Primeira consulta psicanálise
O passado que se fala em análise não é aquele que ficou para trás, arquivado em datas ou lembranças. É um passado que insiste, que se atualiza, que comparece como se fosse presente disfarçado. Não passou porque nunca terminou de acontecer. E o sujeito, ao narrá-lo, acredita revisitar algo morto, quando na verdade tropeça no que segue vivo demais para ser esquecido.
É ai que análise opere: em permitir que o passado passe por um desvio. Equivocá-lo é retirá-lo do lugar de verdade, abrir uma fenda no já sabido. Quando o passado se deixa confundir, algo da repetição pode cessar. Deixar a repetição é aceitar que esse passado, além de velho, já não diz mais exatamente o que dizia.
Psicanálise
A sexualidade é grande parte da vida dos sujeitos e, junto disso, pode trazer desafios enquanto sua realização. Os conflitos sexuais estão presentes em todos, independe da orientação sexual, podendo afetar com mais intensidade a população LGBTQIA+. Lidar com o que da prazer, com o conflito entre o desejo e a realidade, com as fantasias sexuais é uma tarefa difícil e que, caso não encontre lugar de descarga, podem acarretar em grande angústia. O caminho é poder falar sobre o sexual, para que o sujeito possa dar vazão aos seus desejos, diminuindo sintomas. O desejo, através da fala, vai tomando corpo e permitindo que o paciente possa se reconhecer com o que lhe da prazer. Fico a disposição!
Consulta psicológica do adulto
É extremamente comuns pacientes chegarem ao consultório com problemas atuais que, ao investigarmos, são repetições de sintomas e situações antigas de sua vida. Em suma, o sujeito se repete, mesmo que de formas um pouco diferentes, a vida inteira. Insiste numa forma conhecida de funcionar, mesmo que ela possa trazer sofrimento. Meu trabalho se dirige na possibilidade de, ao narrar passado e presente, o paciente possa encontrar novas formas de lidar com seu sofrimento, apostando em poder fazer diferente. Dessa forma, o passado que trabalhamos é o passado que, por algum motivo, não passou. Ele ainda se faz presente na vida de cada sujeito e os atormenta, causando sintomas e sofrimentos.
Angústia
Muitas vezes pacientes chegam a clínica falando que estão angustiados e não sabem o porquê. Dizem sobre seu sofrimento e buscam a todo custo cessá-lo. Em meu trabalho, a angústia é entendida como um sinal de algo que ainda não consegue aparecer, mas que causa dor. Muitas vezes ocorre a partir de repetições de situações que já antes atingiram o sujeito. É justamente na observação dessas repetições que se consiste o trabalho, num olhar sobre o "passado" que não passou. Para que a angústia possa ter nome e se desmanche, é preciso darmos atenção ao que ela sinaliza. Entender o que causa sofrimento e qual o teu papel nele, permite que se possa buscar novos destinos. Fico a disposição!