Natália Alves de Moraes

Psicóloga · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRP: 06/176012

Experiência

Olá! Sou psicóloga (UFMT) especialista em Saúde Mental (FAMEMA), mestranda em Saúde e Envelhecimento (FAMEMA) e atuo através da Abordagem Centrada na Pessoa. Minha forma de trabalhar se apoia em algumas noções essenciais como: congruência, empatia e aceitação sem julgamentos dos conteúdos trazidos nos atendimentos. Na minha linha de atuação construímos de forma conjunta seus aprendizados e autoconhecimento pois considero que não há ninguém que te conheça mais que você mesmo, mas compreendo que as vezes acabamos precisando de ajuda profissional para nos escutarmos de forma mais genuína e para entender alguns pontos em nós e em nossas relações. Trabalho de forma online, tendo todos os cuidados com a privacidade e proteção de dados dos meus clientes. Atendo pessoas do mundo todo e de diversas nacionalidades. Te convido a conhecer meu trabalho e construírmos juntos um espaço aberto e acolhedor para escuta. Estou disponível para dúvidas e questionamentos, sinta-se livre para me contatar.

mais Sobre mim

Abordagem terapêutica

Abordagem centrada na pessoa (acp)

Experiência em:

  • Psicologia clínica e da saúde
  • Saúde mental

Pacientes que trato

Adultos

Serviços e preços

  • Consulta psicológica do adolescente

    R$ 170

  • Psicoterapia adulto

    R$ 170

Consultório

Natália Alves de Moraes

Teleconsulta

Disponibilidade

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Planos de saúde não aceitos

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Dúvidas respondidas

7 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Natália Alves de Moraes

A busca por partilhar a vida e encontrar conexão genuína com o outro é algo que faz parte da nossa existência humana. Desde muito cedo, carregamos esse desejo de troca e de pertencimento, mas é importante lembrar que a construção de vínculos profundos e significativos não precisa acontecer exclusivamente através do amor romântico. Laços de amizade sinceros, conexões familiares e parcerias de vida também são formas legítimas e poderosas de viver a experiência da partilha.
É importante entender que quando se fala sobre a importância de "se amar primeiro", temos que tomar cuidado com a concepção de que você só pode se relacionar quando atingir um estado de sobreconhecimento ou independência total. A verdade é que a gente também se descobre, se cura e aprende a se amar em relação com o outro. Mas amar a si mesmo não é um conceito abstrato de autoajuda, mas o resultado direto de um processo contínuo de autoconhecimento.
É olhando para dentro que conseguimos alcançar as nossas próprias verdades e desenvolver a confiança necessária para descobrir nossos desejos. Sem essa clareza sobre quem somos, torna-se muito difícil construir uma relação profunda e genuína com outra pessoa. Para se conectar de verdade, precisamos compreender a fundo quais são os nossos sonhos, nossos limites e o que verdadeiramente buscamos em um parceiro.
O desejo de amar e ser amado é uma força vital que move o mundo, mas é preciso entender que não é qualquer amor ou qualquer presença que vai preencher esse espaço. Relações superficiais ou desalinhadas com a nossa essência costumam deixar um vazio ainda maior do que a própria solidão.
E não quero deixar passar seu comentário sobre sua idade pois ele mostra o quanto isso gera desconforto em você... O passar dos anos, por si só, não garante maturidade ou clareza emocional. A idade infelizmente não traz sabedoria de forma automática se não nos dispusermos a buscar por ela. Algumas pessoas têm a sorte de encontrar conexões profundas ou alcançar certo entendimento pessoal de forma mais casual, enquanto outras precisam dedicar mais tempo e energia para trabalhar em si mesmas. Ainda assim, não existe um tempo "certo" para as coisas acontecerem, tampouco a obrigatoriedade de ter todas as respostas ou saber lidar perfeitamente com a vida só por ter atingido determinada idade. Cada trajetória exige seu próprio ritmo, e acolher a sua própria caminhada é o primeiro passo para construções mais conscientes e verdadeiras.
Você não precisa passar por tudo isso sozinho, pode contar com um profissional para te ouvir, te apoiar e te ajudar a se guiar no meio de tantas dúvidas que a vida vai nos fazendo enfrentar.


Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Natália Alves de Moraes

Quando passamos por um episódio depressivo, o nosso cérebro passa por alterações neuroquímicas profundas que mudam a forma como ele lida com a dor e com o estresse. Ocorre um desequilíbrio em neurotransmissores importantes, como a serotonina e a dopamina (que ajudam a regular o nosso bem-estar e a nossa motivação), além de um desgaste na plasticidade cerebral, que é a capacidade que o cérebro tem de se adaptar e criar novas rotas. Na prática, o nosso sistema nervoso aprende a responder ao sofrimento com uma sensibilidade muito maior.

Essa memória biológica e emocional é o que explica por que a possibilidade de recaída parece tão real e assustadora. Quando um novo acontecimento ruim cruza o nosso caminho, o cérebro, tentando nos proteger da forma que consegue, tende a recorrer a caminhos antigos que já conhece. É por isso que sentimentos pesados, de desesperança ou esgotamento, podem voltar a bater à porta com tanta facilidade. O medo de reviver tudo aquilo que foi superado com tanto esforço faz com que a gente fique em um estado de alerta constante, onde qualquer tristeza legítima do dia a dia parece o início de uma nova crise.

Lidar com isso não significa que você esteja fadado a cair de novo, mas sim que o seu corpo e a sua mente ainda guardam as marcas do que foi superado. É preciso muita gentileza consigo mesmo para aceitar que a dor faz parte da vida, e que sentir-se abalado diante de situações ruins é uma resposta natural, e não obrigatoriamente um recomeço da doença. É por isso, que se fortalecer mentalmente e criar uma rotina que promova Saúde Mental é de extrema importância!! Pois, nos momentos de dificuldades, já teremos novos recursos internos e rede de apoio acolhedora para viver esses momentos difíceis com mais suavidade e firmeza.


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