tenho uma FE de 31% quais a principais causas? alem dos medicamentos tem algum outro tratamento? cor

2 respostas
tenho uma FE de 31% quais a principais causas? alem dos medicamentos tem algum outro tratamento? corro risco de vida?
Dra. Camilla Callado
Cardiologista, Médico clínico geral
Rio de Janeiro
Olá, muitas perguntas complexas. Poderíamos conversar horas sobre isso, mas vamos lá. Resumidamente, as causas de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida (<45% em alguns estudos, <35% em outros) são: hipertensão de longa data, doença coronariana, idiopática ou genéticas (cardiomiopatia hipertrófica em fase dilatada, ou cardiopatia dilatada familiar...), por doença valvar (problema estrutural nas valvas cardíacas), por etilismo, por amiloidose, enfim, muitas causas. Por isso sua investigação inclui uma anamnese detalhada, alguns exames laboratoriais, exames de imagem e outros.
Quanto ao tratamento, temos muitos estudos com diversas medicações que demonstram redução de mortalidade, que demonstram inclusive remodelamento reverso, que é a recuperação parcial da função cardíaca, então é muito importante tomar os remédios direitinho. Além deles, levar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, praticar atividades físicas (conforme orientação médica) também reduz mortalidade, além de conferir maior qualidade de vida.
Quanto a risco de vida, antes de se preocupar com isso, vá ao médico, converse, talvez seja necessário repetir o exame, ajustar medicações... Pacientes convivem com a insuficiência cardíaca por anos e anos, ainda mais quando tomam as medicações direitinho e seguem os conselhos dos médicos e profissionais de saúde. Não se desespere. Cuide-se.
Espero ter ajudado.
Atenciosamente, Camilla Callado.

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Dra. Idelzuita Leandro Liporace
Cardiologista
São Paulo
Concordo com a colega e com a fração de ejeção de 31% há um risco cirúrgico elevado e nesses casos o tratamento com medicamentos é o mais indicado. E como já relatado pela colega, hoje em dia existem diversas medicações que ajudam no tratamento do paciente com insuficiência cardíaca e o mais importante será reduzir ingestão de líquidos em excesso, redução do sal da dieta, etc. Entretanto, esses ajustes deverão ser personalizados.

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