Perguntas do paciente (120)

  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá!

    Um bom primeiro passo costuma ser procurar um psicólogo ou um psiquiatra. O psicólogo pode realizar uma avaliação clínica aprofundada, compreender sua história de vida, a forma como esses sinais aparecem no seu cotidiano e, quando necessário, indicar uma avaliação neuropsicológica ou encaminhar para outros profissionais. Já o psiquiatra pode avaliar a presença de transtornos e, se necessário, indicar tratamento medicamentoso.

    Caso exista a suspeita de TEA ou TDAH, é importante lembrar que o diagnóstico não se baseia apenas em uma lista de sintomas. Ele envolve uma investigação cuidadosa da sua trajetória, do contexto em que as dificuldades surgem e do impacto que elas têm na sua vida.

    Também é importante não reduzir sua experiência apenas a um possível diagnóstico. Antes de buscar um nome para o que está vivendo, vale compreender como você tem experimentado esse sofrimento, quais dificuldades têm chamado sua atenção e como elas afetam sua maneira de estar no mundo e de se relacionar com as pessoas. Os diagnósticos podem ser ferramentas importantes, mas não definem quem você é.

    Buscar ajuda já é um passo significativo. Um profissional poderá acolher suas dúvidas e ajudá-lo a construir um caminho de investigação que faça sentido para a sua realidade.

    Espero ter ajudado!


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! O que você descreve pode ser bastante angustiante, e é importante acolher essa experiência sem julgá-la.

    Pensar com frequência em pessoas que já faleceram e sentir tristeza ou pena por elas pode acontecer em diferentes momentos da vida, especialmente quando esses pensamentos despertam reflexões sobre a finitude, os vínculos ou até mesmo sobre a própria existência.

    Pela perspectiva existencial-humanista, mais do que tentar eliminar esses pensamentos, vale a pena perguntar: o que essas lembranças despertam em você? Elas falam apenas sobre quem partiu ou também sobre seus medos, suas perdas, sua relação com a vida e com o tempo?

    Se essas lembranças surgem ocasionalmente, elas podem fazer parte da forma como você entra em contato com temas importantes da existência. No entanto, se os pensamentos são muito frequentes, causam sofrimento intenso, ocupam grande parte do seu dia ou interferem na sua rotina, pode ser importante buscar acompanhamento psicológico para compreender o significado dessa experiência e encontrar maneiras de lidar com ela.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Entendo que essa descoberta tenha despertado tristeza e confusão.

    O fato de alguém assistir pornografia não significa, por si só, que exista um vício ou uma compulsão. No entanto, quando esse comportamento ocorre de maneira frequente, em contextos inadequados ou parece difícil de controlar, pode ser um sinal de que vale a pena investigar mais profundamente a função que ele exerce na vida da pessoa. Apenas uma avaliação clínica pode determinar se há, de fato, um comportamento compulsivo.

    Ao mesmo tempo, também é importante olhar para o impacto que essa situação tem em você. Independentemente de haver ou não uma compulsão, seus sentimentos são legítimos. Talvez seja importante se perguntar: o que essa descoberta significou para mim? O que ela desperta em relação à confiança, à intimidade e ao vínculo que construímos?

    Um diálogo aberto, respeitoso e honesto entre vocês pode ser um primeiro passo para entender como cada um vive essa situação e quais são as expectativas e limites dentro do relacionamento.

    Se perceberem que esse tema tem gerado sofrimento recorrente ou dificuldade para dialogar, a psicoterapia (individual ou de casal), pode ser um espaço importante para favorecer essa compreensão.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Boa tarde! Obrigada pela sua pergunta.

    Sim, essa pode ser uma prática utilizada por alguns psicólogos, mas ela não faz parte de um padrão obrigatório da psicoterapia. Dependendo da abordagem e das necessidades de cada paciente, o profissional pode sugerir materiais de apoio, como exercícios, registros, textos, técnicas de manejo da ansiedade ou lembretes que auxiliem entre uma sessão e outra.

    No entanto, mais importante do que o material em si é compreender o que acontece nos dias em que a ansiedade e a angústia aparecem. Esses momentos também fazem parte do processo terapêutico e trazem informações importantes sobre a forma como você vive e enfrenta essas experiências. O objetivo da terapia é ajudá-lo(a) a desenvolver recursos para lidar com elas de maneira cada vez mais autônoma, e os materiais, quando utilizados, funcionam como um complemento, não como a base do tratamento.

    Se essa dificuldade tem sido frequente, vale a pena conversar abertamente com seu psicólogo. Juntos, vocês podem pensar em estratégias que façam sentido para a sua realidade e para o seu processo terapêutico.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar o que está sentindo.

    É compreensível que esse momento desperte ansiedade e tristeza. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que construir a própria vida não significa abandonar quem você ama. É possível continuar sendo um filho presente mesmo morando em outro lugar. Se for viável, conversem sobre como manter o contato (visitas, ligações...) e pensem em uma rede de apoio, caso ela precise de ajuda em alguns momentos.

    Também vale a pena observar se a intensidade da sua ansiedade está relacionada apenas à mudança ou se ela faz com que você se sinta excessivamente responsável pelo bem-estar da sua mãe. Muitas vezes, carregamos a ideia de que precisamos dar conta de tudo, e isso pode gerar um sofrimento muito grande.

    Se essa angústia estiver intensa ou dificultando sua decisão, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esses sentimentos e encontrar uma forma mais saudável de viver essa transição, respeitando tanto o vínculo com sua mãe quanto o seu próprio projeto de vida.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Sinto muito pela sua perda.

    O vínculo que construímos com um animal de estimação é profundo, e o luto por essa relação é legítimo. Quando eles partem, não perdemos apenas um companheiro, mas também uma rotina, um afeto diário e os planos que imaginávamos viver ao lado deles.

    Pelas suas palavras, percebo que, além da saudade, existe um sentimento de culpa muito presente. É comum que, após uma perda, a mente tente revisitar os acontecimentos pensando em tudo o que "poderia ter sido feito". No entanto, esse movimento nem sempre reflete a realidade, mas sim a dificuldade de aceitar uma despedida que não desejávamos.

    Cada pessoa tem seu próprio tempo para elaborar uma perda, e não existe um prazo certo para isso. O importante é observar se essa dor tem impedido você de seguir sua vida ou se a culpa permanece ocupando um espaço muito maior do que a saudade.

    Se esse sofrimento continua intenso desde janeiro, pode ser muito benéfico buscar acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudá-la a acolher essa perda, ressignificar a culpa e encontrar uma forma de manter esse vínculo na memória, sem que ele seja vivido apenas através da dor.

    Desejo, que aos poucos a lembrança da sua companheira possa trazer mais ternura do que sofrimento. Ela fez parte da sua história, e o amor que vocês compartilharam continua tendo valor, mesmo após a despedida.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar o que está sentindo.

    A sensação de que "tudo depende de mim" costuma ser muito desgastante. Quando acreditamos que precisamos dar conta de tudo o tempo todo, é comum surgirem ansiedade, sobrecarga e um medo constante de falhar.

    Vale a pena se perguntar: o que faz você acreditar que toda a responsabilidade está nas suas mãos? Muitas vezes, assumimos responsabilidades que poderiam ser compartilhadas ou nos cobramos além do que realmente é possível.

    Isso não significa deixar de cuidar do que é importante, mas reconhecer que existem situações que estão sob nosso controle e outras que não estão. Aprender a fazer essa distinção pode aliviar bastante o peso que você vem carregando.

    Se essa sensação é frequente e interfere no seu bem-estar, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender de onde vem essa necessidade de assumir tudo, como ela se construiu ao longo da sua história e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar com as responsabilidades.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar sua dúvida.

    Sim, o término de um relacionamento pode ser compreendido como uma experiência de luto. Mesmo quando a separação é uma escolha necessária, existe a perda de uma história construída, de planos, de uma rotina compartilhada e da imagem de um futuro que havia sido imaginado.

    A dor após um término não significa que você está fazendo algo errado ou que deveria "superar" rapidamente. Cada pessoa tem seu próprio tempo para elaborar essa mudança. É comum vivenciar sentimentos como tristeza, saudade, culpa, raiva, insegurança ou até a sensação de não saber como seguir em frente.

    Para atravessar esse processo, pode ser importante permitir-se sentir o que essa perda representa, sem se cobrar esquecer ou apagar a história vivida. Aos poucos, é possível ressignificar essa experiência, compreender o que foi construído nessa relação e reencontrar novos caminhos para si.

    A psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento nesse momento, ajudando a compreender os sentimentos envolvidos, elaborar a perda e construir uma nova forma de se relacionar consigo e com a própria história.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar algo tão delicado.

    Pelo que você descreve, parece que essa situação despertou muitos sentimentos ao mesmo tempo. É compreensível que isso esteja sendo vivido com muita intensidade.

    É importante lembrar que uma conversa que aconteceu antes de você conhecer seu namorado pertence a um momento anterior da sua história, e o fato de você não saber da ligação entre eles muda bastante a forma como essa situação pode ser compreendida. Neste momento, pode ser importante evitar se colocar como a única responsável por tudo e tentar olhar para o que aconteceu com mais cuidado e gentileza consigo mesma.

    O pedido de um tempo pode ser doloroso e trazer muita incerteza, mas também pode ser um momento para que ambos processem o que sentiram e consigam conversar com mais clareza. Uma relação é construída por duas pessoas, e a forma como vocês irão lidar com essa situação dependerá do diálogo e da disponibilidade de ambos.

    Sobre sentir que ele é seu único apoio: ter alguém importante ao seu lado é muito valioso, mas também é importante que você possa construir uma rede de apoio mais ampla, para que seu bem-estar não fique completamente concentrado em uma única pessoa. Amigos, familiares, grupos de apoio e a psicoterapia podem ser espaços que ajudem você a atravessar momentos de maior vulnerabilidade.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar com tantos detalhes o que você tem vivido.

    Pelo seu relato, parece que as interações sociais têm sido acompanhadas por um sofrimento muito intenso. Quando esse medo começa a limitar a vida profissional, os relacionamentos e atividades do dia a dia, é importante buscar ajuda, porque você não precisa enfrentar isso sozinha.

    A psicoterapia pode ser um caminho muito importante nesse processo. Um psicólogo poderá ajudar você a compreender como esse medo se construiu ao longo da sua história, acolher as experiências que contribuíram para isso e desenvolver, aos poucos, novas formas de lidar com as situações sociais. O objetivo não é mudar quem você é, mas ampliar suas possibilidades de viver as relações com menos sofrimento.

    Também pode ser interessante buscar uma avaliação com um médico psiquiatra, especialmente considerando a intensidade dos sintomas que você descreve, como crises de ansiedade, sofrimento intenso e prejuízos na rotina.

    O medo de não ser levada a sério é algo que muitas pessoas sentem antes de procurar ajuda, mas o que você relata merece atenção e cuidado. A dificuldade de interagir não significa que você é menos interessante, menos capaz ou que há algo errado com você como pessoa. Existe um sofrimento acontecendo, e ele pode ser compreendido e trabalhado.

    Buscar um profissional pode ser um primeiro passo para recuperar espaços da sua vida que hoje parecem dominados pelo medo. Você merece ser acolhida e escutada.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar essa reflexão.

    O fato de você perceber esse padrão e reconhecer que ele pode estar trazendo prejuízos já é um passo muito importante. Muitas vezes, quando defendemos uma opinião com muita intensidade, isso pode estar relacionado não apenas à ideia em si, mas também à necessidade de se sentir compreendido, validado ou seguro diante de uma situação.

    Aprender a flexibilizar uma opinião não significa abrir mão dos seus valores ou aceitar tudo o que os outros dizem. Significa desenvolver a capacidade de escutar diferentes perspectivas, avaliar novas informações e reconhecer que mudar de ideia em alguns momentos também pode ser uma forma de amadurecimento.

    Algumas perguntas podem ajudar nesse processo: “Eu quero compreender essa situação ou apenas provar que estou certo?”, “Existe alguma parte do ponto de vista do outro que eu consigo considerar?” e “O que eu sinto quando alguém discorda de mim?”. Observar as emoções que aparecem nesses momentos pode trazer informações importantes sobre esse comportamento.

    A psicoterapia pode ser um espaço para compreender de onde vem essa necessidade de estar sempre certo, quais sentimentos estão envolvidos e desenvolver formas mais flexíveis de se relacionar consigo e com os outros, tanto na vida profissional quanto pessoal. O fato de você estar buscando entender isso já demonstra abertura para mudança.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar como você tem se sentido.

    É compreensível que essa comparação gere frustração. Quando olhamos para a vida de outras pessoas, é fácil criar a impressão de que estamos "atrasados". No entanto, cada trajetória acontece em um contexto diferente, com oportunidades, desafios e tempos próprios.

    Algo que chama a atenção no seu relato é a ideia de que sua vida "só vai começar" entre os 35 e 40 anos. Essa expectativa pode fazer com que o presente pareça apenas um período de espera, como se tudo o que você vive hoje tivesse menos valor. Mas a vida não acontece apenas quando uma meta é alcançada; ela também é construída no caminho até ela.

    Vale a pena se perguntar: o que faz você acreditar que existe uma idade certa para que a vida tenha significado? Muitas vezes, essa ideia nasce de comparações ou de expectativas sociais que nem sempre correspondem à nossa realidade.

    Continuar investindo nos seus objetivos é importante, mas também é fundamental reconhecer as pequenas conquistas, os aprendizados e as mudanças que já estão acontecendo. Eles também fazem parte da construção da vida que você deseja.

    Se essa sensação de estar "ficando para trás" é frequente e tem afetado sua motivação, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender de onde vêm essas cobranças, ressignificar a relação com o tempo e construir uma forma mais gentil de olhar para a própria trajetória.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Sim, é possível reconstruir o respeito em uma relação, mas isso depende menos do tempo de relacionamento e mais da disposição de ambos para reconhecer o que aconteceu, assumir responsabilidades e construir novas formas de se relacionar.

    Do ponto de vista da psicologia, especialmente da perspectiva existencial-humanista, o respeito não costuma ser recuperado apenas com promessas ou com o passar do tempo. Ele se fortalece quando cada pessoa consegue olhar para si, compreender sua participação na dinâmica da relação e se abrir para um diálogo mais autêntico, no qual ambos possam expressar suas necessidades e limites sem recorrer a ofensas ou desqualificações.

    Também é importante considerar que, em alguns casos, os conflitos repetitivos e as agressões verbais deixam marcas profundas. Nessas situações, a reconstrução pode ser possível, mas exige tempo, comprometimento e, muitas vezes, o apoio de um psicólogo, seja em terapia individual, seja em terapia de casal.

    Ao mesmo tempo, vale refletir que nem toda relação precisa ou consegue ser preservada. Em alguns momentos, o caminho mais saudável pode ser reconhecer que o vínculo já não favorece o crescimento e o bem-estar de ambos. A psicoterapia pode ajudar justamente a compreender qual direção faz mais sentido para a história e os valores de cada pessoa.

    Espero ter ajudado. Um abraço!


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Pelo que você relata, essa tristeza parece surgir em experiências nas quais você sente que não consegue expressar quem é ou que aquilo que sente não encontra acolhimento na relação. Quando precisamos medir as palavras o tempo todo ou temos a sensação de que nossos sentimentos não são compreendidos, é natural que isso provoque sofrimento.

    Mais do que perguntar se isso é "normal", talvez seja importante se perguntar: o que essa tristeza está tentando lhe mostrar? O que ela revela sobre as suas necessidades, sobre a forma como você tem vivido essa relação e sobre o espaço que você sente ter para ser você mesma?

    As emoções não precisam ser vistas, necessariamente, como algo a ser eliminado, mas como experiências que podem nos ajudar a compreender melhor a maneira como estamos nos relacionando conosco, com o outro e com o mundo. A tristeza, nesse sentido, pode ser um convite para olhar com mais cuidado para aquilo que tem sido difícil sustentar ou expressar.

    A psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta, sem julgamentos, para que você compreenda o significado dessa experiência na sua história e encontre formas mais autênticas de se posicionar diante dela.


  • Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensam

    Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensamento nao faz sentido. Isso pode ser classificado como uma paranoia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    Esse tipo de pensamento pode ser bastante angustiante, mas não necessariamente significa uma paranoia.

    Perceba que você mesmo já consegue reconhecer que “não faz sentido”, isso é um ponto muito importante. Em quadros paranoides, geralmente a pessoa tem uma convicção mais rígida sobre a ideia, com pouca ou nenhuma dúvida. No seu caso, parece haver um estranhamento diante do próprio pensamento, como se uma parte sua observasse e questionasse isso.

    Esse tipo de sensação de repetição da vida pode aparecer em momentos de ansiedade, cansaço mental ou até quando estamos mais voltados para dentro, refletindo sobre a própria experiência. Às vezes, não é exatamente sobre a realidade estar se repetindo, mas sobre como você está vivendo o tempo, a rotina ou até um certo sentimento de estagnação.

    Queria te propor uma pergunta simples, mais voltada para a sua vivência:
    como é, para você, perceber a vida dessa forma — como se tudo estivesse se repetindo?
    Isso te traz mais medo, angústia, sensação de vazio, ou outra coisa?

    Mais do que rotular o pensamento, pode ser importante compreender o que ele expressa na sua experiência. Ainda assim, se esses pensamentos estiverem frequentes, intensos ou começarem a te causar muito sofrimento, buscar um acompanhamento psicológico pode te ajudar a elaborar isso com mais cuidado e segurança.

    Você não está sozinho nessa experiência, e ela pode ser compreendida.


  • Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó

    Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.

    Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.

    Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.

    Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.

    Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.

    O que eu poderia fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    Pelo que você conta, parece que o sono acabou se tornando um lugar de preocupação. Em vez de ser um momento de descanso, ele passa a vir acompanhado de tensão, expectativa e até um certo medo de não conseguir dormir.

    Queria te convidar a olhar para isso de uma forma mais simples: como tem sido, para você, viver esse momento de tentar dormir e não conseguir?

    Às vezes, mais do que buscar uma solução imediata, pode ser importante compreender o que esse momento desperta: pensamentos, sensações no corpo, sentimentos. Porque, quando a ansiedade entra em cena, não é só o sono que está em jogo, mas a forma como você se relaciona com essa experiência.

    Se fizer sentido, a psicoterapia pode ser um espaço para ir construindo, com calma, uma relação mais leve com o sono e com tudo aquilo que esse processo tem mobilizado em você.


  • Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo

    Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo todo a professora diz que nada distrai ele,nem mesmo a parquinho,ele só para de chorar quando me vê,só fica bem na escola se eu estiver com ele na sala,não sei o que fazer,se eu saio da sala e começar a chorar e não faz mais nada. Qual a orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    A entrada na creche é uma mudança importante na rotina da criança e, para algumas, o processo de adaptação pode levar mais tempo. Nessa fase, é comum que apareçam choro intenso, dificuldade de se separar dos pais e maior necessidade de proximidade com a figura de referência, especialmente quando a criança ainda está construindo segurança nesse novo ambiente.

    Quando o choro permanece por muito tempo e a criança não consegue se envolver em nenhuma atividade, pode ser útil observar como está sendo feito o processo de adaptação. Em muitos casos, uma adaptação gradual, com períodos mais curtos na escola e a construção progressiva de confiança com os professores, pode ajudar a criança a se sentir mais segura.

    Também é importante que escola e família conversem para alinhar estratégias, mantendo uma rotina previsível e despedidas claras, mas tranquilas. A criança precisa, aos poucos, perceber que aquele ambiente é seguro e que o responsável sai, mas volta depois.

    Se essa dificuldade persistir por um período prolongado ou gerar muito sofrimento para a criança, pode ser válido buscar a orientação de um psicólogo infantil. Esse profissional poderá avaliar a situação com mais cuidado e orientar a família e a escola sobre formas de facilitar esse processo de adaptação.


  • Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem poi

    Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem pois estudamos 5 anos aprendemos muitas abordagens, estudamos vários teóricos fazemos atendimentos supervonados com muito cuidado e ética e muita responsabilidade.Fui informada que para ser um terapeuta TRG o curso dura no máximo um um ano e meio e a pessoa está apto para atender e popodendo cobrar por sessão cerca de $ 150,00 minha reflexão, vale a pena os 5 anos estudando para enfim se deparar com essa situação??...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Sua preocupação é bastante compreensível, especialmente estando na reta final da formação.

    A graduação em Psicologia envolve um percurso longo justamente porque busca preparar o profissional para lidar com a complexidade do sofrimento humano com responsabilidade, base científica e compromisso ético. Ao longo desses anos, não se aprende apenas uma técnica, mas fundamentos teóricos, psicopatologia, desenvolvimento humano, pesquisa, além da prática supervisionada.

    Existem cursos que oferecem formações terapêuticas em períodos mais curtos. No entanto, no Brasil, o exercício profissional da Psicologia é regulamentado e está vinculado à formação superior e ao registro no Conselho Regional de Psicologia. Além disso, o uso de métodos e técnicas na prática psicológica precisa estar de acordo com as normas e orientações do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece parâmetros éticos e científicos para a atuação profissional.

    Nesse sentido, a formação universitária oferece algo mais amplo: ela prepara o psicólogo para avaliar situações de forma crítica, compreender diferentes demandas humanas e atuar com responsabilidade dentro dos limites éticos da profissão.

    Se essa questão tem gerado inquietação, pode ser útil conversar com professores e supervisores sobre as transformações atuais no campo das psicoterapias. Esses diálogos costumam ajudar a compreender melhor o lugar da formação em Psicologia e os diferentes caminhos possíveis dentro da profissão. Boa jornada na profissão!


  • Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu

    Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
    ​Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
    ​Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    Pelo seu relato, é possível perceber o quanto você está vivendo um momento interno muito confuso e doloroso. Você parece estar tentando compreender suas próprias atitudes, suas necessidades emocionais e as consequências disso nas suas relações, e esse já é um passo importante de reflexão.

    Quando uma pessoa cresce recebendo muitas críticas, especialmente sobre o próprio corpo ou valor pessoal, é comum que a autoestima fique muito fragilizada. Nesses casos, elogios e validações externas podem ganhar um peso muito grande, porque tocam justamente em uma necessidade antiga de reconhecimento e aceitação. Isso não significa que suas escolhas não tenham consequências, mas ajuda a entender de onde vem essa busca intensa por aprovação.

    Também chama atenção no seu relato o medo de ficar sozinha, a dificuldade de se sentir suficiente com o carinho que recebe e a sensação de vazio quando não está ocupada. Muitas vezes, quando a autoestima está muito dependente do olhar do outro, os relacionamentos acabam se tornando uma tentativa de preencher esse lugar interno que ainda está ferido.

    A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo. Em um espaço terapêutico, é possível olhar com mais profundidade para essas experiências da infância, compreender como elas impactaram sua forma de se ver e de se relacionar, e construir gradualmente uma autoestima menos dependente da validação externa. Esse também pode ser um espaço para refletir com mais clareza sobre seus relacionamentos e sobre o que você realmente deseja para sua vida.

    Buscar ajuda profissional pode ser um caminho importante para organizar tudo isso com mais cuidado e para que você não precise enfrentar esse momento sozinha. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem desenvolver uma relação mais segura consigo mesmas e fazer escolhas mais alinhadas com aquilo que desejam construir. Estou à disposição.


  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    Perder a mãe de forma repentina costuma ser uma experiência profundamente marcante, e o processo de luto pode assumir diferentes ritmos e formas ao longo do tempo. Mesmo após muitos meses, é possível que a dor ainda esteja muito presente, especialmente quando a perda foi abrupta e deixou sentimentos de culpa, saudade intensa ou questões que parecem ter ficado em aberto.

    Ao mesmo tempo, quando o sofrimento permanece muito intenso, com choro frequente, sensação de vazio constante, perda de interesse por atividades que antes faziam sentido e dificuldade para retomar a rotina, pode ser importante olhar para isso com mais cuidado. Nesses casos, a ajuda profissional pode contribuir para compreender melhor o que está acontecendo, se ainda estamos diante de um luto que precisa ser elaborado com mais apoio ou se existem outros aspectos emocionais que também precisam de atenção.

    A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para falar sobre a perda, acolher sentimentos como a culpa e a saudade e, pouco a pouco, ajudar a reconstruir sentidos para a vida após essa ausência tão significativa. Buscar apoio nesse momento não significa que você não esteja lidando “bem” com o luto, mas que está cuidando de si diante de uma experiência muito dolorosa. Você não precisa atravessar isso sozinha. Estou à disposição.


Perguntas frequentes

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