Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simples

10 respostas
Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simplesmente me odeio tanto fisicamente quanto emocionalmente às vezes eu é horrível viver dentro de mim, eu me sinto constantemente angustiada, com uma sensação de agonia em relação à vida e às situações do dia a dia. Muitas vezes, as crises surgem do nada, e em outras percebo que vêm acompanhadas de algum gatilho específico.

O mais difícil durante as crises é que fico muito mal emocionalmente: extremamente triste, estressada e com uma forte confusão mental. Em alguns momentos me sinto perdida, como se estivesse distante da consciência das coisas ao meu redor, tomada pela dor, pela angústia e pelos pensamentos acelerados. Minha cabeça não para um minuto sequer.

Tudo acaba me deixando muito ansiosa, em um nível muito alto, até mesmo situações simples, que não deveriam causar esse tipo de reação. Qualquer coisa parece suficiente para me gerar uma ansiedade intensa. Em algumas crises, a sensação é ainda pior, porque parece que todo o bem-estar que eu estava sentindo simplesmente desaparece de repente, o que isso pode ser ?
 Nilzelly Martins
Psicólogo
Rio de Janeiro
Obrigada por confiar em mim para falar de algo tão difícil.

O que você descreve é intenso, doloroso e, acima de tudo, humano.

O que aparece no seu relato não é exagero, nem fraqueza, nem falta de controle. É um sofrimento psíquico profundo, em que corpo e mente parecem estar em alerta o tempo todo, como se algo estivesse sempre prestes a acontecer. Mesmo quando, racionalmente, não há um perigo concreto, a sensação interna é de ameaça constante.

Quando você fala desse ódio por si mesma, físico e emocional, e dessa sensação de que é horrível viver dentro de você, algo muito importante se revela: a dor não está apenas nas situações externas, ela passou a se voltar contra você. A angústia ocupa tudo, inclusive a relação que você tem consigo mesma. E isso cansa, esgota, confunde.

As crises que surgem “do nada” raramente vêm do nada. Muitas vezes, elas aparecem quando algo ultrapassa um limite interno que nem sempre está consciente. Já aquelas que vêm acompanhadas de gatilhos mostram que existem situações, palavras ou experiências que tocam em pontos muito sensíveis da sua história. O corpo reage antes que a mente consiga organizar o que está acontecendo.

Essa confusão mental, a sensação de estar distante do mundo, como se você estivesse fora de si, tomada pela dor e pelos pensamentos acelerados, é algo que costuma aparecer quando a angústia atinge níveis muito altos. É como se a mente tentasse se proteger do excesso criando um afastamento. Isso assusta, mas não é loucura. É sinal de sobrecarga.

Quando até situações simples passam a gerar ansiedade intensa, isso indica que algo dentro de você está funcionando em estado permanente de alerta. O mundo parece grande demais, exigente demais, e você acaba se sentindo pequena diante dele. E quando o pouco bem-estar que existia desaparece de repente, a sensação é de queda, de perda de chão.

Na psicanálise, não buscamos responder rapidamente “o que isso é” com um rótulo fechado. O mais importante é escutar o que essa angústia está tentando dizer, de onde ela vem, o que ela toca da sua história e da forma como você se relaciona com a vida e consigo mesma.

O que posso te dizer com cuidado e responsabilidade é: isso não é falta de força, nem incapacidade sua. Isso é um pedido de cuidado.

Você não precisa atravessar isso sozinha. A clínica pode ser um espaço onde essa dor encontra palavras, onde ela deixa de invadir tudo ao mesmo tempo. Um lugar em que você não precisa se justificar, nem dar conta, nem se odiar por sentir o que sente.

Quando a vida começa a ficar insuportável por dentro, não é porque você está falhando, é porque algo precisa ser escutado. E você merece esse cuidado!

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O que isso pode ser (sem fechar diagnóstico);
O que você descreve é muito compatível com quadros de ansiedade mais intensos, que podem incluir:
Transtorno de ansiedade
Quando o corpo e a mente ficam em estado de alerta constante, reagindo de forma exagerada até a situações simples.
Crises de ansiedade ou pânico
Essas crises que “vêm do nada”, com:
angústia intensa
pensamentos acelerados
confusão mental
sensação de que algo muito errado está acontecendo
Mesmo quando não há um perigo real.
Despersonalização / desrealização
Essa sensação de:
estar distante da realidade
parecer “desligada” do ambiente ou de si mesma
como se estivesse observando tudo de fora
Isso assusta muito, mas é uma reação comum do cérebro quando está sobrecarregado de ansiedade.
Autocrítica e autoaversão intensas
O “eu me odeio”, o sentir-se péssima física e emocionalmente, costuma aparecer quando:
a ansiedade já está crônica
a pessoa está emocionalmente exausta
existe um sofrimento interno acumulado
Importante: esses pensamentos não definem quem você é, eles são sintomas.
Algo muito importante de dizer;
Nada do que você descreveu indica que você é fraca, quebrada ou “defeituosa”.
Indica que:
seu sistema emocional está sobrecarregado
seu corpo está reagindo como se estivesse em perigo o tempo todo
você está tentando sobreviver a isso da melhor forma que consegue
E isso cansa demais.
Durante as crises: o que pode ajudar um pouco
Não é “cura”, mas pode diminuir a intensidade:
Respiração lenta (4 segundos inspirando, 6 soltando)
Nomear mentalmente:
“Isso é ansiedade. Vai passar. Não é perigoso.”
Olhar ao redor e listar 5 coisas que você vê, 4 que toca, 3 que escuta
(ajuda a “voltar” quando a mente dispara)
Evitar brigar com o que sente — resistir costuma piorar a crise
Próximo passo importante
Pelo nível de sofrimento que você descreve, procurar ajuda profissional não é opcional, é cuidado:
psicólogo(a) (especialmente alguém que trabalhe com ansiedade)
psiquiatra, se possível, para avaliar se há necessidade de medicação
Ansiedade intensa tem tratamento, e muita gente melhora bastante, mesmo quando hoje parece impossível imaginar isso.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
O que você descreve não é fraqueza nem “frescura”. É um estado de ansiedade intensa que está sobrecarregando seu corpo e sua mente.

Quando a ansiedade chega a esse nível, ela pode gerar confusão mental, pensamentos acelerados, tristeza profunda, sensação de estar “fora de si” e medo até de situações simples. Muitas vezes, o bem-estar some de repente porque o sistema de alarme do corpo fica disparando, mesmo sem perigo real.

Você não está ficando louca.
Você não é uma pessoa horrível.
Isso é sofrimento psíquico tratável.

Ansiedade não define quem você é — é algo que está acontecendo com você. Buscar ajuda psicológica e, se necessário, psiquiátrica, não é exagero. É cuidado.

Do ponto de vista psicológico, esse quadro envolve hipervigilância, em que o cérebro interpreta sensações internas como ameaças. Isso intensifica emoções negativas, gera pensamentos catastróficos e pode causar sensação de irrealidade. Sentir isso não significa que algo ruim vai acontecer, nem que você seja o problema.

Em níveis mais profundos, forma-se um ciclo em que a ansiedade alimenta a autocrítica, o medo do próprio estado interno e novas crises. A mente passa a temer a si mesma. O sofrimento aumenta quando a pessoa tenta controlar ou eliminar emoções a qualquer custo.

O ponto central não é a ansiedade em si, mas a relação com ela. Quando a ansiedade vira identidade ou prova de fracasso pessoal, o sistema entra em colapso.

A boa notícia é clara: isso tem tratamento, tem saída e não define quem você é.
O primeiro passo não é parar de sentir — é parar de se odiar por sentir.

Você não está sozinha, e isso não precisa ser o seu normal.
O que você descreve é um sofrimento psíquico real e muito desgastante. Viver com essa angústia constante, pensamentos acelerados, confusão mental e uma relação tão dura consigo mesma cansa profundamente — e não é fraqueza, exagero ou falta de esforço.

Pelos sinais que você relata, estamos falando de crises de ansiedade intensas, que podem vir acompanhadas de tristeza profunda, sensação de perda de controle, hiperalerta do corpo e, em alguns momentos, uma sensação de estar “desconectada” de si ou do ambiente. Quando a ansiedade se mantém elevada por muito tempo, até situações simples passam a ser vividas como ameaçadoras, não porque sejam, mas porque o sistema emocional já está sobrecarregado.

Esse “sumir repentino do bem-estar” também é comum: em estados intensos de ansiedade, o corpo entra em modo de emergência e o acesso às sensações de segurança e estabilidade fica temporariamente bloqueado — o que assusta e alimenta ainda mais o ciclo.

Nada disso define quem você é. Define o que você está atravessando.
A psicoterapia é o espaço para compreender esses gatilhos, interromper esse ciclo e reconstruir uma relação mais segura e gentil consigo mesma. Ansiedade intensa não é algo que se aprende a suportar — é algo que pode e merece cuidado.
O que você descreve é muito sofrimento emocional, e não significa que haja algo “errado” com você como pessoa. Crises frequentes de ansiedade intensa, acompanhadas de autocrítica severa, angústia constante, confusão mental, pensamentos acelerados e sensação de estar distante da realidade, costumam indicar um sistema nervoso em estado de hiperativação.
Quando isso acontece, o corpo passa a reagir como se estivesse sempre em perigo. Por isso, gatilhos pequenos podem gerar reações muito intensas, e até momentos de bem-estar parecem “sumir do nada”. A sensação de se odiar, de viver um vazio doloroso ou de não se reconhecer durante as crises costuma estar ligada a ansiedade crônica, exaustão emocional e, em alguns casos, sintomas depressivos associados. Não é fraqueza - é sobre regulação emocional.
A psicoterapia ajuda a compreender esses padrões, identificar gatilhos, regular o sistema nervoso e construir uma relação mais segura consigo mesma, reduzindo a intensidade das crises e a autocrítica.
Se você se sente angustiada, perdida dentro de si e sobrecarregada emocionalmente, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento e profundidade para te ajudar a recuperar estabilidade, clareza e qualidade de vida. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
Sinto muito que você esteja vivendo isso. Pelo que você descreve, há um sofrimento emocional intenso e real, e é importante dizer com clareza: isso não é fraqueza, não é exagero e não define quem você é.

Na psicologia, esse conjunto de experiências costuma aparecer em quadros de ansiedade elevada, que podem incluir crises de ansiedade ou de pânico, hiperativação do sistema nervoso, pensamentos acelerados, sensação de perda de controle e, em alguns momentos, vivências dissociativas, quando a pessoa se sente distante de si ou do ambiente, como se estivesse “fora do corpo” ou desconectada da realidade ao redor. Essas sensações são muito angustiantes, mas não são perigosas, apesar de parecerem assustadoras quando acontecem.

O que chama atenção no seu relato é:
• a autocrítica muito dura, com rejeição de si mesma física e emocionalmente;
• a sensação constante de angústia e agonia diante da vida;
• crises que às vezes surgem sem aviso e, em outras, vêm associadas a gatilhos;
• confusão mental, tristeza intensa e pensamentos que não desaceleram;
• a percepção de que qualquer situação, mesmo simples, vira uma ameaça emocional.

Tudo isso indica um sistema emocional em estado de alerta contínuo, como se o corpo e a mente estivessem tentando se proteger o tempo todo. Quando isso acontece por muito tempo, o esgotamento vem, e junto dele surgem pensamentos negativos sobre si mesma e a sensação de que o bem-estar “desaparece do nada”.

É muito importante reforçar: essas experiências não dizem quem você é, dizem o quanto você está sobrecarregada. O fato de você perceber os gatilhos em alguns momentos já mostra consciência emocional, mesmo que agora isso pareça confuso e doloroso.

Nesse momento, dentro da psicologia de apoio, algumas orientações importantes são:
• procurar acolhimento profissional contínuo, seja a psiquiatria ou a psicologia, para que você não precise atravessar isso sozinha;
• trabalhar, aos poucos, a regulação emocional e corporal, porque a ansiedade começa no corpo antes de virar pensamento;
• reduzir a autocrítica e aprender a se relacionar com seus sintomas com mais cuidado, em vez de combate;
• identificar gatilhos sem julgamento, entendendo o que eles representam emocionalmente para você.

Se em algum momento essa dor vier acompanhada de pensamentos de desistência da vida ou de se machucar, é fundamental buscar ajuda imediata com alguém de confiança ou um serviço de emergência emocional. Pedir ajuda é um sinal de cuidado consigo, não de fraqueza.

Você não está quebrada. Você está sobrecarregada e precisando de sustentação emocional. Com acompanhamento adequado, isso pode melhorar, e melhora.

Eu espero ter ajudado.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
Olá, como vai?
Procure um psicólogo para conversar. A partir da avaliação dele, juntos vocês poderão chegar a alguma resposta. Também sugiro procurar por psiquiatra, visto a gravidade do seu relato; ativar sua rede de apoio e contar a ela o que está ocorrendo com você, para pedir ajuda; procure fazer exercícios e ter uma alimentação saudável; evite o celular e as redes sociais. Evite passar esse momento de crise estando sozinha, busque ajuda, você não precisa passar por isso sozinha.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá! Sinto muito por você estar vivenciando uma ansiedade tão intensa como a descrita. Muitas vezes o organismo permanece em um estado de alerta constante, reagindo de forma intensa mesmo a situações simples, como se estivesse sempre tentando se proteger de algo. Por isso, a sensação de bem-estar pode desaparecer repentinamente, gerando medo, frustração e ainda mais ansiedade. Esses sintomas não definem quem você é, nem significam que você seja “péssima” ou fraca. Eles indicam que algo está sobrecarregando emocionalmente e que seu corpo e sua mente estão tentando dar conta da forma que conseguem. A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender com mais profundidade o que está acontecendo, identificar gatilhos, acolher essas vivências e construir formas mais cuidadosas de lidar com as crises e com a relação consigo mesma. Se fizer sentido para você, fico à disposição para esse acompanhamento.
Acredito que você deverá fazer um tratamento integral no que você esta passando entre um acompamento psiquiátrico e psicólogico. Este acompamento irá te ajudar bastante primeiro para que o médico de der um laudo psiquiátrico do que você esta falando desta ansiedade que te faz sofrer bastante. O médico psiquiátrico com a sua experiência poderá te pedir fazer mais alguns exames e até de passar uma medicação.
Porém, com este laudo médico e com a medicação ajudará bastante o psicólogo tratar da causa destes pensamentos, sentimentos e comportamentos ansiosos. Um das abordagem mais recomendadas que a TCC ( Teoria Cognitiva-Comportamental) para te ajudar a encontrar respostas mais rápidas para teu sofrimento.
Pelo que você descreve, é possível perceber o quanto isso tem sido intenso, confuso e doloroso de viver, já que as crises não trazem apenas ansiedade, mas também muito sofrimento emocional, confusão mental, sensação de perda de controle e um impacto direto na sua qualidade de vida e na forma como você se percebe. Quando a ansiedade chega nesse nível, a ponto de transformar situações simples em algo insuportável e de fazer você se sentir distante de si e da realidade, isso deixa de ser algo passageiro e se torna um sinal claro de que é necessário cuidado. Não é possível fechar um diagnóstico apenas a partir de um relato, mas o que você descreve mostra que a ansiedade está provocando prejuízos importantes no seu bem-estar, e por isso buscar ajuda psicológica é fundamental. A terapia pode te ajudar a compreender o que está por trás dessas crises, identificar gatilhos, trabalhar essa autocrítica tão dura e construir formas mais seguras de lidar com esses momentos, e se for necessário, o próprio psicólogo poderá avaliar junto com você a importância de um acompanhamento psiquiátrico. Nada disso significa fraqueza ou que exista algo errado com quem você é, mas sim que há um sofrimento emocional que precisa ser acolhido e cuidado, e procurar ajuda é um passo importante nesse processo.

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