Tenho uma noiva alcoólatra e não quer ajuda de ninguém, não quer tratamento e se diz beber normal (
Tenho uma noiva alcoólatra e não quer ajuda de ninguém, não quer tratamento e se diz beber normal ( media de 14 latinhas diárias). Que fazer?
8 respostas
Boa noite! Ela tem que aceitar o tratamento. Cado esteja se colocando em risco ou com quadro clínico que pode causar ameaça a vida, pode se pensar na internação involuntária. Porém esta opção é a última, visto que causa raiva e não engaja a paciente em se tratar. O mais comum é pacientes assim só procurarem tratamento espontaneamente quando perceberam o dano que a dependência causou na sua vida. Converse com um médico. Atenciosamente, Dr Vitor M Chaddad
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Esse consumo diário de álcool supera em muito o máximo admitido, sendo assim, tem alto risco de dependência de álcool. Precisa ir a um profissional de DQ, que seja capaz, através de entrevista motivacional, mudar esse hábito. O AA é o melhor tratamento, mas o paciente precisa estar motivado para mudar.
Ela se encontra na fase que chamamos de pré contemplação, em que não aceita que está doente e muito menos o tratamento. A melhor alternativa é, através do apoio da família, buscar mostrar para ela a dimensão de prejuízos que o álcool está provocando em sua vida, a fim de que ela mude de perspectiva e passe para um diagnóstico situacional contemplativo, a partir do qual possa aceitar com menor resistência as intervenções da equipe de saúde.
Boa tarde ela se encontra numa negação da doença. O apoio familiar e muito importante nesse momento, mas ela precisa perceber que esta perdendo algumas coisas em sua vida para iniciar um tratamento e aceitar as intervenções feitas pelo profissional.
Olá, alcoolismo é uma doença crônica; melhora mas não tem cura. E para que haja essa melhora, é preciso que a pessoa queira ser ajudada, ou seja, que esteja consciente de que tem um problema com a bebida. Há meios de ajudar, mas você tem que se fortalecer para conseguir discernir o que fazer. Busque ajuda primeiro para você. Sugiro uma psicoterapia. Abraço. Boa sorte!
A fase da negação exige dos familiares um acompanhamento de perto, mostrando os prejuízos e necessidade de tratamento. Vc precisa buscar ajuda de um profissional experiente para ajuda-lo a criar estratégias de apoio Eficazes. Estou a disposição
Essa é uma situação muito delicada e dolorosa para você, e a resistência da sua noiva a buscar ajuda é algo comum em pessoas que enfrentam o alcoolismo. Quando alguém bebe em média 14 latinhas por dia, já estamos falando de um padrão que pode causar muitos danos à saúde física e emocional, além de impactar profundamente as relações pessoais. O primeiro passo para ajudar é entender que, enquanto ela não reconhecer o problema e não quiser mudar, o papel de quem está ao redor é diferente do que muitas vezes se imagina. Você não pode forçar a pessoa a buscar tratamento, mas pode oferecer apoio, cuidado e limites claros sobre o que você está disposto a aceitar. Manter o diálogo aberto, sem julgamentos ou cobranças agressivas, pode ajudar a criar espaço para que ela reflita sobre o próprio comportamento. Ao mesmo tempo, cuidar da sua saúde mental e emocional é fundamental, buscando apoio para você também — seja com amigos, familiares ou profissionais. Em muitos casos, buscar orientação com especialistas em dependência química pode ajudar a traçar estratégias para lidar com essa situação, inclusive em como abordar sua noiva e como proteger seu próprio bem-estar. Se desejar, posso ajudar a orientar essa caminhada, oferecendo informações sobre dependência, possibilidades de tratamento e como você pode se cuidar nesse processo. Estou à disposição para ajudar você. Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma consulta médica individualizada.
O quadro que você descreve é um transtorno por uso de álcool — uma condição médica e psiquiátrica que vai muito além do hábito social de beber. Quando a pessoa nega o problema, mesmo diante de consequências físicas, emocionais ou familiares, significa que está em uma fase de negação da dependência, o que é parte do próprio adoecimento. Nessa fase, é comum o indivíduo acreditar que “bebe como todo mundo” ou que “pode parar quando quiser”, mas a perda de controle e o consumo diário já configuram dependência química. O primeiro passo é compreender que você não pode obrigá-la a mudar, mas pode ajudar a criar as condições para que ela reconheça a necessidade de tratamento. Evite confrontos diretos ou tentativas de persuasão em momentos de embriaguez — isso tende a gerar resistência. Procure manter limites firmes e coerentes, deixando claro o impacto que o comportamento causa na relação e na saúde dela, mas sem adotar uma postura de julgamento. É importante também que você tenha suporte emocional, pois viver ao lado de uma pessoa dependente é desgastante e pode levar ao que chamamos de codependência emocional. Participar de grupos como o Al-Anon (para familiares de alcoólatras) ajuda muito a lidar com a situação com equilíbrio e preservar sua própria saúde mental. Paralelamente, é fundamental buscar apoio profissional especializado, seja com neurologista, psiquiatra ou em um CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas). Quando o uso de álcool coloca a pessoa em risco físico grave, existe a possibilidade de internação involuntária, regulamentada pela Lei nº 13.840/2019, mediante avaliação médica, quando há comprometimento da capacidade de decisão e risco à vida. Mesmo que ela recuse o tratamento, você pode iniciar o processo de busca por ajuda, informando-se sobre clínicas, serviços públicos e estratégias de intervenção familiar. Quanto antes o tratamento for iniciado, maior a chance de recuperação — o alcoolismo é uma doença tratável, e muitos pacientes se reabilitam completamente com acompanhamento médico, psicológico e suporte social. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dependência química, saúde mental e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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