Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois
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Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?
Sinto muito que você tenha passado por algo tão difícil e assustador quanto uma crise de ansiedade desabilitante. É perfeitamente compreensível que você se sinta estranha e com a sensação de que algo mudou permanentemente, mas quero te acolher dizendo que esse sentimento é muito comum e, de certa forma, natural dentro do processo de recuperação.
Uma crise intensa de ansiedade não é apenas um evento passageiro, é uma experiência de limite que o corpo e a mente registram com muita força. É como se o seu sistema de alerta tivesse sido recalibrado e agora estivesse mais sensível. Por isso, essa busca pelo "normal" de antes muitas vezes gera frustração, porque aquela versão sua ainda não conhecia essa fragilidade específica. Na psicanálise, entendemos que uma crise dessas rompe com a forma como a gente se enxergava e nos obriga a reconstruir um novo equilíbrio.
Não conseguir voltar a ser exatamente como era antes não significa que você está pior ou "quebrada", mas sim que você atravessou uma experiência marcante. O caminho agora não é tentar forçar o retorno a um passado que não existe mais, mas sim ter paciência e delicadeza para integrar o que aconteceu à sua história. Esse "novo normal" pode ser construído com mais autoconhecimento, aprendendo a ler os sinais do seu corpo antes que eles virem uma tempestade. Respeite o seu tempo e saiba que essa sensação de estranheza tende a diminuir conforme você se sente mais segura em habitar quem você é hoje.
Na psicanálise, o que você experimentou pode ser compreendido através do conceito de desamparo. Uma crise de ansiedade muito forte é como um encontro súbito com uma sensação de falta de controle total, algo que rompe a nossa proteção psíquica habitual. É natural que, depois disso, você sinta que o mundo e você mesma não são mais os mesmos, pois aquela ilusão de que temos controle sobre tudo foi temporariamente quebrada.
Essa sensação de não conseguir voltar ao normal acontece porque a crise deixou uma marca, uma espécie de cicatriz na sua percepção de segurança. O normal de antes era baseado em um desconhecimento dessa sua vulnerabilidade, e agora que você a conhece, o seu sistema psíquico fica mais vigilante. No entanto, esse desamparo não é um destino final, mas um ponto de partida para construir uma força diferente, mais consciente e menos baseada em aparências de controle.
Integrar essa experiência significa aceitar que você passou por uma tempestade e que é humano sentir-se mexida por ela. O objetivo da análise não é apagar o que aconteceu para você voltar a ser quem era, mas sim ajudar você a habitar essa nova versão de si mesma com mais tranquilidade, transformando o medo da crise em um conhecimento profundo sobre os seus próprios limites e necessidades. Com o tempo, essa sensação de estranheza dá lugar a um novo tipo de equilíbrio, mais maduro e acolhedor com as suas próprias fragilidades.
Na psicanálise, o que você viveu com essa crise de ansiedade pode ser entendido como um "excesso" que o seu aparelho psíquico não conseguiu processar de imediato. Imagine que a nossa mente tem uma espécie de filtro ou barreira que lida com as tensões e estímulos do dia a dia. O trauma, ou a crise aguda, acontece quando algo vem com tanta força que rompe essa barreira, inundando o sistema.
É por isso que a sensação de não voltar ao normal é tão persistente. O seu psiquismo foi "atropelado" por uma quantidade de angústia que ele não deu conta de traduzir em palavras ou pensamentos na hora. O tempo que você está levando para se recuperar não é um sinal de fraqueza, mas o tempo necessário para que a sua mente consiga, aos poucos, "digerir" esse excesso e reconstruir aquela barreira de proteção que foi rompida.
Essa estranheza que você sente é o trabalho da sua mente tentando dar sentido a algo que foi sem sentido e avassalador. Não se apresse em ser quem você era; aquela pessoa não tinha passado por essa inundação. A pessoa que você é agora está aprendendo a lidar com marcas mais profundas, e isso exige uma paciência enorme consigo mesma. Aos poucos, conforme você fala sobre o que sentiu e sobre os medos que ficaram, esse excesso vai sendo nomeado e transformado em experiência, e a sensação de descontrole vai dando lugar a uma nova forma de caminhar, mais consciente dos seus próprios limites.
Espero ter ajudado! Fique bem!
Uma crise intensa de ansiedade não é apenas um evento passageiro, é uma experiência de limite que o corpo e a mente registram com muita força. É como se o seu sistema de alerta tivesse sido recalibrado e agora estivesse mais sensível. Por isso, essa busca pelo "normal" de antes muitas vezes gera frustração, porque aquela versão sua ainda não conhecia essa fragilidade específica. Na psicanálise, entendemos que uma crise dessas rompe com a forma como a gente se enxergava e nos obriga a reconstruir um novo equilíbrio.
Não conseguir voltar a ser exatamente como era antes não significa que você está pior ou "quebrada", mas sim que você atravessou uma experiência marcante. O caminho agora não é tentar forçar o retorno a um passado que não existe mais, mas sim ter paciência e delicadeza para integrar o que aconteceu à sua história. Esse "novo normal" pode ser construído com mais autoconhecimento, aprendendo a ler os sinais do seu corpo antes que eles virem uma tempestade. Respeite o seu tempo e saiba que essa sensação de estranheza tende a diminuir conforme você se sente mais segura em habitar quem você é hoje.
Na psicanálise, o que você experimentou pode ser compreendido através do conceito de desamparo. Uma crise de ansiedade muito forte é como um encontro súbito com uma sensação de falta de controle total, algo que rompe a nossa proteção psíquica habitual. É natural que, depois disso, você sinta que o mundo e você mesma não são mais os mesmos, pois aquela ilusão de que temos controle sobre tudo foi temporariamente quebrada.
Essa sensação de não conseguir voltar ao normal acontece porque a crise deixou uma marca, uma espécie de cicatriz na sua percepção de segurança. O normal de antes era baseado em um desconhecimento dessa sua vulnerabilidade, e agora que você a conhece, o seu sistema psíquico fica mais vigilante. No entanto, esse desamparo não é um destino final, mas um ponto de partida para construir uma força diferente, mais consciente e menos baseada em aparências de controle.
Integrar essa experiência significa aceitar que você passou por uma tempestade e que é humano sentir-se mexida por ela. O objetivo da análise não é apagar o que aconteceu para você voltar a ser quem era, mas sim ajudar você a habitar essa nova versão de si mesma com mais tranquilidade, transformando o medo da crise em um conhecimento profundo sobre os seus próprios limites e necessidades. Com o tempo, essa sensação de estranheza dá lugar a um novo tipo de equilíbrio, mais maduro e acolhedor com as suas próprias fragilidades.
Na psicanálise, o que você viveu com essa crise de ansiedade pode ser entendido como um "excesso" que o seu aparelho psíquico não conseguiu processar de imediato. Imagine que a nossa mente tem uma espécie de filtro ou barreira que lida com as tensões e estímulos do dia a dia. O trauma, ou a crise aguda, acontece quando algo vem com tanta força que rompe essa barreira, inundando o sistema.
É por isso que a sensação de não voltar ao normal é tão persistente. O seu psiquismo foi "atropelado" por uma quantidade de angústia que ele não deu conta de traduzir em palavras ou pensamentos na hora. O tempo que você está levando para se recuperar não é um sinal de fraqueza, mas o tempo necessário para que a sua mente consiga, aos poucos, "digerir" esse excesso e reconstruir aquela barreira de proteção que foi rompida.
Essa estranheza que você sente é o trabalho da sua mente tentando dar sentido a algo que foi sem sentido e avassalador. Não se apresse em ser quem você era; aquela pessoa não tinha passado por essa inundação. A pessoa que você é agora está aprendendo a lidar com marcas mais profundas, e isso exige uma paciência enorme consigo mesma. Aos poucos, conforme você fala sobre o que sentiu e sobre os medos que ficaram, esse excesso vai sendo nomeado e transformado em experiência, e a sensação de descontrole vai dando lugar a uma nova forma de caminhar, mais consciente dos seus próprios limites.
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Sim, isso pode acontecer — e é mais comum do que as pessoas imaginam.
Uma crise de ansiedade intensa não é apenas um momento isolado. Ela pode abalar a sensação interna de segurança. Mesmo depois de os sintomas físicos diminuírem, o corpo e a mente podem permanecer em estado de alerta.
Muitas pessoas relatam exatamente isso:
“Melhorei, mas não me sinto como antes.”
Isso ocorre porque:
• A crise pode gerar medo de que aconteça novamente.
• O cérebro passa a monitorar sinais internos com mais vigilância.
• A confiança no próprio equilíbrio emocional fica temporariamente abalada.
É como se o sistema nervoso demorasse um pouco mais para recuperar totalmente a sensação de estabilidade.
O importante é entender que isso não significa que você está “piorando” ou que algo permanente aconteceu. Geralmente é um processo de reajuste.
Algumas perguntas úteis para refletir:
• O que mudou em você depois da crise?
• Você ficou mais sensível a certos gatilhos?
• Surgiu medo de perder o controle novamente?
Trabalhar essas questões em terapia pode ajudar a restaurar a segurança interna e evitar que o medo da crise mantenha o ciclo da ansiedade.
Você não precisa voltar a ser exatamente como era antes. Muitas vezes, o processo é menos “voltar ao normal” e mais construir um novo equilíbrio, com mais consciência emocional.
Se desejar, podemos aprofundar sua situação específica.
Sim, isso pode acontecer — e é mais comum do que as pessoas imaginam.
Uma crise de ansiedade intensa não é apenas um momento isolado. Ela pode abalar a sensação interna de segurança. Mesmo depois de os sintomas físicos diminuírem, o corpo e a mente podem permanecer em estado de alerta.
Muitas pessoas relatam exatamente isso:
“Melhorei, mas não me sinto como antes.”
Isso ocorre porque:
• A crise pode gerar medo de que aconteça novamente.
• O cérebro passa a monitorar sinais internos com mais vigilância.
• A confiança no próprio equilíbrio emocional fica temporariamente abalada.
É como se o sistema nervoso demorasse um pouco mais para recuperar totalmente a sensação de estabilidade.
O importante é entender que isso não significa que você está “piorando” ou que algo permanente aconteceu. Geralmente é um processo de reajuste.
Algumas perguntas úteis para refletir:
• O que mudou em você depois da crise?
• Você ficou mais sensível a certos gatilhos?
• Surgiu medo de perder o controle novamente?
Trabalhar essas questões em terapia pode ajudar a restaurar a segurança interna e evitar que o medo da crise mantenha o ciclo da ansiedade.
Você não precisa voltar a ser exatamente como era antes. Muitas vezes, o processo é menos “voltar ao normal” e mais construir um novo equilíbrio, com mais consciência emocional.
Se desejar, podemos aprofundar sua situação específica.
Olá. Sim, é normal ter esse sentimento de não "voltar ao normal". Porém isso é saudávem, porque você conheceu um estado que antes não conhecia. Então agora você tem novos conhecimentos, novas habilidades que antes não tinha. Se você está bem, conseguindo ser funcional e sentindo-se capaz. Como você percebe que está para você mesmo?
Sim, isso é mais comum do que as pessoas imaginam.
Uma crise de ansiedade intensa pode funcionar como um “marco” interno. Depois dela, muitas pessoas passam a ficar mais vigilantes, com medo de que aconteça novamente, o que mantém o sistema de alerta ativado. Isso pode dar a sensação de que você não voltou ao “normal”.
Mas aqui vai um ponto importante: talvez você não volte a ser exatamente como antes — e isso não é necessariamente negativo. Crises também revelam vulnerabilidades, limites e aspectos que precisavam de atenção. A questão não é “voltar ao normal”, mas construir um novo equilíbrio, mais consciente.
Pergunte-se: – O que mudou em mim depois da crise? – Estou evitando situações por medo? – Estou cuidando da causa ou apenas tentando não sentir os sintomas?
Se essa sensação persiste ou limita sua vida, a psicoterapia ajuda a trabalhar o medo da recaída e restaurar segurança interna.
Uma crise de ansiedade intensa pode funcionar como um “marco” interno. Depois dela, muitas pessoas passam a ficar mais vigilantes, com medo de que aconteça novamente, o que mantém o sistema de alerta ativado. Isso pode dar a sensação de que você não voltou ao “normal”.
Mas aqui vai um ponto importante: talvez você não volte a ser exatamente como antes — e isso não é necessariamente negativo. Crises também revelam vulnerabilidades, limites e aspectos que precisavam de atenção. A questão não é “voltar ao normal”, mas construir um novo equilíbrio, mais consciente.
Pergunte-se: – O que mudou em mim depois da crise? – Estou evitando situações por medo? – Estou cuidando da causa ou apenas tentando não sentir os sintomas?
Se essa sensação persiste ou limita sua vida, a psicoterapia ajuda a trabalhar o medo da recaída e restaurar segurança interna.
Sim — isso é muito mais comum do que parece. Muitas pessoas relatam exatamente essa sensação depois de uma crise de ansiedade: como se algo tivesse mudado por dentro e não fosse possível simplesmente “voltar a ser como antes”.
E isso não significa que você ficou pior ou que algo está errado de forma permanente. Vou te explicar melhor.
Na psicanálise, a crise de ansiedade não é vista apenas como um sintoma isolado, mas como um sinal de que algo psíquico ficou intenso demais para ser sustentado naquele momento. Precisariamos entender entender o que estava sendo vivido antes da crise, identificar conflitos ou pressões internas, dar sentido ao que o corpo expressou, elaborar medos que ficaram depois, reconstruir a sensação de continuidade de si mesma.
Fique a vontade em me contatar, caso queira trabalhar tudo isso em terapia.
E isso não significa que você ficou pior ou que algo está errado de forma permanente. Vou te explicar melhor.
Na psicanálise, a crise de ansiedade não é vista apenas como um sintoma isolado, mas como um sinal de que algo psíquico ficou intenso demais para ser sustentado naquele momento. Precisariamos entender entender o que estava sendo vivido antes da crise, identificar conflitos ou pressões internas, dar sentido ao que o corpo expressou, elaborar medos que ficaram depois, reconstruir a sensação de continuidade de si mesma.
Fique a vontade em me contatar, caso queira trabalhar tudo isso em terapia.
Olá!!Tudo bem com você? Uma crise de ansiedade pode deixar como efeito rebote uma porção de sintomas desagradáveis que podem encontrar esclarecimento através da terapia psicanalítica. A terapia psicanalítica pode ajudar a entender melhor como essa crise afetou você e a explorar sentimentos que podem ter surgido como resultado. Isso pode levar a um maior autoconhecimento e a uma adaptação mais saudável às mudanças.
A crise sinalizada (ansiedade) sucinta uma insatisfação, um incômodo, uma queixa. Essa por sua vez, instaura uma insatisfação que aponta para o sintoma (ansiedade ou outros). Porém, necessita uma investigação, que só será possível se e somente se -paciente- desejar esse saber. Desta forma, a escuta psicanalítica irá proporcionar esse saber, que tem uma relação direta com o resistir, o recalcado que são estruturas desse sintoma.
Sim, isso é natural de acontecer. Uma crise de ansiedade forte não afeta só o momento, ela também pode mudar a forma como você se sente depois. Muitas pessoas relatam que, mesmo após melhorar, ficam com a sensação de que não voltaram a ser exatamente como antes.
Isso não significa que há algo errado com você. Muitas vezes, essa experiência sinaliza que algo interno precisava de atenção. A psicanálise pode ajudar você a entender o que essa crise representou e a recuperar, aos poucos, sua sensação de segurança e de bem-estar. Com o acompanhamento adequado, é possível se sentir bem novamente.
Isso não significa que há algo errado com você. Muitas vezes, essa experiência sinaliza que algo interno precisava de atenção. A psicanálise pode ajudar você a entender o que essa crise representou e a recuperar, aos poucos, sua sensação de segurança e de bem-estar. Com o acompanhamento adequado, é possível se sentir bem novamente.
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