Perguntas do paciente (271)

  • Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de

    Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Quando você está em uma crise de ansiedade, seu organismo entra em estado de alerta. Sua atenção fica mais direcionada para possíveis ameaças, inclusive para aquilo que acontece dentro do seu próprio corpo.

    Por isso, sensações que normalmente passariam despercebidas podem ganhar muita importância. Você percebe o coração, a respiração, uma dor, uma tontura ou qualquer mudança corporal e sua mente pode rapidamente pensar: “e se isso for uma doença?”. Esse pensamento aumenta a ansiedade, e a própria ansiedade pode provocar mais palpitação, tensão, enjoo, tremor ou sensação de fraqueza. Então você sente algo novo e pensa que sua suspeita estava correta.

    Ouvir falar sobre doenças pode ativar o mesmo mecanismo. Sua mente não trata apenas como uma informação sobre outra pessoa; ela imediatamente começa a imaginar se aquilo também poderia acontecer com você.

    O ciclo costuma se manter quando você tenta eliminar completamente a dúvida: pesquisa sintomas, observa o corpo, pede confirmação para outras pessoas ou evita qualquer assunto relacionado à saúde. Isso pode trazer alívio por alguns minutos, mas ensina seu cérebro que aquela ameaça realmente precisava ser investigada.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, você pode aprender a perceber esses pensamentos sem tratá-los automaticamente como sinais de perigo, reduzir checagens e desenvolver maior tolerância à incerteza.

    Você não precisa provar para si mesmo que nunca terá uma doença. Precisa aprender que pensar em uma doença ou sentir uma sensação no corpo não significa que ela esteja acontecendo.


  • Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,

    Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,e tem tremores nas mãos direto!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim. A ansiedade pode provocar tremores ou tornar um tremor já existente mais intenso, mas existem várias outras possibilidades que precisam ser consideradas, especialmente porque você percebe isso com frequência no seu filho de 13 anos.

    Antes de pensar que seja apenas emocional, observe algumas características: o tremor acontece quando ele está tranquilo ou principalmente quando está nervoso? Aparece quando ele escreve, segura um copo ou mantém as mãos esticadas? Acontece nas duas mãos? Ele consome muito café, refrigerante com cafeína ou energético? Usa algum medicamento? Está dormindo bem?

    Essas informações ajudam bastante na avaliação, porque tremores podem estar relacionados a fatores como ansiedade, cansaço, cafeína, medicamentos, alterações metabólicas ou hormonais e alguns tipos de tremor que podem surgir ainda na adolescência. Em determinadas situações, também é necessário investigar causas neurológicas.

    Como você relata que isso acontece direto, eu recomendaria marcar uma consulta com o pediatra. Se necessário, ele poderá solicitar exames ou encaminhar seu filho para um neurologista infantil.

    Se conseguir, grave discretamente um episódio do tremor para mostrar ao médico, porque às vezes ele não aparece durante a consulta.

    E procure avaliação mais rápida se houver também fraqueza, dificuldade para caminhar, alteração da fala, desmaios, convulsões ou início muito súbito do tremor.

    Ansiedade é uma possibilidade, mas não deve ser a conclusão automática quando existe um sintoma físico persistente.


  • Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa qu

    Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa quando falam de alguma doença, achando que posso ter essa condição.
    Este medo esta relacionado com a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Olá! Sim, esse medo pode estar relacionado à ansiedade.

    É relativamente comum que pessoas com ansiedade fiquem mais atentas às sensações do próprio corpo e interpretem informações sobre doenças como sinais de que algo semelhante também pode acontecer com elas. Isso pode fazer com que ouvir alguém falar sobre uma doença ou sentir um sintoma comum desperte preocupação intensa, mesmo sem haver indícios de que exista um problema de saúde.

    Isso não significa, necessariamente, que você tenha uma doença, mas sim que a ansiedade pode estar influenciando a forma como seu cérebro percebe e interpreta essas situações.

    Como cada caso é único, é importante realizar uma avaliação individualizada para compreender melhor o que está acontecendo. Quando esse medo passa a gerar sofrimento, interfere na rotina ou leva a preocupações frequentes com a saúde, a psicoterapia pode ajudar bastante no manejo desses pensamentos e da ansiedade.

    Espero ter esclarecido sua dúvida. Fico à disposição!


  • Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel po

    Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel por cordas, faço luta,sou um alpinista Irata profissional, mais fui reprovado 3 vezes na prova do Detran,na primeira vez eu não estava nervoso,aí estourei o tempo, agora na segunda e terceira perdi o controle do meu corpo as pernas começou a tremer muito a ponto de perder as forças, como faço pra controlar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O fato de você conseguir enfrentar rapel, luta e alpinismo e ainda assim travar na prova do Detran não é contraditório. Ansiedade não mede coragem. Ela depende muito do significado que cada situação tem para você.

    Na primeira prova você relata que não estava tão nervoso, mas foi reprovado pelo tempo. Depois disso, é possível que seu cérebro tenha aprendido: “essa prova é perigosa, posso falhar de novo”. Na segunda e na terceira tentativa, o medo da própria reação pode ter se tornado parte do problema.

    A sequência pode ser mais ou menos assim: você entra no carro, percebe alguma tensão, lembra das reprovações anteriores, começa a observar as pernas e pensa “não posso tremer de novo”. Nesse momento, seu corpo fica ainda mais ativado e o tremor aumenta.

    Por isso, tente não transformar “parar de tremer” na sua principal meta. A meta precisa ser conseguir dirigir mesmo com alguma ansiedade.

    Faça simulações completas da prova, de preferência com alguém te observando e reproduzindo as instruções, o silêncio e a sensação de avaliação. Quanto mais seu corpo vivencia essa situação sem escapar, mais ele pode aprender que não precisa reagir com tanta intensidade.

    Antes da prova, reduza cafeína, durma bem e use uma respiração lenta, sem tentar “zerar” a ansiedade.

    Se continuar acontecendo nesse nível, a TCC pode te ajudar bastante com exposição e ansiedade de desempenho. Você não precisa se tornar indiferente à prova; precisa ensinar seu corpo que consegue passar por ela sem entrar em modo de ameaça.


  • Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da ge

    Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da gente oficializar o nosso relacionamento. Não estou conseguindo lidar com isso! Ela ainda trabalha com as pessoas, e sinto que perdi a confiança nela, porém eu gosto muito dela e sei que ela é uma pessoa boa. Como proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que você descobriu pode ter abalado sua segurança, especialmente porque essas pessoas continuam trabalhando com sua namorada. Mas talvez seja importante separar duas coisas: o passado dela e a forma como ela se comporta com você hoje.

    Se esses envolvimentos aconteceram antes de vocês oficializarem o relacionamento e não havia um acordo de exclusividade, então não houve necessariamente uma quebra de confiança. Mesmo assim, você pode sentir ciúme, comparação e até uma sensação de ter sido enganado emocionalmente. Sentir isso não significa que a interpretação esteja necessariamente correta.

    Observe o que sua mente faz com essa informação. Você fica imaginando detalhes? Se compara com os colegas? Sente vontade de perguntar repetidamente sobre o que aconteceu? Monitora a forma como ela fala com eles? Essas tentativas de obter segurança podem acabar mantendo o problema.

    Tente avaliar principalmente o presente: ela é transparente? Respeita os acordos de vocês? Existe flerte, segredo ou comportamento ambíguo agora? Ou a ameaça está sendo criada principalmente pelas imagens e pensamentos sobre algo que já passou?

    Vocês podem conversar sobre limites atuais de forma objetiva, especialmente porque ela ainda trabalha com essas pessoas. Limite é diferente de controle: você pode dizer o que te deixa desconfortável sem exigir que ela elimine toda convivência profissional.

    Se ela é coerente hoje e mesmo assim você continua preso ao passado, talvez o trabalho principal esteja em aprender a tolerar que ela teve uma história antes de você.

    Confiança não exige apagar o passado. Exige conseguir avaliar a pessoa pelo que ela faz no presente.


  • Estou namorando a praticamente dois meses minha namorada mora a uns 45km daqui, sempre que quero ver

    Estou namorando a praticamente dois meses minha namorada mora a uns 45km daqui, sempre que quero ver ela eu vou na minha folga de bicicleta e é incrível, porém acho que a relação toda só pesa pra meu lado toda vez que quero ver ela, ela tem q falar com o irmão pra levar ela pra cá e nem sempre ele está livre

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    É compreensível você começar a sentir um desequilíbrio. Você está fazendo um esforço grande para vê-la e, mesmo gostando de ir de bicicleta, pode surgir a sensação de que, se você não fizer esse movimento, os encontros simplesmente não acontecem.

    Mas antes de interpretar isso como falta de interesse, tente separar vontade de possibilidade. Se sua namorada depende do irmão para se deslocar, talvez ela realmente tenha menos autonomia do que você. A questão então passa a ser: mesmo com essa limitação, ela demonstra iniciativa para encontrar outras soluções?

    Reciprocidade não significa que ela precise fazer exatamente o mesmo que você. Pode aparecer de outras formas: organizar o transporte com antecedência, ajudar a pensar em pontos de encontro, dividir custos quando possível ou procurar maneiras de facilitar para que você não precise sempre percorrer toda a distância.

    Converse agora, enquanto o relacionamento ainda é recente, antes que isso vire ressentimento. Você pode dizer algo como: “eu gosto muito de ir te ver, mas estou sentindo que a logística para a gente se encontrar está ficando muito concentrada em mim. Queria que pensássemos juntos em alternativas”.

    Depois, observe a resposta dela. O mais importante não é se ela consegue resolver tudo imediatamente, mas se demonstra preocupação com aquilo que está pesando para você e vontade de construir uma solução junto.

    Uma relação não precisa ter esforços idênticos, mas precisa ter a sensação de que os dois estão tentando fazê-la acontecer.


  • Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e n

    Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e nem energia para nada. Estive de férias em Julho e passei todos os dias, sem exceção, trancado no quarto deitado na cama, levantando apenas para fazer necessidades fisiológicas. Tomo os remédios escitalopram (que não sinto qualquer efeito) e Mirtazapina (esse fez efeito e melhorou minha insônia por um tempo, mas não sinto mais o mesmo efeito e fez eu ganhar muito peso). As vezes preciso apelar para Alprazolam ou Clonazepam para dormir.
    Mas é isso, sinto zero energia ou motivação para fazer as coisas. Volto a trabalhar semana que vem e não fiz absolutamente nada em termos de lazer nas férias. É possível que, além do autismo e ansiedade social, eu tenha depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim, é possível que exista depressão além do autismo e da ansiedade social, mas também existem outras explicações que precisam ser consideradas.

    O ponto principal do seu relato é que houve um prejuízo importante no seu funcionamento: você passou todas as férias praticamente restrito à cama, sem lazer, sem iniciativa e com sensação de zero energia ou motivação. Isso é mais relevante do que simplesmente “não ter aproveitado as férias”.

    Na depressão, costuma aparecer uma combinação de perda de interesse ou prazer, baixa energia, desânimo, dificuldade de concentração, alterações de sono ou apetite, autocrítica e sensação de desesperança. Mas pessoas autistas também podem passar por períodos de esgotamento intenso, especialmente depois de longos períodos de sobrecarga e esforço para se adaptar socialmente. Além disso, sono inadequado e efeitos de medicamentos podem contribuir.

    Por isso, não tentaria decidir sozinho se é “depressão ou autismo”. É importante avaliar o conjunto.

    Como você já está em tratamento medicamentoso e percebe pouco efeito, mudança na resposta dos remédios, ganho de peso e uso ocasional de alprazolam ou clonazepam para dormir, leve todas essas informações ao seu psiquiatra. Não ajuste ou suspenda nenhuma medicação por conta própria.

    Na psicoterapia, também vale trabalhar uma retomada muito gradual de atividades, sem esperar sentir vontade primeiro. Quando você passa muito tempo inativo, a falta de energia e de reforço tende a se alimentar.

    Seu corpo e sua rotina estão mostrando que algo precisa ser revisto. Não significa necessariamente um novo diagnóstico, mas certamente merece uma reavaliação cuidadosa.


  • Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria

    Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria vida. Ele não quer fazer terapia pois acredita que o tratamento apenas funciona em quem quer viver. O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que seu namorado te disse é sério. Quando alguém afirma que desistiu de viver e que pretende tirar a própria vida, mesmo que diga que não fará isso hoje, você não deve ficar sozinha tentando avaliar se ele está falando “da boca para fora”.

    Pergunte com clareza: “você está pensando em se matar agora?”, “já pensou em como faria?” e “você tem acesso ao que usaria?”. Perguntar diretamente não aumenta o risco. Pelo contrário, ajuda você a entender a gravidade da situação.

    Se existir intenção atual, planejamento, acesso a meios ou dificuldade de garantir que ele ficará seguro, não o deixe sozinho e procure atendimento de emergência. Envolva familiares ou outras pessoas de confiança, mesmo que ele peça segredo. Se houver algo que possa ser utilizado para uma tentativa, afaste o acesso se isso puder ser feito com segurança.

    Também é importante corrigir uma ideia que ele trouxe: a pessoa não precisa primeiro querer viver para o tratamento funcionar. A própria depressão pode produzir desesperança e a convicção de que nada poderá melhorar. Muitas vezes o tratamento começa justamente quando a pessoa ainda está ambivalente, tentando primeiro diminuir o sofrimento e recuperar gradualmente outras possibilidades.

    Se ele recusa terapia, uma avaliação psiquiátrica urgente ainda é muito importante. E mesmo que ele prometa que não fará nada, essa promessa sozinha não substitui uma avaliação quando existem falas suicidas.

    Você pode ajudá-lo a chegar até o cuidado, mas não pode ser a única responsável por impedir que algo aconteça. Quando existe risco de suicídio, proteger a vida precisa deixar de ser uma questão apenas do casal e passar a ser responsabilidade de uma rede de apoio e de profissionais.


  • olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tud

    olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tudo, porém ela não teve a primeira fez dela comigo. Eu tenho 20 anos , ela tbm, mas eu nunca tive nunhuma mulher antes dela. Eu não consigo lidar bem com isso, me sentido o segundo, como se fosse alguém que sobrou, em bora ela diga que me escolheu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Talvez o que esteja doendo não seja apenas o fato de ela ter tido alguém antes de você, mas o significado que você está dando a isso.

    Como ela foi sua primeira experiência afetiva e sexual, é natural que você tenha colocado muito valor nesse “primeiro”. Então sua mente pode concluir: “se para mim ela foi única e eu não fui o primeiro dela, talvez eu seja menos especial”. Mas essa comparação não é necessariamente justa.

    Você está confundindo posição cronológica com importância. Alguém pode ter chegado antes de você e ainda assim ocupar hoje um lugar muito menor na vida dela. E você pode não ter sido o primeiro, mas ser a pessoa que ela escolhe construir algo no presente.

    A frase “sou alguém que sobrou” merece bastante atenção. Ela sugere que você está avaliando seu valor a partir de uma competição com pessoas do passado. Só que relacionamento não é uma fila em que quem chega primeiro recebe o lugar mais importante.

    Evite buscar detalhes, comparar experiências ou tentar descobrir se ela sentiu mais por alguém antes. Esse tipo de investigação costuma aumentar a insegurança em vez de resolver.

    Tente voltar para aquilo que existe hoje: como ela te trata, o quanto investe na relação, se existe reciprocidade e se você se sente respeitado.

    Se essa sensação de inferioridade continua muito forte, a psicoterapia pode te ajudar a trabalhar autoestima, comparação e ciúme retroativo.

    Você não precisa ser o primeiro capítulo da história dela para ser uma parte importante da vida que ela está escolhendo viver agora.


  • Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas

    Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Você pode ser suficiente para si mesma e, ainda assim, perceber que não corresponde a tudo o que seus pais ou seu namorado esperam de você. Isso não é uma contradição.

    O ponto principal é entender o que significa, para você, “não ser suficiente”. Eles fazem pedidos específicos e razoáveis ou você sente que, independentemente do que faça, sempre falta alguma coisa? Existe espaço para reconhecer suas qualidades ou a relação fica concentrada nas suas falhas?

    Em qualquer vínculo próximo, algumas mudanças e adaptações são necessárias. Seu namorado pode pedir mais presença, seus pais podem discordar de escolhas suas, e você pode avaliar se existe algo que realmente deseja melhorar. O problema é quando você começa a pensar: “preciso me tornar outra pessoa para finalmente merecer amor, aprovação ou tranquilidade”.

    Tente analisar cada cobrança separadamente. Pergunte: “isso é compatível com os meus valores?”, “essa mudança também seria boa para mim?” e “estão pedindo uma mudança de comportamento ou estão rejeitando quem eu sou?”.

    Você também pode começar a estabelecer limites quando perceber que está cedendo apenas por medo de decepcionar.

    Na psicoterapia, isso pode ser trabalhado de forma bem concreta, especialmente se você percebe que a opinião dessas pessoas ainda produz culpa ou sensação de inadequação, mesmo quando racionalmente sabe do próprio valor.

    Você não precisa ser tudo o que alguém deseja para ser suficiente. Relações saudáveis envolvem negociação entre duas pessoas inteiras, não uma pessoa tentando se adaptar indefinidamente para finalmente ser considerada boa o bastante.


  • Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido

    Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido especial, com aliança e tal, o pedido que eu mencionei nunca aconteceu, porém eu e ele consideramos que estamos em um namoro, trocamos presente de dia dos namorados, ele é uma pessoa que posta bastante coisa em redes sociais mas nunca postou nada de nós dois, já cobrei ele mas não adiantou, já tentei terminar por causa disso, mas sinto que tenho uma dependencia emocional pois ele me trata muito bem e sinto muita atração fisica com ele, mas tenho receio desse não postar dele, de ele ter algum rolo e não querer que a pessoa saiba, quando eu tentei terminar, ele me implorou pra não terminar e me deu um perfume de presente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Seu incômodo não parece ser apenas com uma postagem. Parece existir uma dúvida maior sobre o quanto você se sente oficialmente escolhida nessa relação.

    Você pediu um pedido de namoro especial, isso nunca aconteceu e, mesmo assim, vocês passaram a se considerar namorados. Depois, percebeu que ele compartilha bastante a vida nas redes sociais, mas nunca compartilha vocês. É compreensível que esses elementos juntos façam você se perguntar qual lugar ocupa.

    Ao mesmo tempo, tente não transformar a ausência de postagem em prova de que ele tem outra pessoa. Existem várias explicações possíveis. O que precisa orientar sua avaliação é o comportamento geral: ele te apresenta como namorada para amigos e família? Vocês aparecem juntos publicamente? Ele é transparente sobre a vida dele? Existem mentiras, desaparecimentos ou outros sinais concretos de que esteja escondendo algo?

    Também vale conversar sobre o significado disso para você. Talvez a necessidade não seja simplesmente “quero uma foto no Instagram”, mas “quero sentir que nossa relação é reconhecida e assumida”.

    Sobre dependência emocional, não conclua isso apenas porque teve dificuldade para terminar. Pergunte a si mesma se você consegue colocar limites e sustentar suas necessidades ou se acaba abandonando aquilo que considera importante sempre que sente medo de perdê-lo.

    E observe o que acontece depois das conversas. Ele te ouvir e tentar compreender é mais importante do que te dar um presente depois que você ameaça terminar.

    Você não precisa decidir se ele é confiável olhando para uma rede social. Precisa verificar se existe coerência entre a relação que vocês vivem em particular e a forma como ele reconhece essa relação no restante da vida.


  • gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me fa

    gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me faz querer morrer sempre que essa tristeza se faz presente. sinto que estou morrendo aos poucos e não sei o que fazer para mudar isso. me sinto "bem" na tristeza e péssima quando estou relativamente alegre ou bem com o dia. o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O trecho mais importante do que você escreveu não é apenas gostar da sensação de tristeza. É você dizer que, quando entra nesse estado, aparece vontade de morrer. Isso precisa ser levado a sério.

    Às vezes, depois de muito tempo convivendo com tristeza, vazio ou sofrimento, esse estado fica emocionalmente familiar. Você pode começar a sentir que “funciona melhor” triste e até experimentar desconforto quando está bem. Não porque a tristeza seja realmente boa para você, mas porque ela se tornou conhecida, previsível e compatível com a forma como você passou a enxergar a si mesma e a própria vida.

    As músicas parecem intensificar esse estado. Como elas estão associadas a pensamentos de morte, eu recomendaria que você não as utilizasse agora para buscar ou aprofundar essa sensação.

    Na TCC, seria importante mapear exatamente o ciclo: o que acontece antes, quais músicas ou situações ativam a tristeza, que pensamentos aparecem, o que você sente no corpo, o que faz em seguida e por que momentos de alegria também provocam desconforto. A partir disso, é possível trabalhar esses pensamentos, reduzir comportamentos que mantêm o ciclo e reconstruir gradualmente experiências de prazer e sentido.

    Pelo fato de existir vontade de morrer, procure um psicólogo e uma avaliação psiquiátrica. Não espere piorar para buscar ajuda.

    Se você sentir que pode se machucar ou que não consegue garantir sua segurança, não fique sozinha, afaste meios que poderiam ser usados contra você e procure atendimento de urgência imediatamente.

    Você não precisa aprender a “amar a felicidade”. Primeiro, precisa compreender por que a tristeza virou um lugar tão conhecido e construir, com ajuda, outras formas de se sentir segura.


  • Me sinto abandonada pela minha família. Minha irmã cinco anos mais velha que tem 22 anos sempre fez

    Me sinto abandonada pela minha família. Minha irmã cinco anos mais velha que tem 22 anos sempre fez bullying comigo a vida inteira, sempre me desprezou, me humilhou ou me diminuiu, mas na frente dos outros ela vira outra pessoa, até muda a voz, ela muda tudo. Meus pais enxergam que ela é uma pessoa egoísta mas nunca fazem nada, nunca. Ela sempre pega dinheiro deles e trata muito mal eles também. Não sei o que fazer, às vezes falo pra minha mãe que se eu morresse as coisas seriam melhores e ela fala que é coisa da minha cabeça. O que uma pessoa deve fazer quando se tem uma irmã ou irmão narcista e os pais não se preocupam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Talvez seja mais importante olhar para o que sua irmã faz do que tentar descobrir se ela é “narcisista”. Você descreve anos de humilhações, desprezo e situações em que se sente diminuída, enquanto seus pais reconhecem alguns problemas, mas não conseguem te proteger da forma que você gostaria.

    Conviver muito tempo nesse tipo de ambiente pode fazer você começar a internalizar aquilo que escuta. Aos poucos podem surgir pensamentos como “ninguém se importa comigo”, “eu sou o problema” ou “se eu desaparecesse seria melhor”. E é justamente essa última parte que precisa ser levada muito a sério.

    Quando você diz à sua mãe que as coisas seriam melhores se você morresse, isso mostra que sua dor ultrapassou uma simples briga entre irmãs. Mesmo que você não esteja planejando fazer algo contra si, você merece ajuda agora.

    Se sua mãe não consegue compreender, procure outro adulto de confiança e diga com clareza: “eu estou sofrendo muito em casa e às vezes penso que seria melhor morrer”. Não suavize essa parte. Você precisa de alguém que te ajude a chegar a um atendimento psicológico.

    Na terapia, o trabalho não seria convencer sua irmã a mudar. Seria ajudar você a reconstruir sua autoestima, aprender a estabelecer limites, diferenciar o que realmente pertence a você daquilo que foi colocado sobre você durante anos e desenvolver formas mais seguras de lidar com essa família.

    Você pode não conseguir controlar como sua irmã age ou como seus pais respondem. Mas pode começar a construir uma vida em que o comportamento deles deixe de definir quanto você vale.

    Se aparecer vontade de se machucar, plano para morrer ou sensação de que não conseguirá se manter segura, procure atendimento de urgência imediatamente e permaneça com alguém de confiança.


  • Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas

    Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Olá. Sim, isso pode acontecer. Muitas pessoas com depressão relatam justamente a sensação de estarem cada vez mais confinadas em casa, não porque não queiram melhorar, mas porque tarefas que antes pareciam simples passam a exigir um esforço emocional muito maior. Sair, encontrar pessoas ou até realizar atividades cotidianas pode se tornar algo extremamente desgastante.

    Quando isso acontece, é comum surgir a preocupação de estar ficando acomodado ou de que existe algo errado consigo. No entanto, esse afastamento pode fazer parte do próprio quadro depressivo, especialmente quando há desânimo, perda de interesse, falta de energia e sofrimento emocional persistente. Como cada caso é único, vale a pena conversar sobre essa dificuldade com os profissionais que acompanham o seu tratamento. Com o suporte adequado, muitas pessoas conseguem recuperar gradualmente a autonomia e retomar atividades que hoje parecem difíceis.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que você descreve é muito comum em padrões de dependência emocional: racionalmente você entende que não precisa reagir daquele jeito, consegue se acalmar por algum tempo, mas depois a dor retorna.

    Isso acontece porque a lógica atua sobre o pensamento, mas o seu sistema emocional pode continuar reagindo como se existisse uma ameaça real de abandono ou rejeição.

    Na prática, costuma existir um ciclo: surge uma insegurança, você sente dor, tenta eliminar essa sensação buscando confirmação, proximidade ou certeza no relacionamento, sente alívio e depois a dúvida volta. Sem perceber, sua mente aprende que só consegue ficar bem quando recebe segurança do outro.

    Por isso, o caminho não é eliminar toda a dor imediatamente. É aprender a senti-la sem transformar cada desconforto em cobrança, teste ou busca de garantia.

    Quando isso acontecer, tente identificar três coisas: qual pensamento apareceu, qual emoção veio junto e o que você sentiu vontade de fazer. Depois, experimente adiar a reação e observar se a intensidade diminui sem precisar do parceiro para resolvê-la.

    Na TCC, esse trabalho pode ser feito de forma estruturada, explorando crenças como “vou ser abandonado”, “não sou suficiente” ou “não consigo ficar bem sozinho”, além de fortalecer autonomia, rotina, interesses e relações fora do namoro.

    Você não precisa ficar emocionalmente frio para deixar de depender. Precisa aprender que pode amar alguém sem colocar nessa pessoa a responsabilidade de regular tudo o que você sente.


  • Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descon

    Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descontração, como um passeio? Ou então, ao sair, como passo bastante tempo em home office.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim. Muitas vezes é possível descobrir o que desencadeia uma crise de ansiedade, mas o gatilho nem sempre é algo evidente como uma briga, problema ou notícia ruim.

    Você pode estar passeando e, de repente, perceber uma sensação no corpo, lembrar de uma crise anterior ou pensar rapidamente “e se eu passar mal aqui?”. Às vezes esse pensamento acontece tão rápido que você percebe apenas a ansiedade já instalada.

    Depois de algumas crises, pode surgir outro mecanismo: o medo da própria crise. Você sai de casa e começa, mesmo sem perceber, a observar seu corpo para ver se está ficando ansioso. Qualquer tontura, palpitação ou sensação estranha pode ser interpretada como sinal de que “vai começar de novo”, aumentando ainda mais a ansiedade.

    O home office também pode participar disso. Se você passa grande parte do tempo em um ambiente conhecido e controlável, sair significa lidar com mais estímulos, imprevistos e menos possibilidade de recuar imediatamente. Seu cérebro pode passar a interpretar essa mudança como ameaça, mesmo quando você está indo fazer algo agradável.

    Na TCC, você pode mapear esse ciclo observando: situação, pensamento, sensação física, emoção e comportamento. Também é importante identificar o que você faz para se sentir seguro, como evitar lugares, voltar para casa rapidamente ou procurar garantias.

    Essas estratégias aliviam no curto prazo, mas podem manter o problema.

    A terapia pode te ajudar a entender exatamente como esse ciclo funciona no seu caso e a treinar seu cérebro, gradualmente, a permanecer nessas situações sem tratá-las como perigosas.

    A crise pode parecer surgir “do nada”, mas geralmente existe um padrão. O tratamento começa justamente em aprender a enxergá-lo.


  • Os energéticos pode piorar ansiedade, síndrome de pânico e ataques de pânico ?

    Os energéticos pode piorar ansiedade, síndrome de pânico e ataques de pânico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Essa é uma dúvida bastante comum entre pessoas que convivem com ansiedade ou síndrome do pânico. Sim, os energéticos podem piorar os sintomas em algumas pessoas, principalmente por conterem altas quantidades de cafeína e outras substâncias estimulantes.

    Essas bebidas podem aumentar os batimentos cardíacos, provocar sensação de agitação, tremores e inquietação. Para quem já tem ansiedade, esses sinais físicos podem ser interpretados como o início de uma crise, aumentando ainda mais o medo e o desconforto.

    Isso não significa que todas as pessoas terão a mesma reação, mas, se você percebe que os sintomas pioram após consumir energéticos, é recomendável evitar esse tipo de bebida e conversar com o profissional que acompanha o seu tratamento. Pequenas mudanças de hábitos, quando associadas a um tratamento adequado, podem contribuir para um melhor controle da ansiedade.


  • É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim, isso pode acontecer. Muitas pessoas que convivem com ansiedade e depressão relatam sentir que perderam a energia e a motivação para realizar até mesmo atividades simples do dia a dia. Em alguns momentos, levantar da cama, trabalhar, estudar ou fazer algo que antes era prazeroso pode parecer um grande esforço.

    É importante lembrar que essa falta de ânimo não significa falta de força de vontade ou preguiça. Tanto a ansiedade quanto a depressão podem consumir muitos recursos físicos e emocionais, deixando a pessoa constantemente cansada e sem disposição.

    Quando esses sintomas passam a fazer parte da rotina e começam a interferir na sua qualidade de vida, procurar um psicólogo pode ser um passo importante. A psicoterapia ajuda a compreender o que está contribuindo para esse sofrimento, desenvolver estratégias para lidar com ele e, quando necessário, trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para promover uma melhora mais consistente.


  • Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação

    Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação para nada. A melhor parte do meu dia é quando vou dormir (apesar de ter dificuldade de pegar no sono devido a ansiedade) e a pior parte é justamente quando acordo. Isso seria um possível quadro depressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que mais me chama a atenção no seu relato não é apenas a falta de motivação, mas o quanto isso parece estar afetando a forma como você vive os seus dias. Quando a melhor parte do dia passa a ser dormir e a pior é acordar para enfrentar a rotina, isso costuma indicar um sofrimento emocional importante e merece ser olhado com cuidado.

    A perda de prazer nas atividades, a falta de ânimo e a dificuldade para enxergar sentido nas coisas podem estar presentes em um quadro depressivo, mas não é possível confirmar um diagnóstico apenas por esse relato. Além disso, a ansiedade e a dificuldade para dormir podem intensificar ainda mais esse quadro.

    Diante do que você descreve, acredito que procurar um psicólogo seja um passo importante. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que está acontecendo, identificar os fatores que estão mantendo esse sofrimento e construir caminhos para recuperar, aos poucos, o interesse pela vida e a qualidade de vida. Se necessário, o psicólogo também poderá orientar sobre a importância de uma avaliação psiquiátrica para um tratamento conjunto.


  • Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?

    Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim, essas sensações podem acontecer em algumas pessoas que convivem com ansiedade, especialmente quando ela está muito intensa. A desrealização (sensação de que o ambiente parece estranho ou irreal) e a despersonalização (sensação de estar desconectado de si mesmo) costumam gerar bastante medo, e muitas pessoas chegam a pensar que estão "enlouquecendo". Felizmente, essa percepção nem sempre corresponde ao que está acontecendo.

    Embora esses sintomas possam estar relacionados à ansiedade, eles também podem ocorrer em outras condições. Por isso, é importante que sejam avaliados com cuidado, em vez de tirar conclusões por conta própria.

    Como essas experiências costumam causar muito sofrimento e impactar a qualidade de vida, procurar um psicólogo pode ser um passo importante. A psicoterapia ajuda a compreender o contexto em que esses sintomas surgem, reduzir a ansiedade e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais segura. Quando necessário, o psicólogo também poderá orientar sobre a importância de uma avaliação psiquiátrica.


Perguntas frequentes

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