Tenho o pênis bem pequeno e torto. Não é um micro-penis, mas é bem pequeno. Em dias frios ou quando

28 respostas
Tenho o pênis bem pequeno e torto. Não é um micro-penis, mas é bem pequeno. Em dias frios ou quando estou nervoso, praticamente só aparece a glande. Apesar disso, gosto de ir a vestiários e ficar nu com outros homens. Geralmente, não exibo meu pênis, fico de costas, coloco a toalha na frente, etc. Mas sinto um certo prazer em estar ali, meio que correndo um risco de verem um pênis do qual tenho vergonha. Isso é normal?
Prof. Theodor Lowenkron
Psiquiatra, Psicanalista
Rio de Janeiro
A queixa relatada aparece com certa frequência na minha experiência clínica e se tratando não de um problema físico, mas psicológico, o qual influência no julgamento da pessoa que apresenta a queixa. O problema psicológico é baixa auto estima. Se não estiver convencido da resposta acima, pode fazer uma consulta com urologista e depois confirmado minha apreciação procurar tratamento psiquiátrico, do tipo psicoterapia. Existem duas orientações principais: TCC e Psicanálise. A primeira mais superficial e a segunda mais profunda. Abraço

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 Gustavo Moraes
Psicólogo, Psicanalista
Jacareí
Olá! O que é normal pra você? Quais Normas Sociais você tanto questiona? Tem mais valor uma vela acesa na escuridão do que uma enorme fogueira queimando na luz do dia. O site analítico é um ótimo local para você expor suas angústias, a sexualidade envolve muito mais que as características dos sistemas genitais masculino. Sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, contato, ternura e intimidade, ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos. A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influência também a nossa saúde física e mental. De acordo com a psicanálise, a vergonha caminha junto com o narcisismo, o que nos leva a crer que, quanto maior a vaidade, maior o receio de ser envergonhado diante de outras pessoas. A vergonha traz consigo a desqualificação em público, a boa imagem prejudicada e a revelação de uma fraqueza. Ela é autoconsciente justamente porque desperta o indivíduo à consciência de si mesmo, e assim permite que regule seu comportamento. Conheça-te!



 Elida Biasoli
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
olá. sua questão é se isso é normal? Entendi que você se refere se é normal sentir prazer em ficar nu em vestiários masculinos, mesmo com a questão que você coloca em relação ao seu órgão genital. Não acredito que essa questão colocando em cheque a normalidade possa te ajudar (como dito acima por outro colega: o que é normal? quem é normal?). Mas, pelo brevíssimo relato que você traz, acredito ser mais interessante ir pela via da sua maneira de extrair prazer, da sua singularidade. Nessa medida, nunca haverá normal, senão singular. Me parece que sua questão é sobre sua sexualidade. Indico que você busque um psicanalista lacaniano para falar sobre isso. Abraço.
Dra. Andrea Zaniolo
Psicólogo, Psicanalista
Curitiba
Olá. Não se trata aqui de normal ou não, mas sim é comum. Indico que procure um psicanalista para falar a respeito.
Abraço.
Dr. André Salvador
Psicanalista
Niterói
Olá, espero que esta mensagem lhe encontre bem! Sim, existe normalidade no prazer ainda que fora dos padrões morais estabelecidos e ditos "aceitáveis" pela sociedade, principalmente a brasileira onde permeia o paternalismo, o sistema patriarcal, onde o pai, macho viril, é o representante máximo deste conservadorismo. Sobre o fato concreto seria interessantes conversarmos preliminarmente para entendermos mais sobre você, suas características de personalidade e sua forma de encarar e entender a vida e tudo que lhe cerca. Apenas desta forma conseguiremos encontrar o caminho juntos! Um forte abraço a você, se cuida!
 Ricleide Gomes
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Sugiro que busque atendimento clinico para falar desse "normal" que você questiona. Por sinal, muito interessante seu questionamento! Abraços.
 Bruno Bueno de Castro Setti
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Oi. O risco excita. E também parece que você fantasia com a situação, chega bem próximo a ela acontecer, algo que pode te dar a sensação de se sentir mais preparado também. Agora, normal ou não, será que isso importa?
 Dirk Albrecht Dieter Belau
Psicanalista
São Paulo
É comum sentir prazer em ficar nu, ser visto nu. Este prazer tem a ver com a proibição da nudez no dia-a-dia. O prazer de ficar nu na presencia de outros homens, em particular, pode indicar um desejo homossexual, do qual você não disse nada. Ele seria mais complicado de se explicar se é isto que você pede. Este tipo de prazer também é comum apesar de minoritário e bastante discriminado pela sociedade. Por isso, ele é mais difícil para a pessoa aceitar em si mesma o que pode fazê-la procurar explicações inúteis. Por exemplo, o vínculo entre o tamanho pequeno do seu pênis e o seu desejo talvez homossexual é você que construi. Ele pode não ser necessário, objetivo. Pode até ser uma maneira sua para combater o desejo homossexual (ver a sua toalha). Para você se sentir melhor com o seu corpo e com os seus desejos e chegar a organizar-se para alcançar satisfação, recomendo você entrar numa psicoterapia tipo psicanalista ou humanista.
 Rafael Haddad
Psicanalista, Terapeuta complementar
Niterói
Claro que é normal. Todo comportamento que você tem é completamente coerente com as emoções que você possui. É possível modificar este padrão comportamental modificando os padrões emocionais.
A adrenalina de "ser pego" é normal. A mesma que se tem ao assistir um filme de suspense, ou saltar de paraquedas.

Fisiologicamente, procure um médico. emocionalmente, um terapeuta em quem confie.
Isto trará os melhores resultados para você.
 Denise dos Santos
Psicanalista
São Paulo
Olá, Tudo bem?
Essa sua questão, poderia ser uma demanda inicial para um percurso de análise.
O que é normal? Como é sentir vergonha deste corpo erotizado e libidinado?
Como é ver e ser visto?
Como é ser descoberto?
O que é prazer? Como é sentir este prazer?
A psicanálise parte do princípio que o corpo vai recebendo estímulos eróticos desde sua tenra idade. Essas marcas ou impressões e registros, determinarão vias libidinais e sua forma de expressão e visão de mundo. O inconsciente, o corpo e a sexualidade (diferente de sexual) são molas propulsoras para o trabalho analítico proposto pela psicanálise.
Espero que encontre ajuda e que possa direcionar suas reflexões em um espaço adequado de acolhimento e para novas elaborações.
Fico à disposição para esclarecimentos adicionais,
Abraços,
Denise


 Marcos Fernandes
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
Sim, é normal. Muitas pessoas sentem vergonha de seu corpo, mas isso não significa que não possam desfrutar de experiências que lhes dão prazer. É importante lembrar que você não precisa se expor se não quiser, e que você pode encontrar maneiras de se sentir confortável em ambientes como vestiários.
 Mariana Pio
Psicanalista
Belo Horizonte
É interessante a forma como você coloca "isso é normal?", porque nosso padrão de normalidade é, em regra, fundado sobre padrões culturais. Pode ser perfeitamente normal, sim, sentir prazer de qualquer maneira que não incorra em crime. Parece, pelo seu breve relato, que você se interroga se a mistura de colocar-se em risco e sentir prazer nisso é algo comum (sim, é) e se é normal ou pode indicar algum tipo de "problema psicológico" - e, nesse caso, considerando apenas o que você conta aqui brevemente, parece ser mais uma particularidade sua do que um problema. O que fica disso é: é possível se apropriar dessa maneira de sentir prazer e ficar em paz com ela - sem ficar se julgando, criticando ou questionando? Uma psicanálise pode ser um ótimo caminho para construir essa resposta!
Seu receio de que vejam o tamanho de seu pênis, é muito mais comum do que se imagina. Porém, o que mais importa é o funcionamento do mesmo, seguindo a ideia de que "tamanho não é documento". De nada adiantaria ter um pênis enorme, porém, sem a capacidade de ereção...
Dito isso, tenho duas sugestões para você:
1 - Do ponto de vista físicio e funcional que se consulte com um médico urologista;
2 - Quanto ao que se refere à sua autoestima e eventuais preconceitos e ou indefinições de opções sexuais, que inicie um processo de psicoterapia, preferencialmente de psicanálise.
Espero tê-lo ajudado.
Prof. Wesley Espinosa Santana
Psicanalista
São Paulo
Olá, tudo bem? Isso é normal, pode acreditar. Ter o pênis menor ou maior é relativo quando se tem a libido. Ir ao vestiário e ter prazer ao ficar nu na frente dos outros é normal também, pois ocorre a interação e a curiosidade. Use-o bem e você nunca mais se preocupará com tamanho, ok? Um abraço e se cuide!
 Eduardo Ruscalleda
Psicanalista
Campinas
Olá! O conceito de normalidade é algo bem restrito. A psicanálise é a terapia que melhor pode te auxiliar no processo de autoconhecimento e entendimento da sexualidade, desejos e prazer de forma geral. Mais importante do que é ou não normal é se conhecer, entender o que essa situação representa para você, livre de julgamentos ou quaisquer outras opiniões pré-concebidas.
 Eduardo Guimarães
Psicanalista
São Paulo
Depende.
Primeiro, precisamos saber se você quer saber se é normal ter vergonha do próprio pênis ou se é normal sentir prazer ao estar com outros homens em um vestiário.
Sim, suas questões são nornais. Se isso está, de alguma forma, incomodando seu bem estar ou causando sentimentos que você não gosta, sugiro procure um Psicanalista para explorar esses sentimentos e pensamentos. Assim você terá ferramentas para trabalhar essas questões e ter uma vida mais confortável. Abraço.
 Paulo Bonzanini
Psicanalista
Santo André
Sua pergunta envolve aspectos de sexualidade, autoestima corporal e comportamento, e é compreensível que você esteja buscando entender melhor o que sente. Vamos explorar isso com cuidado e respeito.

1. Sobre o tamanho e aparência do pênis
É comum que homens tenham preocupações com o tamanho ou formato do pênis, pois há muita pressão social e cultural em torno desse tema. No entanto, a diversidade é completamente normal, e o tamanho ou a curvatura geralmente não têm impacto real em saúde, função sexual ou valor pessoal.

A retração do pênis em situações de frio ou estresse é uma resposta fisiológica normal, causada pela contração dos músculos no escroto para proteger os órgãos genitais. É algo que acontece com todos, em graus variados.

2. O prazer em situações de exposição parcial
Sentir um certo prazer ou excitação ao se colocar em uma situação de "risco controlado", como a possibilidade de ser visto em um vestiário, pode ter várias explicações psicológicas, sem que isso signifique algo errado ou anormal. Alguns possíveis fatores:

Adrenalina e emoção: A ideia de ser "descoberto" pode provocar uma excitação pela descarga de adrenalina, mesmo que você não deseje conscientemente ser visto.
Exploração do desconforto: Às vezes, nos colocamos em situações que nos desafiam ou expõem nossas inseguranças como uma forma inconsciente de lidar com elas ou enfrentá-las.
Aspectos eróticos: Para algumas pessoas, o risco de exposição ou a própria nudez em ambientes públicos (como vestiários) pode ter um componente erótico ou ligado à excitação.
3. É normal?
Sim, é normal. A sexualidade humana é vasta e complexa, e os comportamentos que a envolvem muitas vezes escapam de uma definição rígida. O importante é:

Consentimento e respeito ao espaço dos outros: Desde que você não esteja invadindo o espaço ou o conforto das pessoas ao redor, esse comportamento não apresenta problemas éticos ou sociais.
Autoconhecimento: Se isso está ligado a um prazer erótico ou a uma forma de lidar com sua vergonha, é algo que você pode explorar e entender melhor.
4. Reflexão sobre autoestima
A vergonha que você menciona pode estar influenciando o prazer que sente nessas situações. É possível que estar nesse ambiente seja uma forma de desafiar suas próprias inseguranças. Trabalhar a aceitação do seu corpo pode ajudá-lo a se sentir mais confortável, reduzindo a necessidade de buscar validação ou emoção em situações externas.

Algumas sugestões:

Foque no que você gosta em si mesmo: Trabalhe sua percepção corporal como um todo, valorizando outras características que você aprecia em si mesmo.
Considere terapia: Um profissional, como um psicólogo ou psicanalista, pode ajudá-lo a entender melhor esses sentimentos e comportamentos, promovendo maior aceitação pessoal.
Evite comparações: Lembre-se de que vestiários são espaços onde todos estão vulneráveis de certa forma, e as aparências variam muito.
5. Se explorar é saudável
Desde que isso seja feito de forma respeitosa consigo mesmo e com os outros, não há nada de errado em observar o que lhe traz prazer ou emoção. Entender esses comportamentos e sentimentos pode ser enriquecedor e libertador. Caso sinta que esse prazer vem acompanhado de sofrimento ou conflito interno significativo, pode ser útil conversar com um especialista.

Você não está sozinho nessas dúvidas e sentimentos. O mais importante é ser gentil consigo mesmo durante esse processo de autocompreensão.






  Marcos  Boldrin
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
Ola tudo bem ?
Ter o pênis pequeno é bem comum, a maioria dos homens, já tratei vários homens que tinha vergonha por ter um penes bem pequeno.
Porem no seu caso tem a parte da excitação que também é bem comum o exibicionismos.
Só precisamos conversar mais para entender ate onde a sua vergonha te atrapalha e ate onde sua excitação vai, para que você possa aprender a lidar melhor com isso e aproveita mais certos momentos.
Fico a sua disposição para conversar mais a respeito e tirar mais duvidas, fica a vontade para me mandar mensagem ou agendar um atendimento
Abraço
 Jackson Shella
Psicanalista
Curitiba
Sua questão, antes de mais nada, é muito interessante e rica, porque traz à tona temas complexos relacionados à autoestima, ao corpo, ao olhar do outro e ao desejo — tudo isso em um contexto profundamente humano e íntimo. Quando você me pergunta se “isso é normal”, vejo que há uma inquietação em buscar compreender seus próprios desejos e comportamentos de forma menos carregada de culpa ou vergonha, e isso já é em si um ato de coragem.

Primeiro, é importante dizer que o "normal", na psicanálise, não é um conceito rígido ou normativo. As questões relacionadas ao corpo, especialmente no campo da sexualidade, são profundamente subjetivas e atravessadas pela história pessoal de cada indivíduo. Sua vivência, portanto, não precisa caber dentro de um padrão para ser válida ou compreensível.

O que você descreve — a vergonha que sente em relação ao tamanho e à aparência do seu pênis e, ao mesmo tempo, o prazer que surge em se expor de forma controlada (ainda que com estratégias de proteção, como ficar de costas ou usar a toalha) — diz muito sobre a maneira como você lida com o seu corpo como um objeto de significação. O pênis, na nossa cultura e no inconsciente, frequentemente é carregado de simbolismos que vão muito além da função biológica: ele é associado à potência, ao poder, à virilidade. Quando existe um sentimento de inadequação em relação ao tamanho ou à forma, isso pode gerar angústia, porque o corpo, nesse caso, não atende à expectativa idealizada — que pode ser construída pela cultura, mas também pelas fantasias inconscientes que você formou ao longo da vida sobre o que é desejável ou aceitável.

O prazer que você relata ao estar no vestiário, mesmo convivendo com a vergonha, pode estar relacionado a um jogo inconsciente entre o mostrado e o escondido. Ao mesmo tempo que você cria maneiras de proteger sua exposição (ficar de costas, usar uma toalha), há o desejo de ser visto, ou pelo menos o desejo de arriscar ser visto, mesmo que parcialmente ou de forma controlada. Esse movimento ambivalente — de querer esconder mas, ao mesmo tempo, querer se colocar em uma posição potencial de exposição — sugere que existe um prazer em lidar com esse "risco", com o desafio. O vestiário, nesse contexto, pode funcionar como um cenário simbólico onde esse conflito interno entre vergonha e desejo se expressa, talvez até de forma inconsciente.

Essa atitude pode estar ligada à dinâmica do olhar. O olhar dos outros (real ou imaginado) pode funcionar como uma espécie de validação, mas também como um objeto de tensão. Por um lado, você pode temer o julgamento (e a vergonha que ele traria), mas, por outro, existe a excitação associada à possibilidade de ser visto, mesmo que parcialmente ou sem intenção direta de mostrar. Esse jogo mobiliza aquilo que na psicanálise chamamos de relação com o objeto olhar — o fato de que, muitas vezes, não é apenas o corpo em si que está em jogo, mas o significado que você dá ao fato de ser visto ou não.

Além disso, precisamos explorar o sentido subjetivo que você atribui ao "pequeno e torto". A ideia de que o pênis representa algo sobre o "eu", sobre a própria identidade, é carregada de subjetividade. O que você sente ao descrever o seu corpo? Seria apenas vergonha, ou existe também uma curiosidade, um desejo de enfrentar o que sente limitado para, de alguma forma, transcender isso? Ao estar no vestiário, você parece se situar em uma posição onde a vergonha é desafiada e, ao mesmo tempo, controlada. Essa experiência pode ter, mais do que um caráter sexual, uma dimensão relacionada ao desejo de redefinir o lugar do seu corpo e da sua identidade, tanto para si como no olhar dos outros.

Também é válido perguntar: como você construiu essa relação com seu corpo? Quando a vergonha começou? Ela surge apenas nesses contextos sociais ou está presente em outros momentos? Muitas vezes, nossa relação com essas questões corporais é atravessada por experiências antigas, relacionadas ao desenvolvimento psíquico, à maneira como fomos vistos ou tratados na infância, e até a feridas relacionadas a autoestima e aceitação. O tamanho ou a forma do pênis, nesse caso, pode ter se tornado uma "metáfora" inconsciente de algo maior — como inseguranças não resolvidas, fantasias de inadequação ou até desejos reprimidos de se diferenciar (ou se igualar) a outros homens em determinados ambientes.

O prazer que você sente no vestiário, portanto, não deve ser visto como algo "anormal" ou "errado", mas como uma expressão de algo que, para você, tem um significado psicológico e talvez até erótico. O desejo, no campo da psicanálise, é marcado por contradições e complexidades — muitas vezes ele nasce exatamente no ponto de tensão entre o que nos angustia e o que nos excita. É possível que o cenário do vestiário funcione como um espaço onde você tenta encontrar, mesmo que de forma inconsciente, uma reconciliação entre a vergonha que sente e o desejo de pertencimento.

Se isso te causa sofrimento ou inquietação, o mais interessante seria seguir explorando essas questões de forma mais profunda com um psicanalista. Não necessariamente para "resolver" algo, mas para compreender melhor os significados que você atribui ao próprio corpo, à visão do outro e a esse prazer em lidar com o risco da exposição. Mais importante do que saber se “é normal” ou onde isso se encaixa, seria descobrir como esse aspecto de si mesmo se conecta à sua história, às suas fantasias e até à maneira como você pensa o desejo e a identidade masculina. Afinal, é no encontro com essas questões que as respostas vão emergir — e talvez o mais importante não seja encontrar respostas definitivas, mas abrir espaço para se apropriar de sua experiência com menos julgamento ou culpa.
 Anna Heller Moraes Mendes
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá, fala isso em análise, pode ser libertador.
mergulhe nas suas verdades, suas, não dos outros.
o que é normal, isso existe? normalidade?
o que não anda certo é o julgamento que vem de fora.
boa sorte
 Patricia Rodrigues
Psicanalista
Caraguatatuba
Olá boa tarde, não existe uma resposta exata para essa pergunta sem sessões de psicanalise, para acessarmos o que realmente esta em seu inconsciente, porém sim, é possível que por se incomodar com o tamanho, seu inconsciente busque a aceitação, então com a adrenalina de caso vejam, receba um olhar de normalidade e não frustração .... como disse não é possível dar uma resposta concreta sem uma real sessão psicanalítica, estou a disposição caso queria buscar autoconhecimento. Att Pscanalista Patricia Rodrigues
 Thiago Sobral
Psicanalista
Rio de Janeiro
Cada pessoa vive de forma singular sua relação com o corpo, a sexualidade e o olhar do outro. Sentimentos ambivalentes — como vergonha e prazer — podem coexistir e merecem ser escutados sem julgamento. A psicanálise pode ser um espaço potente para explorar esses afetos, entendendo de onde vêm e como se manifestam. Fico à disposição para recebê-lo em meu consultório com acolhimento e seriedade.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.
Olá,

É difícil dizer se é normal, pois teríamos que comparar determinadas características, em uma determinada população, enfim ... o que consideramos como "normal" em termos estatísticos são as características mais frequentes ... o fato é que você esta se perguntando se é ou não é normal? Na verdade pergunta para outros , aqui neste grupo. Por que será que você está fazendo esta pergunta? Se você tiver interesse em se conhecer melhor, procure a ajuda de um/a psicanalista para te acompanhar em suas questões. Neste pequeno espaço é impossível tratar com a devida atenção estas complexidades.
Você sente prazer no exibicionismo, mas no jogo do que na exibição em si. Você joga como se tivesse iludindo quem está no vestiário a imaginar que vc tem um penis grande e nessa ilusão ou fantasia é a maneira de você sentir prazer. Isso só seria um problema se você sentisse culpa ou se tiver prejudicando alguém (parece não estar).
 Adriana Latance
Psicanalista
Sorocaba
Procure ajuda de um profissional da saúde mental para que em terapia você possa compreender suas emoções.
O que você descreve não é incomum. O corpo, especialmente o corpo masculino, está sempre atravessado pelo olhar — o nosso sobre nós mesmos e o dos outros sobre nós. Às vezes, aquilo que mais causa vergonha também desperta curiosidade e desejo. Há uma tensão entre querer esconder e, ao mesmo tempo, ser visto.

Esse “prazer em correr o risco” de ser notado mostra que há algo aí que vai além da questão anatômica. É como se, por um instante, você encontrasse um modo de lidar com o desconforto de se expor, transformando-o em uma experiência excitante. O corpo, nesse sentido, fala uma linguagem própria — mistura de medo, desejo, vergonha e afirmação.

Mais do que buscar saber se é “normal” ou “anormal”, talvez o importante seja entender o que essa cena representa para você: o que se joga nela, o que se tenta reparar, ou até o que se deseja confirmar.
Essas são perguntas que um processo analítico pode ajudar a explorar com calma, sem julgamento, para que você possa encontrar um lugar mais tranquilo na relação com o próprio corpo e com o olhar do outro.

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