todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade
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todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.
Olá, agradeço por compartilhar isso de forma tão direta, dá para perceber o quanto essa situação tem sido frustrante para você.
Em algumas abordagens, o diagnóstico pode ajudar a orientar o tratamento, especialmente na psiquiatria e em linhas mais estruturadas como a TCC. No entanto, na prática clínica, nem sempre o diagnóstico é o ponto central do processo terapêutico. Isso acontece porque muitas vezes os sintomas se sobrepõem, mudam com o tempo e não capturam toda a complexidade da experiência de cada pessoa.
Quando diferentes profissionais te dizem que você está “preso ao diagnóstico”, pode ser que estejam percebendo o quanto essa busca está carregada de uma necessidade legítima de entender o que você sente, de dar nome ao sofrimento e talvez até de encontrar um caminho mais claro de melhora. Isso não significa que você não quer melhorar. Pelo contrário, geralmente indica o quanto você está tentando encontrar respostas e alívio.
Sobre o fato de a TCC e o uso de antidepressivo ainda não terem ajudado como você esperava após mais de um ano, isso é algo importante de ser reavaliado. Nem toda abordagem funciona da mesma forma para todas as pessoas, e às vezes é necessário ajustar o tipo de psicoterapia e rever a medicação com um psiquiatra.
Como psicólogo psicanalista, entendo que mais do que encaixar a experiência em um rótulo como ansiedade generalizada, depressão ou possível transtorno borderline, é fundamental compreender como esses sintomas se organizam na sua história, nos seus vínculos e na forma como você se relaciona com você mesmo e com os outros. O diagnóstico pode até existir, mas ele não dá conta, sozinho, de orientar tudo o que precisa ser trabalhado.
Além disso, quando alguém te diz que você não quer melhorar, isso merece cuidado. Muitas vezes, o que parece resistência é, na verdade, parte do próprio sofrimento, conflitos internos, medo de mudança ou até tentativas de se proteger. Isso não é falta de vontade, é algo que precisa ser compreendido dentro do processo terapêutico.
Talvez o ponto mais importante aqui não seja apenas “qual diagnóstico eu tenho”, mas “o que está se repetindo na minha experiência e por que isso continua acontecendo comigo”. É nesse nível que o trabalho terapêutico pode se tornar mais profundo e efetivo.
Você está buscando ajuda, está questionando, está tentando se entender e isso já mostra movimento.
Se fizer sentido para você, um espaço terapêutico onde você possa explorar essas questões sem ser reduzido a um diagnóstico, estou por aqui.
Em algumas abordagens, o diagnóstico pode ajudar a orientar o tratamento, especialmente na psiquiatria e em linhas mais estruturadas como a TCC. No entanto, na prática clínica, nem sempre o diagnóstico é o ponto central do processo terapêutico. Isso acontece porque muitas vezes os sintomas se sobrepõem, mudam com o tempo e não capturam toda a complexidade da experiência de cada pessoa.
Quando diferentes profissionais te dizem que você está “preso ao diagnóstico”, pode ser que estejam percebendo o quanto essa busca está carregada de uma necessidade legítima de entender o que você sente, de dar nome ao sofrimento e talvez até de encontrar um caminho mais claro de melhora. Isso não significa que você não quer melhorar. Pelo contrário, geralmente indica o quanto você está tentando encontrar respostas e alívio.
Sobre o fato de a TCC e o uso de antidepressivo ainda não terem ajudado como você esperava após mais de um ano, isso é algo importante de ser reavaliado. Nem toda abordagem funciona da mesma forma para todas as pessoas, e às vezes é necessário ajustar o tipo de psicoterapia e rever a medicação com um psiquiatra.
Como psicólogo psicanalista, entendo que mais do que encaixar a experiência em um rótulo como ansiedade generalizada, depressão ou possível transtorno borderline, é fundamental compreender como esses sintomas se organizam na sua história, nos seus vínculos e na forma como você se relaciona com você mesmo e com os outros. O diagnóstico pode até existir, mas ele não dá conta, sozinho, de orientar tudo o que precisa ser trabalhado.
Além disso, quando alguém te diz que você não quer melhorar, isso merece cuidado. Muitas vezes, o que parece resistência é, na verdade, parte do próprio sofrimento, conflitos internos, medo de mudança ou até tentativas de se proteger. Isso não é falta de vontade, é algo que precisa ser compreendido dentro do processo terapêutico.
Talvez o ponto mais importante aqui não seja apenas “qual diagnóstico eu tenho”, mas “o que está se repetindo na minha experiência e por que isso continua acontecendo comigo”. É nesse nível que o trabalho terapêutico pode se tornar mais profundo e efetivo.
Você está buscando ajuda, está questionando, está tentando se entender e isso já mostra movimento.
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Olá. O que você traz parece vir acompanhado de bastante frustração e, ao mesmo tempo, de uma busca por compreender melhor o que está acontecendo com você. O diagnóstico pode, sim, ter um lugar importante em alguns contextos, principalmente para orientar o tratamento. Mas, na psicoterapia, também olhamos para além dele, considerando a forma como cada pessoa vive suas experiências, seus sintomas e sua história.
Às vezes, a necessidade de um diagnóstico pode estar ligada ao desejo de dar um nome ao sofrimento, de organizar o que se sente ou até de encontrar uma resposta mais clara para aquilo que ainda parece confuso, e talvez seja importante se perguntar: o que esse diagnóstico representaria para você? O que mudaria ao tê-lo definido?
Quando um tratamento não traz os efeitos esperados, isso não significa necessariamente que você não quer melhorar. Pode indicar que algo precisa ser revisto, seja na abordagem, no vínculo terapêutico ou na forma como esse processo está sendo conduzido.
A psicoterapia Psicanalítica pode ser um espaço para explorar essas questões com mais profundidade, respeitando o seu tempo e a sua forma de encarar o processo.
Às vezes, a necessidade de um diagnóstico pode estar ligada ao desejo de dar um nome ao sofrimento, de organizar o que se sente ou até de encontrar uma resposta mais clara para aquilo que ainda parece confuso, e talvez seja importante se perguntar: o que esse diagnóstico representaria para você? O que mudaria ao tê-lo definido?
Quando um tratamento não traz os efeitos esperados, isso não significa necessariamente que você não quer melhorar. Pode indicar que algo precisa ser revisto, seja na abordagem, no vínculo terapêutico ou na forma como esse processo está sendo conduzido.
A psicoterapia Psicanalítica pode ser um espaço para explorar essas questões com mais profundidade, respeitando o seu tempo e a sua forma de encarar o processo.
Bom dia, cada paciente se identifica com uma determinada abordagem de psicoterapia, nem sempre o que buscamos encontramos somente numa abordagem especifica. A abordagem sistêmica auxilia o paciente encontrar equilíbrio respeitando o tempo de cada sujeito. fico a disposição caso queira ajuda.
Um diagnóstico pode ajudar a nomear certos padrões, mas não dá conta de tudo. Duas pessoas podem receber o mesmo diagnóstico e, ainda assim, vivenciá-lo de formas muito diferentes. O que antecede esses sintomas, o que os constitui na história de cada um, os impactos e as formas de enfrentamento, tudo isso é sempre singular.
Por isso, no trabalho clínico, o diagnóstico é uma informação, mas não define a direção do tratamento. Essa é pensada a partir dos pontos de sofrimento e dos impasses de cada pessoa, o que, por sua vez, incide sobre os sintomas que ela apresenta.
Nesse ponto, pode ser importante se perguntar: o que você espera quando fala em “melhorar”? Que tipo de ajuda você imagina encontrar?
Os sintomas podem ser pensados como um indicativo de um ponto de sofrimento que não encontra saída naquele momento. O trabalho não se dirige a eliminá-los diretamente, mas a tratar o que está em jogo para cada pessoa. Ao longo desse processo, algo pode se deslocar, e isso pode repercutir nos sintomas, não como eliminação imediata, mas como efeito do percurso.
Por isso, no trabalho clínico, o diagnóstico é uma informação, mas não define a direção do tratamento. Essa é pensada a partir dos pontos de sofrimento e dos impasses de cada pessoa, o que, por sua vez, incide sobre os sintomas que ela apresenta.
Nesse ponto, pode ser importante se perguntar: o que você espera quando fala em “melhorar”? Que tipo de ajuda você imagina encontrar?
Os sintomas podem ser pensados como um indicativo de um ponto de sofrimento que não encontra saída naquele momento. O trabalho não se dirige a eliminá-los diretamente, mas a tratar o que está em jogo para cada pessoa. Ao longo desse processo, algo pode se deslocar, e isso pode repercutir nos sintomas, não como eliminação imediata, mas como efeito do percurso.
Olá, espero que se encontre bem. Gostaria de saber de você: você quer melhorar? Na psicanálise acreditamos no que o sujeito diz, é importante o que você pensa sobre usa melhora e também sobre o diagnóstico. É importante que diagnósticos e o tratamento sejam construídos em conjunto. Acredito que você pode sim melhorar, com o acompanhamento de profissionais que te escutam.
Olá, boa tarde.
Difícil dizer porque você não melhorou. Recomendo que tenha essa conversa com o terapeuta no qual você estava fazendo um tratamento. O que posso dizer é que nem sempre é um profissional ruim o problema da terapia. Será que estava fazendo todos os planos de ação propostos?
Difícil dizer porque você não melhorou. Recomendo que tenha essa conversa com o terapeuta no qual você estava fazendo um tratamento. O que posso dizer é que nem sempre é um profissional ruim o problema da terapia. Será que estava fazendo todos os planos de ação propostos?
Olá, sua dúvida é bem presente hoje em dia. O diagnóstico serve para explicar os sintomas, dá uma esperança de controle, de cura. Mas ele não explica as causas das suas queixas. E talvez seja isso que os psicólogos estão te falando, é preciso olhar para dentro e entender a sua história de vida e o que os fatos marcantes construíram emocionalmente em você. Enquanto você não se entender, compreender que precisa mudar a forma de ver certas situações, os sofrimentos continuaram e os diagnóstico não os dissolveram.
Com relação ao uso da medicação, procure tomá-los na prescrição correta e caso não haja a ação esperada retorne ao psiquiatra, provavelmente ele dará uma nova prescrição.
Não desista de se entender, olhe para dentro, esqueça rótulos e diagnósticos.
Espero tê-lo ajudado com essas palavras. Boa sorte!
Com relação ao uso da medicação, procure tomá-los na prescrição correta e caso não haja a ação esperada retorne ao psiquiatra, provavelmente ele dará uma nova prescrição.
Não desista de se entender, olhe para dentro, esqueça rótulos e diagnósticos.
Espero tê-lo ajudado com essas palavras. Boa sorte!
Olá! Entendo sua frustração, ainda mais depois de tanto tempo tentando tratamento. Buscar um diagnóstico não é errado — ele pode ajudar a organizar o entendimento — mas, na prática clínica, o mais importante é como os sintomas aparecem e são trabalhados no dia a dia, não só o rótulo. Muitos quadros têm sobreposição, e focar apenas no diagnóstico às vezes mantém a sensação de “falta de resposta”. Sobre não ter melhorado ainda: isso não significa que você “não quer melhorar”. Pode indicar que o ritmo ou as estratégias ainda não foram as mais adequadas para você. Algumas pessoas precisam de ajustes na terapia, revisão medicamentosa ou até outras abordagens (como terapias focadas em regulação emocional, por exemplo). Talvez um bom próximo passo seja uma reavaliação mais ampla, com um psiquiatra e um psicólogo, alinhando expectativas e focando menos em “qual é o diagnóstico exato” e mais em “o que está mantendo meu sofrimento hoje e como trabalhar isso”. Você não está sem saída — talvez só precise de um direcionamento mais ajustado ao seu caso.
Sinto muito que você tenha se sentido pouco compreendido nos atendimentos anteriores. Ouvir que “você não quer melhorar” pode ser muito duro, especialmente quando você está tentando entender o que acontece e buscando ajuda.
O diagnóstico pode ajudar, sim. Ele orienta o tratamento, a comunicação entre profissionais e algumas decisões clínicas. Mas, na psicoterapia, ele não é a única base do cuidado.
Também é importante compreender como esse sofrimento aparece na sua vida: sua ansiedade, seus vínculos, suas emoções, seus padrões de reação, sua história e o que tem sido difícil mudar.
Buscar um diagnóstico não significa necessariamente “ficar preso”. Muitas vezes é uma tentativa legítima de dar nome e sentido ao que se vive. O cuidado é para que o diagnóstico seja uma ferramenta, não uma sentença.
Se TCC e antidepressivo não ajudaram como esperado depois de mais de um ano, isso não significa que você não quer melhorar. Pode ser sinal de que o tratamento precisa ser reavaliado com cuidado, seja na medicação, na abordagem terapêutica ou na compreensão do caso.
O diagnóstico pode ajudar, sim. Ele orienta o tratamento, a comunicação entre profissionais e algumas decisões clínicas. Mas, na psicoterapia, ele não é a única base do cuidado.
Também é importante compreender como esse sofrimento aparece na sua vida: sua ansiedade, seus vínculos, suas emoções, seus padrões de reação, sua história e o que tem sido difícil mudar.
Buscar um diagnóstico não significa necessariamente “ficar preso”. Muitas vezes é uma tentativa legítima de dar nome e sentido ao que se vive. O cuidado é para que o diagnóstico seja uma ferramenta, não uma sentença.
Se TCC e antidepressivo não ajudaram como esperado depois de mais de um ano, isso não significa que você não quer melhorar. Pode ser sinal de que o tratamento precisa ser reavaliado com cuidado, seja na medicação, na abordagem terapêutica ou na compreensão do caso.
Diagnóstico pode ajudar, mas não é obrigatório, o tratamento pode ser guiado pelo que você sente e vive.
Se a Terapia Cognitivo-Comportamental e medicação não ajudaram, é sinal de ajustar a abordagem. Já trabalhei com Transtorno de Personalidade Borderline e cada caso é único.
Se quiser, posso te ajudar a encontrar um caminho mais adequado. Estou à disposição! Minha agenda possui ampla disponibilidade de horários, marque sua sessão e vamos iniciar.
Se a Terapia Cognitivo-Comportamental e medicação não ajudaram, é sinal de ajustar a abordagem. Já trabalhei com Transtorno de Personalidade Borderline e cada caso é único.
Se quiser, posso te ajudar a encontrar um caminho mais adequado. Estou à disposição! Minha agenda possui ampla disponibilidade de horários, marque sua sessão e vamos iniciar.
Olá.
Parece que essa busca por um diagnóstico tem sido algo importante para você, especialmente como uma forma de tentar entender melhor o que está vivendo. Ao mesmo tempo, dá para perceber o quanto tem sido difícil lidar com a sensação de não melhora, mesmo após um tempo de tratamento.
O diagnóstico tem, sim, o seu lugar e pode ser importante em determinados momentos. Mas ele não dá conta de explicar tudo o que uma pessoa vive, nem resume a experiência de alguém ao que está ali nomeado.
Quando o sofrimento permanece, mesmo com tentativas de tratamento, pode ser importante ter um espaço onde você possa falar sobre isso com mais cuidado — inclusive sobre essa necessidade de entender, sobre as frustrações e sobre o que tem sido difícil nesse percurso.
Você não está sozinho nisso. Buscar um profissional com quem você se sinta à vontade para falar sobre tudo isso pode ser um passo importante para construir um caminho que faça mais sentido para você.
Caso queira agendar uma conversa, estou por aqui.
Parece que essa busca por um diagnóstico tem sido algo importante para você, especialmente como uma forma de tentar entender melhor o que está vivendo. Ao mesmo tempo, dá para perceber o quanto tem sido difícil lidar com a sensação de não melhora, mesmo após um tempo de tratamento.
O diagnóstico tem, sim, o seu lugar e pode ser importante em determinados momentos. Mas ele não dá conta de explicar tudo o que uma pessoa vive, nem resume a experiência de alguém ao que está ali nomeado.
Quando o sofrimento permanece, mesmo com tentativas de tratamento, pode ser importante ter um espaço onde você possa falar sobre isso com mais cuidado — inclusive sobre essa necessidade de entender, sobre as frustrações e sobre o que tem sido difícil nesse percurso.
Você não está sozinho nisso. Buscar um profissional com quem você se sinta à vontade para falar sobre tudo isso pode ser um passo importante para construir um caminho que faça mais sentido para você.
Caso queira agendar uma conversa, estou por aqui.
Olá, tudo bem?
Entendo a sua frustração. Ficar um ano em tratamento sem a melhora que você esperava realmente cansa e pode dar a sensação de que “algo está errado”. Mas vale ajustar um ponto importante: o diagnóstico pode ajudar a orientar o tratamento, mas ele não é o que, por si só, faz a terapia funcionar. O que faz diferença é como o seu funcionamento específico está sendo compreendido e trabalhado.
Quando diferentes profissionais dizem que você fica muito preso ao diagnóstico, pode ser um sinal de que, sem perceber, você está buscando uma “resposta fechada” que traga segurança ou explique tudo. Isso é compreensível, principalmente quando o sofrimento é intenso. Mas, na prática, focar apenas no rótulo pode tirar o foco do que mantém o problema no dia a dia: padrões de pensamento, emoção e comportamento que precisam ser trabalhados diretamente.
Outro ponto importante: nem sempre a TCC ou a medicação dão resultado no mesmo ritmo para todas as pessoas. Às vezes, é necessário ajustar a abordagem, aprofundar o trabalho emocional ou até rever a estratégia com o psiquiatra. Em alguns casos, abordagens como Terapia do Esquema, DBT ou terapias focadas em regulação emocional podem ser mais adequadas, principalmente quando há sofrimento mais intenso, instabilidade emocional ou padrões persistentes.
Sobre terem dito que você “não quer melhorar”, vale olhar isso com cuidado. Geralmente, o que acontece não é falta de vontade, mas um conflito interno: uma parte quer melhorar, enquanto outra parte busca controle, certeza ou proteção de formas que acabam mantendo o problema. Isso não é sabotagem consciente, é funcionamento psicológico.
Talvez valha você se perguntar: o que você espera que um diagnóstico te dê — alívio, explicação, direção? O que muda na prática quando você recebe um rótulo? E, olhando para o seu dia a dia, quais são os momentos em que o sofrimento mais aparece e o que você faz nesses momentos?
Pode ser útil conversar com seu psicólogo atual ou buscar um profissional que trabalhe com regulação emocional de forma mais aprofundada. E também reavaliar a medicação com o psiquiatra, já que um ano sem melhora significativa merece revisão.
Você não está “sem solução”. Talvez o caminho precise ser ajustado, não abandonado.
Caso precise, estou à disposição.
Entendo a sua frustração. Ficar um ano em tratamento sem a melhora que você esperava realmente cansa e pode dar a sensação de que “algo está errado”. Mas vale ajustar um ponto importante: o diagnóstico pode ajudar a orientar o tratamento, mas ele não é o que, por si só, faz a terapia funcionar. O que faz diferença é como o seu funcionamento específico está sendo compreendido e trabalhado.
Quando diferentes profissionais dizem que você fica muito preso ao diagnóstico, pode ser um sinal de que, sem perceber, você está buscando uma “resposta fechada” que traga segurança ou explique tudo. Isso é compreensível, principalmente quando o sofrimento é intenso. Mas, na prática, focar apenas no rótulo pode tirar o foco do que mantém o problema no dia a dia: padrões de pensamento, emoção e comportamento que precisam ser trabalhados diretamente.
Outro ponto importante: nem sempre a TCC ou a medicação dão resultado no mesmo ritmo para todas as pessoas. Às vezes, é necessário ajustar a abordagem, aprofundar o trabalho emocional ou até rever a estratégia com o psiquiatra. Em alguns casos, abordagens como Terapia do Esquema, DBT ou terapias focadas em regulação emocional podem ser mais adequadas, principalmente quando há sofrimento mais intenso, instabilidade emocional ou padrões persistentes.
Sobre terem dito que você “não quer melhorar”, vale olhar isso com cuidado. Geralmente, o que acontece não é falta de vontade, mas um conflito interno: uma parte quer melhorar, enquanto outra parte busca controle, certeza ou proteção de formas que acabam mantendo o problema. Isso não é sabotagem consciente, é funcionamento psicológico.
Talvez valha você se perguntar: o que você espera que um diagnóstico te dê — alívio, explicação, direção? O que muda na prática quando você recebe um rótulo? E, olhando para o seu dia a dia, quais são os momentos em que o sofrimento mais aparece e o que você faz nesses momentos?
Pode ser útil conversar com seu psicólogo atual ou buscar um profissional que trabalhe com regulação emocional de forma mais aprofundada. E também reavaliar a medicação com o psiquiatra, já que um ano sem melhora significativa merece revisão.
Você não está “sem solução”. Talvez o caminho precise ser ajustado, não abandonado.
Caso precise, estou à disposição.
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