Perguntas do paciente (120)

  • Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado b

    Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado buscar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Quando um relacionamento começa a afetar a sua saúde emocional, isso geralmente aparece de forma silenciosa, no cotidiano, muito antes de virar uma situação extrema. Alguns sinais merecem atenção: quando você passa a se sentir constantemente tensa, insegura ou em dúvida sobre si mesma; quando percebe que está diminuindo seus próprios desejos, opiniões ou hábitos para evitar conflitos; ou quando a relação começa a ocupar tanto espaço interno que você se sente esgotada, triste ou sem entusiasmo para outras áreas da vida.

    Também é importante observar quando há ciclos repetitivos de discussões, reconciliações superficiais e novas frustrações, sem que vocês consigam construir mudanças reais. Outra pista é o isolamento: quando, aos poucos, você se afasta de amigos, familiares ou atividades que antes eram importantes. Esses movimentos costumam indicar que a relação está exigindo mais do que devolve.

    Buscar ajuda profissional é indicado quando você percebe que está confusa sobre o que está vivendo, quando sente que perdeu referências internas para avaliar a relação, ou quando o sofrimento emocional está crescendo. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para organizar o que você sente, entender seus limites, reconhecer padrões que se repetem e tomar decisões com mais clareza; seja para cuidar da relação, seja para cuidar de você. Se sentir que seria importante conversar sobre isso, estou à disposição para te acompanhar.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Quando falamos em estresse no trabalho, é comum haver períodos de cansaço, irritação e sobrecarga. Mesmo assim, a pessoa costuma conseguir se recuperar com descanso, férias ou pequenas mudanças na rotina. Já o burnout é diferente: a exaustão emocional é contínua, não melhora com pausas e passa a afetar o funcionamento geral. Muitas pessoas relatam sensação de estar “no automático”, perda de sentido no que fazem, dificuldade de concentração, queda de produtividade, alterações no sono e sintomas físicos frequentes. É um esgotamento que ultrapassa o limite do cansaço.

    Outro sinal importante é a desconexão: quem está em burnout costuma sentir que já não tem mais recursos internos para lidar com o trabalho, seja pela indiferença, pela irritação constante ou pela sensação de que nada do que faz é suficiente.

    O afastamento pode ser necessário quando o sofrimento começa a interferir no seu dia a dia a ponto de você não conseguir cumprir tarefas básicas, quando há crises emocionais frequentes, ansiedade intensa só de pensar no trabalho ou quando, mesmo tentando ajustar a rotina, nada parece melhorar. Nesses casos, buscar acompanhamento psicológico e avaliação psiquiátrica é fundamental para cuidar da saúde e avaliar a necessidade de afastamento.

    Se você perceber que chegou nesse ponto, procurar ajuda é um passo essencial para se recuperar com segurança. Se sentir que seria importante conversar sobre isso, estou à disposição para te acompanhar.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. A tristeza costuma surgir em resposta a algo específico e, mesmo sendo desconfortável, tende a oscilar: há dias um pouco melhores, algum interesse em pequenas coisas e uma sensação de que, aos poucos, ela vai se movendo.

    Já a depressão envolve um conjunto de sinais que permanecem por semanas e começam a interferir na rotina e na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma. Entre eles, podemos observar: perda persistente de energia, dificuldade de sentir prazer, alterações no sono e no apetite, sensação de vazio, irritabilidade, dificuldade de concentração e uma espécie de “desligamento” do mundo.

    O ponto principal é perceber se o sofrimento está se tornando constante a ponto de limitar o cotidiano. Quando isso acontece, buscar acompanhamento psicológico e psiquiátrico não significa que “é grave demais”, mas sim que você não precisa lidar com isso sozinho(a).

    Na psicoterapia, trabalho justamente para que a pessoa possa compreender o que está vivendo, nomear suas experiências e reconstruir seus caminhos com mais clareza e apoio.
    Se você sentir que seria importante conversar sobre o que está acontecendo, estou à disposição para te ajudar com calma e cuidado.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. A ansiedade faz parte da experiência humana, mas alguns sinais mostram que ela pode estar ganhando uma proporção que merece atenção profissional, mesmo sem a presença de uma crise de pânico. Às vezes a pessoa percebe que vive em um estado de preocupação quase constante, como se a mente não conseguisse descansar. O corpo também costuma dar sinais: um aperto mais frequente no peito, uma respiração curta, a sensação de estar sempre tensa ou agitada por dentro.

    O sono pode começar a ser afetado, seja pela dificuldade para adormecer, seja pelos despertares que vêm acompanhados de pensamentos acelerados. As pequenas tarefas do dia passam a exigir um esforço maior, e a concentração fica mais difícil. Em muitos casos, surge uma irritabilidade que parece não combinar com a situação, quase como se tudo demandasse mais energia do que se tem.

    Outro sinal importante é quando a pessoa começa a evitar situações por medo de se sentir mal, mesmo sem nunca ter passado por uma crise. Há também aquela sensação persistente de estar em alerta, como se algo estivesse prestes a acontecer, mesmo sem um motivo claro.

    Não é preciso esperar que a ansiedade chegue ao limite para procurar ajuda. Quando ela começa a ocupar espaço demais, atrapalhar a rotina ou afastar você de como gostaria de viver, o acompanhamento psicológico pode ser um espaço seguro para entender o que está acontecendo e encontrar caminhos mais cuidadosos para lidar com isso. Se sentir que seria importante conversar sobre isso, estou à disposição.


  • Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?

    Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Perceber que estamos trabalhando demais costuma acontecer quando o corpo e a mente começam a dar sinais de que algo não vai bem. Um dos primeiros indícios é a exaustão que não melhora com descanso e acompanhado disso, a irritabilidade, a dificuldade de concentração e a sensação de estar sempre sobrecarregada.

    Outro ponto é quando o trabalho passa a ocupar tudo: pensamentos constantes sobre responsabilidades, dificuldade de relaxar, alterações no sono, tensão no corpo ou dores frequentes. Também é comum notar perda de interesse pelo que antes fazia bem e a sensação de estar vivendo no “automático”.

    Se esses sinais se mantêm por semanas, vale buscar acompanhamento psicológico para avaliar o que está acontecendo e pensar em formas mais saudáveis de lidar com as demandas. Reconhecer esses sinais é um cuidado consigo e é o primeiro passo para reorganizar seu ritmo e evitar que o esgotamento avance. Se sentir que precisa conversar mais a fundo sobre isso, estou a disposição.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Você não precisa necessariamente dos dois profissionais em todos os casos de ansiedade. Tudo depende da intensidade dos sintomas, do quanto eles estão interferindo na sua vida e do que você sente que precisa no momento.

    A psicoterapia costuma ser o primeiro passo para muitas pessoas. Ela ajuda a compreender o que está acontecendo, a reconhecer padrões, a lidar melhor com as situações que despertam ansiedade e a construir formas mais cuidadosas de se relacionar consigo mesma.

    A psiquiatria entra quando os sintomas estão mais intensos, persistentes ou quando existe a sensação de que, mesmo com esforços e suporte emocional, você não está conseguindo estabilizar o seu dia a dia. O psiquiatra avalia se há necessidade de medicação e acompanha de perto a resposta do organismo, caso o uso seja indicado.

    Há pessoas que se beneficiam muito de um cuidado combinado entre psicóloga e psiquiatra, especialmente quando existe sofrimento mais acentuado. Outras conseguem um bom equilíbrio apenas com psicoterapia. O mais importante é que você não precise enfrentar tudo sozinha. Buscar ajuda, em qualquer uma dessas formas, já é um passo muito significativo.


  • Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int

    Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo, e como melhora esses sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O que você relata costuma ser muito angustiante e desgastante e é compreensível que você esteja buscando um caminho para entender o que está acontecendo.

    Nesses casos, o ideal é procurar psicoterapia e também uma avaliação psiquiátrica. Os dois profissionais se complementam: o psiquiatra pode verificar se alguma medicação ajudaria a reduzir a intensidade da ansiedade e dos pensamentos repetitivos, e a psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender essa experiência, identificar padrões e trabalhar novas formas de lidar com ela.

    Na minha prática, costumo ajudar a pessoa a olhar para esses medos com mais clareza, entender como eles se apresentam no dia a dia e construir caminhos para diminuir o sofrimento e retomar mais liberdade diante dos pensamentos.

    Você não precisa passar por isso sozinha. Com acompanhamento, é possível avançar e sentir alívio. Se sentir que seria importante conversar sobre isso, estou à disposição para te acompanhar.


  • Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e tra

    Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo.

    Atualmente tomo os seguintes remédios: 2 comprimidos de sertralina 50mg (1 de manhã e 1 a noite); 2 comprimidos de quetiapina de 25mg a noite; 1 comprimido do concerta de 36mg de manhã.

    Quando passei a tomar esses remédios eu senti uma melhora incrível, tem pouco mais de 1 ano que tomo. Meu foco melhorou, fiquei mais animada, não procrastinava mais e não tinha mais devaneios.

    Porém, hoje, as coisas não estão mil maravilhas. Estou seria, sem muitas emoções, voltei a procrastinar um pouco, tendo crises depressivas e de choro com um pouco regulares, mas oq mais me irrita e me deixa cansada são os devaneios.

    Eu passo o dia todo vivendo duas vidas: a minha real e a minha imaginária. E isso cansa demais! Quando o trabalho fica um pouco tedioso eu largo tudo, deito, coloco música e fujo pro meu mundo criado. Não muito tempo depois, eu volto a realidade e volto ao trabalho, e isso acontece o dia todo. Sem contar quando eu estou falando e interpretando os personagens ao vivo, sozinha, ou seja, eu tiro da cabeça e passo a viver no dia a dia.

    Eu sempre tive isso, mas quando eu era mais nova, 18, 20, 21 anos, isso não me incomodava... Mas agora, eu fico com raiva, porque não consigo viver. Eu não quero viver presa na minha cabeça, eu não quero saber ter controle só na minha cabeça. Eu sair com minha família e viver o momento, ficar feliz, e não ficar "tirando foto" da realidade para depois eu deitar e ficar imaginando oq poderia ter feito, oq seria perfeito. Não quero isso! Eu quero viver o agora na vida real e não só em imaginação.

    Eu já pesquisei sobre esse assunto e já vi várias pessoas falando várias coisas: falta de dopamina, um dom que eu não deveria me preocupar, hormônios desregulados, sintomas de depressão, sintomas do TDAH, faz dieta tal que ajuda, toma tal coisa que ajuda... E aí vai!

    Mas, por favor!!!! Alguém pode me dizer oq devo procurar, quem devo buscar ajuda, oq devo fazer, pq eu não aguento mais!!! Por favor!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Diante do que você descreve, dá para sentir o quanto tudo isso tem sido cansativo e o quanto você está tentando entender o que está acontecendo com você.

    Esse retorno dos devaneios, a dificuldade de foco e os momentos depressivos não significam que o tratamento deixou de funcionar, mas que algo no seu processo precisa ser revisado. É comum que, com o tempo, o organismo responda de maneira diferente às medicações, e por isso é importante conversar com o(a) psiquiatra para uma reavaliação.

    Ao mesmo tempo, existe um aspecto importante que a medicação sozinha não alcança: como você lida com tudo isso internamente. Esses devaneios constantes, essa sensação de viver “duas vidas”, a dificuldade de estar no momento presente e o peso emocional que isso traz são vivências que precisam ser compreendidas, não apenas controladas.

    Na psicoterapia, trabalhamos justamente esse movimento: entender o que esses mundos internos representam, o que eles tentam resolver, como aparecem no seu cotidiano e, aos poucos, construir maneiras de estar mais presente na própria vida.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. O primeiro passo é revisar o tratamento psiquiátrico; o segundo é ter um espaço terapêutico em que seu funcionamento psíquico possa ser explorado com calma, respeito e profundidade.

    Se você sentir que precisa desse acompanhamento para compreender melhor o que está vivendo e encontrar caminhos mais sustentáveis, estou à disposição para te receber em terapia.


  • Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Interromper a terapia e depois sentir vontade de retomar é algo muito comum. E não, você não precisa “começar do zero”. A retomada costuma partir do ponto em que você parou, considerando o que foi vivido naquele período e o que hoje faz sentido trazer para o processo.

    Na volta, conversamos sobre o que te levou a interromper, como você tem estado desde então e o que deseja trabalhar agora. Esse movimento já faz parte do cuidado e ajuda a orientar os próximos passos da terapia.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Caso você queira retomar o acompanhamento, estou à disposição para te receber e seguirmos a partir das suas necessidades atuais.


  • Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Sentir culpa ao dizer “não” é algo muito comum, especialmente quando a pessoa aprendeu, ao longo da vida, a se adaptar demais às expectativas dos outros ou a evitar conflitos para manter vínculos. Isso pode trazer desgaste emocional e a sensação de estar sempre ultrapassando seus próprios limites.

    A terapia pode, sim, ajudar muito nesse processo. No atendimento, exploramos de onde vem essa culpa, como ela foi construída na sua história e que significados ela carrega hoje. Aos poucos, a pessoa vai compreendendo suas necessidades, fortalecendo sua autonomia e aprendendo a estabelecer limites de forma mais cuidadosa, sem se sentir em dívida com o mundo.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Caso você queira olhar para isso com mais profundidade e construir formas mais saudáveis de se posicionar, estou à disposição para te acompanhar em terapia.


  • Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Ter dificuldade de se abrir em terapia é muito comum, e não é algo que precisa ser forçado. Na minha prática, o ponto de partida não é “ter o que dizer”, mas sim olhar para como você chega, como se sente diante do encontro e o que aparece ali, mesmo que seja silêncio, insegurança ou dúvida.

    Você pode começar falando justamente sobre essa dificuldade. Para mim, isso já é um conteúdo importante: revela como você tem vivido suas relações, como se percebe e o que te atravessa naquele momento. A partir daí, vamos construindo, juntos, um espaço em que você possa se sentir mais seguro para colocar em palavras o que fizer sentido — no seu ritmo, sem pressa e sem julgamentos.

    A terapia não exige prontidão imediata. Ela se faz na relação, na confiança que se desenvolve e na possibilidade de você ser acolhido como está.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Se você sentir vontade de iniciar ou retomar o processo, estou à disposição para te receber e caminharmos com calma, respeitando o seu tempo e a sua experiência.


  • Como criar uma rotina emocionalmente saudável morando fora do país?

    Como criar uma rotina emocionalmente saudável morando fora do país?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Criar uma rotina emocionalmente saudável morando fora do país é um desafio real. Na minha experiência acompanhando pessoas que passaram por esse processo, percebo que a adaptação envolve muito mais do que organizar o dia a dia: envolve reconstruir referências internas, lidar com a distância afetiva e encontrar novos modos de se sentir pertencente.

    Uma rotina emocionalmente saudável nasce, antes de tudo, do reconhecimento do que você está vivendo. Permitir-se sentir saudade, estranhamento, entusiasmo e cansaço faz parte da construção desse novo lugar. Também ajuda criar pequenos rituais que conectem você à sua história — como manter hábitos que te fazem bem — ao mesmo tempo em que se abre para experiências locais que ampliem sua rede de apoio e seu senso de familiaridade.

    Ter momentos de pausa, respeitar seus limites, cultivar vínculos (mesmo que aos poucos) e não exigir de si uma adaptação imediata são passos importantes. A vida fora do país é uma transição profunda, e cada pessoa encontra seu próprio ritmo.

    Na terapia, trabalhamos justamente para compreender como você tem vivido essa mudança, o que tem sido exigente demais e como é possível construir uma rotina mais sustentável emocionalmente, que respeite sua singularidade e seu tempo.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Se você desejar um acompanhamento para atravessar essa adaptação com mais cuidado, estou à disposição para te receber em terapia.


  • Como diferenciar saudade, tristeza profunda e luto não elaborado?

    Como diferenciar saudade, tristeza profunda e luto não elaborado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. A saudade, a tristeza profunda e o luto não elaborado podem se misturar, e por isso nem sempre é fácil distinguir. O que costuma ajudar é olhar para como essa experiência aparece na sua vida.

    A saudade costuma ser uma dor que convive com afeto. É um movimento que reconhece a falta, mas permite seguir vivendo. A tristeza profunda já tende a ocupar mais espaço, afetando energia, rotina e a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com o mundo.

    O luto não elaborado aparece quando a perda — seja de alguém, de um vínculo, de um lugar ou até de uma fase da vida — não encontra espaço para ser sentida. Nesse caso, a dor se repete, retorna em intensidade ou impede a pessoa de retomar a vida com alguma fluidez.

    Na terapia, olhamos para como cada uma dessas experiências se manifesta na sua história, sem encaixar em categorias rígidas. O mais importante é entender o que essa dor significa hoje e o que ela está pedindo de cuidado.

    Se você sente dificuldade para compreender o que está vivendo ou se essa sensação tem pesado no seu dia a dia, a terapia pode ser um espaço seguro para explorar isso com calma. Estou à disposição caso queira conversar.


  • Como posso fortalecer minha autoestima vivendo longe da minha rede de apoio?

    Como posso fortalecer minha autoestima vivendo longe da minha rede de apoio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Fortalecer a autoestima passa por reconhecer o que você está vivendo, cuidar das suas necessidades básicas, valorizar pequenas conquistas e criar novos espaços de apoio — mesmo que de forma gradual. É um processo de reconstrução interna, em que você aprende a se escutar com mais gentileza.

    Na terapia, olhamos juntos para o que tem fragilizado essa autoestima e para caminhos que possam ajudar você a se sentir mais firme e confiante, a partir da sua própria história.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Se desejar aprofundar esse processo, estou à disposição para te acompanhar em terapia.


  • Como saber se estou enfrentando um “choque cultural” ou se estou desenvolvendo ansiedade?

    Como saber se estou enfrentando um “choque cultural” ou se estou desenvolvendo ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. A adaptação a um novo contexto — seja outro país, outra cidade ou apenas uma mudança importante na rotina — pode realmente trazer sensações estranhas, como insegurança, irritação, cansaço, sensação de não pertencimento ou dificuldade de se conectar com as pessoas. Às vezes isso faz parte de um choque cultural ou de uma fase de transição; outras vezes, pode indicar que a ansiedade está se intensificando.

    A diferença costuma aparecer na persistência e no impacto: quando o desconforto começa a afetar o sono, a concentração, o apetite, as relações ou a capacidade de realizar tarefas cotidianas, já é um sinal de que vale olhar para isso com mais atenção.

    Na terapia, exploramos com calma como você tem vivido essas mudanças, o que está te afetando mais e como seu corpo responde a tudo isso. Esse cuidado ajuda a distinguir se é uma adaptação natural ou se a ansiedade está ganhando espaço e, a partir disso, construir caminhos mais seguros para lidar com o momento.

    Espero ter ajudado. Se sentir necessidade de um acompanhamento mais próximo para entender melhor o que está acontecendo com você, estou à disposição para te receber em terapia.


  • Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Morar em outro país costuma trazer uma mistura intensa de sentimentos. Na minha experiência atendendo pessoas em processo de mudança ou já vivendo no exterior, é muito comum que apareçam momentos de entusiasmo e expansão, mas também solidão, saudade, estranhamento e uma sensação de estar “entre lugares”.

    Muitas pessoas relatam a perda das referências do cotidiano, o desafio de construir vínculos novos, a pressão por “dar certo” e até uma certa culpa por nem sempre estar tão feliz quanto imaginavam. A adaptação cultural também mobiliza bastante: mudanças no idioma, nas relações e no modo de viver podem gerar cansaço emocional, insegurança e questionamentos sobre identidade e pertencimento.

    Na psicoterapia, trabalhamos para compreender como cada pessoa vive esse processo, o que está sendo mais difícil e como é possível construir um sentido próprio nessa nova realidade. Não se trata apenas de “se adaptar”, mas de acolher o que surge, reorganizar expectativas e fortalecer modos de viver que façam sentido para você.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Caso você esteja passando por esse momento e queira apoio para atravessar essa transição com mais cuidado, estou à disposição para te acompanhar em terapia.


  • Qual especialista devo consultar? Ultimamente, tenho me sentido estagnada. Me distraio com tudo e qu

    Qual especialista devo consultar? Ultimamente, tenho me sentido estagnada. Me distraio com tudo e qualquer coisa, e me convenço de que estou fazendo tudo, menos minhas responsabilidades, não consigo focar e me concentrar no que importa e nem ter uma rotina minimamente funcional, procrastinando e negligenciando o que importa. Não consigo me exercitar mais, estudar e trabalhar, minha vontade é so ficar deitada. Sentimentos de falta de realização baixo desempenho, cansaço mental e físico, tristeza, frustração, exaustão, fracasso e impotência. Tenho 31 anos. Nem sempre foi assim. Meus exames de sangue estão todos dentro do padrão de referência. Gostaria muito da sua opinião sobre como lidar com a minha situação. Faço uso de duloxetina e bupropiona.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O que você descreve — estagnação, perda de energia, dificuldade de concentração, desânimo, sensação de fracasso e exaustão — é algo que merece atenção e cuidado. Mesmo com exames físicos dentro do esperado, o corpo e a mente podem dar sinais de sobrecarga emocional.

    Nesses casos, o ideal é contar com dois tipos de acompanhamento: psiquiatria, para avaliar como você está respondendo às medicações que já usa e verificar se algum ajuste é necessário; psicoterapia, para compreender o que está acontecendo na sua vida, o que essa estagnação significa hoje e como você tem vivido suas responsabilidades, expectativas e limites.

    Na minha prática existencial-humanista, olhamos para a experiência tal como ela aparece: o cansaço, a perda de sentido, a dificuldade de se mover. Nada disso é “fraqueza”, mas um pedido de cuidado. A terapia pode ajudar a reconstruir ritmo, criar uma rotina possível e recuperar a capacidade de se perceber de forma mais gentil.

    Se sentir que precisa de um espaço seguro para falar sobre isso e entender o que está vivendo, estou à disposição para te acompanhar. Comprometimento e acolhimento fazem diferença no processo.


  • A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu

    A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. A ansiedade social pode trazer muito desconforto e um sentimento de solidão, e é importante lembrar que você não precisa enfrentar isso sozinha. A terapia oferece um espaço seguro para compreender o que está acontecendo, dar nome aos medos que aparecem nas relações e construir, pouco a pouco, formas mais cuidadosas de se aproximar dos outros.

    Sobre a medicação: ela costuma ajudar a regular os níveis de ansiedade e a diminuir a intensidade dos sintomas físicos e emocionais. Isso não “resolve” tudo, mas cria mais estabilidade para que você consiga olhar para o que sente com mais clareza e avançar no processo terapêutico. Ou seja, o remédio ajuda no funcionamento, enquanto a psicoterapia te ajuda a compreender a história por trás dessas experiências e a desenvolver novas possibilidades de estar consigo e com o mundo.

    Na terapia, caminhamos juntas para compreender o que tornou o contato tão difícil, reconhecer o que você precisa para se sentir segura nas relações e fortalecer seus recursos internos — para que você não precise “forçar” nada, mas possa reconstruir seus vínculos de forma mais leve e possível para você.

    Espero que minha resposta tenha ajudado. Se sentir necessidade de um acompanhamento mais próximo para atravessar esse momento, estou à disposição para te receber e pensarmos juntas sobre seus próximos passos.


  • Estou me sentindo muito deprimida, muitos pensamentos ruins de incapacidade desesperança inutilidade

    Estou me sentindo muito deprimida, muitos pensamentos ruins de incapacidade desesperança inutilidade sobre mim e tudo na vida, me sinto cansada o dia todo tenho muita ansiedade sobre tudo, medo intenso, preocupações, inseguranças, inquietações uma tensão no corpo, vontade de chorar todos os dias, angustia muito grande, confusão mental mal estar, agonia muito grande também nas crises de ansiedade, e as vezes não tenho vontade de levantar da cama de tanta ansiedade e angústia, faço tratamento com antidepressivo, mais as vezes eu abandono o tratamento não sinto vontade de melhorar, não tenho energia e nem motivação pra melhorar, sofro muito todos os dias, o que isso pode ser ? Quadro de depressao com ansiedade? Pois eu já tenho ansiedade generalizada, posso estar com depressao tambem ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Pelos seus relatos, parece que você tem vivido um sofrimento intenso, com muita ansiedade, desesperança, cansaço e essa sensação de incapacidade que pode tornar o dia a dia muito pesado. Nada disso é simples de carregar sozinha.

    É compreensível que, diante de tanta angústia, falte energia até para seguir o tratamento. Às vezes, o próprio sofrimento tira a motivação para buscar ajuda e isso também merece acolhimento, não julgamento.

    Sobre o que pode estar acontecendo: é possível que os sintomas de ansiedade estejam se intensificando e que haja também sinais de depressão, mas só uma avaliação profissional e presencial pode esclarecer. O mais importante agora é que você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar psiquiatria para avaliar seu tratamento atual e psicoterapia para compreender o que você tem vivido são passos importantes.

    Na terapia, trabalhamos para entender como essa dor está se manifestando na sua vida, o que ela significa no seu momento atual e quais movimentos podem ser possíveis — mesmo pequenos — para aliviar esse peso.

    Se você está sofrendo todos os dias, isso já é motivo suficiente para buscar ajuda. E se em algum momento você sentir que está perdendo o controle, que não está segura ou que pensamentos mais graves aparecem, procure imediatamente atendimento de urgência. A sua vida importa, e há cuidado disponível.

    Estou à disposição caso queira um espaço seguro para falar sobre isso com calma.


  • Qual são as diferenças entre Psicologia existencial e Abordagem existencialista ou psicologia existe

    Qual são as diferenças entre Psicologia existencial e Abordagem existencialista ou psicologia existencialista ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. As duas formas de nomear costumam gerar dúvida, mas ambas se baseiam nas contribuições da filosofia existencial. A diferença principal está mais no uso dos termos do que em práticas totalmente distintas.

    De modo geral, Psicologia Existencial é o termo mais amplo. Refere-se a abordagens que se fundamentam na compreensão da pessoa a partir de sua liberdade, responsabilidade, escolhas, relações e forma de existir no mundo.

    Já Psicologia Existencialista ou Abordagem Existencialista costuma se aproximar ainda mais diretamente das ideias dos filósofos existencialistas, enfatizando a experiência subjetiva, o sentido que a pessoa dá à própria vida e a maneira como lida com suas possibilidades e limites.

    Na prática clínica, ambas partem de princípios muito próximos: olhar a pessoa em sua singularidade, compreender sua história e seus modos de estar no mundo, e trabalhar para ampliar consciência, autonomia e responsabilidade nas escolhas.

    Espero ter ajudado a esclarecer. Se você quiser entender melhor como essa abordagem pode contribuir para o seu processo pessoal, estou à disposição para te receber em terapia.


Perguntas frequentes

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