente — e, por isso, muitas vezes sentimos confusão, tristeza, ansiedade… e até essa sensação de estar “fazendo a terapia errada”. Mas é importante dizer: não existe um jeito certo de estar em análise. Existe o seu jeito — com todas essas emoções que, sim, fazem parte do processo.
Aliás, esse sentimento de se cobrar demais, de achar que não está dizendo as “coisas certas”, de acreditar que a culpa é sua… isso tudo já diz muito sobre você. Esses movimentos internos não são um obstáculo; são justamente o material mais precioso do seu processo. Em psicanálise, a forma como nos colocamos na relação com o terapeuta costuma repetir algo da nossa história afetiva mais antiga. E poder perceber isso, viver isso, falar disso — já é parte da escuta do inconsciente.
A crise de ansiedade que você mencionou, o choro, a sensação de não conseguir mais responder… tudo isso mostra que algo muito importante está tentando vir à tona. Algo que talvez você tenha aprendido a esconder, a conter, por muito tempo. Não significa que você está falhando. Pelo contrário: mostra que o seu mundo interno está se abrindo e pedindo acolhimento.
O fato de você conseguir falar sobre tudo isso aqui, e reconhecer que sente algo se mover dentro de você, já mostra que o trabalho está acontecendo.
Se você sente que tem espaço com seu terapeuta, experimente levar exatamente essas dúvidas para a sessão. A análise também se faz com esses atravessamentos, com essas inseguranças, com aquilo que a gente quase não tem coragem de dizer.
Boa tarde, como vai?
É comum sentir esta pressão de carregar toda a cobrança de "dar certo" no atendimento, por isso leve consigo que tudo é um processo e o atendimento terapêutico precisa ser um espaço em que você tenha acolhimento. É um momento apenas para você, alinhe com o(a) profissional esta expectativa para que o processo seja o mais prazeroso possível. Lidar com nossos problemas não é fácil, espero que fique mais tranquilo ao passar do tempo e que você usufrua do presente.
É comum sentir esta pressão de carregar toda a cobrança de "dar certo" no atendimento, por isso leve consigo que tudo é um processo e o atendimento terapêutico precisa ser um espaço em que você tenha acolhimento. É um momento apenas para você, alinhe com o(a) profissional esta expectativa para que o processo seja o mais prazeroso possível. Lidar com nossos problemas não é fácil, espero que fique mais tranquilo ao passar do tempo e que você usufrua do presente.
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