Perguntas do paciente (218)

  • Tenho ansiedade forte. Gostaria de saber se é normal ter fraqueza muscular? Por exemplo, ao segurar

    Tenho ansiedade forte.
    Gostaria de saber se é normal ter fraqueza muscular? Por exemplo, ao segurar um garfo com a ponta dos dedos ele começar a tremer bastante... Ou ao realizar contrações excêntricas o movimento ser realizado de maneira "quebrada" ? Como o se tivesse feito muito academia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, a ansiedade traz consigo inúmeros sintomas físicos (expressos no corpo em sinais distintos), e mentais (perceptíveis pelos pensamentos negativistas, repetitivos, dificuldade em manter-se no presente, entre outros). A tentativa natural dos seres humanos em situações de estresse (ansiedade ou depressão), seja de forma consciente ou inconsciente, para tentar diminuir a pressão interna e externa, é regular-se emocionalmente. O corpo está tenso, a situação por ser de longa data desgasta, exaure. O aparelho psíquico precisa encontrar uma via para descarregar tanta energia /angústia.
    O diagnóstico em saúde mental é excludente, quer dizer que precisa de uma avaliação mais profunda para entender a origem dos sinais e sintomas e excluir causas orgânicas.
    Espero ter te ajudado.
    bjs, Betânia Tassis


  • Quando me corto, além do alívio, eu me excito, só de pegar na gilete me causa excitação, não sei

    Quando me corto, além do alívio, eu me excito, só de pegar na gilete me causa excitação, não sei como falar pro profissional que me atende, será que sou masoquista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    olá, muitos pacientes apresentam quadro semelhante ao seu. Importante entender o que te leva a se auto mutilar (autoquiria). as vezes uma frustração, um sentimento de vazio, uma dor que não tem forma. O ato em si, pode causar alívio por estimular o ponto de corte, por liberar em seu organismo adrenalina e endorfina. Você relata que mesmo antes do ato experimenta excitação, já sabe o que vai acontecer... depois vem a calma, o ciclo concluído. É importante mudar o padrão. Não ter vergonha. entender qual o gatilho emocional e comportamental te leva a se cortar. Não é um diagnóstico mas você pode pesquisar sobre borderline. Converse com sua terapeuta. perceberá que existe uma possibilidade diferente de estar no mundo. espero ter ajudado em sua busca por conhecimento.
    abraços, Betânia.


  • Depressão causa problemas Cognitivos, como Lerdeza mental, confusão, muita falta de atenção e Dificuldade

    Depressão causa problemas Cognitivos, como Lerdeza mental, confusão, muita falta de atenção e Dificuldade de lembrar coisas e aprender, isso pode ser algo ligado a depressão? Fui num Neurologista e ele nem me passou exame, só mandou tomar um Anti-depressivo, e agora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, tanto a depressão quanto a ansiedade podem causar falta de atenção, lentidão e confusão como relatou. É muito difícil estar vigil, atento a informações que vem do mundo externo quando nossa mente e corpo estão tentando manter o equilíbrio e continuar com as atividades do dia a dia. O antidepressivo pode ser usado tanto no tratamento para depressão quanto para ansiedade. O diagnóstico em ambos os casos é feito avaliando os sinais e sintomas, funções psíquicas, prejuízos na vida social, profissional e pessoal e o tempo em que se encontra neste quadro. A psicoterapia auxilia a entender o que pode contribuir para sua melhora ou piora. A medição ajuda a regular os sintomas. O tratamento seja na depressão ou ansiedade é mais eficaz quando você se trata de forma multidisciplinar .
    Abraços, Betânia Tassis.


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! A síndrome de burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental causado por estresse crônico no trabalho, frequentemente associado à sensação de ineficácia, despersonalização e exaustão.

    Especialistas indicados:
    1. Psiquiatra – Para avaliar a gravidade dos sintomas e, se necessário, prescrever medicação. Fundamental se há sintomas como ansiedade intensa, depressão ou insônia persistente.
    2. Psicólogo(a) – Para acompanhamento psicoterapêutico, que ajuda a:
    • Compreender as causas do burnout.
    • Desenvolver estratégias de enfrentamento e autocuidado.
    • Trabalhar limites, identidade e sentido de vida.
    3. Médico clínico geral – Caso você precise de um ponto de partida, para encaminhamentos e exames gerais (às vezes os sintomas físicos podem confundir: taquicardia, dores musculares, cansaço extremo).

    Tratamento envolve três frentes:
    1. Psicoemocional:
    • Psicoterapia (de preferência com profissionais experientes em saúde ocupacional ou estresse crônico).
    • Avaliação de valores pessoais x demandas profissionais.
    • Reorganização de crenças sobre desempenho, perfeccionismo e controle.
    2. Ambiental:
    • Redução ou afastamento temporário das atividades estressoras.
    • Mudanças no ambiente de trabalho (se possível): pausas, redistribuição de carga, negociação de horários.
    3. Fisiológica:
    • Descanso adequado.
    • Sono regulado.
    • Alimentação equilibrada e exercício físico leve.
    • Em alguns casos, suporte medicamentoso (sempre com acompanhamento médico).

    Microação prática agora:
    • Anote: 3 sinais de exaustão que você sente com frequência.
    • Identifique: 1 pessoa de confiança com quem você pode conversar sobre o que está sentindo.
    • Comece buscando um profissional: um bom psicólogo ou psiquiatra.

    Cuidar de si quando tudo parece pesado demais não é sinal de fraqueza — é um gesto de coragem. Se você está vivendo sinais de esgotamento, saiba que há caminhos possíveis de reconstrução, mesmo que agora tudo pareça turvo. Um passo por vez, com apoio profissional e escolhas conscientes, pode te devolver o fôlego, a clareza e, aos poucos, o sentido. Você não precisa dar conta de tudo sozinho(a). Falar sobre o que sente é o primeiro movimento de cuidado.

    Eu sou Betânia Tássis, psicóloga clínica especialista em Saúde Mental, e acredito que compartilhar informações é uma forma de criar pontes. As suas questões também são as de muitas outras pessoas — e quando a gente fala sobre isso, a gente começa, juntos, a transformar.


  • Como eu sei se sou trans ? Devo ir em um psicólogo primeiro pra ter certeza ?

    Como eu sei se sou trans ? Devo ir em um psicólogo primeiro pra ter certeza ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Saber o que sou, quem sou, o que sinto... parece obvio mas só que não. Com sua fala percebo uma indecisão sobre sua identidade de gênero. Conversar com um psicólogo pode ajudar a encontrar algumas respostas sobre como se sente e se percebe em diversas situações; encontrar uma forma de lidar com este desencaixe entre imagem, sexualidade e caminhos possíveis a seguir. O processo neste contexto é o que irá definir... a resposta não se dá por um conjunto de ítens. A forma como lida com seu corpo, como se relaciona afetivamente com as pessoas, como você se vê, se sente e se transforma é o ponto central neste momento. Falar, buscar apoio especializado irá tornar este momento uma pouco mais claro.
    Espero ter ajudado. Abs, Betânia Tassis.


  • Para borderline me foi receitado haloperidol e lamotrigina à noite, porém tenho sentido sono extremo,

    Para borderline me foi receitado haloperidol e lamotrigina à noite, porém tenho sentido sono extremo, desânimo e tenho dormido muito mais horas. Essa associação entre os dois medicamentos é comum?
    E quanto tempo até que eu não sinta mais esses efeitos colaterais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos por partes. Tanto o Haldol (antipsicótico) quanto a Lamotrigina (anticonvulsivante) são medicamentos fortes e que ajudam a controlar as crises em momentos agudos ou crônicos. Ambos apresentam fenômenos colaterais, alguns pacientes sentem mais que outros, mas a sonolência e algumas alterções involuntárias psicomotoras são frequentes. Importante estar próximo ao seu médico para avaliar as possibilidades do tratamento.
    Entendo que a medicação para o transtorno de personalidade borderline atua no sintomas que você apresenta no momento. Como estava seu pensamento (conteúdo, curso e forma)? Como estava o seu sono e seu cotidiano? Como estava reagindo diante das frustrações? No momento você relata desanimo e incomodo com esta lentidão e com a medicação. Minhas perguntas estão embasadas na perspectiva de que se medica o sintomas (depressão, ansiedade, psicose, etc) a instabilidade diante dos conflitos é um trabalho terapêutico constante.
    Espero ter ajudado. Abs, Betânia Tassis


  • Tive depressão, ansiedade generalizada,reação ao estresse no passado, mas em um outro momento fui

    Tive depressão, ansiedade generalizada,reação ao estresse no passado, mas em um outro momento fui diagnosticado com psicose não orgânica não especificada, queria saber se depressão, ansiedade generalizada e etc tem uma ligação, ou se ate mesmo seria já doenças latentes da psicose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos por partes... a ansiedade em seu quadro agudo traz sintomas mentais e corporais fortes e difíceis por natureza de conciliar com a vida e a rotina diária. Despersonalização, dissociação, angústia, esquecimento, pensamentos ruins... dor de barriga, diarréia, enjoo, taquicardia, dores diversas...etc, são alguns sintomas que podem estar presentes em quadros de ansiedade. Em situações onde o nível de estresse esteja maior o transtorno aparecerá com maior sintomatologia e intensidade. A depressão também pode estar presente em quadros de ansiedade, como uma forma de defesa do organismo, diante da frustração.
    Acredito que buscar uma terapia para falar um pouco ajudará a encontrar outras formas de se expressar. Estamos constantemente diante de situações difíceis e acabamos vivendo uma montanha russa de emoções. A vida é um processo de construção constante. Significar cada momento da forma que for possível.
    espero ter ajudado.
    abs, Betânia Tassis


  • Toda vez que penso em algo q não aconteceu no passado me dói, eu tento parar de pensar nisso, mais

    Toda vez que penso em algo q não aconteceu no passado me dói, eu tento parar de pensar nisso, mais não dou conta e começo a me desesperar. Queria saber se isso é um tipo de ansiedade e uma dica pra ficar mais calma.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    olá, vamos separar o seu relato.
    primeira parte o conteúdo - tristeza, algo do passado que traz uma lembrança associada a dor emocional e física. Quando diz q não dá conta e começa a se desesperar me faz pensar o como esta impossível se aproximar do conteúdo que vou chamar de traumático e conflituoso e por em palavras... acho importante procurar apoio para percorrer seus medos. tirar do passado e da sombra e se relacionar, dar outra forma para o que está sentindo.
    segunda parte- os sintomas que relata sugerem ansiedade. para falar em psicopatologia é importante uma avaliação mais detalhada. ok?!?
    Entretanto, a dica em casos de ansiedade sempre está associada a exercícios de respiração. ciclos de inspiração com expiração mais lenta. buscar promover voluntariamente ações e emoções mais suaves. espero ter ajudado.
    abraços, Betânia Tassis.


  • Não consigo dormir e passa pela minha cabeça desistir de viver o que posso fazer pra sair desta situação

    Não consigo dormir e passa pela minha cabeça desistir de viver o que posso fazer pra sair desta situação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, primeira coisa é procurar ajuda também com um profissional presencial. ok? O não conseguir dormir pode estar relacionado a muitos fatores, desde um problema que não sai da cabeça, até questões relacionadas a transtornos mas complexos. Quando não consegue dormir seu organismo não consegue se recuperar, sua mente não tem possibilidades de absorver as informações de forma correta. Ideação suicida é para prestar atenção. "desistir de viver" é uma fala relevante, uma emoção forte e auto destrutiva. Importante pensar que estes sentimentos, emoções, pensamentos, impulsos vem em ciclos. busque não ficar sozinho e não sucumbir. Estes momentos vão passar se tratados. ok? evite olhar o momento de caos como toda parte de sua vida. Busque Ajuda com um psicólogo ou com um psiquiatra.
    espero ter ajudado. abraços.


  • Qual a diferença entre tiques e compulsão tic-like?

    Qual a diferença entre tiques e compulsão tic-like?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, podemos pensar transtorno obsessivo Compulsivo TOC com ou sem tiques. Sendo definidos categorias de obsessões (de agressões, de contaminação, sexuais, colecionamento, religiosas, de simetria, somática e diversas) e categorias de compulsão (limpeza, verificação, repetição, contagem, ordenação, colecionamento e diversas). A gravidade dos sintomas parece não variar, seu número e natureza dos sintomas pode ajudar a identificar.
    Quando se pensa em compulsões tia-like se fala em comportamentos semelhantes a tiques, porém, precedidos de obsessões.
    Espero ter ajudado a esclarecer, abs.


  • Pensar em vários assuntos ao mesmo tempo, vendo tv ou no banho. pode ser sindrome do pensamento acelerado

    Pensar em vários assuntos ao mesmo tempo, vendo tv ou no banho. pode ser sindrome do pensamento acelerado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, estamos sempre pensando. algumas pessoas tem maior habilidade outras precisam fazer cada coisa no seu tempo.
    Podemos avaliar o pensamento quando nos comunicamos, nele expressamos o conteúdo na forma do tema e do assunto, o curso (se mudamos de uma coisa para outra), e a forma (se falamos de forma rápida ou lenificada). estes são indícios de funções mentais. também avaliamos o humor, a motricidade e muitos outros aspectos para um diagnóstico. Acredito que seja relevante avaliar como você se sente sendo assim. Se as pessoas compreendem seus argumentos. Também importante encontrar ferramentas para desacelerar quando achar válido. Técnicas de respiração e exercício diminuem a ansiedade e promovem o bem estar e um estado de relaxamento mental.
    Espero ter ajudado. abraços.


  • Já fui diagnosticada uma vez com traços/princípio de transtorno de personalidade. Não tratei. Piorou.

    Já fui diagnosticada uma vez com traços/princípio de transtorno de personalidade. Não tratei. Piorou. Tive problemas por ansiedade e estresse a ponto de parar no hospital e da última vez cheguei a perder os movimentos do corpo. O ideal seria ir num psicólogo ou no psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, a psicologia e a psiquiatria trabalham em aspectos diferentes mas complementares. Avaliação psiquiátrica é fundamental para excluir outros transtornos que podem estar afetando e causando sintomas. A psicologia ajudará a compreender traços das sua personalidade e encontrar outras saídas para os conflitos cotidianos. Em ambos os especialistas você encontrará apoio para construir comportamentos mais adequados frente a situações de estresse e ansiedade. Buscar técnicas de respiração e exercícios aeróbicos podem ajudar.
    Absç Betânia Tassis.


  • Sinto uma tristeza muito grande desde pequena,me acho inferior as pessoas e ultimamente me sinto mais

    Sinto uma tristeza muito grande desde pequena,me acho inferior as pessoas e ultimamente me sinto mais sozinha que nunca e com muita vontade de chorar
    Estou com depressão ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, em sua fala você relata tristeza, solidão, sentimentos de inferioridade e um choro presente. Entendo que esta forma de estar no mundo te faz sofrer desde pequena. Um diagnóstico pode apontar similaridades mas infelizmente não irá fazer parar de doer. Escrever, falar, buscar informação, ler... sempre ajuda a explicar o que não tem explicação... sentimos o que sentimos... podemos entender o contexto e adaptar nossas forma de perceber e reagir. Trabalhar pensamentos negativos e emoções decorrentes a menos valia irá ajudar a sentir-se menos vulnerável
    Para pensar em depressão ou mesmo em distimia, enquanto diagnóstico psicopatológico temos poucos dados relacionados aos sintomas e seus efeitos nocivos na rotina (do trabalho, da família, dos relacionamentos, dos cuidados pessoais, etc). Também precisamos excluir outras doenças clínicas e hormonais.
    No momento podemos entender que você está com sinais e sintomas de tristeza. ou uma síndrome depressiva. Espero ter ajudado. abs Betânia


  • qual é a diferença entre transtorno de pânico e perturbação de ansiedade generalizada?


    qual é a diferença entre transtorno de pânico e perturbação de ansiedade generalizada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos pensar em pânico como um sintoma agudo. Com curta duração e alterações físicas marcantes (dor no peito, taquicardia, sudorese, agitação, tontura, uma sensação de morte eminente... entre outras). Pode acontecer uma vez ou sucessivamente. Algumas causas de pânico também podem ser disparadas por questões orgânicas, como por exemplo, após dengue, grandes situações traumáticas emocionais e ainda como efeito extrapiramidal de algumas medicações. Quando pensamos em transtorno de ansiedade generalizada também podemos associar os mesmos sintomas que acontecem no pânico mas em intensidades diferentes. E uma preocupação exarcebada com os problemas. Trata-se de personalidade que entende o mundo e seus acontecimentos de um modo específico e reage a ele. Pensamentos recorrentes, sentimentos de angústia e sintomas físicos estão presentes. Nem toda ansiedade é patologia mas o aumento dos níveis de tensão podem acarretar ataques de pânico.
    Espero ter ajudado.
    Absç, Betânia Tassis.


  • Como posso resolver uma compulsão sexual?

    Como posso resolver uma compulsão sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Vamos direto ao ponto com respeito, profundidade e sem rodeios: a compulsão sexual não é sobre sexo. É sobre regulação emocional, carência afetiva não reconhecida, fuga de si mesmo, tentativa de controlar o incontrolável ou até mesmo um modo inconsciente de anestesiar dor emocional — e, como todo comportamento compulsivo, ela tem uma função. O problema não é o desejo sexual em si, mas o quanto ele se torna uma prisão emocional.

    Aqui está um plano de clareza inicial dividido em 4 chaves práticas:

    1. Nomear para desarmar
    • Reconheça o que aciona sua compulsão: é tédio, rejeição, vazio, ansiedade?
    • Repare se há um padrão: hora do dia, tipo de pensamento, gatilhos externos?
    • Anote por 7 dias: quando surge o impulso, como se sente antes/depois, o que evitou enfrentar?

    Insight: A compulsão é um substituto emocional. Você não tem “fome” de sexo — tem sede de conexão, alívio, presença.

    2. Recuperar o poder da escolha
    • A compulsão tira seu poder de decisão. Pra retomá-lo:
    • Use a técnica dos 15 minutos: quando o impulso surgir, espere conscientemente esse tempo antes de agir. Respire, ande, escreva.
    • Ative outro circuito: água fria no rosto, sair de casa, mudar de ambiente.

    Microação: Crie um “plano de desvio” — 3 alternativas que você fará antes de ceder ao impulso.

    3. Reposicionar o significado do prazer
    • Prazer real tem envolvimento, profundidade, tempo, escolha. A compulsão oferece apenas alívio imediato com ressaca emocional.
    • Comece a identificar o que é prazer saudável pra você — algo que expande, não que esgota.

    Reeducação emocional: Explore outras formas de prazer e conexão: arte, escrita erótica sem pornografia, toque afetuoso sem meta sexual, autocuidado.

    4. Você não está sozinho — mas precisa se posicionar
    • Compulsão sexual costuma ser envolta em vergonha, segredo e solidão.
    • A vergonha só cresce no silêncio. Falar com alguém de confiança ou grupo de apoio (como SA – Sexólicos Anônimos) pode ser um divisor de águas.

    Reflexão: Se sua sexualidade está te adoecendo, talvez ela esteja pedindo resgate, não repressão.

    Eu sei que pode ser difícil falar sobre isso — ainda mais quando o que você sente vem acompanhado de culpa, confusão ou solidão. Mas a verdade é que você não está sozinho nessa experiência. Quando conseguimos olhar com coragem para o que está por trás do comportamento compulsivo, damos um passo importante rumo à liberdade e ao cuidado de si. Seu relato é valioso, legítimo, e merece ser acolhido com respeito, sem julgamentos. Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica, especialista em sexualidade, saúde mental e terapia de casais. O que você trouxe é algo que aparece com frequência na clínica, e é sempre muito importante poder falar abertamente, com clareza e acolhimento. Sua dificuldade, com certeza, também é a de outras pessoas. Espero ter ajudado — com carinho.


  • É verdade que ansiedade dá um incômodo ruim na garganta?

    É verdade que ansiedade dá um incômodo ruim na garganta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Ansiedade apresenta uma diversidade de sintomas e um deles pode ser incomodo na garganta. interessante você buscar entender o que está acontecendo e regular outros sentidos. por exemplo a respiração. talvez, se buscar equilibrar os ciclos de respiração, acalmar a mente e o corpo, possa começar entender o que esta causando tamanho desconforto. sentir ansiedade é comum. Ex: pode acontecer antes de uma prova que é importante e por isso seu organismo provoca uma descarga e uma das consequências pode ser enjoo. / ou em uma situação disfuncional que ocorra a maior parte do tempo sem causa aparente e com prejuízo das atividades diárias. neste caso o apoio de um especialista irá ajudar na condução e diagnóstico.
    espero ter ajudado. abs, Betânia Tassis.


  • Meu irmão,17 anos,tem síndrome de down. Na infância, foi assistido pela apae, mas não tínhamos condições

    Meu irmão,17 anos,tem síndrome de down. Na infância, foi assistido pela apae, mas não tínhamos condições de oferecer tratamento melhor, coisa que posso tentar oferecer hoje. É um jovem bem extrovertido, mas tem dificuldade na fala, sua fala é 'enrolada'. O que posso fazer para ajudá-lo a melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, procurar entender o que pode e precisa ser transformado é um bom começo. E entender que ele teve uma assistência, não foi negligenciado, ok? Hoje, uma avaliação pela fonoaudiologia pode esclarecer e trazer perspectivas, ok?. Uma terapia de família também pode acrescentar na compreensão da dinâmica e do que necessita ser trabalhado. =>O que do passado faltou e não falta mais (recursos financeiros, tempo em conjunto, assistência, ... quais são as expectativas gerais, sonhos para o presente e futuro, rotina diária...?) estes são alguns pontos que podem ser trabalhados e ajudar a construir o presente do seu irmão para além da síndrome ou do transtorno da fala. bem como a possibilidade de você e outros membros da familia encontrarem caminhos e possibilidades.
    espero ter contribuido para seu conflito.
    abs, Betânia Tassis.


  • Depois da morte da minha namorada , já não tenho mais vontade de fazer nada , sinto muita tristeza

    Depois da morte da minha namorada , já não tenho mais vontade de fazer nada , sinto muita tristeza e angústia desde o ocorrido , meu rendimento no trabalho e na faculdade caiu , sinto muito a falta dela , há 6 meses estou sofrendo , qual tipo de tratamento poderia me ajudar ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    olá, procurar entender o que pode e precisa ser transformado é um bom começo. entender que seu irmão não foi negligenciado, ele teve tratamento. Hoje, uma avaliação pela fonoaudiologia pode esclarecer e contextualizar. Uma terapia de família também pode ser relevante e para compreender a dinâmica e indicar caminhos a serem trabalhados (o que do passado faltou e nas falta mais: recurso financeiro, tempo em conjunto, assistência...) Quais são as expectativas gerais, sonhos, planos para o presente e futuro para além da síndrome e do transtorno da fala. Bem como a possibilidade de você e seus familiares encontrarem outras possibilidades e caminhos.
    abs, Betânia Tassis.


  • Em se tratando de desenvolvimento cognitivo e social, que sequelas um adulto pode ter se não tratar

    Em se tratando de desenvolvimento cognitivo e social, que sequelas um adulto pode ter se não tratar o transtorno distímico na infância? (com sintomas iniciados aos 7-11 anos de idade)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, distimia uma forma de rebaixamento crônico do humor, persistindo por aproximadamente 2 anos e não preenchendo os critérios para depressão. Apresenta sintomas de falta de interesse, fadiga, falta de perspectiva no futuro, um percepção deprimida e pessimista dos acontecimentos da vida. Oscilações de humor, isolamento, irritabilidade, dificuldades relacionadas a concentração e tomadas de decisão são presentes no quadro clínico.
    Em relação a data de aparecimentos dos sintomas, não é incomum surgir na infância. Precisamos ficar atentos ao cotidiano e se este está impactado por emoções e comportamentos disfuncionais. Os processos cognitivos e sociais podem ser estimulados. Importante construir elementos de apoio que favoreçam o desenvolvimento emocional e uma rotina diária funcional. Encontrar um lugar para além do transtorno ou da falta de prazer. Encontrar independente da idade um estado de satisfação possível em ser quem se é.
    Espero ter ajudado.
    Abs, Betânia Tassis. .


  • Há algum tempo venho sofrendo bastante com a ansiedade. Sinto me excessivamente preocupado com tudo

    Há algum tempo venho sofrendo bastante com a ansiedade. Sinto me excessivamente preocupado com tudo que me cerca(em relação a trabalho e receio de falhar ou não corresponder as minhas expectativas). Me estresso facilmente no trânsito, filas, e também tenho dificuldade de me manter focado. Posso ter TAG?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, seu relato apresenta características de ansiedade mas também percebo outros componentes... a temática do medo, da preocupação antecipada e uma perseverança em torno de pensamentos negativos. Importante entender quais aspectos da sua personalidade se expressam, dentro do contexto atual, com maior ou menor vulnerabilidade. A irritabilidade e a falta de foco são sintomas comuns nos transtornos. Complexo manter-se atento ao momento presente quando os pensamentos e emoções roubam a cena e fazem dispersar...
    Pensamos em transtorno quando esta dinâmica intervém negativamente na sua rotina, nos seus planos, nos seus relacionamentos e na vida de forma geral. O sofrimento pode ser elaborado e os sintomas tratados.
    Procure um especialista para fazer um diagnóstico. O tratamento psicológico auxilia na ressignificação e construção de novos padrões.
    Espero ter ajudado a compreender.
    abs, Betânia Tassis.


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