A terapia é uma estrada valiosa para o autoconhecimento, que muito me proporcionou. Aos 19 anos iniciei meu processo terapêutico com um profissional inesquecível que me ensinou, tanto sobre meu mundo interno, quanto sobre as interações humanas. Atender pessoas, compartilhar com elas suas histórias, seus conflitos e ser facilitadora de seus processos de mudança me pareceu encantador e passou a ocupar um lugar privilegiado em meus estudos e prática profissional.
Desenvolver o papel de terapeuta requer, para além de talento e gosto, estudo, terapia, prática e supervisões constantes. O contexto da saúde despertou minha atenção e nele me mantive trabalhando por quatro décadas, sendo as três últimas na Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, com pessoas com epilepsia e seus familiares. Lá integrei equipe interdisciplinar, contribuindo nos âmbitos de: ensino; pesquisa e atendimento a pessoas com epilepsia e seus familiares, culminando com a conclusão do meu mestrado na instiuição em 2016.
Após o nascimento do meu primeiro filho, em 1995, consciente do desafio em assumir os papéis de esposa, madrasta e mãe, iniciei especialização de quatro anos em terapia familiar, na PUC, na abordagem Sistêmica, que é precursora da Terapia Familiar e reconhecida por sua grande eficácia no trabalho com casais, famílias, grupos e comunidades, pois nos possibilita compreender o que se passa nas interações. A Terapia Sistêmica não tem o foco no sujeito, mas no seu contexto, sua dinâmica familiar e relacionamentos.
Casada durante 23 anos, a partir do ano 2003, iniciei meus atendimentos a famílias e casais em clínica neurológica. Lá estive, por 10 anos, como coordenadora e palestrante do curso de “Neurologia do desenvolvimento e suas interfaces”, contribuindo com a visão da terapia de casal e família. O contato continuado com a neurologia e a neurociência me conduziu à especialização em Terapia Cognitivo Comportamental, finalizada em 2009.
A tendência das terapias, na contemporaneidade, é a de trabalhar de modo a integrar diferentes abordagens. Atualmente buscamos compor nossa prática com conhecimento de agumas escolas terapêuticas, considerando que, determinadas linhas têm mais efetividade no tratamento a determinados transtornos, sintomas, ou questões trazidas pelos que buscam a terapia. Essa abertura nos torna mais pragmáticos e menos dogmáticos, ou seja, podemos utilizar uma manobra, ou uma técnica advinda de uma linha que não seja nossa principal abordagem a benefício do paciente.
As estatísticas nos mostram que vivemos um período onde a saúde mental está fortemente acometida em todos os ciclos de vida, especialmente na adolescência e juventude. Consideramos que, as dificuldades psicossociais são compostas por multiplos fatores (socioculturais; familiares; genéticos e epigenéticos). Necessário trabalharmos em proximidade a outros profissionais, tanto para aprimorarmos nossa prática, quanto para ajudarmos com mais efetividade os que buscam nossos cuidados.
Nesse sentido, trabalho no Centro de Estudos e Assistência à Família (CEAF), com um grupo de terapeutas, onde estou coordenadora do grupo de triagem e efetuo a primeira consulta das pessoas que buscam terapia individual, de família e de casal.
Especialista em terapia de casal e família, há mais de 20 anos consolidei meu consultório, onde atendo online e presencialmente: casais; famílias e casos individuais.
Seja muito bem vindo e venha me ensinar sobre você!