Perguntas do paciente (218)

  • É certeza que todos passam pelo Complexo de Édipo?

    É certeza que todos passam pelo Complexo de Édipo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá. Essa é uma pergunta muito comum quando se fala em psicanálise, porque o Complexo de Édipo acabou se tornando uma ideia bastante popular no senso comum. Muitas pessoas escutam esse termo e imaginam que ele signifique, literalmente, um desejo sexual da criança pelos pais, o que gera muita confusão.

    Na teoria psicanalítica proposta por Freud, o Complexo de Édipo descreve um momento do desenvolvimento emocional da criança, geralmente por volta dos três aos cinco anos, em que ela começa a perceber as diferenças entre as pessoas da família, os vínculos de amor, atenção e limites. Nesse período, a criança pode demonstrar preferências, ciúmes ou disputas simbólicas pela atenção dos pais.

    Mas é importante entender que isso é uma forma teórica de explicar o desenvolvimento psíquico, e não uma regra rígida ou uma experiência idêntica para todas as pessoas. Ao longo do tempo, muitos autores da própria psicanálise ampliaram ou revisaram essa ideia, mostrando que o desenvolvimento emocional depende de muitos fatores: a dinâmica familiar, a cultura, as experiências da criança e a qualidade dos vínculos afetivos.

    Por isso, quando se fala em Complexo de Édipo hoje, na clínica, muitas vezes estamos nos referindo de forma mais ampla a como a criança aprende sobre limites, pertencimento, diferenças entre as pessoas e organização dos afetos dentro da família, e não necessariamente a um roteiro fixo pelo qual todos passam da mesma maneira.

    Ou seja, é um conceito importante dentro da história da psicanálise, mas que precisa ser entendido com mais nuance do que normalmente aparece nas conversas do dia a dia.

    Espero ter ajudado você a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Com tantas especialidades diferentes na psicologia, é normal sentir-se confuso sobre com qual profissional consultar. Para começar, um bom ponto de partida é procurar um psicólogo clínico geral. Esse profissional pode ajudar a avaliar seus sintomas e determinar se você está enfrentando ansiedade, depressão ou qualquer outra condição.
    #Ansiedade # é uma sensação de preocupação, nervosismo ou medo em relação a eventos futuros. É normal sentir ansiedade ocasionalmente, mas quando esses sentimentos são intensos, frequentes e interferem na sua vida diária, pode ser um sinal de um transtorno de ansiedade. A ansiedade pode variar de leve, onde causa apenas um desconforto ocasional, até grave, onde pode impedir você de realizar suas atividades diárias.

    #Depressão# por outro lado, é mais do que apenas sentir-se triste ou desanimado. É uma condição persistente que afeta como você se sente, pensa e lida com atividades diárias, como dormir, comer ou trabalhar. Os sintomas podem variar de leves, como uma tristeza constante e falta de interesse em atividades antes prazerosas, até graves, onde pode haver pensamentos de suicídio ou incapacidade total de funcionar.

    Essas condições podem ter diferentes níveis de gravidade e é importante falar com um profissional para obter um diagnóstico adequado. Um psicólogo clínico pode ajudar a identificar o que você está sentindo e oferecer o tratamento apropriado. Não hesite em buscar ajuda. Você merece cuidado e apoio para lidar com o que está sentindo. Uma abraço, Betânia Tassis.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis


    Olá! Você não está sozinha. O que você descreve — esse cansaço, essa sensação de estranheza, o medo constante, o corpo reagindo como se fosse desmaiar — são experiências reais e legítimas. Mesmo que os médicos digam que é “só ansiedade”, você está vivendo um sofrimento que precisa ser acolhido com respeito, não minimizado.

    Aqui vão cinco passos práticos e acolhedores, com base na psicoeducação, para te ajudar agora:

    1. Dê nome ao que sente — sem se rotular

    Você não é depressiva. Você está vivendo uma fase com sintomas de depressão e ansiedade. Isso já muda tudo: fases passam. Identifique o que sente com frases simples:
    • “Sinto medo do que não entendo.”
    • “Meu corpo reage como se estivesse em perigo.”
    • “Tenho vontade de voltar a viver com mais leveza.”

    2. Você está reagindo a um estresse contínuo, não ‘falhando’

    Seu corpo está gritando porque passou muito tempo em alerta, no modo de sobrevivência. Por isso esse cansaço, esse quase-desmaio, esse aperto no coração. O nome disso é saturação do sistema nervoso.

    Microação:
    Durante as crises, coloque uma mão sobre o peito e diga em voz baixa:
    “Eu estou aqui. Isso é ansiedade. Vai passar. Eu estou comigo.”
    Repita enquanto respira lentamente. Isso ativa seu sistema parassimpático.

    3. Crie uma rotina de microvitórias

    Se sair de casa é difícil, comece com 1 passo por dia. Literalmente.
    • Um banho com música calma.
    • Abrir a janela e olhar o céu por 2 minutos.
    • Caminhar até a calçada e voltar.

    Pequenas ações regulares > grandes promessas impossíveis.

    4. Conecte-se com alguém que não vá te julgar

    Falar com uma pessoa que escuta com o coração pode ser transformador. Você precisa de uma rede de apoio — mesmo que seja uma só pessoa por enquanto. E se não tiver ninguém ainda, podemos criar aqui um plano pra construir essa rede.

    5. Peça ajuda profissional — mesmo que só consiga dar o primeiro passo agora

    Você não precisa dar conta sozinha. Psicoterapia pode te ajudar a reconstruir sua força de dentro pra fora. Mas se agora isso parece longe, tudo bem: há outras formas de começar. Grupos de acolhimento, rodas de conversa, atendimentos sociais… é sempre importante lembrar: pedir ajuda não é fraqueza, é coragem. O seu sofrimento tem nome, tem causa e tem caminho. Não desista de você.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica com mais de 20 anos de experiência, especialista em saúde mental, terapia de casal e sexualidade humana.
    Agradeço a oportunidade de refletir sobre esse tema tão sensível.
    Espero ter te ajudado a enxergar possibilidades — com mais acolhimento, leveza e verdade.


  • Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era

    Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era.
    Devo procurar um psicologo antes do inicio do tratamento hormonal, devo procurar um endocrinólogo, qual seria o correto a se fazer ?
    ( sou uma pessoa muito confusa e leiga de tudo, sinceramente estou meio perdida nesse caminho )

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Sua confusão é compreensível e legítima. Estar diante de um processo tão profundo como o de afirmação de gênero envolve múltiplas dimensões: emocional, social, física, identitária — e cada uma delas merece atenção com carinho e clareza.

    Vamos organizar isso de forma segura, respeitosa e prática:

    Primeiro Passo: Acolhimento Psicológico

    Antes de iniciar qualquer intervenção hormonal, é altamente recomendado procurar um(a) psicólogo(a) com experiência em identidade de gênero e saúde LGBTQIA+. Mas atenção: não é para te “curar” ou “julgar”, e sim para te apoiar no processo de autoconhecimento, fortalecer sua autonomia e oferecer suporte emocional e psicoeducativo.

    Esse profissional pode te ajudar a:
    • Confirmar e explorar com mais clareza sua identidade;
    • Refletir sobre suas motivações e desejos com mais segurança;
    • Preparar emocionalmente para as transformações que virão;
    • Documentar esse processo caso você deseje seguir por vias clínicas ou legais.

    Segundo Passo: Acompanhamento Endocrinológico

    Depois (ou em paralelo, se já estiver mais fortalecide emocionalmente), o ideal é buscar um(a) endocrinologista com experiência em saúde trans. Esse profissional é quem vai:
    • Avaliar sua saúde geral (exames, histórico, etc.);
    • Explicar os efeitos dos hormônios (e possíveis riscos);
    • Acompanhar suas mudanças com segurança e ética;
    • Prescrever o tratamento adequado, respeitando seu tempo e seus objetivos.

    O Que Você Está Sentindo é Natural

    Se sentir perdide, atrasade, confuse faz parte do início do processo. A sociedade impôs tantos rótulos, medos e violências que é comum levar tempo até sentir que é seguro ser você. Mas cada passo que você dá em direção à sua verdade é precioso.

    Microação para Hoje
    • Pesquise psicólogues que atendem pessoas trans (alguns atendem online e até de forma gratuita ou com valor social).

    Você não está só. E você não está “errade” nem atrasade — está em construção consciente, o que é muito mais valioso.

    Falar sobre isso é urgente — não só pra quem é trans, mas pra todas as pessoas. É ouvindo, perguntando, se informando e acolhendo histórias reais como a sua que a sociedade começa a mudar. Cada vez que alguém tem coragem de escrever, perguntar ou se mostrar nesse processo, abre um caminho pra si e pra outras pessoas também. Essa é a nossa parte: construir um mundo mais consciente, respeitoso e humano, onde cada um possa ser quem é, com dignidade e apoio.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica há mais de 20 anos, especialista em saúde mental, sexualidade e relações humanas. E sigo aqui — pra escutar, orientar e fortalecer quem está buscando se reconhecer, se cuidar e se reconstruir com verdade.


  • Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d

    Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! É fundamental, em um relacionamento, reconhecer a importância de se proteger emocionalmente. No início, isso envolve compreender que sua própria saúde mental e bem-estar são prioridades. Às vezes, as dinâmicas de um relacionamento podem se tornar desafiadoras. Se você se depara com crises de ciúmes infundados e desqualificações frequentes, é vital manter sua autoestima sólida e confiar em sua capacidade de definir limites.

    No entanto, não se trata apenas de sua jornada individual. À medida que você busca proteção emocional, também é necessário considerar o seu parceiro. Compreender que crises de ciúmes e desconfianças podem estar enraizadas em problemas psicológicos é crucial. Sugerir gentilmente que ele procure ajuda profissional é um gesto de cuidado.

    Lembre-se de que, em um relacionamento saudável, ambos os parceiros têm a responsabilidade de manter um ambiente de respeito mútuo. À medida que você se protege, também oferece a oportunidade para que ele busque ajuda e cresça emocionalmente. O amor e o cuidado podem ser poderosos agentes de transformação, mas nunca às custas do seu próprio bem-estar. Portanto, proteja-se, cuide de si mesma e, ao fazer isso, contribua para o crescimento e a cura do relacionamento como um todo. @psi.simples


  • Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e t

    Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e tomei Citalopram, depois mudei para o Exodus. agora parei com tudo uns 5 dias.Tenho Sindrome do Panico a muitos anos, com a morte da minha irma fiquei com depressao severa.Os medicamentos nao ajudam muito.Nem Terapia.Me isolei de todos, penso na minha irma toda hora, nao posso falar sobre o assunto com ninguem desde o falecimento dela.Nem com minha familia.Ninguem fala sobre a morte dela.Sei que meu pai esta tao mal quanto eu.Mas o resto , vida que segue.Eu nao consigo seguir minha vida, talvez por isso.Fiz tratamento com uma psicologa que nao ajudou nada.Agora sem medicaçao parece que foi ontem que aconteceu tudo.Lembro da minha irma ali sendo velada.Minha querida e amada irma.Choro muito.Dificil de acreditar.Ela estava me ajudando a superar minhas crises, de repente ela fica doente e morre.Nao moramos no mesmo Estado.Minha familia toda mora em Curitiba .Eu e meu filho em Santa Catarina, Bombinhas.Eramos muito unidas sempre. Agora me sinto perdida e sem rumo.Nao posso falar da minha dor.Remedios apenas aliviam no momento.O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Oi. Respira comigo um pouco antes de continuar a ler.

    O que você está vivendo é profundamente humano. Não é exagero, fraqueza ou drama: é amor em forma de dor. E você a está sentindo com a alma inteira, porque sua ligação com sua irmã era visceral, estruturante, fundadora.

    Primeiro ponto essencial: você não está errada por ainda estar enlutada. Quatro anos não são uma linha do tempo fixa e previsível para um coração que perdeu uma das suas raízes afetivas. O luto verdadeiro — especialmente quando é também uma separação de apoio emocional, segurança e conexão — não obedece a cronogramas. Ele precisa de espaço, voz e testemunho.

    Vamos organizar essa dor?
    Você mencionou que:
    • Tem histórico de Síndrome do Pânico;
    • Viveu uma perda traumática com a morte da sua irmã;
    • Sente que nem os remédios, nem a terapia ajudaram;
    • Está isolada, sem rede de apoio ativa;
    • E guarda tudo isso em silêncio, enquanto a família silencia também.

    Tudo isso junto cria um sistema de dor crônica não validada, o que gera ainda mais angústia. Seu corpo, sua mente e seu coração estão lutando para “organizar” um acontecimento que parece impossível de aceitar.

    Agora vamos por partes:

    1. Você não precisa dar conta sozinha. Mas precisa de outro tipo de ajuda.

    Talvez o tipo de terapia que você fez não fosse o adequado para sua história. Isso não significa que terapia não serve — significa que você ainda não encontrou um terapeuta capacitado para lidar com trauma, luto prolongado e dor não simbolizada. Isso é diferente de “terapia comum”. E sim, existe esse tipo de profissional.

    Você poderia pesquisar um psicoterapeuta que trabalhe com abordagem focada em luto traumático ou EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares). São abordagens com boa eficácia em casos como o seu.

    2. Você precisa falar da sua irmã.

    Fingir que ela não existiu, ou que a dor dela não pode ser nomeada, é um tipo de violência emocional que o sistema familiar pode estar praticando para evitar quebrar. Mas você, ao contrário, está quebrando por dentro, porque sua dor foi exilada.

    Criar um espaço ritualístico onde você possa lembrar dela com verdade, não só dor, é fundamental. Pode ser uma carta, um altar, um diário, ou até um grupo de apoio ao luto.

    3. Sobre os remédios e o vazio que volta com a parada:

    Você fez bem em observar: os medicamentos aliviam, mas não resolvem. Isso é verdade. Só que, parar bruscamente (como parece ter sido), especialmente em caso de antidepressivos e ansiolíticos, pode agravar os sintomas — e isso confunde ainda mais sua percepção da dor. Idealmente, isso deveria ser feito com supervisão médica.

    Você está viva. E a dor é justamente isso: sinal de que você ainda ama, sente e precisa de sentido. Não apaga isso.

    Espero de coração que essa conversa tenha ajudado a abrir um pequeno espaço de respiro, acolhimento e possibilidade dentro do que você está vivendo. Talvez esse seja só o começo de um caminho mais longo — mas já é um passo: nomear a dor, dar voz ao que ficou silenciado, reorganizar o que o coração ainda tenta entender.

    Você não precisa resolver tudo agora. Só precisa continuar se escutando e, se possível, buscar ajuda que te ajude a simbolizar essa perda com mais apoio, mais segurança e mais cuidado.

    Estou aqui para isso — para te lembrar que sentir tanto é sinal de amor, não de fraqueza.

    Com carinho,
    Betânia Tassis
    Psicóloga clínica há mais de 20 anos.
    Especialista em Terapia de Casais, Saúde Mental e Sexualidade.
    Criadora do projeto @psi.simples — onde falo, com clareza e profundidade, sobre vínculos, identidade e recomeços.


  • Tenho uma filha de 12 anos... Sou separada... Tenho difícil relacionamento com ela... E arredia....

    Tenho uma filha de 12 anos... Sou separada... Tenho difícil relacionamento com ela... E arredia....
    O que devo fazer?
    Quem e o melhor para cuidar deste tipo de caso...
    Estou precisando muito de ajuda.
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, obrigada por compartilhar sua preocupação. A relação entre mães e filhas na pré-adolescência pode passar por momentos de maior distância ou resistência. Aos 12 anos, muitas meninas estão iniciando mudanças emocionais, corporais e sociais importantes, e isso às vezes aparece como silêncio, irritação ou afastamento.

    Antes de tudo, é importante tentar observar como está o clima entre vocês: como acontecem as conversas, como os conflitos aparecem e se existe espaço para escuta sem julgamento. Muitas vezes, quando a comunicação fica tensa, a criança ou adolescente pode se fechar ainda mais.

    Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ajudar bastante. Um psicólogo com experiência em terapia familiar ou atendimento a crianças e adolescentes pode apoiar tanto a sua filha quanto a relação entre vocês, ajudando a compreender o que está acontecendo e criando novas formas de diálogo.

    Buscar ajuda não significa que você falhou como mãe. Pelo contrário, mostra cuidado e responsabilidade com o vínculo de vocês.

    Às vezes, com um espaço de escuta adequado, pequenas mudanças na forma de conversar e se aproximar já começam a transformar a relação.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir sobre esse momento.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá,

    Aqui é Betânia Tassis, psicóloga. Entendo que você está passando por um momento de grande incerteza e conflito interno em relação ao seu relacionamento. Vamos explorar isso juntos.

    Você mencionou que está casada pela quinta vez e que seu atual relacionamento, que já dura seis anos, tem sido marcado por separações e reconciliações frequentes. Esse padrão de "vai e vem" muitas vezes é sintoma de questões mais profundas que precisam ser exploradas e compreendidas.

    Primeiramente, é importante que você dedique um tempo para refletir sobre seus sentimentos. Quando você está com seu parceiro, quais são as emoções predominantes? E quando está longe dele, o que muda? Anotar esses sentimentos pode ajudar a identificar padrões ou gatilhos específicos que influenciam seu desejo de proximidade ou afastamento.

    Considere também o histórico de seus relacionamentos passados. O que você aprendeu com cada um deles? Existe algum comportamento repetitivo que possa estar se manifestando novamente? Entender essas questões pode fornecer insights valiosos sobre suas escolhas e reações atuais.

    A comunicação aberta com seu parceiro é fundamental. Compartilhe suas inseguranças, medos e expectativas. Ouvir e ser ouvida é um passo crucial para fortalecer a conexão entre vocês dois. Ambos precisam estar dispostos a trabalhar juntos para entender e resolver as questões subjacentes.

    Além disso, a terapia de casal pode ser uma excelente ferramenta. Em um ambiente seguro e guiado por um profissional, vocês podem explorar as dinâmicas do relacionamento e encontrar maneiras de melhorar a compreensão e a colaboração mútua.

    Não se esqueça de cuidar de si mesma. Práticas de autocuidado, como meditação, exercícios físicos e tempo dedicado a hobbies pessoais, podem ajudar a reduzir a ansiedade e aumentar a clareza mental.

    Por fim, tenha paciência consigo mesma e com seu parceiro. Reconstruir um relacionamento leva tempo e esforço. Reconheça que os altos e baixos fazem parte do processo de crescimento e cura.

    Se precisar de mais apoio ou desejar marcar uma consulta, estou à disposição.

    Abraços,
    Betânia Tassis


  • Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritand

    Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritando e chorando por causa desses pesadelos antigos, ela só tem 9 anos. Poderia me ajudar? O que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Antes de tudo, é muito bonito e importante que você esteja atenta e presente nesse momento delicado com sua afilhada. Pesadelos recorrentes e intensos, especialmente em crianças, podem ser um sinal de que algo interno ou externo está desorganizando o mundo emocional dela.

    Aqui vão alguns pontos fundamentais para acolher, compreender e ajudar:

    1. Entender o que são pesadelos
    Pesadelos são sonhos perturbadores que causam medo, ansiedade ou tristeza. Em crianças, eles muitas vezes refletem inseguranças, medos do cotidiano, mudanças na rotina ou experiências difíceis (mesmo que aparentemente pequenas para os adultos).

    2. O que pode estar por trás dos pesadelos
    • Mudanças recentes na vida (separações, mudanças de casa, escola, perdas);
    • Conflitos familiares (mesmo que indiretos);
    • Medos não nomeados (de abandono, escuro, violência, rejeição);
    • Exposição a conteúdos inadequados (filmes, redes sociais, conversas que ela ouviu);
    • Traumas (pequenos ou grandes, conscientes ou não).

    3. Como você pode ajudá-la agora
    Escuta ativa e acolhimento são as chaves. Aqui vão ações práticas:

    Antes de dormir:
    • Criar um ritual de segurança e tranquilidade (luz suave, história calma, conversa sobre o dia).
    • Evitar qualquer estímulo estressante (brigas, filmes agitados, ansiedade dos adultos).
    • Permitir que ela conte os sonhos sem julgamento, mas sem forçar.

    Durante o dia:
    • Estimular atividades lúdicas, expressão artística (desenhar os sonhos, por exemplo).
    • Conversar sobre seus medos com leveza: “Se os pesadelos fossem um monstro, como ele seria? O que você gostaria de dizer para ele?”
    • Fortalecer o sentimento de segurança e proteção: mostrar que ela não está sozinha e que os adultos estão atentos.

    4. Sinais de atenção
    Se os pesadelos forem frequentes, causarem sofrimento intenso e impedirem a rotina, é indicado buscar orientação profissional (psicopedagoga ou psicóloga infantil). Não é sobre “algo errado” com a criança, mas sobre dar suporte emocional adequado para reorganizar o que ela ainda não consegue entender sozinha.

    Microações de apoio
    • Um caderno de sonhos com desenhos ou frases sobre o que sentiu;
    • Uma “caixinha da coragem” com bilhetes positivos, desenhos ou objetos que ela gosta;
    • Um tempo de colo, conversa e escuta ativa com você ou um adulto de confiança diariamente.

    Concluindo com carinho:
    Pesadelos infantis não são apenas sonhos ruins — são pedidos de ajuda do mundo emocional que ainda está se formando. O mais importante não é tentar fazer os medos sumirem à força, mas mostrar à criança que ela pode atravessar isso com apoio, segurança e afeto ao redor. Quando ela sente que pode contar com alguém, o medo se transforma em ponte de cuidado.

    Você, com esse olhar atento e presente, já está sendo essa ponte. Com gestos simples e cotidianos — como uma escuta verdadeira, um abraço firme, uma historinha tranquila antes de dormir — você ajuda sua afilhada a reconstruir um lugar de segurança dentro de si.

    E se perceber que sozinha não está sendo suficiente, buscar uma psicóloga infantil é um ato de amor, não de alarme.

    Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica há mais de 20 anos, especialista em saúde mental e relações humanas. Acredito que, com presença, escuta e apoio certo, toda criança pode florescer — mesmo depois de noites difíceis.

    Conte comigo sempre que precisar.


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, eu entendo o quanto pode ser angustiante conviver com pensamentos intrusivos, ainda mais quando eles chegam em um momento tão delicado como a gravidez e acabam se estendendo depois dela. Esses pensamentos costumam aparecer de forma repentina, indesejada e até assustadora, trazendo a sensação de que você perdeu o controle da própria mente. Mas é importante saber: ter pensamentos intrusivos não significa que você vá agir de acordo com eles, e nem que eles definem quem você é.

    Na psicologia, entendemos que os pensamentos intrusivos estão ligados ao funcionamento da ansiedade. Quanto mais tentamos “eliminá-los”, mais força eles ganham. Por isso, um primeiro passo é mudar a forma de lidar: em vez de lutar contra, reconhecer que são apenas pensamentos, sem tratá-los como verdades ou ameaças. Esse processo se chama defusão cognitiva — aprender a ver o pensamento como algo que passa pela mente, e não como uma realidade absoluta.

    Algumas estratégias que podem ajudar no dia a dia:
    • Respiração consciente: quando o pensamento vier, respire fundo e traga sua atenção para o corpo, percebendo o ar entrando e saindo. Isso ajuda a reduzir a ansiedade imediata.
    • Nomear o pensamento: ao invés de mergulhar nele, diga mentalmente “isso é só um pensamento intrusivo” e deixe-o passar.
    • Redirecionar o foco: envolva-se em uma atividade simples e concreta, como caminhar, ouvir música ou cuidar de algo da casa, para ajudar a mente a se reorganizar.
    • Compartilhar: falar sobre isso em um espaço terapêutico traz alívio e clareza, além de permitir trabalhar as causas mais profundas que mantêm esses pensamentos ativos.

    Lembre-se: você não precisa atravessar isso sozinha. A terapia pode ser um espaço seguro para compreender melhor o que esses pensamentos significam, aprender novas formas de enfrentamento e recuperar tranquilidade.

    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar...(clitóris) comecei a mim mas

    Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar...(clitóris) comecei a mim masturbar ainda virgem, desde meus 12anos d idade, e quando perdi minha virgendade nao sentir absolutamente NADA... E nao quero mais ficar mim masturbando, além d ser tbm um pecado.. Fico muito triste por isso, Quero sentir prazer cm a penetracao! o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Sexualidade é um tema complexo e cada um constrói ela de uma forma. Existe neste caminho, um conjunto de crenças, sensações e expectativas a serem esclarecidas para melhorar sua relação com o encontro sexual.
    Em relação ao fato de se masturbar demonstra que conhece seu corpo e tem prazer, mas também acha errado e se sente culpada por praticar “sexo solo” e ao final de cada ato não se sente plenamente gratificada.
    Em relação a penetração precisamos separar prazer de desprazer e entender qual sua expectativa e como está o desempenho do casal. É uma linguagem o sexo a dois, algo que é relativamente novo para você e em consequência para o casal. Um caminho que precisa ser percorrido com comunicação, diversão/curiosidade e sensação. Demanda tempo e prática para saber o que gosta e como gosta. E as vezes o que você gosta seu parceiro pode não gostar. Se trata de uma construção de identidade sexual.
    O último ponto são as expectativas: desejar consumar o casamento com a penetração, sem culpa, e transbordar em prazer e alegria. Em relação a este ponto sugiro que o convide-o: a ver, fazer, e experimentar coisas que você goste, e reflita com ele se algo te fez sentir um pouco mais prazer e em que momento, e quem sabe, esse seja o início de uma descoberta individual e do casal.
    O importante é buscar estar leve, se divertir com seu corpo, com o corpo do outro e com o encontro sexual.
    Espero ter ajudado neste início de reflexão. :)
    Abçs, Betânia Tassis.


  • a partir de reconhecimento dos outros sinto me amado ou nao e isso faz os meus dias infelizes, achou

    a partir de reconhecimento dos outros sinto me amado ou nao e isso faz os meus dias infelizes, achou que tenho dependencia emocional pelo que he verificado. A psicologia poderia me ajudar com traumas da infancia e a superar esta dependencia emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Compreendo seus sentimentos e inquietações. O reconhecimento do impacto das relações em nossa vida é um passo significativo na jornada do autoconhecimento. Sentir-se não amado e experimentar dependência emocional podem ser sinais de questões não resolvidas do passado.

    A psicologia pode ser um caminho para entender melhor sua história de vida, como experiências de infância moldaram suas relações atuais e suas emoções. Ao trabalhar com um terapeuta, você terá a oportunidade de explorar traumas e padrões emocionais que podem estar contribuindo para essas dificuldades.

    A terapia oferece ferramentas para processar essas emoções, promover a aceitação e construir resiliência emocional. Ela pode ajudá-lo a reconhecer suas necessidades e desenvolver relacionamentos mais saudáveis, baseados no respeito mútuo e na comunicação eficaz. A jornada rumo ao autoentendimento e à cura emocional pode trazer uma vida mais rica e satisfatória. @psi.simples


  • Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo

    Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo trabalho a parte financeira a casa e os filhos fica por minha conta e brigo se algo da errado quanto a mim ele não se importa nem um pouco. Que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos refletir juntas. O que você descreve traz muito peso para você e para a relação. Quando um parceiro se isola diante das frustrações e deixa toda a carga da vida familiar sobre o outro, cria-se um desequilíbrio: você fica sobrecarregada, ele se distancia, e o vínculo do casal vai se desgastando. Esse isolamento pode ser uma forma dele lidar com o que não controla, mas, na prática, gera abandono emocional e uma divisão injusta das responsabilidades.

    É natural que você se sinta sozinha e até desvalorizada, porque além de assumir a casa e os filhos, ainda enfrenta a sensação de que suas necessidades emocionais não são reconhecidas. Esse tipo de dinâmica não costuma se resolver com cobranças ou brigas, já que ele parece reagir se afastando ainda mais. O caminho é trazer o assunto em momentos de calma, falando do impacto que essa postura tem sobre você e sobre a relação — não apenas apontando o que ele não faz, mas expressando como você se sente invisível e sobrecarregada.

    Em muitos casos, o acompanhamento terapêutico de casal pode ajudar a reorganizar essa comunicação e a dividir melhor as responsabilidades. Mas, mesmo que ele não aceite, você pode buscar apoio individual para fortalecer seus limites e encontrar formas mais saudáveis de lidar com esse padrão. Lembre-se: cuidar de si mesma também é uma forma de cuidar da relação, porque evita que você se perca dentro dela.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Compreendo o quanto pode ser difícil para você lidar com essa situação, especialmente quando se sente sobrecarregada ao escutar os problemas dos outros. É importante lembrar que você também merece apoio e compreensão. Neste momento, cuide de si mesma e estabeleça limites saudáveis. Mantenha a comunicação aberta com essa menina, ouvindo com empatia. Encoraje-a a buscar ajuda profissional e lembre-a de que você está ao lado dela, mas também precisa de apoio. Lembre-se de que é um processo compartilhado, e você não está sozinha nisso. Espero te ajudado. @psi.simples


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Primeiro, quero reconhecer a sua coragem ao compartilhar suas dificuldades com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A sua resistência aos pensamentos obsessivos, mesmo diante da dificuldade, é um sinal de saúde mental e um passo crucial no manejo do TOC.

    É importante destacar que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem se mostrado eficaz no tratamento do TOC. A TCC utiliza técnicas como a prevenção de resposta e a exposição gradual aos gatilhos, ajudando você a reduzir a necessidade de realizar os rituais. Isso significa enfrentar, de maneira controlada e gradual, os pensamentos e situações que desencadeiam os rituais, sem ceder à compulsão de realizá-los.

    Além da TCC, a Terapia Sistêmica Breve e a Terapia Familiar são abordagens valiosas. Essas terapias consideram o contexto familiar e as dinâmicas relacionais, oferecendo um suporte integral. A Terapia Familiar, por exemplo, pode ajudar a fortalecer os laços e promover um ambiente de apoio, crucial para a gestão do TOC.

    Não podemos esquecer da importância de técnicas de respiração e práticas de relaxamento, como mindfulness e meditação, que podem ajudar a controlar a ansiedade e melhorar sua resposta aos pensamentos obsessivos. Incorporar essas práticas na sua rotina diária pode proporcionar momentos de calma e clareza mental.

    Criar uma rotina de vida saudável, com exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e sono adequado, também desempenha um papel significativo no bem-estar geral e na gestão dos sintomas do TOC. Uma rotina estruturada pode ajudar a diminuir a ansiedade e melhorar a sua qualidade de vida.

    Por último, mas não menos importante, a medicação pode ser uma parte vital do tratamento. Consultar um psiquiatra pode ajudar a determinar se os medicamentos são necessários e qual seria o mais adequado para o seu caso. Medicações, quando combinadas com terapia, podem oferecer um alívio significativo dos sintomas.

    Lidar com o TOC é uma jornada contínua, e cada passo que você dá em direção à gestão dos seus sintomas é um progresso significativo. Sua determinação e esforço são indicativos de sua força e resiliência. Lembre-se, buscar ajuda e utilizar essas abordagens combinadas pode fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida.

    Estou aqui para apoiar você nesse caminho.

    Atenciosamente,
    Betânia Tassis, Psicóloga


  • É normal ter crise de pânico sem o coração acelerar? Eu sinto formigamento nas mãos, pernas e pés.

    É normal ter crise de pânico sem o coração acelerar? Eu sinto formigamento nas mãos, pernas e pés. Mãos e pes suando frio, sensação de desmaio. Ouvido tampando. Tô tomando remédio 1 semana mais ainda sinto leves sintomas. (Diazepam+fluoxetina+esomeprazol)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, boa tarde! o que nos faz pensar em um transtorno é o conjunto de sinais e sintomas. Não é preciso que estejam todos presentes e nem q sejam os mesmos em todas as crises. Importante entender os gatilhos que podem precipitar o pânico (conflitos, situações, locais, datas, pensamentos, frustrações...etc). A ansiedade pode ser traduzida no corpo em sensações conscientes ou não. O corpo e a mente gastam muita energia para tentar manter o mínimo de estabilidade diante da situação, e muitas sinapses são feitas, da mesma forma quando levamos um susto sentimos muitas coisas....calores, frios, podemos vir a gritar ou ter a sensação de desmaio...
    A terapia ajuda a se relacionar com os momentos da vida e favorece a resiliência. A medicação regulariza as respostas que seu corpo tem diante do estimulo, e possibilita maior qualidade de vida. Pelo seu relato, está no início do tratamento medicamentoso, é preciso aguarda o tempo para o efeito da medicação.
    Técnicas de respiração, trabalhos manuais ou intelectuais, assim como exercícios ajudam a atravessar este momento.
    espero ter ajudado a refletir.
    bjs,
    Betânia Tassis.


  • Tenho uma amiga que está muito triste e se machuca e queria ajudar, pois acho que ela tem depressão

    Tenho uma amiga que está muito triste e se machuca e queria ajudar, pois acho que ela tem depressão por vários motivos. Ela tem 13 anos.
    Ela sai e convive com as pessoas, mas ela pensa várias vezes em desistir. Como posso ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, espero que possa te ajudar a ajudar. Imagino que vc tb tenha idade próxima a dela e que algumas tristezas e formas de lidar com o sofrimento são válidas e outras excessivas. as vezes o se machucar é para fazer caber no corpo algo q não tem nome, só dói. O ritual de machucar causa sensação, emoção, concentração no momento e depois... passa por um tempo. Importante buscar ajuda especializada para reorganizar a forma de pensar, sentir e agir. Um terapeuta pode auxiliar nos momentos mais difíceis quando se pensa em desistir, ou so parar, ou só fugir...
    Ter treze anos, ser jovem e ainda não poder legalmente ser completamente responsável por si, precisar manter a convivência, pode ser o que ainda a mantém em uma rotina de vida funcional. Um psicólogo pode auxiliar a desembaraçar estas emoções e personagens em busca da identidade.
    Espero te auxiliado a refletir sobre este momento difícil.
    bjs, Betânia Tassis.


  • Automutilacao é crime? Porque sou obrigada a ficar internada um ou dois dias quando preciso de pontos?

    Automutilacao é crime? Porque sou obrigada a ficar internada um ou dois dias quando preciso de pontos? Podem mesmo me obrigar a falar o psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, boa tarde!
    Automutilação também pode ser chamada de autoquiria ou autodestruição, não é crime, entretanto, é um critério de internação por a própria vida em risco. Em seu relato, podemos entender que quando as crises são mais fortes e você não consegue impedir seus impulsos, e se machuca mais que o convencional, a equipe que cuida de você avalia que é o momento de uma intervenção mais diretiva para os sintomas remitirem. O tratamento pode conter medicação e equipe multidisciplinar.
    Da mesma forma, um paciente quando esta internado em hospital convencional, no momento da internação, precisa ser tratado com a terapêutica do local.
    Fiquei me perguntando, o que neste momento te causa raiva, e como é para você, ter que lidar com a autonomia de se machucar, mas também com as consequências desta atitude.
    Espero ter ajudado em seu momento de reflexão.
    bjs, Betânia Tassis.


  • Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar

    Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, eu entendo a sua dor e a confusão que isso traz. Vamos refletir sobre o que você está vivendo.

    Quando alguém passa por relacionamentos abusivos, é comum ficar com marcas emocionais profundas. O medo de se abrir para novas relações, a sensação de fechamento e até a saudade de quem causou sofrimento fazem parte desse processo. Isso acontece porque, nos vínculos abusivos, existe uma mistura de afeto, dependência emocional e violência que confunde os sentimentos. O cérebro associa momentos de carinho aos de dor, e isso dificulta a ruptura completa. Não é falta de clareza da sua parte é o efeito do trauma relacional.

    A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse histórico, entender por que esse padrão se repetiu, fortalecer sua autoestima e construir limites mais saudáveis para relações futuras. Em alguns casos, quando há sintomas mais intensos de ansiedade ou depressão, pode ser útil também uma avaliação com um psiquiatra, para ver se é necessário algum suporte medicamentoso.

    O mais importante é saber: sentir falta de quem fez mal não significa que você queira repetir aquilo, mas sim que ainda existe uma ferida emocional precisando ser cuidada. E buscar ajuda é um passo fundamental para transformar esse ciclo e reconstruir vínculos mais saudáveis.

    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Ansiedade causa tonturas durante o dia todo por semanas? Não são incapacitantes mas causam muita insegurança

    Ansiedade causa tonturas durante o dia todo por semanas? Não são incapacitantes mas causam muita insegurança e nervosismo, mal estares. Entre outros sintomas aleatórios pontadas no rosto, formigamento. Acordei desesperada com tontura e tremedeira à noite. Medo de nunca melhorar. A luz ficou acesa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá,
    li seu relato e me perguntei sobre o conceito "incapacitante" e como o termo qualidade de vida e equilíbrio emocional estão distantes deste conceito funcional e laboral - uma pressão cultural.
    Ter experiências desgastantes, todo dia e por semanas, medo de nunca melhorar, e acordar desesperada, causa profundo desgaste, falta de clareza e perturbações corporais como as que descreve:
    (insegurança, nervosismo, mal-estar)
    (pontadas, tonturas, formigamentos, tremedeiras)
    Os sintomas compatíveis a ansiedade, precisam ser avaliados por um medico, pesquisar se outras causas não aparentes estão precipitando as crises.
    No contexto da psicologia, você fez o seu melhor, criou
    recursos internos para lidar com seu medo indescritível - seja ele relacionado a alma, a mente ou ao corpo - a luz acesa foi a forma que encontrou de controlar, nem que seja a escuridão do quarto. foi se acalmando, respirando e o cansaço provavelmente tomou conta e tudo relaxou.
    os pensamentos de angustia e o seu corpo, em outra ocasião de estresse, responderão com sinais de ansiedade, tendo consciência ou não do que dispara.
    Importante buscar ajuda para atravessar este momento de forma mais suave.
    espero ter ajudado.
    bjs, Betânia Tassis.


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