Perguntas do paciente (78)

  • Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter u

    Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter uma rotina de sono mais saudável?como estipular um horário para deixar as telas antes de dormir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Ter uma rotina de sono saudável começa com a construção de hábitos consistentes e cuidados ao longo do dia, especialmente nas horas que antecedem o sono. Dormir muito tarde e acordar estressado é um sinal de que seu corpo está em desequilíbrio, e isso pode afetar não só o humor, mas também a saúde física e mental. Para começar, é essencial estabelecer um horário fixo para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana, pois essa regularidade ajuda a “ensinar” o cérebro quando é hora de desligar. Reduzir o uso de telas antes de dormir é uma das mudanças mais impactantes: a luz azul dos celulares, tablets e TVs inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono. Você pode estipular um “horário de desligamento” — por exemplo, 21h30 — e criar um ritual noturno relaxante que substitua o uso das telas, como tomar um banho morno, fazer uma oração ou meditação, ler um livro físico ou ouvir uma música tranquila. Colocar o celular em modo noturno ou deixá-lo fora do quarto ajuda a resistir à tentação. Também vale cuidar da alimentação e evitar cafeína, álcool e refeições pesadas à noite. Praticar atividades físicas durante o dia também melhora bastante a qualidade do sono. Se mesmo com essas mudanças você continuar tendo dificuldade para dormir, pode ser importante buscar apoio psicológico, já que a insônia também pode estar ligada a ansiedade ou estresse acumulado. O mais importante é entender que mudar o padrão de sono é um processo gradual e exige gentileza consigo mesmo — não é sobre dormir cedo de uma hora pra outra, mas sobre criar aos poucos um ambiente interno e externo que favoreça o descanso real.


  • Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?

    Como o juízo crítico se relaciona com a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    O juízo crítico está diretamente relacionado à saúde mental, pois permite que a pessoa avalie a realidade de forma racional, reconheça seus próprios pensamentos, emoções e comportamentos, e tome decisões mais conscientes. Um juízo crítico preservado favorece o autoconhecimento, a regulação emocional e a adaptação social. Já sua perda ou distorção pode estar presente em quadros como delírios, psicose, transtornos de personalidade e uso de substâncias, comprometendo a percepção da realidade e a capacidade de autocuidado.


  • Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?

    Quais são os condicionamentos e influências que enfraquecem o juízo crítico de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    O juízo crítico de uma pessoa pode ser enfraquecido por uma série de condicionamentos e influências que atuam ao longo do tempo, moldando sua forma de pensar, sentir e reagir. Entre os principais fatores estão os condicionamentos familiares e culturais, que desde a infância ensinam crenças e valores muitas vezes aceitos sem questionamento. Se a pessoa cresce em um ambiente autoritário, manipulador ou excessivamente dependente, pode aprender a suprimir suas opiniões e aceitar passivamente ideias alheias, o que dificulta o desenvolvimento de um pensamento crítico autônomo. A influência de grupos sociais e da mídia também tem forte impacto, principalmente quando a pessoa se expõe constantemente a informações tendenciosas ou vive em bolhas de pensamento, onde não há espaço para o contraditório. Situações de medo, estresse crônico, carência afetiva ou necessidade de pertencimento podem levar o indivíduo a aceitar ideias ou comportamentos sem análise profunda, apenas para se sentir seguro ou aceito. Além disso, a baixa autoestima, a insegurança emocional e a falta de acesso a educação crítica ou vivências variadas contribuem para uma visão limitada e vulnerável do mundo. Outro fator relevante é o uso excessivo de tecnologia e redes sociais, que muitas vezes reforçam padrões superficiais de pensamento, aceleram o consumo de informações sem reflexão e criam dependência de validação externa. Quando somados, esses condicionamentos e influências formam um terreno fértil para a passividade mental, tornando mais difícil questionar, refletir e tomar decisões com clareza e responsabilidade. Fortalecer o juízo crítico, portanto, exige consciência desses fatores, prática de autoconhecimento, contato com diferentes perspectivas e disposição para revisar crenças enraizadas.


  • Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?

    Quais os efeitos do juízo crítico no campo mental e nas emoções em uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    O juízo crítico — a capacidade de analisar, avaliar e formar julgamentos racionais — tem efeitos profundos tanto no campo mental quanto nas emoções de uma pessoa adulta. Ele é essencial para a autonomia e para a maturidade psicológica, mas, dependendo de como se manifesta, pode trazer benefícios ou dificuldades.

    NO CAMPO MENTAL (COGNITIVO): clareza e organização de pensamentos, autonomia intelectual, capacidade de resolver problemas e redução de crenças distorcidas, são alguns dos efeitos. Por outro lado, quando excessivo ou mal direcionado, pode gerar: racionalização excessiva e autocrítica exacerbada.

    NO CAMPO EMOCIONAL: regulação emocional mais eficaz, relações interpessoais mais saudáveis,
    autoconhecimento e autoestima. Em excesso, pode causar: frieza emocional ou distanciamento afetivo e dificuldade em se entregar emocionalmente.


  • Quais são as condições que podem afetar o juízo crítico de uma pessoa com Transtornos psiquiátricos

    Quais são as condições que podem afetar o juízo crítico de uma pessoa com Transtornos psiquiátricos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    O juízo crítico de uma pessoa com transtornos psiquiátricos pode ser afetado por diversas condições que comprometem sua capacidade de avaliar a realidade, tomar decisões coerentes e perceber as consequências de seus atos. Entre essas condições, destacam-se os episódios psicóticos, presentes em transtornos como esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo, onde a pessoa pode ter delírios e alucinações que distorcem totalmente sua percepção do mundo. Também podem ocorrer alterações do juízo crítico em episódios maníacos do transtorno bipolar, nos quais o indivíduo pode agir impulsivamente, com excesso de confiança e sem considerar riscos. Na depressão grave, o pensamento pode ficar tão distorcido que a pessoa acredita ser inútil, culpada ou sem valor, o que também compromete seu julgamento. Transtornos neurocognitivos, como a demência, prejudicam áreas do cérebro responsáveis pela análise crítica e tomada de decisões. Além disso, transtornos relacionados ao uso de substâncias (álcool, drogas ilícitas ou medicamentos) podem temporariamente ou permanentemente afetar o juízo crítico, principalmente quando há intoxicação ou abstinência. Outras condições, como transtornos de personalidade (especialmente o borderline e o antissocial), também podem gerar julgamentos distorcidos da realidade, principalmente em contextos emocionais intensos. Em todos esses casos, o comprometimento do juízo crítico não significa necessariamente incapacidade total, mas sim uma redução na clareza e racionalidade com que a pessoa interpreta situações, o que exige cuidado, acolhimento e muitas vezes intervenção terapêutica ou médica.


  • Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    As alterações de pensamento podem ser quantitativas, como aceleração (taquipsiquismo), lentificação (bradipsiquismo) ou bloqueio do pensamento, e qualitativas, como os desvios no conteúdo e na forma. No conteúdo, incluem delírios (crenças falsas e fixas), ideias obsessivas, fóbicas ou sobrevalorizadas. Na forma, envolvem alterações na organização e coerência do pensamento, como fuga de ideias, pensamento tangencial, incoerente ou circunstancial. Essas alterações são comuns em transtornos psiquiátricos como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressões graves e transtornos de ansiedade.


  • Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Embora possam existir pontos de interseção genética entre doenças neurológicas e distúrbios psiquiátricos, as bases genéticas não são as mesmas. Os mecanismos, os genes envolvidos e a forma como se manifestam no cérebro costumam ser distintos, refletindo a complexidade e a natureza multifatorial de ambas as categorias.


  • Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

    Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

    Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

    Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Você fez exatamente o que é mais saudável em uma relação: foi honesto consigo mesmo e com a outra pessoa, mesmo diante da dúvida. Essa atitude já mostra maturidade emocional e respeito. Refletir sobre o desejo (ou não) de ter filhos é uma das decisões mais profundas da vida, e não tem resposta certa ou imediata — é uma construção que envolve autoconhecimento, valores, história pessoal e contexto de vida.



    Aqui vai um caminho para te ajudar a refletir com mais clareza:

    1. Explore suas motivações (ou hesitações).

    Pergunte a si mesmo:

    Por que eu gostaria de ter filhos?

    Por que eu não gostaria?

    Isso é algo que sinto internamente ou algo que esperam de mim?

    Tenho medos associados à paternidade (perda de liberdade, repetição de padrões familiares, questões financeiras, medo de errar etc.)?



    2. Reflita sobre sua história.

    Muitas dúvidas vêm da nossa vivência:

    Como foi seu relacionamento com seus pais ou cuidadores?

    O que você pensa ou sente quando vê outras pessoas criando filhos?

    Você se imagina exercendo a função de cuidar, ensinar, orientar uma criança?



    3. Converse com pessoas de confiança.



    Amigos que têm filhos ou que decidiram não ter podem compartilhar experiências que tragam insights. Escutar com empatia (sem se comparar) pode ampliar sua visão.



    4. Observe sua vida hoje.

    O estilo de vida que você leva hoje é compatível com o cuidado de uma criança?

    Você tem abertura emocional e disponibilidade para incluir alguém dependente de você por muitos anos?



    5. Procure ajuda profissional.



    Um(a) psicólogo(a) pode te ajudar a explorar seus desejos e bloqueios de forma estruturada e segura, especialmente se houver traumas familiares, dúvidas profundas ou conflitos de valores.

    Terapia individual é ótima para tomadas de decisão conscientes.

    Psicoterapia existencial ou terapia baseada em valores pode ser especialmente útil nesse caso.


  • Qual é a diferença entre Avaliação Neuropsicológica e Avaliação Neurocognitiva?

    Qual é a diferença entre Avaliação Neuropsicológica e Avaliação Neurocognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    A avaliação neuropsicológica é mais ampla e profunda, investigando não apenas as funções cognitivas, mas também aspectos emocionais e comportamentais do indivíduo, sendo usada principalmente para diagnósticos clínicos, acompanhamento de transtornos e planejamento de reabilitação. Já a avaliação neurocognitiva é mais focada, avaliando apenas as capacidades cognitivas como atenção, memória e velocidade de processamento, geralmente com testes objetivos e computadorizados, sendo comum em contextos educacionais, ocupacionais ou para triagens rápidas.


  • Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por cau

    Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por causa disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Lidar com adultos emocionalmente imaturos exige paciência, limites claros e comunicação assertiva. É importante não entrar em jogos emocionais, manter a firmeza sem agressividade e evitar reforçar comportamentos infantis. Oferecer escuta sem condescendência, estimular a autorresponsabilidade e, quando possível, incentivar o autoconhecimento ou a busca por ajuda profissional pode favorecer o amadurecimento.


  • Qual a diferença entre idade cronológica, biológica e psicológica?

    Qual a diferença entre idade cronológica, biológica e psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    A idade cronológica refere-se ao tempo exato de vida contado em anos desde o nascimento. A idade biológica diz respeito ao estado funcional do organismo, podendo ser maior ou menor que a cronológica, dependendo de fatores como genética, estilo de vida e saúde geral. Já a idade psicológica está relacionada ao modo como a pessoa se percebe e se comporta emocional e mentalmente, refletindo maturidade, atitudes, interesses e capacidades cognitivas, podendo também divergir das outras idades.


  • As vezes sinto q tem alguma coisa atrás de mim tipo mim observando, mais também percebo isso acontec

    As vezes sinto q tem alguma coisa atrás de mim tipo mim observando, mais também percebo isso acontecer quando alguém passa por traz de mim sinto também como sr ainda estivesse lá, não sei descrever direito mais é algo assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    O que você descreve — a sensação de que há algo ou alguém atrás de você, mesmo quando não há — pode estar ligado a fenômenos perceptivos comuns, que às vezes acontecem em situações de estresse, cansaço, hipervigilância ou mesmo em estados emocionais mais sensíveis.



    Esse tipo de sensação pode ter várias causas possíveis, como: 1 - Hipervigilância ou ansiedade: o cérebro entra em um modo de alerta constante, e isso pode gerar a percepção de estar sendo observado. 2 - Memória corporal ou sensorial: quando alguém passa por trás de você, seu corpo registra isso de forma tão forte que a sensação “fica” por um tempo. 3 - Experiência dissociativa leve: às vezes, a mente se desliga parcialmente por segundos, o que pode causar estranhamento da realidade. 4 - Fatores ambientais ou emocionais: contextos silenciosos, escuros ou de tensão emocional podem acentuar essa percepção. —>

    Se isso não causa sofrimento intenso e é eventual, pode ser só uma reação natural do sistema nervoso. Mas se for frequente, vier acompanhado de medo, sensação de perseguição, insônia ou alterações significativas de comportamento, pode ser importante conversar com um profissional de saúde mental. Ele pode ajudar a identificar se é apenas um reflexo emocional ou parte de algo mais complexo. —>



    Você lembra se essa sensação aparece mais em momentos específicos, como quando está cansada, triste ou sozinha? Isso pode ajudar a entender melhor.


  • Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre

    Tenho uma tremenda dificuldade em conversar sobre sentimentos, olhar nos olhos, dizer te amo, sempre tento fugir das situações, impulsividade. Tenho esses problemas em conversar desde criança, alguns me acham doente e retardada. Pode ser algum trauma ou estar relacionando à algo? Isso me causa problemas por não conseguir me comunicar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Sua dificuldade em expressar sentimentos, evitar contato visual e fugir de situações emocionais pode estar ligada a traumas emocionais da infância, experiências de rejeição, timidez extrema ou até traços de ansiedade social. Isso não significa que você seja “doente” ou “retardada”, mas que seu modo de lidar com emoções pode ter sido moldado por vivências difíceis. Essa dificuldade pode causar impactos nas relações, mas é possível trabalhar isso com psicoterapia, que ajuda a desenvolver autoconhecimento, segurança emocional e habilidades de comunicação afetiva com o tempo.


  • Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissio

    Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Transformar os obstáculos em oportunidades de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional exige uma mudança de perspectiva diante das dificuldades. Em vez de enxergá-los apenas como fontes de dor ou fracasso, é necessário reconhecê-los como parte natural da trajetória humana, capazes de revelar nossas limitações, fortalecer nossas habilidades e ampliar nossa visão de mundo. O primeiro passo é desenvolver a autopercepção: olhar para o desafio com honestidade, identificar o que ele desperta emocionalmente e refletir sobre o que ele está nos ensinando. Em seguida, é importante assumir uma postura ativa, buscando soluções e estratégias, em vez de permanecer na queixa ou na paralisia. A resiliência, nesse processo, é fundamental — ela nos permite enfrentar as adversidades com flexibilidade, aprendendo com os erros, adaptando rotas e mantendo o foco no propósito maior. Profissionalmente, os obstáculos muitas vezes revelam pontos de melhoria, como necessidade de capacitação, organização, comunicação ou equilíbrio emocional. Já no âmbito pessoal, eles nos convidam a amadurecer, desenvolver empatia, paciência, coragem e humildade. Aprender com as dificuldades também passa por saber pedir ajuda, ouvir feedbacks e acolher com humildade os próprios limites. Com o tempo, essa atitude transforma a dor em sabedoria e os desafios em degraus de evolução, fortalecendo a confiança em si mesmo e a capacidade de enfrentar situações futuras com mais clareza, equilíbrio e competência.


  • Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    A diferença entre transtorno mental e doença mental é sutil, e muitas vezes os dois termos são usados como sinônimos, até mesmo por profissionais da saúde. No entanto, há distinções importantes dependendo do contexto:

    1. Transtorno Mental

    Definição: Refere-se a um padrão de pensamento, sentimento ou comportamento que causa sofrimento significativo, prejuízo funcional (como no trabalho, nos relacionamentos) ou risco à própria vida.

    Exemplos: Depressão, ansiedade, TDAH, transtornos alimentares, transtornos de personalidade.

    Características:

    Muitas vezes não tem uma causa orgânica clara.

    Pode ser temporário ou crônico.

    Pode ter relação com fatores psicológicos, sociais e ambientais.

    Envolve desequilíbrio emocional, comportamental ou cognitivo.

    2. Doença Mental

    Definição: Termo mais antigo e biomédico, que sugere uma condição com base biológica ou neurológica definida, semelhante a outras doenças do corpo.

    Exemplos: Esquizofrenia, transtorno bipolar, demência (algumas correntes consideram como neurodegenerativa, mas ainda assim mental).

    Características:

    Associada a alterações estruturais ou funcionais no cérebro.

    Frequentemente exige tratamento medicamentoso mais intenso ou contínuo.

    É vista por muitos como mais “orgânica” ou “grave”.


  • Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pess

    Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pessoas com distúrbios mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    A equipe multiprofissional é essencial porque o cuidado em saúde mental vai muito além de apenas tratar sintomas. Envolve acolher a pessoa em sua totalidade, respeitando suas particularidades e oferecendo um suporte contínuo e diversificado.


  • Quais são os fatores favorecedores do suicídio? .

    Quais são os fatores favorecedores do suicídio? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Os fatores favorecedores ou de risco para o suicídio são múltiplos e geralmente envolvem uma combinação de aspectos psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais. Aqui estão os principais fatores: histórico pessoal e familiar; transtornos mentais; fatores psicossociais; fatores biológicos; acesso a meios letais; fatores culturais e sociais; doenças físicas graves; impulsividade, exposição a casos de suicídio. *** Importante: A presença de um ou mais desses fatores não significa que a pessoa vai cometer suicídio, mas indica um aumento do risco e a necessidade de atenção, acolhimento e, muitas vezes, acompanhamento profissional.


  • Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    A diferença entre depressão típica e depressão atípica está principalmente no padrão dos sintomas, na forma como a pessoa reage a acontecimentos positivos e em algumas manifestações físicas.

    Depressão típica (melancólica): é aquela que a pessoa está mal o tempo todo, com humor muito deprimido, sem prazer em nada, geralmente com insônia e perda de apetite.

    Depressão atípica: a pessoa ainda tem momentos em que consegue reagir positivamente a algo bom, mas tem um padrão de cansaço extremo, sono e fome excessivos, além de ser muito sensível à rejeição.


  • Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse at

    Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse atual tem uns 3 meses que estou passando. Posso iniciar uma amizade com meu antigo psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    Essa é uma pergunta muito válida e importante de refletir com cuidado.



    A resposta depende de alguns fatores éticos, emocionais e do contexto de vocês dois. Aqui estão os principais pontos que você precisa considerar:

    Do ponto de vista ético (Código de Ética da Psicologia - CFP):



    O Conselho Federal de Psicologia (CFP) orienta que relações duplas (quando o psicólogo tem uma relação profissional e uma pessoal com o mesmo paciente) devem ser evitadas, principalmente durante e logo após o vínculo terapêutico.



    Mas… como já faz dois anos desde o fim do vínculo terapêutico, isso diminui bastante o risco ético. Não há uma regra oficial de tempo, mas dois anos costuma ser considerado um período de distanciamento adequado.

    Do ponto de vista emocional:



    Aqui vale pensar com sinceridade:

    O que te motiva a querer essa amizade?

    É um carinho genuíno? Uma admiração? Ou ainda sente que tem alguma dependência emocional dele?

    Você sente que a amizade seria saudável e recíproca?

    Lembre que a terapia cria um vínculo muito específico. O psicólogo te conheceu num momento de vulnerabilidade, e isso pode gerar uma idealização.

    Você sente que o processo com seu psicólogo atual poderia ser afetado por essa amizade?

    Por exemplo: pode surgir confusão de sentimentos? Comparações?


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Claudia Correa Sales

    É muito positivo que você tenha tanta clareza sobre seus valores e esteja buscando formas saudáveis de lidar com essa situação. Algumas estratégias que podem te ajudar:

    Literatura e conhecimento: Livros como “O Cérebro no Amor e no Sexo”, de Daniel G. Amen, e “A Ciência do Desejo”, de Emily Nagoski, podem te ajudar a entender melhor os aspectos neurológicos e emocionais da libido.

    Controle do impulso: Técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar a direcionar seus pensamentos e evitar que o desejo se torne uma distração constante. Aplicativos como Headspace ou Insight Timer podem ser úteis.

    Atividade física e rotina ocupada: O exercício físico realmente pode ajudar a regular os níveis hormonais e direcionar a energia de forma produtiva. Manter-se ocupada com hobbies, estudos e outras atividades pode diminuir a frequência dos pensamentos sexuais.

    Psicoterapia: Se sentir que está impactando muito seu dia a dia, uma terapia pode ser um espaço seguro para explorar estratégias de regulação do desejo sem prejudicar sua relação ou bem-estar.

    Conexão emocional com sua esposa: Às vezes, aumentar a intimidade de outras formas, como momentos de carinho, conversas profundas e atividades conjuntas, pode fortalecer a conexão e trazer um equilíbrio entre suas necessidades e as dela.



    O que acha dessas ideias?


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.