Maurício Araújo

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Número de registro: CRP 05/80169

Experiência

Psicólogo (CRP 05/80169), Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), com atendimento clínico para adultos no Instituto InMind, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e online para todo o Brasil.
Meu trabalho tem uma estrutura clara: avaliação detalhada dos sintomas e do contexto de vida, diagnóstico funcional e plano de tratamento individualizado, com estratégia clara e monitoramento constante da evolução do caso. Atendo depressão e depressão refratária, burnout, ansiedade generalizada, pânico, ansiedade social, insônia, TDAH em adultos, transtorno bipolar (tratamento adjunto), transtorno de personalidade borderline, entre outros. Ofereço ainda supervisão clínica em TCC para psicólogos.


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8 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativa

Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativas e crenças de rejeição, não consigo conversar com uma menina por medo, inseguranças, medo de ser rejeitado e porque eu me acho feio, e eu nunca vou conseguir alguém que me ame. Todos os meus amigos da minha idade já conseguiram uma namorada, e eu nunca se quer conversei com uma menina. Será que isso tem salvação com a terapia cognitivo comportamental?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Maurício Araújo

Olá, Jovem anônimo. Obrigado por compartilhar algo tão pessoal. O que você descreve — insegurança, crenças de rejeição, medo de conversar com meninas e a sensação de que "nunca vai conseguir alguém" — é um sofrimento real, e não é sinal de fraqueza. A boa notícia é que sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ser bastante eficaz para esse tipo de quadro.

1. O que a TCC entende sobre isso. A TCC parte da ideia de que não é o fato em si (conversar com alguém), mas o significado que damos a ele, que gera o que sentimos e fazemos. No seu caso, é possível identificar algumas crenças centrais, como "sou inadequado", "sou feio" ou "serei rejeitado". Essas crenças funcionam como uma lente que filtra a realidade e alimenta pensamentos automáticos do tipo "ela vai me achar estranho" ou "não tenho chance".

2. Como o problema se mantém. Quando sentimos medo, tendemos a evitar. A evitação traz alívio imediato, mas cobra um preço alto: a crença de que não somos capazes nunca é testada, e o medo cresce. Com o tempo, a pessoa deixa de acumular experiências sociais e passa a se comparar com amigos que já namoram — o que reforça ainda mais a sensação de fracasso.

3. O que a TCC faz. Em psicoterapia, trabalhamos em três frentes: (a) identificar e questionar pensamentos e crenças distorcidos; (b) realizar experimentos comportamentais e exposição gradual a situações sociais, para que o cérebro aprenda, na prática, que a rejeição temida não é tão provável nem tão devastadora; (c) desenvolver habilidades sociais e de regulação emocional. O ritmo é respeitoso, construído com você, sem forçar nada.

4. Outras lentes que podem complementar. Em alguns casos, a Terapia do Esquema ajuda a compreender a origem mais profunda dessas crenças de rejeição — os chamados esquemas iniciais desadaptativos, formados na infância e na adolescência, que fazem a pessoa se sentir "defeituosa" ou "não amável" de forma quase automática. A Análise do Comportamento, por sua vez, explica como a evitação de conversar funciona como uma esquiva que alivia a ansiedade no momento, mas fortalece o medo a longo prazo. Já a Terapia Sistêmica Familiar oferece um olhar importante para quem está nessa fase da vida: o estágio de lançamento do jovem adulto, descrito no ciclo de vida familiar, envolve justamente a tarefa de se diferenciar da família de origem, construir autonomia emocional e aprender a se relacionar com o mundo fora de casa, algo que pode estar emperrado e contribuir para a insegurança.

Próximo passo. Recomendo conversar com um psicólogo para uma avaliação individual. Não é possível concluir diagnóstico apenas por esta descrição, mas o padrão que você relata é justamente o tipo de demanda que a TCC aborda com bons resultados. A psicoterapia é um recurso efetivo e muito recomendada para casos como o que você relata.

Maurício Araújo, Psicólogo (CRP: 05/80169), Especialista em TCC. TCC para Depressão, Ansiedade e Relacionamentos em Botafogo, Rio de Janeiro (RJ) e online para todo o Brasil.


Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me o

Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me olhando, mesmo sem eu ter qualquer interesse nele, fico com medo de estar fazendo algo errado. Às vezes sinto que até me preocupar com a opinião desse homem seria uma forma de traição ao meu namorado. Por que tenho essa sensação de culpa e esses pensamentos, mesmo sabendo racionalmente que não estou fazendo nada?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Maurício Araújo

Olá, Anônima,

O que você descreve é mais comum do que parece. Sentir culpa e ansiedade diante da possibilidade de um olhar, mesmo sem interesse, não indica que você esteja fazendo algo errado. Esses pensamentos podem estar ligados a padrões de ansiedade e a crenças muito rígidas sobre lealdade, e não a uma falha de caráter.

Explicação clínica
Na TCC, um fenômeno frequente é a fusão pensamento-ação. A mente trata o pensamento como se fosse equivalente a uma ação real. Assim, notar um olhar ou pensar sobre a opinião de alguém passa a ser interpretado como traição. O corpo reage com ansiedade, e a culpa surge como tentativa de corrigir algo que não aconteceu. Além disso, a hipervigilância amplia a atenção para qualquer sinal percebido como ameaça. O cérebro, em modo de alerta, interpreta estímulos neutros como perigo. Isso mantém o ciclo: perceber, interpretar como erro, sentir culpa, tentar evitar. A evitação alivia a ansiedade no momento, mas reforça a ideia de que o pensamento era perigoso.

Psicoterapia baseada em evidências
A TCC para ansiedade trabalha justamente a identificação desses pensamentos automáticos, das crenças subjacentes e dos comportamentos de segurança. O objetivo não é eliminar pensamentos, mas mudar a relação com eles. Você pode aprender a reconhecer que um pensamento não define sua intenção, nem sua lealdade. A exposição gradual, em contexto clínico, ajuda a reduzir a evitação. A regulação emocional e a resolução de problemas também entram quando a culpa ocupa espaço excessivo.

Orientação prática e próximo passo
Busque atendimento psicológico para iniciar a psicoterapia. Na psicoterapia será possível desenvolver a capacidade de observar, sem julgar, o momento em que a culpa aparece e identificar o gatilho e as respostas.

Maurício Araújo | Psicólogo (CRP: 05/80169)
Especialista em TCC. TCC para Depressão, Ansiedade e Relacionamentos | Botafogo, Rio de Janeiro (RJ) e online para todo o Brasil


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