Tireoidectomia total

A tireoidectomia total é um procedimento cirúrgico no qual toda a glândula tireoide é removida, sendo indicada principalmente em casos de câncer de tireoide, bócio volumoso ou doenças que não respondem a tratamentos clínicos. A realização dessa cirurgia permite o controle definitivo de condições que comprometem a função ou a estrutura da glândula, prevenindo complicações graves e melhorando a qualidade de vida. Trata-se de uma intervenção que exige técnica precisa e cuidados especializados, devido à proximidade da tireoide com estruturas vitais do pescoço.

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Para que a tireoidectomia total é utilizada?

É indicada para o tratamento de condições que comprometem gravemente a função ou a estrutura da glândula tireoide, como determinados tipos de câncer, bócios volumosos que causam compressão de estruturas cervicais e doenças inflamatórias resistentes a outras terapias. Também é utilizada quando há risco elevado de recorrência de lesões ou quando exames apontam alterações suspeitas que exigem remoção completa da glândula para prevenção e controle. A decisão pela realização é baseada em avaliação clínica detalhada e exames complementares específicos.

Como funciona a tireoidectomia total?

Durante o procedimento, a glândula tireoide é removida integralmente por meio de uma abordagem cirúrgica realizada sob anestesia geral. A técnica envolve a realização de uma incisão na região anterior do pescoço, seguida pela identificação e preservação de estruturas vitais, como nervos laríngeos e glândulas paratireoides. Após a retirada da glândula, a hemostasia é cuidadosamente assegurada e a incisão é fechada com suturas adequadas. O método é conduzido por equipe especializada, garantindo precisão e segurança em todas as etapas.

Quanto tempo dura a tireoidectomia total?

O tempo de duração do procedimento cirúrgico pode variar conforme a complexidade do caso e as condições clínicas do paciente. Em geral, a cirurgia é realizada em um período que pode ir de duas a três horas, incluindo a preparação, a execução e o fechamento da incisão. Fatores como a presença de alterações anatômicas, necessidade de dissecção mais detalhada ou associação com outros procedimentos podem influenciar o tempo total. Após a conclusão, é comum que haja um período adicional de monitoramento na sala de recuperação antes da transferência para o quarto.

Como se preparar para a tireoidectomia total?

A preparação envolve a realização de exames pré-operatórios, como avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e, quando indicado, exames de imagem. É necessário informar ao médico sobre o uso de medicamentos, especialmente anticoagulantes, que podem precisar ser suspensos ou ajustados antes da cirurgia. O jejum prévio deve ser seguido conforme orientação médica para garantir segurança durante a anestesia. Também é importante que condições de saúde pré-existentes sejam estabilizadas e que seja realizada uma conversa com a equipe cirúrgica para esclarecimento de dúvidas e alinhamento do plano terapêutico.

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Perguntas frequentes

  • Quais são os riscos e complicações mais comuns associados ao procedimento?

    Entre os riscos e complicações mais comuns associados ao procedimento, destacam-se sangramento, infecção, alterações temporárias ou permanentes na voz devido à lesão das cordas vocais, e diminuição dos níveis de cálcio no sangue por comprometimento das glândulas paratireoides. Também pode ocorrer formação de cicatriz ou sensação de desconforto no pescoço durante o período de recuperação. A ocorrência dessas complicações é minimizada por técnicas cirúrgicas adequadas e acompanhamento especializado, sendo fundamental o monitoramento pós-operatório para detecção precoce e tratamento de qualquer alteração.

  • O período de recuperação costuma envolver alguns dias de repouso e acompanhamento médico regular. É comum que haja leve desconforto na região do pescoço e, em alguns casos, alteração temporária na voz. A cicatrização é monitorada para prevenir complicações, e exames podem ser solicitados para avaliar a função hormonal. A reposição de hormônio tireoidiano geralmente é iniciada logo após a cirurgia, sendo ajustada conforme necessidade. A retomada das atividades diárias ocorre gradualmente, de acordo com a evolução clínica e orientações da equipe de saúde.

  • Após a cirurgia, recomenda-se que sejam seguidas orientações médicas específicas para garantir a recuperação adequada. Deve ser mantida a higiene da área operada, evitando esforços físicos intensos nas primeiras semanas. A alimentação equilibrada e a hidratação são importantes para auxiliar o processo de cicatrização. O uso correto de medicamentos prescritos, incluindo reposição hormonal quando indicada, deve ser rigorosamente observado. Consultas de acompanhamento são essenciais para monitorar a função hormonal e avaliar a evolução da cicatrização. Qualquer sinal de dor intensa, febre ou alteração na voz deve ser comunicado imediatamente ao profissional responsável.

  • A cirurgia é indicada em situações específicas, como presença de câncer de tireoide, nódulos suspeitos ou confirmados malignos, bócio volumoso que cause compressão de estruturas do pescoço, e doenças como a tireoidite de Hashimoto ou o hipertireoidismo que não respondem ao tratamento clínico. Também pode ser recomendada quando há risco elevado de malignidade ou recorrência após procedimentos anteriores. A decisão é baseada em avaliação médica detalhada, considerando exames de imagem, resultados laboratoriais e histórico do paciente, sempre visando segurança e eficácia no tratamento.

  • Após a remoção completa da glândula tireoide, a produção natural dos hormônios tireoidianos deixa de ocorrer. Por esse motivo, é geralmente indicada a reposição hormonal com levotiroxina, a fim de manter o equilíbrio metabólico e prevenir sintomas relacionados ao hipotireoidismo. A dose é ajustada de forma individualizada, com base em exames laboratoriais e acompanhamento médico periódico. Esse tratamento costuma ser contínuo e deve ser monitorado para garantir que os níveis hormonais permaneçam adequados, promovendo o bom funcionamento do organismo e evitando complicações a longo prazo.

  • Após o procedimento, o acompanhamento médico é realizado por meio de consultas periódicas para avaliação clínica e laboratorial. São monitorados os níveis hormonais, especialmente da tiroxina e do hormônio estimulante da tireoide (TSH), a fim de ajustar a terapia de reposição hormonal conforme necessário. Exames de imagem podem ser solicitados em casos específicos para verificar a região operada. Também é observada a evolução de cicatrização e possíveis sinais de complicações. Esse acompanhamento é fundamental para garantir o equilíbrio metabólico e a manutenção da saúde a longo prazo.

  • Antes do procedimento, geralmente são solicitados exames de sangue para avaliar a função da tireoide e níveis hormonais, além de ultrassonografia cervical e, em alguns casos, cintilografia ou tomografia para melhor análise da glândula e estruturas adjacentes. Após a cirurgia, exames laboratoriais são realizados para monitorar os níveis de hormônios tireoidianos e cálcio, garantindo o equilíbrio metabólico e identificando possíveis alterações. O acompanhamento pode incluir ultrassonografia de controle e consultas periódicas, visando avaliar a cicatrização, a adaptação ao tratamento e a prevenção de complicações.

  • Alterações na voz podem ocorrer após a cirurgia, devido à proximidade da glândula tireoide com os nervos responsáveis pelo movimento das cordas vocais. Em alguns casos, pode haver rouquidão temporária ou dificuldade para atingir determinados tons, geralmente relacionadas a edema ou irritação local. Lesões permanentes nos nervos são raras, mas possíveis, e costumam ser minimizadas por técnicas cirúrgicas cuidadosas e pela experiência do cirurgião. A recuperação vocal, quando afetada, tende a ocorrer gradualmente, com melhora espontânea ou, se necessário, com apoio de fonoterapia.

Perguntas sobre Tireoidectomia total

Dr. Rodrigo Lorenzo Antonio Perez Nogueira
Médico clínico geral, Endocrinologista
Santo André
Quando uma ou mais paratireoides são removidas (ou ficam “atordoadas” cirurgicamente), pode ocorrer queda do cálcio sérico, geralmente entre 24–72 horas após a cirurgia — exatamente o…

Dr. Maurício Del Bianco
Endocrinologista
Limeira
Olá, tudo bem?
O TSH leva de 6 a 8 semanas pra se alterar, então não se preocupe quanto a ele alterar, desde que vc tenha esquecido só essa vez.
Lembrando que é recomendado…

Especialistas falam sobre Tireoidectomia total

Jefferson Medeiros

Cirurgião de cabeça e pescoço

Manaus

A Tireoidectomia, ou a cirurgia da tireoide, é o procedimento cirúrgico para retirada total ou parcial de toda a glândula, em decisão que será feita pelo Dr. Jefferson Medeiros e sua equipe. A cirurgia é considerada delicada, principalmente por ser próxima à região das veias, músculos e artérias essenciais para a manutenção da vida. Sendo bem realizada, não produz nenhuma complicação, mesmo se o caso for de câncer na tireoide. Mesmo sem provocar complicações no pós-cirúrgico, é válido destacar que pequenas mudanças podem acontecer no paciente por algum tempo. São elas: Rouquidão, diminuição da produção do hormônio que regula o cálcio e alterações estéticas no local operado.

Murilo Catafesta Das Neves

Cirurgião de cabeça e pescoço

São Paulo

A tireoidectomia total é o nome da cirurgia realizada para remoção de toda a glândula tireoide. Esse procedimento é necessário para doenças benignas e malignas da tireoide. As benignas são por bócio ou nódulos que estejam apresentando crescimento constante ou que pelo tamanho já causem sintomas no pescoço por atrapalhar a respiração ou deglutição. As doenças malignas da tireoide devem sempre serem tratadas com cirurgia. Em ambas as situações pode ou não ser necessário retirar toda a tireoide. Uma conversa com seu médico será necessária para definir qual a melhor estratégia.

Bruno Pinto Ribeiro

Cirurgião de cabeça e pescoço

Feira de Santana

A Tiroidectomia, ou tireoidectomia, ou ressecção de glândula tireóide é uma cirurgia, realizada sob anestesia geral, para retirar a glândula tireóide doente. Dentre as doenças que podem necessitar desta cirurgia estão incluídos os nódulos de tireóide com algum tipo de suspeita de malignidade ou que estejam com muito grandes, crescimento da própria glândula tireóide ou casos de hipertireoidismo que não responderam a outros tratamentos. Sempre antes de realizar este procedimento faço uma análise de pré-operatório detalhada, observando as outras doenças que o paciente tem, bem como solicitando exames para observar possíveis riscos a cirurgia.

Anderson Santos

Cirurgião de cabeça e pescoço

Salvador

A cirurgia de tireoidecomia total é indicada em situações onde há suspeitas de câncer na tireóide, sintomas relacionados ao aumento da glândula tireóide, por estética e quando há o diagnóstico de câncer de tireóide, geralmente realizada por um cirurgião de cabeça e pescoço onde faz- se uma incisão de +- 5 cm, preservando estruturas fundamentais como nervo laringeo recorrente e paratireoides. Cirurgia de baixo risco em mãos de um profissional bem treinado e com formação em cirurgia de cabeça e pescoço. As complicações mais comuns estão relacionadas às estruturas mencionadas acima com índices em torno de 1 à 2 %.

Ruy Gomes Neto

Cirurgião de cabeça e pescoço

Rio de Janeiro

A Tireoidectomia ou Cirurgia para retirada da Tireoide é usada para tratamento do Câncer da Tireoide e algumas doenças benignas da glândula. ​É um procedimento feito sob anestesia geral em ambiente hospitalar, quando feita pela forma convencional, realizamos uma pequena incisão de 4 a 6 cm na região do pescoço. Atualmente, essa cirurgia em casos selecionados, pode ser feita através de uma técnica endoscópica chamada TOETVA (Tireoidectomia transoral endoscópica por acesso vestibular) sem cicatriz, em que são feitas apenas incisões no lábio inferior do paciente e através delas utilizando uma câmera e pequenas pinças conseguimos fazer a cirurgia, sem nenhuma cicatriz aparente.

Erivelto Martinho Volpi

Cirurgião de cabeça e pescoço

São Paulo

Hoje realizamos o que chamamos de tireoidectomias minimamente invasivas e extra-cervicais. Nas tireoidectomias minimamente invasivas as incisões tem cerca de 3 cm de extensão, sem pontos ou drenos e com excelente efeito cosmético e que podem ser realizadas na maioria dos pacientes. Nas tireoidectomias extra-cervicais o acesso à tireoide é feito por incisões fora do pescoço (axila, linha de inserção do cabelo ou cavidade oral -boca), nestas situações as indicações são mais restritas mas não há marcas da cirurgia no pescoço.

Márcio Costa Fernandes

Cirurgião de cabeça e pescoço , Cirurgião geral

Manaus

Tireoidectomia total é o nome que se dá ao procedimento que tem como objetivo a completa retirada da glândula tireóide. Esse procedimento é realizado sob anestesia geral, com o paciente posicionado em decúbito dorsal (de peito para cima), sendo realizada uma incisão transversa na porção anterior do pescoço uns 3 centímetros acima do osso esterno. Após identificação da glândula tireóide, a mesma é liberada de seu tecido de sustentação e os vasos sanguíneos que a nutrem são devidamente ligados (amarrados) para evitar sangramentos. A opção de deixar drenos, varia de acordo com cada profissional e a característica da cirurgia.

José Chacra Jr.

Cirurgião de cabeça e pescoço , Cirurgião geral

Jundiaí

A tireoidectomia total é a cirurgia realizada para o tratamento dos tumores malignos da tireoide, ou para doenças benignas, nodulares, que apresentem aumento de volume que possa comprometer a deglutição, ou dificultar a respiração, e até mesmo levar a efeitos estéticos negativos, atrapalhando o convívio social, por se apresentarem visíveis logo à frente do pescoço. A cirurgia deverá ser sempre realizada por equipe de especialistas treinados, com utilização de toda a tecnologia possível e disponível.

Francisco Bomfim

Cirurgião de cabeça e pescoço

Fortaleza

A tireoidectomia é a cirurgia em que se procede a extirpação cirúrgica da tireóide. É um procedimento que deve ter sua indicação após a avaliação médica especializada, e por ser procedimento em área crítica do pescoço, o ideal é que um cirurgião de cabeça e pescoço a realize, ou um cirurgião que tenha muita experiência em tireoidectomias. A decisão de que tipo de cirurgia (parcial ou total), se há ou não necessidade de esvaziamento, a preservação adequada de nervos recorrentes (responsáveis pela voz) e paratireóides, a perfeita dissecção da tireóide sem danos às estruturas que passam junto dela, e a busca de um resultado mais estético são fatores que interferem no resultado da cirurgia.

Thiago Ribeiro Oliveira

Cirurgião de cabeça e pescoço

Aracaju

A Tireoidectomia Total consiste na retirada total da glândula tireóide. O paciente sempre é submetido a este procedimento sob anestesia geral, ou seja, ele não fica acordado durante o procedimento. O período de internação é de 24hs na grande maioria dos pacientes, ou seja, interna no mesmo dia que opera e no dia seguinte vai para casa somente com um curativo pequeno no pescoço.

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