Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TP

2 respostas
Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são diagnósticos concorrentes ou complementares?
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são condições distintas, mas que podem apresentar características semelhantes e, em alguns casos, coexistir no mesmo paciente. Embora compartilhem sintomas como instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos e alterações na autoimagem, cada diagnóstico possui critérios próprios e exige uma avaliação clínica cuidadosa. Portanto, não são necessariamente diagnósticos concorrentes, em determinadas situações, podem ser considerados complementares quando ambos os conjuntos de sintomas estão presentes e são clinicamente relevantes.

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Dra. Jéssica Carpaneda
Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista
Brasília
Eles podem coexistir, mas não dá para tratar TEPT complexo e TPB como se fossem exatamente a mesma coisa. Realmente existe uma sobreposição grande entre os dois quadros, especialmente em aspectos como instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos, sensação de vazio, vergonha, culpa e problemas para lidar com emoções intensas.
A principal diferença é que o TEPT complexo está ligado a uma história de trauma, geralmente prolongado ou repetido, e costuma incluir sintomas como revivescências, evitação, sensação constante de ameaça e mudanças na forma como a pessoa se vê e se relaciona com os outros. Já o TPB envolve um padrão mais amplo de instabilidade emocional, impulsividade, medo intenso de abandono e relacionamentos que podem oscilar entre idealização e decepção. Em alguns casos, também podem ocorrer comportamentos autoagressivos ou crises suicidas.
Na prática clínica, algumas pessoas apresentam os dois diagnósticos ao mesmo tempo. Em outras situações, os sintomas podem ser parecidos e gerar dúvidas. Por isso, o mais importante é fazer uma avaliação cuidadosa da história de vida, dos sintomas e do contexto de cada pessoa, sem atribuir tudo apenas ao trauma e sem usar o diagnóstico de TPB para desconsiderar experiências traumáticas que realmente existiram.

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