Perguntas do paciente (15)

  • Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida. Mesmo estando bem

    Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida.
    Mesmo estando bem e em casa.
    Muita Aflição, ficando até com o intestino afetado por esse sentimento de medo.
    Gostaria de saber se têm um nome e como eu poderia resolver essa angústia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    De acordo com a psicanálise, sentimentos como esses podem estar relacionados a conflitos internos não resolvidos, muitas vezes vinculados a questões emocionais ou a experiências passadas. A sensação de solidão e desproteção, mesmo estando fisicamente em um ambiente seguro, pode refletir um conflito entre o "eu" consciente e conteúdos psíquicos mais profundos, muitas vezes relacionados à infância ou a traumas passados. Freud, por exemplo, considerava que os sintomas físicos, como a dor abdominal, poderiam ser manifestações de angústias psíquicas não elaboradas, o que é um exemplo do que ele chamou de "somatização" – quando o corpo manifesta o que está acontecendo no nível psíquico.

    Esse tipo de angústia pode estar relacionado a um sentimento inconsciente de desamparo ou a questões mal resolvidas de dependência emocional, como um medo de abandono ou uma sensação de não estar sendo cuidado adequadamente, mesmo em situações que não justificariam esse medo.

    O termo específico para esse tipo de angústia, no contexto psicanalítico, pode variar, mas um conceito relevante seria o "transtorno de ansiedade", especialmente em sua forma mais existencial, onde a pessoa se sente constantemente ameaçada por algo indefinido. Outros termos que poderiam se aplicar são "angústia de separação" ou "angústia existencial", dependendo dos detalhes do caso.

    Para lidar com isso, a psicanálise sugere um processo de exploração mais profunda dos sentimentos, ajudando a pessoa a acessar e compreender os conflitos inconscientes que estão por trás desses medos. Esse processo terapêutico visa trazer à consciência os conteúdos reprimidos e permitir que sejam trabalhados, reduzindo assim a intensidade da angústia. Uma análise mais profunda pode revelar de onde vem essa sensação de desproteção, como um trauma não resolvido ou uma dinâmica familiar que deixou marcas, possibilitando uma reorganização psíquica.

    Além disso, trabalhar a relação com o próprio corpo e seus sintomas também é importante. Técnicas de relaxamento, como a psicanálise somática ou práticas como mindfulness, podem ajudar a diminuir a tensão física e emocional, oferecendo alívio enquanto o processo terapêutico continua.
    você já está em um acompanhamento psicológico ou psicanalítico, essa sensação de angústia pode ser um ponto importante para ser trabalhado em terapia. Se não, pode ser um bom momento para buscar esse tipo de apoio, que pode ajudar a entender e transformar essas experiências de medo e desproteção.


  • As vezes eu sinto que não sou desse mundo, tipo se eu fosse de um mundo de fantasias sabe, que tem f

    As vezes eu sinto que não sou desse mundo, tipo se eu fosse de um mundo de fantasias sabe, que tem fadas, guerreiros, coisas assim, me sinto solitária mesmo tendo um monte de gente por perto, será que sou tão ingrata assim?As vezes me pergunto como seria se eu pudesse entrar em qualquer mundo fictício, chego até esquecer desse mundo viajando em minhas imaginações, será que isso é um problema mental, ou só sou uma pessoa com criatividade?Com bastante imaginação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    De acordo com a psicanálise, a sensação de não pertencimento a este mundo, de viver mais intensamente em um mundo de fantasias ou imaginar realidades alternativas, pode ser uma manifestação de aspectos internos não resolvidos ou de um mecanismo de defesa psicológico. Em algumas situações, pode refletir uma fuga de uma realidade que não é satisfatória ou que traz angústia. Freud, por exemplo, descrevia a fantasia como uma forma de lidar com desejos não atendidos ou conflitos internos, funcionando como uma maneira do sujeito se proteger da dor ou da frustração que a realidade impõe.

    Essa sensação de solidão, mesmo estando com outras pessoas, pode ser um indício de uma dificuldade em se conectar com o mundo real ou de um conflito interno sobre pertencimento. Muitas vezes, pode estar ligada a sentimentos de incompreensão, a uma sensação de desconexão com os outros ou até com partes de si mesma. Em certos casos, a fantasia pode servir como um "refúgio" para lidar com uma realidade que parece desinteressante, fria ou até dolorosa.

    É interessante notar que a psicanálise também reconhece a importância da fantasia e da imaginação no desenvolvimento psíquico e na criatividade. No entanto, quando esse distanciamento da realidade se torna excessivo e interfere no funcionamento cotidiano da pessoa, isso pode ser um sinal de que a fantasia está cumprindo uma função defensiva muito forte, escondendo conflitos que ainda precisam ser elaborados. Ou seja, não é o fato de você ter uma imaginação rica ou fantasiar que é problemático, mas sim o quanto isso pode estar servindo para evitar enfrentar questões mais profundas.

    Por outro lado, pode ser uma forma de expressar e lidar com suas necessidades emocionais e psicológicas. Muitas pessoas que têm grande imaginação e se sentem atraídas por mundos fantásticos têm uma capacidade de lidar com emoções complexas de maneira simbólica, projetando esses sentimentos em outras realidades. Isso pode ser uma forma de "trabalhar" questões internas de maneira simbólica, sem precisar confrontá-las diretamente.

    Sobre se você é "ingrata" ou não, a psicanálise tende a dizer que essas questões estão mais ligadas ao seu processo interno de adaptação ao mundo e à forma como você lida com seus próprios conflitos e desejos. Não se trata de gratidão ou ingratidão, mas sim de um modo de lidar com as experiências que está vivenciando.

    Se você sente que essa fuga para mundos fantásticos ou esse sentimento de solidão se torna algo que a impede de se conectar com as pessoas ou com a realidade, pode ser útil explorar esses sentimentos em um espaço terapêutico. A psicanálise pode ajudar a entender o que essas fantasias significam para você e como elas podem ser ressignificadas de forma que você se sinta mais conectada ao seu próprio mundo, sem perder a riqueza da sua imaginação e da sua criatividade.




  • Gostaria de algum psicólogo/psicanalista cristão que faça terapia de casal... É possível?

    Gostaria de algum psicólogo/psicanalista cristão que faça terapia de casal... É possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Olá boa tarde. Sou Cristã, tenho especialização em psicanalise e realizo terapia de casal. Caso tenha interesse posso te ajudar.


  • Uma pessoa esquizofrênica conseguiria manter um relacionamento amoroso com uma pessoa com transtorno

    Uma pessoa esquizofrênica conseguiria manter um relacionamento amoroso com uma pessoa com transtorno de personalidade bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    É possível que uma pessoa com esquizofrenia mantenha um relacionamento amoroso com alguém que tenha transtorno de personalidade bipolar, mas há muitos fatores a considerar. Ambas as condições podem apresentar desafios significativos para relacionamentos, tanto para o indivíduo afetado quanto para seus parceiros.

    A esquizofrenia é uma condição complexa que pode afetar o pensamento, as emoções e o comportamento de uma pessoa. Os sintomas podem incluir alucinações, delírios, dificuldade de concentração e problemas de interação social. O tratamento geralmente envolve terapia e medicação para ajudar a controlar os sintomas.

    Por outro lado, o transtorno de personalidade bipolar é caracterizado por mudanças extremas de humor, energia e atividade. Pode incluir episódios de mania, nos quais uma pessoa se sente eufórica e cheia de energia, e episódios de depressão, nos quais ela se sente muito triste e desanimada. O tratamento também envolve terapia e medicação.

    Ambas as condições podem ser desafiadoras para um relacionamento, pois exigem compreensão, paciência e apoio. É importante que ambos os parceiros tenham acesso ao tratamento adequado e estejam comprometidos em trabalhar juntos para enfrentar os desafios que possam surgir.

    A comunicação aberta e honesta, juntamente com o apoio mútuo, pode ser fundamental para o sucesso de um relacionamento entre duas pessoas com essas condições. No entanto, é importante reconhecer que cada relacionamento é único e que nem todos serão capazes de superar os desafios associados a essas condições.


  • Ao se apaixonar, é normal nunca ter sentido os sintomas físicos da paixão (coração acelerado, frio n

    Ao se apaixonar, é normal nunca ter sentido os sintomas físicos da paixão (coração acelerado, frio na barriga, etc..) em nenhum momento da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na perspectiva da psicanálise, a experiência de se apaixonar e os sintomas físicos associados a essa experiência podem variar significativamente de pessoa para pessoa. Embora muitas pessoas possam relatar sentir os sintomas físicos clássicos da paixão, como coração acelerado e frio na barriga, outras podem não experimentá-los da mesma forma ou até mesmo não experimentá-los de todo.

    Existem várias possíveis explicações psicanalíticas para a ausência desses sintomas físicos:

    Defesas Psicológicas: A ausência dos sintomas físicos da paixão pode ser resultado de mecanismos de defesa psicológica que atuam para proteger o indivíduo de sentimentos intensos ou desconfortáveis. O inconsciente pode suprimir ou reprimir essas sensações físicas como uma forma de lidar com a ansiedade ou medo associados à intimidade emocional.

    Padrões de Relacionamento: Experiências passadas de relacionamentos podem influenciar a forma como uma pessoa experimenta a paixão. Se o indivíduo teve experiências traumáticas ou negativas em relacionamentos anteriores, pode ser que ele desenvolva padrões de apego ou defesas que interfiram na experiência dos sintomas físicos da paixão.

    Desenvolvimento Emocional: A capacidade de experimentar e expressar emoções pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como história de vida, personalidade e ambiente familiar. Alguns indivíduos podem ter uma maior dificuldade em reconhecer ou expressar seus sentimentos de forma física, o que pode afetar a experiência da paixão.

    Expectativas e Crenças: As expectativas e crenças individuais sobre o amor e relacionamentos podem influenciar a experiência da paixão. Se uma pessoa não associa necessariamente os sintomas físicos à paixão ou se tem uma visão mais racional do amor, ela pode não experimentar os sintomas físicos da mesma forma que outras pessoas.

    Em resumo, na psicanálise, a experiência da paixão e seus sintomas físicos são altamente individualizados e podem ser influenciados por uma variedade de fatores psicológicos e emocionais. Não experimentar os sintomas físicos da paixão não é necessariamente anormal, mas pode ser útil explorar as causas subjacentes dessa experiência em um contexto terapêutico para uma compreensão mais profunda do eu e dos relacionamentos.



  • Por que me sinto triste longe de pessoas e me sinto muito triste com a falta de contato físico ? (ti

    Por que me sinto triste longe de pessoas e me sinto muito triste com a falta de contato físico ? (tipo muito, querer o tempo todo)
    Por mais que não quisesse estar assim o tempo todo, sendo mais como uma necessidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na perspectiva da psicanálise, a tristeza associada à solidão e à falta de contato físico pode estar relacionada a diversos aspectos inconscientes e dinâmicas psicológicas subjacentes. Abaixo, vou explorar algumas possíveis interpretações:

    Vínculos Afetivos Primitivos: Na teoria psicanalítica, a relação mãe-bebê é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável. A ausência de contato físico e afetivo durante os estágios iniciais do desenvolvimento pode resultar em uma sensação de vazio e tristeza quando essas necessidades não são atendidas na vida adulta.

    Complexo de Abandono: O sentimento de tristeza ao estar longe de outras pessoas e a necessidade constante de contato físico podem ser reflexos de um complexo de abandono. Isso pode ser desencadeado por experiências precoces de abandono emocional ou negligência, levando a uma busca constante por proximidade para evitar a sensação de desamparo.

    Carência Afetiva: A tristeza intensa causada pela falta de contato físico pode estar relacionada a uma carência afetiva subjacente. Isso pode ser resultado de experiências passadas de rejeição, perda ou falta de afeto, levando a uma necessidade intensa de validação e conexão com os outros.

    Transferência de Afeto: Na psicanálise, a transferência refere-se à tendência de transferir emoções e desejos não resolvidos de relações passadas para relações presentes. A tristeza intensa em relação à falta de contato físico pode refletir uma transferência de afeto de relacionamentos passados significativos, nos quais o contato físico era uma fonte de conforto e segurança.

    Mecanismos de Defesa: A tristeza intensa pode ser uma forma de defesa psicológica contra sentimentos mais profundos, como ansiedade, medo ou raiva. Ao focar na tristeza causada pela falta de contato físico, a pessoa pode evitar confrontar emoções mais difíceis de lidar.

    Essas interpretações são apenas algumas das muitas possíveis explicações na perspectiva da psicanálise. É importante ressaltar que cada indivíduo é único, e uma compreensão completa requer uma exploração mais aprofundada do histórico pessoal, das relações interpessoais e das dinâmicas inconscientes. Portanto, um processo terapêutico individualizado com um psicanalista pode ser benéfico para explorar essas questões em maior profundidade e promover um maior entendimento e alívio emocional.






  • A hipnoterapia e o tratamento mais rápido em casos de ansiedade social ?

    A hipnoterapia e o tratamento mais rápido em casos de ansiedade social ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    A psicanálise desempenha um papel crucial no campo da psicologia e da saúde mental por várias razões:
    Exploração das raízes profundas dos problemas: A psicanálise oferece uma oportunidade para explorar as causas subjacentes dos problemas psicológicos, incluindo a ansiedade social. Ao investigar o inconsciente e as experiências passadas, a psicanálise pode ajudar a identificar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para a ansiedade social.

    Compreensão holística: A abordagem psicanalítica considera o indivíduo como um todo, levando em conta não apenas os sintomas manifestos, mas também a história de vida, os relacionamentos e as dinâmicas inconscientes. Isso permite uma compreensão mais profunda do paciente e de seus problemas.
    Resolução de questões profundas: Ao mergulhar nas experiências passadas e nos conflitos inconscientes, a psicanálise visa resolver questões profundas que podem estar contribuindo para a ansiedade social. Isso pode levar a mudanças duradouras e significativas no modo como o indivíduo se relaciona consigo mesmo e com os outros.
    Fortalecimento do autoconhecimento: A psicanálise promove o autoconhecimento e a autoconsciência, ajudando os pacientes a entenderem melhor seus pensamentos, emoções e comportamentos. Isso pode capacitar o paciente a lidar de forma mais eficaz com a ansiedade social, identificando gatilhos e desenvolvendo estratégias de enfrentamento.
    Relação terapêutica: O relacionamento entre o paciente e o terapeuta desempenha um papel fundamental na psicanálise. A atmosfera de confiança e segurança estabelecida durante as sessões pode facilitar a exploração de questões delicadas e promover o crescimento pessoal.
    Embora a psicanálise possa não ser a abordagem mais rápida em termos de resultados, sua ênfase na compreensão profunda e na resolução de questões subjacentes pode levar a mudanças significativas e duradouras na vida do paciente.


  • O que acontece se uma pessoa estiver em constante hipervigilancia interna (hipervigilancia de emoçõe

    O que acontece se uma pessoa estiver em constante hipervigilancia interna (hipervigilancia de emoções, seja medo, ansiedade, sensações e de pensamentos).
    Tenho transtorno de personalidade obsessiva compulsiva.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na perspectiva da psicanálise, a hipervigilância interna, como a descrita, pode estar relacionada a uma série de processos psicológicos e dinâmicas inconscientes. No caso do transtorno de personalidade obsessiva-compulsiva (TOC), essa hipervigilância pode estar ligada à tentativa de controle excessivo sobre pensamentos, emoções e comportamentos.

    Aqui estão algumas considerações sobre o que pode estar acontecendo do ponto de vista psicanalítico:

    Mecanismos de defesa: A hipervigilância pode ser um mecanismo de defesa utilizado para lidar com ansiedades inconscientes ou ameaças percebidas. No caso do TOC, pode ser uma tentativa de evitar pensamentos intrusivos ou desconfortáveis, bem como de controlar sentimentos de incerteza ou ambiguidade.

    Conflitos internos: A hipervigilância pode refletir conflitos internos não resolvidos ou tensões psicológicas. Isso pode incluir conflitos entre impulsos opostos, como o desejo de controle e o medo do caos, ou entre a necessidade de segurança e a busca por autonomia.

    História de vida e experiências passadas: A hipervigilância pode ser influenciada por experiências passadas significativas, como traumas, eventos estressantes ou padrões de relacionamento familiar. A psicanálise considera importante explorar a história de vida do indivíduo para entender como essas experiências moldaram sua psicodinâmica atual.

    Relação com o superego: No TOC, o superego, parte da mente que internaliza normas sociais e morais, pode ser especialmente rígido e crítico. Isso pode contribuir para a hipervigilância interna, à medida que o indivíduo se esforça para atender a padrões irrealisticamente elevados ou evitar punições imaginárias.

    Processos de transferência e contratransferência: Na relação terapêutica, podem surgir dinâmicas relacionadas à hipervigilância do paciente. Por exemplo, o paciente pode estar constantemente vigilante em relação ao terapeuta ou pode projetar sua própria hipervigilância no terapeuta. Esses processos podem ser explorados e trabalhados durante o processo terapêutico.

    A psicanálise oferece uma abordagem profunda e abrangente para entender e trabalhar com questões como a hipervigilância interna no contexto do TOC. Ao explorar os processos inconscientes e as dinâmicas internas do paciente, a psicanálise busca promover uma maior consciência, compreensão e possivelmente mudança no modo como o paciente se relaciona consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.


  • não tenho dormindo bem e quando durmo acordo toda hora por qualquer coisa, isso faz 9 dias desde que

    não tenho dormindo bem e quando durmo acordo toda hora por qualquer coisa, isso faz 9 dias desde que escultei meu padastro cair da escada e vi ele machucado sabe, nesse tempo estou com algo me fazendo mal não sei explicar se é angustia,medo ansioso não sei, faz 9 dias que ele caiu mais essas sensações começou tem 3 dias está muito ruim Poderia me dizer oque é isso essa sensação??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na abordagem psicanalítica, a dificuldade em dormir e o despertar frequente após um evento traumático, como o acidente do seu padrasto, podem ser entendidos à luz de vários conceitos psicanalíticos:

    Reações ao trauma: Testemunhar um evento traumático, como a queda do seu padrasto, pode desencadear uma série de reações psicológicas, incluindo ansiedade, medo e angústia. Essas reações podem se manifestar de várias maneiras, como dificuldade em dormir e despertar frequente durante a noite.

    Inconsciente e processamento emocional: Na psicanálise, acredita-se que as experiências traumáticas possam ser internalizadas e processadas de forma inconsciente. O sono é um período em que o inconsciente pode emergir mais facilmente, e as dificuldades para dormir podem refletir tentativas do seu psiquismo de lidar com os conteúdos emocionais relacionados ao trauma.

    Mecanismos de defesa: A ansiedade e o medo associados ao trauma podem ativar mecanismos de defesa psicológicos, como a negação ou a evitação de pensamentos e emoções relacionados ao evento. Esses mecanismos podem interferir no sono e no descanso, resultando em despertares frequentes e uma sensação geral de desconforto.

    Processo de luto: Testemunhar um evento traumático também pode desencadear um processo de luto, mesmo que seu padrasto não tenha falecido. O luto não se limita à perda de uma pessoa, mas também pode envolver a perda da sensação de segurança e estabilidade. Esses sentimentos podem se manifestar durante o sono, quando as defesas estão mais relaxadas.

    Complexidade das emoções: A mistura de sentimentos que você descreve, como angústia, medo e ansiedade, pode refletir a complexidade das suas reações emocionais ao evento traumático. A psicanálise valoriza a exploração desses sentimentos para compreender melhor o que está acontecendo no nível inconsciente e ajudar no processo de elaboração emocional.

    Em resumo, as sensações que você está experimentando podem ser compreendidas como uma resposta emocional ao trauma vivenciado, com várias camadas de significado e processamento psicológico envolvidos. A psicanálise oferece uma estrutura para explorar essas questões mais profundamente e trabalhar na resolução do trauma e das dificuldades associadas ao sono.


  • O TOC sexual, se refere a pensar em coisas e depois, querer fazelas? Tipo, se eu quero fazer um movi

    O TOC sexual, se refere a pensar em coisas e depois, querer fazelas? Tipo, se eu quero fazer um movimento sexual, eu faço pra aliviar a obsessão? Como faço pra tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na perspectiva da psicanálise, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é entendido como uma manifestação de conflitos inconscientes e ansiedades reprimidas que se manifestam através de pensamentos intrusivos e comportamentos compulsivos. No caso do TOC sexual, os pensamentos obsessivos estão relacionados a impulsos sexuais indesejados e intrusivos, enquanto as compulsões podem envolver a realização de determinados atos sexuais para aliviar a ansiedade associada.

    Pensamentos Intrusivos: Os pensamentos obsessivos no TOC sexual podem incluir fantasias sexuais indesejadas, impulsos sexuais incontroláveis ou medos de cometer atos sexuais inapropriados. Esses pensamentos são intrusivos e perturbadores, e a pessoa muitas vezes sente uma grande angústia e culpa em relação a eles.

    Compulsões Sexuais: As compulsões no TOC sexual podem envolver a realização de determinados comportamentos sexuais como forma de aliviar a ansiedade causada pelos pensamentos intrusivos. Por exemplo, a pessoa pode se envolver em atividades sexuais repetitivas, masturbação compulsiva ou busca por pornografia como uma forma de tentar controlar ou evitar os pensamentos obsessivos.

    Causas e Tratamento: Na psicanálise, o TOC sexual é frequentemente entendido como resultado de conflitos emocionais não resolvidos, traumas passados ou ansiedades reprimidas relacionadas à sexualidade. O tratamento psicanalítico do TOC sexual envolve explorar esses conflitos inconscientes em um ambiente terapêutico seguro e compreensivo.

    Análise dos Sonhos e Associações Livres: Durante o processo psicanalítico, o paciente é encorajado a explorar seus pensamentos, sentimentos e fantasias, incluindo os pensamentos obsessivos relacionados à sexualidade. A análise dos sonhos e as associações livres são técnicas comuns usadas para acessar o material inconsciente e compreender as origens dos sintomas do TOC sexual.

    Construção do Significado: O objetivo do tratamento psicanalítico do TOC sexual não é apenas eliminar os sintomas, mas também ajudar o paciente a entender o significado subjacente de seus sintomas e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com suas ansiedades e conflitos emocionais.

    Em resumo, o tratamento psicanalítico do TOC sexual envolve uma exploração profunda dos conflitos emocionais inconscientes relacionados à sexualidade, com o objetivo de promover uma compreensão mais profunda de si mesmo e desenvolver formas mais adaptativas de lidar com os pensamentos obsessivos e compulsões sexuais.







  • Descobri a borderline tem pouco tempo e desejo muito seguir carreira militar... Descobri que ambos,

    Descobri a borderline tem pouco tempo e desejo muito seguir carreira militar... Descobri que ambos, infelizmente, não se completam, é motivo pra desistir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Na perspectiva da psicanálise, a descoberta de um diagnóstico de transtorno de personalidade borderline e o desejo de seguir uma carreira militar são questões complexas que podem gerar conflitos internos significativos. É importante explorar esses conflitos com cuidado e compreender as dinâmicas emocionais subjacentes.

    Identidade e Autoconhecimento: A descoberta do diagnóstico de transtorno de personalidade borderline pode levar a uma jornada de autoconhecimento e reflexão sobre as próprias capacidades, limitações e desejos. É fundamental compreender como o transtorno afeta suas emoções, pensamentos e comportamentos, e como isso pode impactar suas escolhas de carreira.

    Desafios da Carreira Militar: A carreira militar é conhecida por ser exigente em termos físicos, mentais e emocionais. Enfrentar situações de alto estresse, tomar decisões rápidas e lidar com ambientes de grande pressão podem representar desafios adicionais para alguém com um diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. É importante avaliar realisticamente se você possui as habilidades e recursos necessários para enfrentar esses desafios.

    Autoestima e Autoconfiança: O diagnóstico de transtorno de personalidade borderline pode afetar a autoestima e a autoconfiança, tornando difícil acreditar em si mesmo e em suas capacidades. É essencial trabalhar no fortalecimento desses aspectos antes de tomar uma decisão importante como a escolha de uma carreira.

    Avaliação dos Riscos e Benefícios: Ao considerar seguir uma carreira militar, é importante avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios envolvidos, levando em consideração não apenas o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, mas também seus interesses, habilidades e valores pessoais.

    Suporte Profissional: Buscar orientação e suporte profissional de um psicólogo ou psicanalista pode ser útil para explorar essas questões de forma mais profunda, compreender melhor suas motivações e preocupações, e tomar uma decisão informada e consciente sobre seu futuro profissional.

    Em última análise, não há uma resposta única ou certa para essa questão. Cada pessoa é única e enfrenta desafios e oportunidades específicos em sua jornada. O mais importante é cuidar de si mesmo, buscar autoconhecimento e apoio emocional, e tomar decisões que estejam alinhadas com suas necessidades, valores e aspirações pessoais.



  • É normal me desesperar muito quando alguém corre atrás de mim? normalmente alguém se sente pressiona

    É normal me desesperar muito quando alguém corre atrás de mim? normalmente alguém se sente pressionado se um bandido ou alguém corre atrás da pessoa em uma brincadeira, mas eu realmente me desespero total quando qualquer coisa corre atrás de mim, pode ser um gato, cachorro ou qualquer pessoa, eu não tenho medo de um ser especifico, mas sim de qualquer coisa que corra atrás de mim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    Olá! Na perspectiva da psicanálise, é possível que esse comportamento de se desesperar quando algo ou alguém corre atrás de você esteja relacionado a conteúdos inconscientes ou experiências passadas que estão sendo ativados nesse momento. Esse tipo de reação intensa pode estar ligado a um mecanismo de defesa psicológica, como a fuga ou a busca por proteção diante de uma situação percebida como ameaçadora.

    O desencadeamento desse desespero pode ser associado a uma variedade de fatores, como traumas passados, conflitos não resolvidos, ansiedades profundas ou até mesmo simbolismos inconscientes relacionados ao ato de ser perseguido. Na psicanálise, buscar compreender os significados subjacentes a esse tipo de reação pode ser essencial para trabalhar na resolução desses padrões de comportamento.

    Um psicanalista exploraria esses sentimentos e reações, buscando compreender a origem desses medos e desesperos, além de investigar possíveis associações simbólicas ou eventos traumáticos que possam estar influenciando esse padrão de comportamento. Por meio da análise e do entendimento mais profundo desses conteúdos inconscientes, seria possível trabalhar na elaboração e no enfrentamento desses medos de forma mais adaptativa.


  • Olá, meu filho tem 2 anos e 6 meses. Frequenta a escola infantil desde 1 ano e 2 meses. Teve uma óti

    Olá, meu filho tem 2 anos e 6 meses. Frequenta a escola infantil desde 1 ano e 2 meses. Teve uma ótima adaptação. Ocorre que há uma semana não quer mais ir, chora, grita... já tentei encontrar pistas para o comportamento, sem sucesso. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    É importante compreender que a criança pode estar enfrentando algum tipo de conflito interno, como separação dos pais, dificuldades de interação com outras crianças ou até mesmo mudanças na rotina escolar que ele ainda não consegue compreender totalmente. Além disso, a fase dos dois anos é caracterizada pelo desenvolvimento da autonomia, o que pode gerar insegurança em relação à separação dos pais e a novos ambientes.

    Além disso, pode ser útil buscar auxílio de um psicólogo infantil, que pode ajudar tanto a criança quanto os pais a compreender e lidar melhor com as questões emocionais envolvidas nesse processo de adaptação à escola. A terapia infantil pode proporcionar um espaço seguro para a criança expressar seus sentimentos e entender melhor suas reações, além de fornecer orientações aos pais sobre como apoiar seu filho da melhor maneira possível.


  • Meu filho tem 7 anos e quando vamos brincar em grupos ( qualquer brincadeira que tenha outras pessoa

    Meu filho tem 7 anos e quando vamos brincar em grupos ( qualquer brincadeira que tenha outras pessoas) ele faz questão de estragar a brincadeira, fica jogando com má vontade, atrapalha a jogada, fica mal humorado, irritado acaba sempre saindo do jogo chorando. Todas as vezes ele age da mesma forma. Ele tem dificuldade em não ser o centro das atenções. Como agir nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    É compreensível que você fique preocupado com o comportamento do seu filho durante as brincadeiras em grupo. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar a abordar essa situação:

    Converse com ele: Reserve um momento calmo para conversar com seu filho sobre suas observações e como seu comportamento está afetando as brincadeiras em grupo. Explique de maneira gentil, mas firme, como suas ações podem afetar os outros e o clima geral das brincadeiras.

    Ensine habilidades sociais: Pode ser útil ensinar seu filho sobre habilidades sociais básicas, como esperar sua vez, compartilhar e respeitar as regras do jogo. Role play ou encenações de situações sociais podem ser úteis para praticar essas habilidades.

    Reforce comportamentos positivos: Elogie e recompense seu filho sempre que ele demonstre comportamentos positivos durante as brincadeiras em grupo. Isso pode ajudá-lo a associar esses comportamentos com reações positivas.

    Estabeleça expectativas claras: Antes de participar de uma brincadeira em grupo, deixe claro para seu filho quais são as expectativas em termos de comportamento. Isso pode incluir regras específicas de conduta durante a brincadeira.

    Ofereça alternativas: Se seu filho estiver se sentindo desconfortável por não ser o centro das atenções, ofereça alternativas para ele se envolver de maneira positiva nas brincadeiras, como ajudar a organizar as regras do jogo ou liderar uma parte da atividade.

    Procure ajuda profissional: Se o comportamento persistir ou se tornar mais grave, consulte a ajuda de um psicólogo infantil pode ser benéfico. Um profissional pode ajudar a identificar quaisquer problemas subjacentes e fornecer estratégias específicas para lidar com o comportamento de seu filho.

    Lembre-se de que mudanças de comportamento podem levar tempo e personalidade. Seja consistente e continue oferecendo apoio e orientação ao seu filho enquanto ele aprende a se comportar de maneira mais adequada durante as brincadeiras em grupo.







  • Boa tarde! Quais são as técnicas da psicologia social?

    Boa tarde!
    Quais são as técnicas da psicologia social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antonia Santa Rolim Moura

    A psicologia social utiliza uma variedade de técnicas de pesquisa para estudar o comportamento humano em contextos sociais. Alguns exemplos de técnicas comuns incluem:

    Experimentos de laboratório: Os pesquisadores criam situações controladas para investigar como as pessoas reagem a diferentes variações sociais.

    Pesquisa de campo: Observações e entrevistas são realizadas em configurações do mundo real para examinar o comportamento social em seu ambiente natural.

    Pesquisas e questionários: são utilizados para coletar dados sobre atitudes, opiniões e comportamentos

    Análise de conteúdo: É feita para examinar e categorizar o conteúdo de documentos,

    Essas são apenas algumas das técnicas comuns usadas pela psicologia social para estudar o comportamento humano em contextos sociais


Perguntas frequentes

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