Perguntas do paciente (120)

  • Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim n

    Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim no passado, por exemplo, coisas erradas que fiz. Toda vez que isso acontece, eu tento suprimir falando comigo mesmo, fazendo algum gesto com as mãos, caretas... Um exemplo é: vem o pensamento 'X', isso me causa um grande desconforto (TODOS os pensamentos que vem me causam muito desconforto), e pra suprimir o X, eu falo "Cala a boca", ou aperto as mãos. São pensamentos aleatórios, literalmente cada vez pode ser um diferente, tem dias que isso dura o dia inteiro, um atrás do outro, tem dia que é pouco. Pesquisei bastante, e quase todos os sintomas se parecem com os de TOC, e que só piora se a pessoa continuar fazendo os rituais (percebi que piorou bastante da metade de 2025 pra cá). Oq devo fazer? Qual profissional devo procurar? Eu ignorava, mas agora tá ficando cansativo e insuportável.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência.

    O que você descreve envolve pensamentos repetitivos que causam muito desconforto e tentativas de alívio imediato, como gestos ou falas, o que acaba se tornando bastante cansativo ao longo do tempo. Independentemente de se encaixar ou não em um diagnóstico específico, o mais importante é reconhecer que isso está gerando sofrimento e precisa de cuidado.

    O primeiro passo é buscar um psicólogo, que possa te ajudar a compreender como esses pensamentos funcionam, o que os mantém e a desenvolver outras formas de lidar com eles, sem entrar nessa luta constante consigo mesmo. Se ao longo do acompanhamento surgir a necessidade, a avaliação com um psiquiatra pode ser indicada de forma complementar.

    Você não precisa lidar com isso sozinho. Com ajuda profissional, é possível reduzir esse sofrimento e encontrar mais equilíbrio no dia a dia.


  • Tenho uma emetofobia, em minha opinião, bem séria. Não consigo comer ou beber água direito, não cons

    Tenho uma emetofobia, em minha opinião, bem séria. Não consigo comer ou beber água direito, não consigo sair de casa, nem saio do banheiro direito por medo. Será que tem como resolver essa fobia? O que recomendam? Já viram outros casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. O que você descreve é uma experiência de sofrimento significativa, especialmente porque o medo passou a interferir em funções básicas do dia a dia, como se alimentar, sair de casa e se sentir minimamente seguro. Quando isso acontece, é um sinal importante de que esse medo precisa ser cuidado, e não enfrentado sozinho.

    Na clínica existencial-humanista, não compreendemos a fobia apenas como um sintoma isolado, mas como uma forma de a pessoa se relacionar com o corpo, com a imprevisibilidade e com a perda de controle. A emetofobia, em muitos casos, vem acompanhada de hipervigilância corporal e estratégias de evitação, que inicialmente parecem proteger, mas acabam ampliando o sofrimento e restringindo a vida.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender como esse medo se constituiu, o que ele expressa na sua história e como ele vem sendo sustentado no cotidiano, ampliando gradualmente a possibilidade de escolha e de presença diante das situações temidas. Não se trata de forçar exposições, mas de construir, no tempo possível, maior segurança emocional e confiança em si.

    Em situações em que a ansiedade está muito intensa e limitante, o acompanhamento psiquiátrico pode ser um recurso complementar, auxiliando na regulação dos sintomas para que o trabalho psicoterapêutico possa acontecer com mais sustentação.

    Esse sofrimento não define quem você é e pode, sim, ser cuidado. Com acompanhamento adequado, é possível ampliar novamente o campo de possibilidades e reconstruir uma relação mais segura com o próprio corpo e com a vida.


  • Qual é a terapia mais indicada para o meu caso? Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva

    Qual é a terapia mais indicada para o meu caso?
    Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva, então posso ser meio prolixo, mas vamos lá: eu não consigo ser espontâneo. Até consigo, mas toda vez que percebo, a minha ansiedade vem e bloqueia automaticamente o meu fluxo de ideias e a minha criatividade, o que me prejudica muito em interações sociais e, sobretudo, nos estudos. Raras são as vezes em que consigo dar uma risada espontânea. E quando percebo que perdi a espontaneidade, a ansiedade aumenta, porque sei que estou sendo improdutivo e fico “encucando” com isso, e fico assim o dia todo. Acho que já tentei de tudo: remédios (tomo sertralina há mais de um ano, mas nada; comecei a tomar Ritalina, porque não entendia/não sabia explicar direito o meu problema, e dei a entender ao meu médico que se tratava de falta de foco e fui diagnosticado com TDAH, mas acabou piorando a minha ansiedade, porque me sentia mais “preso” naquele estado quando tomava; tomei Rivotril nos dias antes do ENEM, e foi o único que me proporcionou um certo alívio), meditação (que me ajudava ali na hora, mas depois o problema voltava), pesquisei bastante sobre o assunto e tentei fazer uma técnicas, tipo de respiração, etc, por minha conta, mas, assim como a meditação, só aliviava ali na hora; por fim, fui a uma psicoterapeuta tradicional (não há muitas opções na minha cidade), mas somente falar sobre o meu problema não ajudava; ela só perguntava sobre a minha semana e, quando eu mencionava a minha ansiedade (que é o meu maior problema), ela só indicava respirar na hora, fazer exercício físico, comer bem, sendo que eu já faço isso. Enfim, não me lembro de como isso começou, mas lembro de quando começou (tinha uns 12 anos, agora tenho 19), e é muito frustrante, porque sei como é o meu rendimento social e acadêmico quando estou espontâneo e não estou me “hipervigilando” (sim, pesquisei sobre e vi esse termo). Só quero voltar a ser como era antes. Isso é tão exaustivo. Passo o dia inteiro assim, encucando e frustrado por não conseguir ser espontâneo, e sinto que só tenho descanso quando estou dormindo, e é por isso que durmo até tarde como escapismo. E isso acaba piorando a minha ansiedade, porque sei que isso contribui para a minha improdutividade. Sei que devo recorrer à terapia, mas não há opções além da terapia tradicional na minha cidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem.

    Dá para sentir, pelo que você descreve, o quanto isso tem sido exaustivo. Conviver por tantos anos com esse estado de hipervigilância, percebendo a própria ansiedade bloquear a espontaneidade, o pensamento e a criatividade, realmente desgasta.

    Sobre “qual é a terapia mais indicada”, é importante dizer que não existe uma terapia única ou certa para todos os casos. Cada pessoa responde de um jeito, e muitas vezes o que faz diferença não é só a abordagem em si, mas como o processo é conduzido e se o profissional consegue trabalhar diretamente com aquilo que está mantendo o sofrimento.

    No seu relato, aparece com muita força um ciclo: perceber-se → tentar controlar → perder a espontaneidade → aumentar a ansiedade → passar o dia inteiro preso nisso. Terapias que trabalham a experiência no momento presente, a relação com o corpo, com a ansiedade e com esse controle excessivo — como abordagens existenciais e humanistas costumam ajudar justamente a sair da luta contra o sintoma, em vez de apenas ensinar técnicas pontuais para “conter” a ansiedade.

    Também é importante dizer que, quando a psicoterapia fica apenas na conversa semanal ou em orientações genéricas, muitas pessoas sentem que não avançam e isso não significa que terapia não funcione para você, mas que talvez aquele formato específico não tenha dado conta do que você precisa.

    Mesmo em cidades com poucas opções, hoje existe a possibilidade de atendimento psicológico on-line, o que amplia bastante o acesso a profissionais e abordagens diferentes. Isso pode ser um caminho importante para você.

    A terapia, nesse caso, não seria para “voltar a ser como antes” à força, mas para compreender como esse funcionamento se construiu, por que a ansiedade passou a ocupar esse lugar e como recuperar, aos poucos, uma relação mais livre com o pensar, o estudar e o estar com os outros sem ficar o tempo todo se observando. Você não precisa passar por isso sozinho :)


  • Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e

    Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e psiquiatra, descobriu que tem TOC sexual. Gostaria de saber se isso isenta ele da culpa ou não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Essa é uma situação muito delicada e compreendo o quanto ela pode estar sendo confusa e dolorosa para você.

    Um transtorno pode ajudar a explicar alguns padrões de comportamentos e pensamentos ou porque certos impulsos existem ou são mais difíceis de manejar, mas as escolhas, os limites e os acordos do vínculo podem continuar existindo. O sofrimento psíquico não anula o impacto real das atitudes nem a dor causada ao outro.

    O tratamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para que ele possa desenvolver mais consciência, manejo dos impulsos e responsabilidade sobre suas ações. Ao mesmo tempo, é igualmente importante que você tenha espaço para elaborar sua dor, sua quebra de confiança e decidir, com clareza e cuidado consigo, o que é possível ou não para você nesse vínculo.

    Buscar acompanhamento psicológico para você também pode ajudar muito nesse momento, para sustentar suas escolhas. Você não precisa decidir tudo agora, mas merece cuidado, escuta e respeito nesse processo. Se sentir que precisa de apoio para atravessar esse momento e entender melhor tudo o que viveu, estou à disposição para te acompanhar.


  • Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida

    Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida muito antiga de dignidade e apego, ligada à minha mãe e não consigo sair disso sozinha. Quero trabalhar questões relacionadas ao apego, ferida materna, lutos prolongados e outros problemas profundos. Qual o melhor tipo de terapia para estes enfoques? Estou perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que esteja bem. Entendo o quanto essa vivência pode ser confusa e dolorosa e é comum sentir que sozinha não está dando conta, reconhecer isso já é um passo importante.

    Sobre o “melhor tipo de terapia”, é importante dizer que não existe uma abordagem única que funcione para todas as pessoas. O que costuma fazer diferença é encontrar um processo terapêutico que permita olhar para essas experiências com cuidado, no seu tempo, ajudando a compreender como esses vínculos se formaram, como continuam atuando hoje e de que forma você pode se relacionar com eles de maneira menos dolorosa.

    As terapias existenciais ou humanistas costumam oferecer um espaço profundo para esse tipo de elaboração, mas o essencial é o encontro com um profissional com quem você se sinta segura para falar do que dói.

    A terapia pode ajudar justamente nisso: dar sentido ao que se repete, elaborar perdas antigas, compreender padrões de apego e fortalecer recursos internos para que você não fique aprisionada a uma fixação que gera sofrimento. E lembre-se, você não precisa ter todas as respostas agora. O caminho costuma se construir dentro do próprio processo terapêutico.

    Se sentir que precisa de apoio para atravessar esse momento e entender melhor tudo o que viveu, estou à disposição para te acompanhar.


  • Não gosto de me abrir para outras pessoas e nem me interesso pelos problemas dos outros quando elas

    Não gosto de me abrir para outras pessoas e nem me interesso pelos problemas dos outros quando elas contam para mim. Me incomoda saber de coisas que não perguntei. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Sentir desconforto ao se abrir com outras pessoas ou ao ouvir sobre problemas que não foram solicitados pode acontecer em determinados momentos da vida. Muitas vezes, isso pode estar relacionado a uma necessidade de preservação emocional, ou seja, você pode estar tentando proteger a si mesma de se envolver emocionalmente de uma forma que te cause algum desconforto.

    A falta de interesse em se abrir ou ouvir sobre os problemas dos outros também pode refletir um momento da sua vida onde você sente que precisa de mais espaço para si mesma. Pode ser que, nesse momento, você não tenha recursos emocionais suficientes ou não sinta que o outro realmente compreende o que você está passando.

    Não há certo ou errado em como você se sente, mas se isso está te incomodando, pode ser interessante explorar, com acompanhamento psicológico, o que está por trás dessa dificuldade. Na terapia, podemos investigar como você se relaciona com as emoções e expectativas dos outros, além de te ajudar a encontrar formas de se proteger emocionalmente sem se fechar completamente.

    Se você sentir que seria importante trabalhar esses aspectos, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar

    Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar com isso, tive crises de ansiedade, emagreci e infelizmente não dei o espaço e o tempo que ela queria( ela sempre fala que estou repetindo muito as coisas). Eu não soube lidar com a minha dor, com o vazio que ficou.Pois bem essa semana optamos por terminar , mas assim que ela resolver as questões familiares dela tentar o relacionamento, para ver o que acontece.Depois que terminamos sem a questão do tempo estou me sentindo melhor e estou respeitando o espaço dela. Mas tenho medo do fato de eu não ter respeitado o espaço dela anteriormente, tenha colocado tudo a perder. Vocês acreditam que ela pode querer retomar esse relacionamento? Ela estabeleceu um prazo de 2 meses, esse tempo todo que me deu uma angústia e crises de ansiedade e medo .Vivi um novembro terrível, doloroso, onde não respeitei o tempo dela e não soube lidar com as minhas emoções que são novas para mim, é o primeiro relacionamento .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O que você descreve faz bastante sentido, especialmente por se tratar do seu primeiro relacionamento. Quando o vínculo é interrompido ou colocado em pausa, é comum surgir ansiedade, medo de perda, sensação de vazio e dificuldade em respeitar o espaço do outro, pois as emoções ainda são novas e intensas.

    Sobre a possibilidade de retomada do relacionamento, não há como prever ou garantir. A decisão dela envolve fatores que não estão sob o seu controle. O que está ao seu alcance agora é continuar fazendo exatamente o que você começou a fazer: respeitar o espaço, cuidar de si e aprender a lidar com a sua dor sem se perder nela. O fato de você perceber hoje que não soube lidar antes já mostra um movimento importante de consciência e amadurecimento emocional.

    Esse período pode ser uma oportunidade valiosa para compreender melhor suas reações, sua ansiedade e suas necessidades afetivas, independentemente de o relacionamento ser retomado ou não. A terapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço seguro para elaborar essa experiência, aprender a sustentar a angústia e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com o outro.


  • Eu vivo me comparando com qualquer pessoas ou menina, e automaticamente eu me sinto muito triste dep

    Eu vivo me comparando com qualquer pessoas ou menina, e automaticamente eu me sinto muito triste deprimida e uma vontade de chorar muito, parece que minhas inseguranças aumentam e que essas pessoas são mais segura não sei, eu todo antidepressivo também e tenho problemas psicológicos como ansiedade generalizada e a depressao também eu acho, sempre me sinto inferior a qualquer coisas as vezes não quero que as pessoas me vejam, só quero ficar sozinha muitas vezes, não é sempre mais esse sentimento de baixa autoestima eu tenho muito forte e me sinto muito pequena uma sensação de inutilidade, o que isso significa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O que você descreve é algo que muitas pessoas enfrentam em momentos difíceis. Esses sentimentos podem ser intensificados por várias razões, e o fato de você se sentir "menor" ou "inadequada" é algo que vale a pena explorar com mais calma. Muitas vezes, a pressão interna de ser diferente ou "não o suficiente" pode gerar um ciclo difícil de romper, levando ao desejo de se isolar ou se afastar.

    Em relação ao uso de antidepressivos, eles são uma ferramenta importante para ajudar a regular as emoções, mas a construção de uma autoestima saudável também exige um trabalho contínuo de autoconhecimento e compreensão de como essas sensações se manifestam na sua vida. O processo terapêutico pode ser um espaço para você explorar essas questões e encontrar maneiras de lidar com os sentimentos de maneira mais acolhedora consigo mesma.

    Esses pensamentos não definem quem você é, e trabalhar isso de forma gentil e paciente pode ajudar a retomar um caminho de maior equilíbrio. Se você sentir que seria útil explorar essas questões, estou à disposição para acompanhar você nesse processo.


  • gostaria de saber que profissional e indicado para minha mae,ela anda muito irritada qualquer coisa

    gostaria de saber que profissional e indicado para minha mae,ela anda muito irritada qualquer coisa ela grita,principalmente quanto falo com ela de minha vo mae dela,devido a algumas situaçoes relacionadas a minha vo e tambem relacionadas a minha irmã e meu pai ela ta com ansiedade muito grande.e eu to ficando sem paciencia com a situacao acho que tambem terei que busca ajuda profissional pois ando muito irritada,as vezes sem paciencia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Conviver com alguém que você ama passando por um período de tanta irritabilidade e ansiedade é muito desgastante, e é compreensível que isso também esteja afetando o seu próprio equilíbrio emocional.

    Sua mãe poderia se beneficiar de um acompanhamento psicológico individual. Um psicólogo pode ajudá-la a compreender de onde vem essa irritação, o que esses gatilhos representam na história dela, como regular melhor as emoções e como encontrar formas mais saudáveis de lidar com as situações familiares. Dependendo da intensidade dos sintomas físicos e emocionais, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica para entender se há necessidade de tratamento combinado.

    E é importante olhar para você também. A terapia também pode ser um espaço seguro para você elaborar o que está vivendo, se fortalecer emocionalmente e encontrar maneiras mais cuidadosas de se posicionar na família sem carregar tudo sozinha.

    Se sentir que seria importante conversar com alguém sobre esse momento, estou à disposição para te acolher e pensar junto com você sobre os próximos passos.


  • Eu tenho uma irmã com as doenças dos sequintes codigos:f=F 84.0 Autismo Infantil,F71.1 Retardo Menta

    Eu tenho uma irmã com as doenças dos sequintes codigos:f=F 84.0 Autismo Infantil,F71.1 Retardo Mental Moderado e F29 Psicose nao organica nao especificada,ela fica rodando o tempo todo,nao tem paciencia para nada,e tem coisas por exemplo apertar um botao,ela aperta um monte de vezes,gostaria de saber que especialistas e tambem terapias,alem de psquiatra que ela ja faz acompanhamento sao importantes para ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Pelo que você descreve, sua irmã tem um conjunto de condições que realmente trazem desafios importantes no dia a dia, tanto para ela quanto para a família que cuida. E é compreensível que vocês busquem caminhos para oferecer a ela mais qualidade de vida e desenvolvimento.

    Além do acompanhamento psiquiátrico (que você mencionou que já acontece), algumas outras especialidades costumam ser indicadas para quadros de transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente quando há dificuldades de comunicação, organização, compreensão e comportamento. Entre elas:

    Neurologia: para avaliação neurológica mais ampla, investigação de comorbidades e orientação sobre o funcionamento global.
    Fonoaudiologia: caso existam dificuldades de linguagem, comunicação ou compreensão.
    Terapia Ocupacional: muito importante para trabalhar autonomia, habilidades práticas do cotidiano, regulação sensorial e rotinas.
    Psicologia: voltada ao comportamento adaptativo, manejo de rotina, apoio à família e compreensão das necessidades emocionais dela.
    Psicomotricidade ou fisioterapia: quando há agitação intensa, movimentos repetitivos ou questões motoras que podem ser trabalhadas para mais conforto e organização corporal.

    Cada profissional vai atuar em um pedaço importante do cuidado, e muitas vezes o que faz diferença é quando a família consegue ter uma rede de apoio estruturada, com profissionais que conversam entre si e ajudam a alinhar expectativas e estratégias.

    Se vocês sentirem necessidade, a psicoterapia para os cuidadores também pode ser um espaço importante para organizar sentimentos, aliviar o desgaste e pensar em formas mais leves de conduzir o dia a dia.


  • Estou gostando de uma garota transexual, a gente já ficou duas vezes, mais hoje em dia ela tem raiva

    Estou gostando de uma garota transexual, a gente já ficou duas vezes, mais hoje em dia ela tem raiva de mim por algo que aconteceu entre a gente, ela não fala mais comigo, quando tento mandar mensagem ela só visualiza, teve um dia que ela me humilhou por mensagem, o que eu faço pra conseguir mudar isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O mais importante agora é olhar para o que essa relação tem te mostrado. Se ela está reagindo com raiva, humilhações ou recusa ao diálogo, isso indica que neste momento ela não está disponível para uma conversa respeitosa e insistir pode acabar te machucando ainda mais.

    O que você pode fazer é reconhecer a sua parte no que aconteceu, caso exista algo que queira reparar, e comunicar isso uma única vez, de forma simples e honesta. Depois disso, o passo é respeitar o espaço que ela está colocando. Relações só podem seguir adiante quando existe abertura dos dois lados.

    Se essa situação tem mexido com a sua autoestima, com o medo de rejeição ou com padrões que se repetem nos seus relacionamentos, a psicoterapia pode te ajudar a entender melhor o que você sente, o que espera das relações e como se posicionar de um jeito mais cuidadoso consigo mesmo.

    Se sentir necessidade, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada. Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho cre

    Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada.

    Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho crenças ou religiões. Por isso eu estive a procura de uma explicação científica para a sensação de morte que sinto antes de realmente alguém falecer. Parece que eu tenho uma "intuição" que maioria das vezes é um dia antes da notícia infeliz.
    Eu andei dando uma pesquisada e a explicação mais lógica que eu achei é que talvez meu subconsciente percebe sinais nas pessoas? (luto antecipatório). Mas sinceramente, mesmo essa explicação me parece um pouco fantasiosa e sem sentido já que aconteceu de eu sentir isso sem ter contato muito próximo da pessoa.
    Por isso eu queria opinião de profissionais que estudaram bem mais que eu.

    Eu acredito que é apenas realmente coincidências infelizes ou até mesmo meu cérebro pregando uma peça comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Essa sensação de “antecipar” uma morte pode ser muito angustiante, e é compreensível que você busque uma explicação mais clara para algo que te preocupa. Do ponto de vista psicológico, não há evidências de que exista uma capacidade de prever a morte de alguém. O que costuma acontecer é que o nosso cérebro cria conexões a partir de sinais sutis, lembranças, preocupações ou até coincidências que, quando associadas a um evento triste, passam a parecer muito significativas.

    Quando vivemos algo impactante, o cérebro tenta dar sentido à experiência e isso pode gerar a sensação de que “já sabíamos”, mesmo quando não havia uma percepção consciente disso. A mente humana é muito sensível a padrões, mesmo quando eles não são intencionais ou objetivos.

    Ainda assim, a angústia que aparece junto com essa sensação merece atenção. Às vezes, o que está por trás é um medo da perda, uma postura mais vigilante em relação ao sofrimento ou até mesmo uma tendência maior a antecipar cenários difíceis.

    Se isso tem te inquietado, a terapia pode ser um espaço seguro para explorar essas percepções sem julgamentos, entendendo de onde vêm essas sensações e como elas se relacionam com sua história, seus vínculos e suas emoções.

    Se quiser conversar sobre isso com mais calma, estou à disposição.


  • Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em

    Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em momentos normais do dia. Também percebo que minhas emoções são muito intensas, mas não o tempo todo. É como se eu fosse extremamente sensível por dentro, mas por fora pareço tranquila. Isso me deixa confusa, porque, apesar de tudo, me sinto lúcida e estou sempre tentando me entender melhor. Só não tenho certeza do que tudo isso significa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Quando alguém começa a ouvir vozes, perceber sussurros ou ver coisas sem que haja um estímulo externo claro, isso pode gerar muita confusão e medo, especialmente quando, ao mesmo tempo, a pessoa sente que está lúcida e tentando entender o que acontece dentro dela. Suas emoções intensas e essa sensação de “duas camadas” (por dentro muito, por fora contida) merecem ser ouvidas com cuidado.

    Essas experiências não significam automaticamente um diagnóstico específico. Elas podem aparecer em diferentes situações: períodos de estresse profundo, sobrecarga emocional, traumas, privação de sono, efeitos colaterais de medicação ou até fases da vida em que a sensibilidade está muito ampliada. Entender o que está por trás disso requer um olhar profissional próximo.

    O caminho mais seguro é buscar avaliação com psicólogo e psiquiatra, para que você não atravesse isso sozinha e receba orientação adequada. Na psicoterapia, trabalhamos para compreender o contexto em que essas percepções surgem, como você as sente no corpo, o que elas despertam emocionalmente e quais possibilidades de cuidado podem ser construídas a partir disso.

    Se você sentir que seria importante conversar com calma sobre essas vivências e organizar tudo isso de um jeito mais compreensível, estou à disposição para te acompanhar. Você não precisa tentar decifrar essas experiências sozinha.


  • Qual é a terapia mais indicada pra mim? Eu tenho 18 anos, lido desde a pré-adolescência com um padrã

    Qual é a terapia mais indicada pra mim? Eu tenho 18 anos, lido desde a pré-adolescência com um padrão de resposta neurofísica que interrompe a minha espontaneidade em situações que exigem minha atenção plena no momento e esforço mental. Atrapalha muito a minha vida social e acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Entendo como deve ser difícil conviver há tantos anos com essa sensação de “bloqueio” no corpo e na mente, especialmente em momentos que exigem presença, concentração e espontaneidade. Quando algo interfere tão diretamente na vida social, acadêmica e no modo como você se coloca no mundo, faz sentido buscar compreensão e cuidado.

    Sobre qual terapia seria “a mais indicada”: não existe um modelo único que funcione igualmente para todas as pessoas. Cada sujeito responde de um jeito, e o mais importante é encontrar um espaço terapêutico no qual você se sinta segura, compreendida e possa explorar com calma o que acontece com você, no corpo, nas emoções e nas experiências cotidianas.

    Na minha prática clínica, por exemplo, trabalhamos a partir da sua vivência concreta: como esse padrão aparece, como você sente isso no instante em que acontece, o que ele te impede de fazer, como isso foi se construindo na sua história. Não buscamos encaixar você em um rótulo, mas ajudar a compreender o sentido desse modo de funcionar e, a partir disso, ampliar possibilidades.

    A terapia também pode te ajudar a reconhecer os gatilhos dessas respostas neurofisiológicas, desenvolver maneiras de se regular nos momentos em que elas surgem e, aos poucos, recuperar mais liberdade para agir de acordo com o que você deseja.

    Se você sentir que precisa de um acompanhamento mais próximo para entender melhor esse processo e construir caminhos mais leves para lidar com isso, estou à disposição para te receber em terapia.


  • Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ

    Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Sinto muito pelo que está passando. Conviver com alguém que tem aumentado o consumo de álcool pode ser muito desgastante para a família. É compreensível que você e seu irmão estejam buscando uma forma de ajudar sem gerar ainda mais conflito.

    Quando a pessoa reage com irritação ao ser confrontada, forçar a conversa costuma ser improdutivo. O que pode ajudar é escolher momentos em que ele esteja sóbrio, sem tensões recentes, e falar a partir da preocupação, não da cobrança. Comentários como “tenho me preocupado com você” ou “tenho medo do que isso pode te causar” costumam abrir mais espaço do que pedidos diretos para que ele pare de beber.

    Em alguns casos, uma intervenção familiar orientada por profissionais pode ser necessária, mas isso exige preparo e, muitas vezes, acompanhamento especializado, especialmente quando há episódios de agressividade e lapsos de memória. O ideal é que vocês não tentem conduzir isso sozinhos, para evitar desgaste e risco emocional.

    A terapia também pode ser um apoio para você, ajudando a entender seus limites, reconhecer o que está ao seu alcance e como se posicionar diante dessa dinâmica. Se você sentir que precisa conversar sobre como lidar com essa situação, estou à disposição para te acompanhar.


  • Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?

    Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. De forma simples: o psicólogo te ajuda a entender o que está sentindo, lidar com emoções, comportamentos e situações difíceis do dia a dia. Já o psiquiatra entra quando os sintomas estão mais intensos ou persistentes e pode haver necessidade de medicação.

    Muitas vezes, os dois acompanhamentos se complementam. Se você está em dúvida, começar pela terapia costuma ser um bom caminho e, a partir daí, o próprio psicólogo pode orientar se for importante envolver um psiquiatra.

    Se quiser conversar sobre o que tem sentido, estou à disposição.


  • Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconfo

    Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconforto ao ser chamada assim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Sentir desconforto ao ser chamada de “meiga” não significa, necessariamente, que haja algo errado com você. Muitas vezes, certas palavras tocam pontos sensíveis da nossa história e podem remeter a expectativas que colocaram sobre nós, a uma imagem que não sentimos que nos representa, ou até a experiências em que fomos vistas de um jeito que não combina com quem somos hoje.

    Quando uma palavra provoca vergonha ou constrangimento, geralmente ela esbarra em alguma forma de inadequação percebida: como se aquilo não correspondesse à forma como você se reconhece internamente, ou como se estivesse sendo colocada em um lugar que não escolheu ocupar.

    Na psicoterapia, exploramos como cada pessoa se identifica (ou não) com as descrições que recebe, o que essas experiências despertam e o que isso revela sobre seus limites, sua história e sua forma de se posicionar no mundo.

    Se esse incômodo tem te acompanhado ou gerado dúvidas sobre si mesma, conversar sobre isso em terapia pode ajudar a compreender melhor de onde vem essa reação e a construir uma relação mais tranquila com a forma como você é vista e nomeada. Estou à disposição caso queira explorar isso com mais calma.


  • Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, poré

    Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, porém conforme o tempo passou, descobri que gosto de mulheres. Não há em homens o que me interessa a não ser o genital. Não sei dizer também se é atração ou ansiedade que sinto por esse órgão. Desde minha infância tive uma obsessão por esse órgão que me levava a comportamentos de masturbação compulsiva, e conforme o tempo passava, pensamentos absurdos e impróprios também me causavam a mesma sensação. Não sei porque isso acontece, mas desde a infância me culpo muito por isso. Gostaria de uma análise sobre essa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. É compreensível que você queira entender melhor o que sente e por que alguns pensamentos ou curiosidades aparecem com tanta força.

    É importante dizer que orientação sexual não se define por obrigação social, e sim pela forma como você se sente nas relações afetivas e de desejo. O fato de gostar de mulheres e ter construído esse entendimento ao longo do tempo é algo totalmente legítimo.

    Sobre essa relação intensa com o genital masculino desde a infância: é algo que pode ter muitas camadas, e não seria responsável definir apenas por um relato, sem conhecer com profundidade a sua história. Mas é verdade que, para algumas pessoas, temas ligados à sexualidade acabam ficando carregados de ansiedade, curiosidade ou culpa desde cedo e isso pode deixar os pensamentos mais insistentes ou difíceis de controlar ao longo da vida. Não significa que tenha algo “errado” com você, mas que há uma história emocional por trás disso que merece ser compreendida com cuidado.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender com mais clareza o que, de fato, é desejo e o que é ansiedade, como esses pensamentos foram se construindo, e como você pode viver sua sexualidade de um jeito mais livre de culpa, coerente com quem você é.

    Se sentir que seria importante ter esse espaço para elaborar tudo isso com cuidado e sem julgamentos, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Eu acho que estou desenvolvendo ansiedade social, pois em qualquer situação social já vem um pensame

    Eu acho que estou desenvolvendo ansiedade social, pois em qualquer situação social já vem um pensamento que eu estou parecendo estranha. Quando eu estou em uma situação social parece que fico meia travada a minha expressão muda fico séria e tenho dificuldade de olhar nos olhos.
    Sou tímida desde de pequena pois sofri bullying e muito ligado a aparência e isso sempre me deixou com autoestima baixa e então preferia ficar bem quietinha pra ver ser não me notavam e isso parava, mas hoje percebo que não adiantou.
    Hoje talvez faço até coisas que antes não fazia tipo fazer alguma pergunta e eu também vou nos lugares cheios, participo de eventos, mas me sinto insegura e não consigo ser espontânea.
    A pouco tempo as minhas mãos estão suando um pouco em algumas situações e isso me deixa nervosa.
    Quero me aceitar mais e não sentir mais esse desconforto.
    Tenho pesquisado e assistido bastante conteúdo de ansiedade social, mas parece que confrontar e lembrar me deixa um pouco para baixo.
    Eu tenho um pouco de dificuldades porque a minha família não compreende muito e acha que bullying é só esquecer mas para mim não tem cido facil.
    O que eu descrevi se enquadra em timidez ou ansiedade social o que eu posso fazer para lidar com isso?
    Desde já agradeço!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. O que você descreve é algo que pode gerar muito desconforto ao longo dos anos. E é compreensível que isso tenha deixado marcas na forma como você se relaciona hoje.

    É importante dizer que você não precisa descobrir sozinha se isso é timidez, ansiedade social ou algo entre essas duas coisas. O mais seguro é buscar acompanhamento psicológico para explorar, com calma, como essas sensações começaram, como aparecem hoje e o que elas significam na sua história.

    Na minha prática clínica, olhamos justamente para isso: como cada pessoa vive suas inseguranças, medos e expectativas em relação aos outros. A terapia pode te ajudar a entender como o bullying afetou a sua autoestima, a reconhecer seus recursos internos e a construir maneiras mais cuidadosas de se aproximar das situações sociais sem se cobrar espontaneidade imediata, e sem se sentir “errada” por reagir como reage.

    Sobre o que você pode fazer agora: começar falando sobre o que sente, observar quando o corpo sinaliza desconforto, praticar pequenos movimentos de exposição no seu ritmo e, principalmente, ter um espaço terapêutico onde isso possa ser elaborado sem críticas nem pressa.

    Se sentir que é o momento, estou à disposição para te acompanhar e pensar com você sobre tudo isso.


  • Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Aline Lopes

    Olá, espero que você esteja bem. Trazer a dúvida sobre um possível transtorno para a terapia é algo natural, e muitas pessoas têm receio de começar esse assunto. Uma forma possível é falar exatamente como você está se sentindo: mencionar os sintomas que têm te preocupado, o impacto no seu dia a dia e o que te levou a pensar nessa possibilidade. Não precisa chegar com certeza nem com termos técnicos, basta compartilhar a experiência.

    Na psicoterapia, olhamos primeiro para como você está vivendo isso, antes de qualquer rótulo. Às vezes, o nome ajuda; outras vezes, o mais importante é entender o sofrimento e o que ele está te dizendo. Seu psicólogo está ali justamente para acolher essas questões e caminhar com você nesse esclarecimento.

    Se você sente que algo não está bem, conversar sobre isso é um passo importante e totalmente bem-vindo no processo terapêutico. Estou à disposição caso queira um espaço para aprofundar essas preocupações com calma.


Perguntas frequentes

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