Tenho um filho com autismo nivel 1 de suporte, ele tomava resperidona 1mg e o medico agora passou at

2 respostas
Tenho um filho com autismo nivel 1 de suporte, ele tomava resperidona 1mg e o medico agora passou atendah 18mg para ele tomar também, os dois ao acordar, porém estou com receio, teria algum problema dar essa combinação?
Dra. Luana de Barros Sales
Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
Olá, são medicações que podem ser utilizadas simultaneamente com acompanhamento
Porém é importante que você tenha segurança no acompanhamento do seu filho e esclareça todas as dúvidas de tratamentos como medicações com o médico assistente.
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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação. Quando um médico acrescenta uma nova medicação ao tratamento de uma criança, especialmente no caso do autismo, é natural que os pais fiquem receosos e queiram ter certeza de que estão fazendo a escolha mais segura.

A combinação de risperidona com atomoxetina (Atentah) pode ser utilizada em algumas situações clínicas e, em geral, não é considerada uma associação proibida. Cada medicamento atua de maneira diferente no cérebro. A risperidona é um antipsicótico atípico frequentemente usado no transtorno do espectro autista para ajudar a reduzir irritabilidade, agressividade, impulsividade e crises comportamentais. Já a atomoxetina é um medicamento indicado principalmente para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), atuando no sistema de noradrenalina para melhorar atenção, controle da impulsividade e organização do comportamento.

Muitas crianças com autismo também apresentam sintomas importantes de desatenção, hiperatividade ou impulsividade. Quando isso acontece, alguns médicos optam por associar medicamentos que tratem aspectos diferentes do funcionamento cerebral. Nesses casos, a risperidona pode continuar ajudando no controle comportamental, enquanto a atomoxetina é introduzida para melhorar atenção e autorregulação.

Do ponto de vista farmacológico, não existe uma interação grave conhecida entre esses dois medicamentos que impeça o uso conjunto. Ainda assim, como qualquer tratamento, a associação exige acompanhamento médico cuidadoso. Nos primeiros dias ou semanas podem surgir efeitos como sonolência, redução do apetite, dor abdominal, irritabilidade ou alterações no sono. Na maioria das vezes esses efeitos são leves e transitórios, mas devem sempre ser observados pelos pais e comunicados ao médico responsável.

Outro ponto importante é que a atomoxetina costuma ter um início de efeito gradual. Diferente de alguns estimulantes, ela pode levar algumas semanas para mostrar benefícios claros na atenção e no comportamento. Por isso, é comum que o médico mantenha acompanhamento próximo para avaliar se a dose está adequada e se o tratamento está trazendo melhora funcional para a criança.

Se o seu filho já utilizava risperidona e estava estável, a introdução da atomoxetina geralmente é feita de forma cautelosa, com doses iniciais baixas, exatamente como parece ter sido prescrito no seu caso. Isso permite observar como o organismo da criança reage à nova medicação.

Mesmo assim, cada criança é única. Idade, peso, sensibilidade individual aos medicamentos, presença de TDAH associado e características do comportamento influenciam muito a decisão terapêutica. Por isso, quando surgem dúvidas sobre a combinação de medicamentos, o melhor caminho é discutir diretamente com um médico que possa avaliar o caso completo.

Em uma teleconsulta, é possível revisar a história clínica da criança, analisar os sintomas atuais, avaliar possíveis efeitos colaterais e orientar com mais segurança sobre o uso da risperidona associada à atomoxetina. A Telemedicina hoje permite consultas de segunda opinião de forma rápida, discreta e segura, com médicos experientes e bem avaliados na plataforma.

Além da comodidade, o atendimento online evita deslocamentos, salas de espera cheias e exposição desnecessária a infecções. Em um cenário em que convivemos com COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19, cepas virulentas de gripe aviária como H5N1 e outras doenças infectocontagiosas, a telemedicina tornou-se uma forma moderna e segura de cuidar da saúde da família. Você economiza tempo, mantém a rotina da criança mais tranquila e participa da transformação digital da saúde impulsionada pela Web 4.0 e pela Inteligência Artificial.

Caso queira aprofundar essa avaliação, posso orientá-lo em uma teleconsulta para analisar melhor o caso do seu filho e esclarecer todas as dúvidas sobre o tratamento. Mesmo que não precise agora, vale a pena visitar o perfil na plataforma Doctoralia, onde é possível encontrar médicos com alto índice de satisfação dos pacientes e marcar consultas de segunda opinião de maneira simples, rápida e segura. Guardar esse contato pode ser útil sempre que surgir uma nova dúvida na jornada de cuidado com a saúde da criança.

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