Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio

11 respostas
Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio mundo. Minha mãe não fala comigo a uma semana, e hj é véspera de Natal, sinto que todos os feriados perderam o significado. E tem esse sentimento que nunca vai embora essa "companhia" constante, essa tristeza que me afoga. Tenho sentido muitas dores de cabeça, pescoço rígido e uma angústia crescente.
O que você descreve é um sofrimento emocional real, ligado a sentimentos de solidão, abandono afetivo e tristeza persistente que costumam se intensificar em datas simbólicas como o Natal.
Essa dor emocional pode, sim, se manifestar no corpo, gerando angústia constante, dores de cabeça e tensão muscular.
É importante não atravessar isso sozinha. A psicoterapia pode ajudar a dar nome, sentido e cuidado a esse sofrimento, além de auxiliar na regulação emocional e no fortalecimento interno. Se possível, procure apoio profissional. Você não está fraca, está sobrecarregada.

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Sinto muito por esse sentimento. A solidão acompanhada é, de fato, uma das mais profundas. Reconectar-se com sua mãe ou expandir seus vínculos para além da família de sangue são caminhos válidos, mas entendemos que iniciar essa mudança exige esforço. Recomendo buscar apoio profissional; o processo terapêutico ajudará você a se fortalecer para realizar essas transformações.
Olá. Percebo que as relações familiares, e, especialmente com a sua mãe, tornaram-se automáticas, ou seja, cristalizaram-se em silêncios e repetição. Quando não tomamos a iniciativa de solicitar um diálogo entre os membros da família e não só, que habitam o mesmo ambiente, a fim de exteriorizar-se o que incomoda cada uma destas pessoas, uns aos outros, e, convidarem-se a serem mais receptivos, mais dispostos a responder com cordialidade e respeito, com escuta e acolhimento, tudo continuará do mesmo modo.
Quando não mudamos, nada muda à nossa volta. As relações precisam, quando for a escolha dos seus membros, necessitam ser alimentadas com carinho, aceitação e afeto.
Criar-se um ambiente de integração e não de isolamento.
Podem fazer "Rodas de Conversa", orientadas por um profissional da Dinâmica de Grupos," para criarem-se responsabilidades de cada membro, no envolvimento e comprometimento de integração e participação conjunta de atividades diárias, na casa, no preparo dos alimentos, no assistir TV e comentarem as notícias, trocarem idéias, de forma suave e não conflitiva, realizarem caminhadas conjuntas, no quarteirão, na praça.
Quanto à tristeza constante, e os sintomas de dores de cabeça , pescoço rígido e uma angústia crescente, são sinais de cansaço e de ansiedade, que já provocam sintomas físicos, como os relatados acima, dores de cabeça e outros.
Sugiro que procure um psicólogo (a), para ter uma clareza nítida do que provoca este sofrimento, através do autocuidado, da autoaceitação e do autoconhecimento, e assim, serem escolhidas estratégias de mudança comportamental, do controle emocional, de mudança dos pensamentos.
E, com a terapia psicológica, novos horizontes se abrirão, para uma melhoria geral das relações do grupo familiar e dos membros conviventes no mesmo espaço.
Esses sintomas de pescoço rígido, dores de cabeça e angustia crescente podem fazer parte de um quadro de muita ansiedade. Um relacionamento difícil em casa pode agravar os sintomas. é interessante buscar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender o que está acontecendo e te ajudar a trabalhar as necessidades percebidas.
 Daniela Sarmento
Psicólogo
Rio de Janeiro
Sinto muito que você esteja atravessando tudo isso — a solidão, o silêncio dentro de casa e essa tristeza que parece não dar trégua podem ser profundamente dolorosos, especialmente em datas que costumam simbolizar encontro e afeto. O que você descreve também aparece no corpo: a dor de cabeça, a rigidez, a angústia crescente são sinais de um sofrimento real, que merece cuidado e acolhimento

Você não está exagerando nem “fraca” por se sentir assim; algo importante em você está pedindo atenção e espaço para ser escutado.

A psicoterapia pode ser um lugar seguro para você não atravessar isso sozinha, para compreender o que essa tristeza comunica, aliviar esse peso emocional e, aos poucos, devolver sentido e respiro aos seus dias

Se fizer sentido para você, será um prazer caminhar ao seu lado nesse processo, com escuta, respeito e cuidado.

Você merece apoio — e não precisa enfrentar isso sozinha
O que você descreve é um sofrimento emocional profundo, marcado por solidão, tristeza persistente e sinais claros de que o corpo também está sobrecarregado. Quando vínculos importantes se silenciam - especialmente em datas simbólicas como o Natal; é comum que a dor aumente e venha acompanhada de angústia constante, dores de cabeça, tensão no pescoço e sensação de esgotamento.
Esse sentimento de “companhia triste” que não vai embora costuma estar ligado a luto emocional, carência afetiva e estresse crônico, e não deve ser ignorado. Ele merece cuidado, escuta e acolhimento.
A psicoterapia pode ajudar você a compreender o que está por trás dessa tristeza, aliviar o peso emocional e encontrar novas formas de se sentir mais segura e acompanhada internamente.
Se quiser, posso te acompanhar nesse processo com cuidado, respeito e atenção ao seu ritmo. Você não precisa atravessar isso sozinha.
Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Obrigado por confiar e colocar em palavras algo tão difícil de carregar. O que você descreve — essa sensação de solidão mesmo estando acompanhada, o silêncio dentro de casa, a perda do sentido dos feriados — dói profundamente. Nada disso é “exagero” ou fraqueza. É sofrimento humano real, e merece cuidado.
Pelo olhar da Análise do Comportamento, é importante perceber que sentimentos como tristeza, angústia e essa “companhia constante” que você menciona não surgem do nada. Eles costumam estar relacionados às condições do ambiente e às relações que vivemos. Quando há afastamento, falta de diálogo, silêncio prolongado ou ausência de trocas afetivas — como você relata em relação à sua mãe — o organismo responde. Essa resposta pode vir em forma de angústia emocional, mas também de sinais físicos, como dores de cabeça, rigidez no pescoço e cansaço constante.
Esses sintomas não são apenas “coisas da sua cabeça”. Eles são formas do corpo e da mente sinalizarem que algo não está bem, que há necessidades emocionais importantes não sendo atendidas. Quando o ambiente deixa de oferecer acolhimento, previsibilidade e vínculo, a tristeza tende a se manter — não porque você seja assim, mas porque o contexto reforça esse estado.
A boa notícia é que nada disso é definitivo. Emoções não são sentenças, são processos. E processos podem ser compreendidos, acolhidos e transformados. Na psicoterapia, especialmente a partir da Análise do Comportamento, trabalhamos para entender como essas experiências foram se construindo, quais padrões de relação e de enfrentamento estão em jogo, e, principalmente, como criar novas formas de se relacionar consigo mesma e com os outros — de maneira mais saudável e possível.
Você não precisa atravessar isso sozinha. Um espaço terapêutico pode ser um lugar seguro para falar, chorar, organizar pensamentos e, aos poucos, reconstruir sentidos que hoje parecem perdidos. Se sentir que é o momento, deixo aqui um convite sincero para iniciarmos uma sessão de psicoterapia. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, é um ato de cuidado consigo.
Desejo a você, mesmo que o Natal tenha vindo com dor, um Natal de acolhimento interno, ainda que tardio. E que o Ano Novo traga novas possibilidades, novos encontros e, principalmente, mais gentileza com você mesma. Há caminhos, mesmo quando agora tudo parece escuro.
Com carinho e respeito,
José Eduardo Santos Miguel
Psicólogo
 André Paulo das Neves
Psicólogo
Mogi Mirim
Olá, agradeço o envio de sua pergunta, e sinto que esteja passando por momentos difíceis. Por favor, para que eu possa lhe auxiliar pode me chamar direto em andrenevespsi@gmail.com.
Olá, é provável que a solidão seja muito difícil para você, o que leva à sensação de estar acompanhada para não lidar com a angústia de não estar. Esse fenômeno ocorre bastante em pessoas com sentimento crônico de vazio e com sentimentos instáveis sobre as relações. Percebo que escolheu a psicoterapia como tema da pergunta, e você está certa: a psicoterapia é muito recomendada para isso, até porque você traz sinais de um agravamento importante, mas que na clínica médica sozinha poderia ter muita frustração ao procurar causas orgânicas para as dores, tensões e alterações da percepção. Buscar terapia é o respeito que seu sofrimento merece.
Olá, sinto muito por tudo isso que está passando. Eu imagino como deve ser difícil. O que eu posso te orientar é a procurar uma psicoterapia, para te ajudar a lidar com tudo isso, pensar em possibilidades, porque por aqui eu não consigo te ajudar muito. Mas eu espero que as coisas melhorem para você. E qualquer coisa, estou à disposição. Abraços!
Dr. Alan Ferreira dos Santos
Psicólogo, Psicanalista, Psicopedagogo
Campinas
Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
O que você descreve é um sentimento de solidão profunda, que não é apenas estar sozinha fisicamente, mas sentir-se desconectada, invisível e sem lugar emocional, mesmo estando cercada por pessoas. Quando você diz que “mora com fantasmas”, isso traduz muito bem a experiência de convivência sem troca, sem afeto e sem reconhecimento — e datas simbólicas, como o Natal, tendem a intensificar essa dor porque expõem ainda mais a ausência de vínculo.

Essa tristeza que “faz companhia” e não vai embora costuma vir acompanhada de manifestações corporais, como dores de cabeça, tensão no pescoço e angústia constante; o corpo passa a carregar aquilo que não encontra espaço para ser dito, ouvido ou acolhido. O silêncio da sua mãe, especialmente nesse momento, não é algo pequeno: rupturas afetivas assim ativam sentimentos antigos de abandono, desamparo e perda de sentido.

É importante dizer com clareza: esse estado não define quem você é, nem significa que você será sempre assim. Ele fala de uma necessidade emocional não atendida, de vínculos fragilizados e de um sofrimento que pede cuidado. Quando a tristeza se torna constante, ocupa o corpo e a mente e rouba o significado das coisas, ela não deve ser enfrentada sozinha nem normalizada.

Buscar um espaço terapêutico pode ajudá-la a compreender de onde vem essa solidão, o que ela está tentando comunicar e como reconstruir sentido, presença e vínculo — inclusive consigo mesma.

Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
Alan Santos — Psicólogo Clínico.

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