Perguntas do paciente (218)

  • Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?

    Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    A ansiedade, quando aparece em forma de crise, costuma ser uma ativação intensa do corpo — como se algo estivesse em perigo, mesmo que não esteja claro o quê. Nesse momento, o primeiro passo não é “controlar o pensamento”, mas ajudar o corpo a sair desse estado de alerta. Uma estratégia simples e eficaz é a respiração guiada: inspire contando até 4, segure por 2 segundos e solte lentamente pela boca em 6. Isso sinaliza para o sistema nervoso que você pode desacelerar. Se possível, apoie os pés no chão, observe o ambiente ao redor e nomeie 3 coisas que você vê — isso ajuda a trazer sua mente de volta para o presente.

    Ao mesmo tempo, vale lembrar que a crise de ansiedade não é perigosa, embora seja desconfortável. Muitas vezes, ela está ligada a um acúmulo de tensão emocional, pensamentos antecipatórios ou sensação de falta de controle. Em vez de lutar contra a ansiedade, tente se perguntar com curiosidade: “o que dentro de mim pode estar pedindo atenção agora?”. Essa mudança de postura — de combate para escuta — já reduz a intensidade da crise, porque você deixa de se sentir ameaçada por aquilo que está sentindo.

    Com o tempo, é importante olhar para além da crise e entender os padrões que a sustentam: excesso de cobrança, dificuldade de descansar, sobrecarga emocional ou falta de espaços de cuidado. A ansiedade não surge do nada — ela é um sinal. E quanto mais você aprende a se escutar antes do pico, mais consegue se regular com gentileza. Se isso tem sido frequente, buscar apoio também pode ser um caminho importante.
    Espero ter te ajudado a refletir. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida

    Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! O que você está vivendo é real — e merece cuidado, não julgamento. A ansiedade, quando se torna um transtorno, pode transformar o dia a dia numa luta silenciosa. E quando ela vem acompanhada de luto e perdas, tudo parece mais pesado.

    Vamos com calma. Aqui vão alguns caminhos para sair desse ciclo de sofrimento, com acolhimento e ação prática:

    1. Entenda: Você não está “assim” porque é fraco.

    Você está reagindo a eventos difíceis, e seu corpo e mente estão tentando se proteger. A ansiedade é um alarme que ficou travado no “modo alerta”.

    Frases que ajudam a reconfigurar:
    • “Meu corpo está tentando me proteger, mas eu estou seguro(a) agora.”
    • “Isso é um sintoma, não um sinal de que vou morrer.”

    2. Fale sobre o que sente — com alguém de confiança ou um(a) terapeuta

    Guardar tudo pode virar um peso ainda maior. Um profissional pode te ajudar a organizar essas perdas, dar nome ao que você está sentindo e te ajudar a sair do piloto automático da ansiedade.

    3.. Treine o corpo a sair do estado de alerta

    A ansiedade se aloja no corpo — por isso, estratégias corporais são essenciais:
    • Respiração 4-7-8 (inspira por 4s, segura 7s, solta 8s)
    • Banho morno ao acordar ou antes de dormir
    • Alongamentos simples (pescoço, ombros, lombar)
    • Um lugar seguro com cheiro agradável, luz baixa e silêncio

    4.. Crie uma nova rotina, mesmo que simples

    Você não precisa fazer tudo de uma vez. Mas uma rotina mínima traz previsibilidade, e isso reduz os gatilhos ansiosos. Exemplos:
    • Café da manhã nutritivo
    • Caminhada de 10 min
    • Escrever um pensamento por dia
    • Hora fixa pra desligar o celular

    5. Permita-se viver o luto, mas sem se afundar nele

    As perdas deixam marcas. Não dá pra “superar” como se nada tivesse acontecido. Mas dá pra cuidar da dor e reconstruir uma nova relação com a vida.

    Você pode se perguntar:
    • “O que em mim ainda está vivo?”
    • “Como posso me cuidar do jeito que gostaria que alguém me cuidasse?”
    • “Quem pode caminhar comigo agora, mesmo que só um trecho?”

    Você está num processo — não num fim. A ansiedade grita, mas não precisa mandar em você. E com o tempo, apoio e escolhas pequenas mas constantes, ela perde força.

    Sou Tânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em saúde mental, terapia sistêmica, terapia de casais e sexualidade humana. Agradeço a oportunidade de refletir sobre esse tema tão delicado. Espero ter contribuído com acolhimento, clareza e caminhos possíveis para que você se cuide com mais gentileza. Que essas palavras te ajudem a retomar o fôlego, reencontrar sua força e viver com mais leveza, um passo de cada vez.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Essa é uma pergunta muito importante.
    “Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos?”
    E junto vem outra camada: “Será que isso é um defeito meu?”

    Não.
    Ansiedade não é defeito de caráter. Não é fraqueza. Não é falha moral.

    Ansiedade é um estado de ativação do sistema nervoso. É o corpo entrando em alerta. O problema é que, às vezes, ele entra em alerta sem que exista um perigo real no presente.

    O nosso cérebro não reage apenas ao que está acontecendo agora.
    Ele reage a memórias, associações, aprendizados antigos, experiências que ficaram registradas como ameaça.

    Às vezes você diz:
    “Mas está tudo bem.”
    E o corpo responde:
    “Eu não tenho certeza.”

    E aqui entra uma reflexão importante:
    O que o seu corpo aprendeu ao longo da vida sobre segurança?
    Você cresceu em ambientes previsíveis ou imprevisíveis?
    Você precisou estar sempre atenta?
    Aprendeu que relaxar podia ser arriscado?

    O sistema nervoso aprende padrões.
    Se ele foi treinado para antecipar problemas, ele pode continuar funcionando assim mesmo quando a vida já mudou.

    Ansiedade também pode estar ligada a:
    • excesso de estímulos (informação, telas, cobranças)
    • acúmulo de responsabilidades
    • falta de descanso real
    • mudanças hormonais
    • experiências traumáticas
    • padrões de pensamento muito autocríticos
    • necessidade constante de controle

    E tem algo muito delicado aqui:
    às vezes a pessoa diz que “não tem motivo”, mas ela está tão acostumada a dar conta de tudo que deixou de reconhecer o próprio cansaço.

    O corpo não funciona só pela lógica racional.
    Ele funciona por registros emocionais.

    Então eu te devolvo algumas perguntas:

    Quando sua ansiedade aparece, o que estava acontecendo antes?
    Você estava tentando dar conta de algo sozinha?
    Você estava se cobrando?
    Você estava evitando sentir alguma coisa?

    Ansiedade muitas vezes não é sobre o que está acontecendo.
    É sobre o que não está sendo escutado.

    Não é defeito.
    É sinal.

    E quando a gente aprende a ler esse sinal (sem julgamento) a ansiedade deixa de ser inimiga e passa a ser informação.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es

    Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
    Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
    Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá. O que você está sentindo é muito importante e merece acolhimento cuidadoso. A forma como descreve — sensação de “estranheza”, falta de reação emocional, ambiente que parece desconectado de você — pode estar relacionada sim à ansiedade, especialmente quando ela se mantém cronicamente sem cuidados consistentes. Mas também pode apontar para algo além: um esgotamento emocional, dissociação leve ou até uma espécie de “anestesia afetiva” — quando o corpo e a mente entram em modo de autoproteção para evitar sofrer mais.

    Vamos organizar isso em três eixos para você entender melhor o que pode estar acontecendo:

    1. Desconexão emocional (Sinal de sobrecarga)

    Quando emoções não conseguem mais ser expressas — nem alegria, nem tristeza — é comum que a pessoa relate sentir como se estivesse assistindo a própria vida de fora, como uma espectadora. Isso pode ocorrer por:
    • Saturação emocional crônica (sobrecarga de tensão, preocupação ou estresse);
    • Falta de tempo ou espaço para elaborar os sentimentos;
    • Mecanismos de defesa automáticos do corpo para não “explodir”.

    2. Estranhamento do ambiente ou da realidade

    Essa sensação pode ser chamada de desrealização ou despersonalização. É como se algo estivesse “fora de lugar”, estranho, como se não fosse real — mas sem alucinação, apenas uma percepção alterada. Isso não é loucura, mas sim uma forma do sistema nervoso tentar proteger você de algo que ele sente como ameaça interna. Frequentemente aparece em quadros de ansiedade, trauma ou burnout.

    3. Tratamento interrompido

    Interromper um tratamento sem acompanhamento pode gerar o efeito rebote: os sintomas voltam, às vezes mais confusos ou difusos. E sem suporte, fica mais difícil nomear e lidar com eles.

    E agora, o que fazer?

    Aqui vão microações possíveis, sem te sobrecarregar:
    1. Reconheça seu corpo: tente perceber se essa “estranheza” aparece em algum lugar físico (cabeça pesada? respiração curta? aperto no peito?). Dar nome e localização já ajuda a regular.
    2. Âncora de realidade: pratique algo que traga a atenção para o agora — um som, uma textura, algo com cheiro forte e agradável. Isso ajuda a “aterrissar”.
    3. Registre o que sente: anotar por 5 minutos por dia como está se sentindo, sem censura, pode desbloquear um pouco dessa anestesia emocional.
    4. Retomar apoio clínico: ansiedade não tratada se desorganiza. Retomar psicoterapia e avaliar, com orientação profissional, o que pode ter contribuído para esse novo estado é essencial.

    Fico muito grata pela confiança em dividir algo tão delicado. Falar sobre essas experiências — que muitas vezes são silenciadas por vergonha, medo ou incompreensão — é um passo importante. O que você está sentindo não é fraqueza, nem exagero: é um sinal legítimo de que algo dentro de você precisa de cuidado, presença e apoio. Que esse acolhimento tenha te ajudado a nomear e compreender um pouco mais o que está vivendo — e que sirva também como ponto de partida para outras pessoas que se sintam assim, mas ainda não conseguem colocar em palavras. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em saúde mental, e agradeço a oportunidade de refletir sobre um tema tão humano. Que essas palavras encontrem quem precisa e se transformem em pequenas ações de reconexão com a própria vida.


  • Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pa

    Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pandemia sei que a atividade física é essencial. Como posso melhorar meu condicionamento se a ansiedade me tira o fôlego?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Essa pergunta mostra coragem e uma busca prática por equilíbrio entre corpo e mente. A ansiedade, especialmente quando acompanhada de crises de pânico, derruba o fôlego não só físico, mas existencial. O que você sente é real: o corpo responde com um alarme que parece incompatível com a ideia de “sair para caminhar”.

    Mas há um ponto de alavanca: em vez de combater o sintoma, convide-o para dançar com você.

    Aqui vai uma rota possível, respeitosa e eficaz:

    1. Regride para progredir — Comece micro.

    Se tentar “melhorar o condicionamento” como um atleta, seu corpo vai entrar em alerta. Então:
    • Substitua “atividade física” por “movimento com gentileza”.
    • Microação: 3 minutos por dia de caminhada leve dentro de casa, ouvindo uma música que te acalme. Quando o corpo entende que não está em perigo, ele coopera.

    2. Respiração é musculação emocional.

    Antes do corpo entrar em forma, o pulmão precisa aprender a confiar:
    • Técnica simples: 4-2-6 (Inspira 4 seg, segura 2 seg, solta em 6 seg). Faz isso sentado(a), de olhos fechados, por 2 ciclos após acordar.

    3. Ritual, não esforço.

    Transforme o movimento em ritual emocional diário — algo que você espera, e não que você deve fazer.
    • Exemplo: caminhar ao pôr do sol com atenção plena no céu, nos pés, nos cheiros. Isso reorganiza o sistema nervoso.

    4. Evite metas atléticas.

    A ansiedade odeia performance. Mas ama rotina com segurança. Troque “quero correr” por “quero ter um corpo aliado”. O foco vira construção de vínculo com você, não superação.

    5. Integre movimento com suporte.

    Avalie buscar grupos leves: aulas de yoga, alongamento, dança circular — em ambientes acolhedores, com pausas e escuta. Você vai se surpreender com a força que brota quando há acolhimento.

    Essa conversa precisa acontecer mais. Falar abertamente sobre ansiedade e a sensação de falta de ar é essencial — não só por você, mas por todos que silenciam por medo ou vergonha. Quando você compartilha sua dúvida, você amplia o espaço de cuidado coletivo: sua voz pode ser o eco que ajuda outras pessoas a entenderem que não estão sozinhas. Corpo, mente e afeto caminham juntos, e o caminho se torna mais leve quando é trilhado com escuta e coragem. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica especialista em saúde mental, e reforço: seu sentir importa. E merece espaço, cuidado e nome.


  • Bom dia! A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    Bom dia!
    A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Bom dia.
    Sim. A ansiedade pode provocar essa sensação de “bola na garganta”.

    Na clínica, chamamos isso muitas vezes de sensação de nó na garganta ou até de manifestação de tensão muscular associada à ansiedade. Quando estamos ansiosos, o corpo entra em estado de alerta. A respiração fica mais curta, os músculos do pescoço e da mandíbula se contraem, a garganta pode parecer apertada.

    É como se o corpo estivesse dizendo:
    “tem algo aqui que não está fluindo.”

    Às vezes essa sensação aparece quando estamos tentando segurar o choro.
    Às vezes surge quando estamos engolindo palavras.
    Às vezes é simplesmente o sistema nervoso ativado, sem que a gente tenha percebido ainda qual é o gatilho emocional.

    A ansiedade não é só pensamento acelerado.
    Ela é corporal. Ela passa pela respiração, pela musculatura, pelo ritmo cardíaco.

    Uma pergunta importante é:
    essa “bola na garganta” aparece em que momentos?
    Antes de falar com alguém?
    Quando você precisa se posicionar?
    Quando está sobrecarregada?

    Perceber o contexto ajuda muito a entender o que está sendo ativado.

    Respirar mais lentamente, alongar o pescoço, soltar a mandíbula e permitir que a emoção tenha nome já costuma aliviar bastante.

    O corpo fala. E quando ele aperta a garganta, geralmente está pedindo espaço.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Tenho 43 anos sou casada a 25 quase não tenho orgasmo com o meu esposo. De alguns meses pra cá ando

    Tenho 43 anos sou casada a 25 quase não tenho orgasmo com o meu esposo. De alguns meses pra cá ando me masturbando todos os dias muito tesão...Passei na minha ginecologista ela disse que é a fase da menopausa e que algumas mulheres perdem totalmente o ilibido mas outras são ao contrário. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Vamos refletir!
    É normal ter pouco desejo se os hormônios não contribuem e muito desejo, principalmente se os hormônios contribuem em intensidade. Somos seres biológicos e nosso corpo responde a essa natureza. Em relação a pré menopausa acompanhe com seu médico.

    Em relação ao desejo vamos falar um pouco mais. Você relata um casamento de 25 anos, prática sexual e ausência de orgasmo com seu marido. E que neste momento, tem sentido muito tesão e tem se masturbado diariamente, entretanto não relata ter sexo ou orgasmo com seu marido.
    Em sua intensidade de desejo ele ainda não aparece. O que me faz pensar que são duas coisas: uma é seu desejo e a intimidade sexual com seu marido (em 25 anos são muitas etapas e talvez precise repensar a dinâmica sexual e emocional). Outro ponto é sua descoberta de uma sexualidade intensa e como está fazendo para explorá-la. Aproveite para se conhecer, buscar referências que a despertem e perceber a vida com tesão e desejos.
    Abçs, Betânia Tassis.


  • Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Oi! Ótima pergunta — e só o fato de você estar buscando se movimentar com consciência emocional já é um passo muito potente.

    A prática de esportes pode ser um verdadeiro remédio natural para a ansiedade porque mexe diretamente com os sistemas do corpo que regulam o estresse, como o sistema nervoso autônomo e os níveis de cortisol e serotonina.

    Aqui vão os esportes mais indicados, com base em como eles agem no corpo e na mente:

    1. Esportes que combinam corpo e respiração (regulação emocional)

    Yoga, Pilates, Tai Chi, Qi Gong
    • Foco no controle da respiração e no momento presente
    • Ajudam na consciência corporal e na autorregulação
    • Reduzem o ritmo cardíaco e a reatividade do sistema nervoso simpático

    2. Esportes rítmicos e repetitivos (descarregam energia ansiosa)

    Caminhada, corrida leve, natação, ciclismo
    • Movimentos cíclicos ajudam a organizar pensamentos
    • Geram liberação de endorfina, serotonina e dopamina
    • Diminuem o “ruído mental” típico da ansiedade

    3. Artes marciais (centram e fortalecem o “eu observador”)

    Jiu-jitsu, judô, aikido, boxe controlado, capoeira
    • Trabalham limites, disciplina e foco
    • Permitem canalizar a ansiedade em energia estruturada
    • Desenvolvem presença e autocontrole

    4. Esportes coletivos (quando a ansiedade vem da solidão ou desconexão)

    Vôlei, basquete, futebol em grupo pequeno
    • Reforçam pertencimento e apoio social
    • Podem melhorar autoestima e comunicação

    Cuidado com:
    • Competição excessiva (pode aumentar cobrança interna)
    • Esportes de risco (paradoxo: podem “anestesiar” a ansiedade, mas não tratam a raiz)
    • Sobrecarga física sem orientação adequada

    Em resumo, não existe um único caminho para lidar com a ansiedade — mas sim várias portas que podem ser abertas, dependendo do seu corpo, ritmo e momento de vida. Os esportes que envolvem respiração, repetição ou conexão social são grandes aliados porque não apenas liberam substâncias reguladoras do humor, mas também te ajudam a sair do estado de alerta constante e voltar ao eixo. E vale lembrar: além desses esportes, trilhas na natureza, caminhadas ao ar livre, colocar o pé na areia, cuidar de plantas ou até mesmo dançar sozinho em casa são práticas igualmente potentes de autorregulação emocional. Aqui, o recorte foi sobre os esportes, mas o mais importante é perceber que há muitos caminhos possíveis — e que o seu corpo pode ser um aliado nessa jornada de reencontro com a calma.

    Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica há mais de 20 anos, e sigo ajudando pessoas a se reconectarem com o corpo, com os vínculos e com a própria história de um jeito mais leve, consciente e verdadeiro.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá. A dificuldade de falar com mulheres é algo mais comum do que muitas pessoas imaginam e, na maioria das vezes, está mais relacionada à ansiedade social, insegurança ou medo de rejeição do que à orientação sexual. Quando alguém se sente muito observado, avaliado ou com receio de não corresponder às expectativas, o corpo pode reagir com tensão, bloqueio nas palavras ou vontade de evitar a situação.

    Na psicologia, entendemos que essas dificuldades geralmente estão ligadas à forma como a pessoa se percebe em relação ao outro. Pensamentos como “vou falar algo errado”, “vou ser rejeitado” ou “ela vai me julgar” podem aumentar a ansiedade e acabar travando a comunicação. Com o tempo, a pessoa passa a evitar esses contatos, o que reforça ainda mais o desconforto.

    A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo. Em terapia, é possível trabalhar a autoestima, as crenças sobre si mesmo, o medo da rejeição e as habilidades sociais, além de aprender estratégias para lidar melhor com a ansiedade no momento da interação. Muitas vezes o caminho envolve pequenas exposições gradativas, aprendendo a conversar com mais naturalidade e sem tanta pressão de desempenho.

    Também é importante lembrar que conversar com alguém não precisa começar já com uma expectativa de conquista ou sedução. Às vezes, desenvolver conversas simples, interesses em comum e relações mais espontâneas ajuda a reduzir a ansiedade e torna os encontros mais leves.

    Espero ter ajudado você a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer

    Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer que é fobia social ou eu sou antissocial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, eu entendo a sua dúvida e o quanto pode ser angustiante sentir esse medo em situações sociais. Reuniões, encontros ou até a simples ideia de estar entre pessoas podem gerar uma ansiedade muito grande, que dá a sensação de estar sendo observado ou julgado o tempo todo.

    É importante diferenciar: o que você descreve não tem relação com ser “antissocial”. Na psicologia, esse termo se refere a um transtorno de personalidade em que a pessoa demonstra desrespeito às regras sociais, falta de empatia e atitudes que podem prejudicar os outros sem sentir culpa. Ou seja, é algo muito diferente da sua vivência.

    O que aparece no que você relata se aproxima muito mais da ansiedade social (também chamada de fobia social). Nela, o medo central é de ser mal interpretado, criticado ou rejeitado, o que leva a evitar determinadas situações ou a vivê-las com muito sofrimento. Não se trata de não gostar das pessoas, mas sim de a ansiedade tornar esses encontros mais difíceis do que deveriam ser.

    Reconhecer essa diferença já é um passo importante. E se você percebe que isso tem limitado sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar muito. A terapia oferece ferramentas para lidar com os pensamentos que alimentam o medo, fortalecer a autoconfiança e abrir espaço para que as relações se tornem mais leves.

    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Descobri ser Asperger com 55 anos, sempre fui uma "pessoa excêntrica". Não tenho amigos, não consigo

    Descobri ser Asperger com 55 anos, sempre fui uma "pessoa excêntrica". Não tenho amigos, não consigo fazer/manter amizades. Sinto-me bem só quando isolado vendo TV em língua estrangeira, não suporto o Português mal falado. O que fazer ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, boa noite! Vou fazer algumas perguntas reflexivas e tentar acrescentar algo relevante.
    Seu comportamento "excêntrico ou evasivo" te causam prejuízo funcional ou desconforto emocional?
    Como descobriu o diagnóstico e o que mudou na sua vida depois deste rótulo?
    Em seu relato diz sentir-se bem no aconchego do seu lar e em momentos de isolamento. Afirma ter apreço por língua estrangeira e português bem falado. Finaliza perguntando o que fazer... importante saber como se desenrola sua rotina de vida, trabalho, frustrações, rede de apoio familiar e entorno social. Uma psicoterapia pode ajudar a elaborar a hipótese diagnóstica e suas repercussões no cotidiano.
    Espero ter contribuido.
    Att, Betânia Tassis.


  • Comecei ter uma vida sexualmente ativa faz pouco tempo e não sinto prazer na penetração... O quê de

    Comecei ter uma vida sexualmente ativa faz pouco tempo e não sinto prazer na penetração...
    O quê devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Entendo sua preocupação e fico feliz por você buscar ajuda para melhorar sua experiência sexual. Primeiramente, é importante lembrar que cada pessoa tem um tempo e um ritmo diferentes quando se trata de explorar e entender sua sexualidade. Não sentir prazer na penetração é mais comum do que parece e pode ter diversas causas.

    Aqui estão alguns pontos a serem considerados:

    1. Autoconhecimento: Conhecer seu próprio corpo é fundamental. Explore-se sem pressa e descubra quais toques e estímulos proporcionam prazer. A masturbação pode ser uma maneira saudável de entender suas preferências.

    2. Comunicação: Converse abertamente com seu parceiro sobre suas sensações, expectativas e desconfortos. A comunicação é chave para um relacionamento sexual satisfatório.

    3. Preliminares: As preliminares são essenciais para preparar o corpo e a mente para o ato sexual. Investir tempo nas preliminares pode aumentar a excitação e tornar a penetração mais prazerosa.

    4. Lubrificação: A falta de lubrificação pode causar desconforto durante a penetração. Use lubrificantes à base de água para facilitar o processo.

    5. Relaxamento: O estresse e a ansiedade podem afetar negativamente a resposta sexual. Encontre maneiras de relaxar, como praticar técnicas de respiração, meditação ou yoga.

    6. Consulta com um especialista: Considere procurar um terapeuta sexual ou um ginecologista para avaliar possíveis causas físicas ou emocionais que possam estar influenciando sua experiência.

    Lembre-se de que sua jornada sexual é única e válida. Não hesite em buscar ajuda profissional para receber orientações personalizadas e adequadas ao seu caso. A sexualidade é uma parte importante da vida, e você merece viver essa experiência de forma plena e satisfatória.

    Se precisar de mais apoio ou tiver outras questões, estarei à disposição para ajudar.
    Betânia Tassis, Psicóloga


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Boa pergunta. Muitas pessoas acreditam que ansiedade, insegurança ou medo fazem parte “normal” do envelhecimento, mas quando esses sentimentos começam a gerar sofrimento ou preocupação constante, é importante buscar apoio.

    Na terceira idade, essas emoções podem estar ligadas a diferentes fatores: mudanças no corpo, questões de saúde, aposentadoria, perdas afetivas, solidão ou transformações na rotina de vida. Tudo isso pode trazer dúvidas sobre o futuro e sobre o próprio lugar no mundo.

    Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser muito importante. O psicólogo ajuda a compreender o que está acontecendo emocionalmente, fortalecer recursos internos e encontrar formas mais tranquilas de lidar com as mudanças dessa fase da vida. Em algumas situações, também pode ser útil conversar com um médico geriatra ou psiquiatra, principalmente quando a ansiedade está afetando o sono, o humor ou a qualidade de vida.

    Buscar ajuda é um passo de cuidado consigo mesmo. A terceira idade também pode ser uma fase de reorganização, descobertas e novos sentidos para a vida — e ninguém precisa atravessar isso sozinho.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir sobre esse momento.


  • Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu

    Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
    Isso é um problema neurológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos refletir sobre o assunto.

    O que você descreve — irritabilidade, impaciência, falta de vontade de se engajar no trabalho ou em atividades sociais, além da tendência ao isolamento — pode estar relacionado a um conjunto de fatores, e não necessariamente a um problema neurológico isolado. Na menopausa, é comum que as alterações hormonais afetem o humor, a energia e até a motivação. Esses aspectos podem se somar a questões emocionais e existenciais próprias dessa fase da vida, trazendo mudanças na forma como você se percebe e se relaciona com o mundo.

    A leitura, nesse contexto, aparece como um recurso de regulação: uma forma de se proteger, descansar e se distrair. Porém, quando usada em excesso, pode também virar uma maneira de evitar contatos ou experiências que poderiam trazer equilíbrio. Isso não significa que seja algo “errado”, mas é um ponto importante para refletir: o que você pode estar precisando além da leitura? Talvez mais espaços de acolhimento, novas formas de expressão ou até pausas conscientes que ajudem a lidar com as demandas emocionais desse período.

    Na psicologia, observamos que esses sinais podem ser indicadores de um quadro depressivo ou de um momento de transição marcado por cansaço emocional. O mais importante é perceber o quanto isso impacta sua qualidade de vida e, a partir daí, pensar em caminhos de cuidado — que podem incluir psicoterapia, estratégias de autocuidado, prática de exercícios, alimentação adequada e, se necessário, acompanhamento médico.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! O que você descreve é mais comum do que parece — mas o impacto disso pode ser profundo, tanto pra qualidade da relação quanto pra tua autoestima como parceiro. Vamos por partes:
    O que pode estar acontecendo?
    1. Desconexão emocional e/ou mental: não é só falta de assunto — é uma desconexão interna. Como se você estivesse num modo automático, sem presença.
    2. Fadiga psíquica ou sobrecarga mental: muitas vezes a cabeça está cheia de pendências, cobranças, frustrações, e a escuta ativa vai pro ralo.
    3. Evitação ou medo de confronto: mudar de assunto ou se desligar pode ser uma defesa inconsciente diante de algo que você sente que vai ser difícil.
    4. Padrões enraizados: pode ter se tornado um hábito no relacionamento – ela fala, você se ausenta, o vínculo esfria, ela se frustra, você se sente mais inadequado… e o ciclo se repete.

    E agora, o que você pode fazer?

    1. Aumentar a presença
    • Quando ela começar a falar, conscientemente diga a si mesmo: “Agora é hora de escutar.”
    • Respire fundo, olhe nos olhos dela, evite mexer no celular ou dispersar.

    2. Reconhecer com honestidade
    • Diga a ela algo como:
    “Eu percebi que às vezes não consigo me conectar quando você fala. Não é por falta de interesse, mas parece que minha cabeça desconecta. Quero mudar isso.”

    3. Crie pontes
    • Se não tem assunto, comece com curiosidade:
    • Como você se sentiu hoje?
    • Teve algo que te irritou ou te animou nos últimos dias?
    • Tem algo que você gostaria que eu soubesse sobre você agora?

    4. Microações práticas
    • Reserve 10 minutos por dia pra conversar olhando nos olhos, sem distrações.
    • Repita o que ela falou com suas palavras (ex.: “Então você ficou chateada porque…”).
    • Use toques (mão no braço, no ombro) pra reforçar conexão enquanto ela fala.

    Reflexão pra você:

    O que exatamente você sente quando ela começa a falar? Tédio? Ansiedade? Cansaço? Medo de não corresponder?
    Nomear isso é o primeiro passo pra entender o que você está evitando sentir.

    Espero que esse olhar tenha ajudado a abrir algumas novas perspectivas — sobre você, sobre o relacionamento e sobre o que pode ser transformado na escuta e na presença entre vocês. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica com mais de 20 anos de experiência, especialista em sexualidade humana, saúde mental, terapia de casais e abordagem sistêmica. Agradeço a oportunidade pela troca e por poder contribuir com reflexões que talvez ampliem seus caminhos internos e afetivos.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Sim.
    E eu respondo isso com bastante convicção clínica.

    Aos 75 anos, uma pessoa não está “tarde demais” para iniciar psicoterapia. Ela está vivendo uma fase específica da vida (com perdas, transformações, revisões, lutos, mudanças no corpo, na autonomia, nos vínculos) e tudo isso continua produzindo emoção, conflito, desejo e necessidade de elaboração.

    A psicoterapia não é sobre idade.
    Ela é sobre experiência emocional que precisa ser organizada.

    Muitas pessoas nessa fase:
    • estão lidando com o luto de amigos, parceiros ou irmãos
    • enfrentam mudanças na saúde ou no ritmo do corpo
    • vivem conflitos familiares silenciosos
    • sentem solidão, desvalorização ou perda de propósito
    • carregam histórias antigas que nunca puderam ser faladas

    E aqui existe um ponto importante:
    com 75 anos, há uma riqueza de vida acumulada. Existe narrativa. Existe memória. Existe identidade construída. A terapia pode ser um espaço de integração dessa história, não apenas de resolução de sintomas.

    Na clínica, o que observo é que pessoas mais velhas, quando encontram um espaço de escuta respeitosa, costumam se beneficiar muito. Elas tendem a ter maior capacidade reflexiva, menos urgência performática e mais disponibilidade para compreender o próprio percurso.

    A psicoterapia nessa fase pode ajudar a:
    • reorganizar emoções
    • elaborar lutos
    • fortalecer autonomia
    • ressignificar relações
    • sustentar dignidade emocional
    • ampliar qualidade de vida

    Não é sobre “mudar quem se é”.
    É sobre viver com mais clareza e menos peso interno.

    E existe também um aspecto muito humano:
    ninguém deixa de sentir aos 75.
    Ninguém deixa de precisar ser escutado.

    Se uma pessoa nessa idade se pergunta se vale a pena, eu devolveria com cuidado:

    O que você ainda sente que não foi dito?
    O que ainda dói?
    O que ainda deseja compreender?

    Enquanto há vida psíquica, há possibilidade de cuidado.

    E talvez a pergunta não seja “é tarde demais?”
    Talvez seja: como eu quero viver essa etapa com mais presença e menos solidão interna?
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter ajudado a refletir.


  • Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?

    Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Ótima sua pergunta! Com certeza, em terapia familiar, sistêmica e de casal, o atendimento pode ocorrer tanto em sessões conjuntas como em horários separados, dependendo das necessidades específicas.

    A terapia conjunta permite abordar questões inter-relacionadas, promovendo a comunicação direta e o entendimento mútuo entre os envolvidos. Isso é particularmente útil para resolver conflitos familiares ou conjugais.

    Por outro lado, sessões individuais podem ser valiosas para explorar preocupações pessoais e privadas. O terapeuta mantém o sigilo e a ética, garantindo que informações compartilhadas não sejam reveladas a outros membros da família sem consentimento.

    O manejo clínico equilibrado busca criar um ambiente seguro, onde as pessoas se sintam à vontade para expressar suas preocupações. A decisão de realizar sessões conjuntas ou individuais é baseada nas necessidades e objetivos de tratamento de cada família ou casal, visando sempre ao fortalecimento dos relacionamentos e ao bem-estar de todos os envolvidos. @psi.simples


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Primeiro, obrigada por confiar e dividir isso comigo. O que você está sentindo é real e merece atenção cuidadosa. Quando falamos em ansiedade ou estresse, estamos nos referindo a dois estados que podem se confundir, mas que têm formas diferentes de aparecer no corpo, na mente e na rotina. E muitas vezes, eles andam juntos — um alimentando o outro.

    A ansiedade geralmente envolve uma expectativa intensa em relação ao futuro, com pensamentos acelerados, sensação de ameaça, tensão muscular, insônia ou dificuldades para se concentrar. Já o estresse tende a estar mais ligado a sobrecargas específicas do dia a dia: excesso de demandas, prazos, conflitos, responsabilidades acumuladas. Quando o estresse se prolonga, ele pode desencadear sintomas ansiosos — e quando a ansiedade se torna constante, ela também pode agravar o estresse físico e emocional.

    Para entender melhor o que está acontecendo com você, o mais indicado é fazer uma avaliação psicológica inicial com um profissional capacitado. Essa escuta clínica não serve apenas para dar nomes aos sintomas, mas para compreender o contexto da sua vida, sua história emocional e os gatilhos que têm te afetado. Esse processo é o primeiro passo para traçar um caminho de cuidado — seja com psicoterapia, encaminhamento médico ou mudanças práticas na rotina.

    Não existe um modelo único de sofrimento, e também não há solução mágica — mas existe sim um jeito mais leve, claro e possível de viver, mesmo com todas as demandas da vida adulta. Você não precisa carregar tudo sozinho. Se quiser, posso te acompanhar nesse processo, oferecendo uma escuta segura e direcionada para o que você está sentindo agora.

    Com carinho,
    Betânia Tassis
    Psicóloga Clínica - Especialista em Saúde Mental, Vínculos e Recomeços
    @psi.simples


  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! O que você descreveu — desânimo profundo, fadiga mesmo após dormir, irritabilidade, isolamento, medo intenso — são sinais consistentes com um quadro depressivo. Mas atenção: não é possível fazer um diagnóstico apenas com base em sintomas isolados e fora de um contexto clínico. E eu, por ética e responsabilidade, não diagnostico.

    Dito isso, vamos organizar sua experiência para ampliar a consciência emocional:

    O que esses sinais podem estar indicando?
    1. Sistema emocional sobrecarregado: quando a psique sente que está “sem saída”, ela reduz energia para proteger o organismo.
    2. Desejo de desligamento como fuga: o corpo querendo dormir o tempo todo pode ser um jeito de “desaparecer”, escapar da dor psíquica.
    3. Medo como sintoma-chave: em quadros depressivos, o medo pode ser menos visível, mas profundo — medo de não dar conta, de não melhorar, de perder vínculos, de não ser suficiente.
    4. Irritabilidade como defesa emocional: às vezes é mais “seguro” se irritar do que entrar em contato com a dor da impotência.

    Reflexões provocativas (sem julgamento):
    • O que em você está querendo silêncio, pausa, cuidado?
    • O que você sente que perdeu (de si ou do mundo)?
    • Que parte sua está tentando ser ouvida por meio desse cansaço?
    • Se esse sono tivesse uma voz, o que ele diria?

    Microações práticas (sem pressão):
    1. Nomeie e escreva o que sente todos os dias por 5 minutos. Isso ajuda a “esvaziar” o acúmulo emocional.
    2. Evite se isolar completamente: escolha uma única pessoa de confiança para se manter minimamente em contato.
    3. Considere apoio profissional: não como fraqueza, mas como estratégia de autocuidado. Psicoterapia pode ser uma ponte para reorganizar o caos interno.
    4. Ritual de acolhimento ao acordar: antes de sair da cama, coloque a mão no peito e diga: “Eu ainda estou aqui. Estou tentando. Isso já é coragem.”

    Às vezes, a dor quer apenas ser reconhecida. Não apressada, não consertada — só vista. E quando você se permite esse gesto, mesmo que pequeno, algo dentro começa a respirar de novo.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em Saúde Mental e te lembro: você não precisa dar conta de tudo sozinho. Às vezes, o primeiro passo não é sair correndo — é aprender a ficar consigo mesmo com mais gentileza.


  • É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Sim, é absolutamente possível desenvolver autoestima mesmo após os 40 anos. Aqui estão algumas dicas importantes para ajudar a pessoa nesse processo:

    1. Autoconhecimento: Comece fazendo uma reflexão sobre si mesmo, identificando suas qualidades, talentos e realizações passadas. Reconhecer suas forças e conquistas ajudará a construir uma base sólida para a autoestima.

    2. Aceite-se como você é: Reconheça que cada pessoa é única e tem suas próprias imperfeições. Aprenda a aceitar suas falhas e imperfeições como parte de quem você é, em vez de julgá-las negativamente.

    3. Estabeleça metas realistas: Defina metas alcançáveis e realistas para si mesmo. Ao atingir essas metas, você se sentirá mais confiante e satisfeito com suas realizações.

    4. Cuide de si mesmo: Dedique tempo para cuidar do seu bem-estar físico e mental. Pratique exercícios físicos regulares, alimente-se de forma saudável, durma bem e reserve momentos para atividades que lhe tragam prazer e relaxamento.

    5. Cultive relacionamentos positivos: Cerque-se de pessoas que o apoiam e valorizam. Relacionamentos saudáveis ​​e positivos podem fortalecer sua autoestima, proporcionando apoio emocional e aceitação.

    6. Desafie pensamentos negativos: Esteja ciente de pensamentos negativos autocríticos e substitua-os por pensamentos mais positivos e realistas. Pratique a autocompaixão e seja gentil consigo mesmo.

    7. Busque ajuda profissional: Um psicólogo experiente pode fornecer orientação e apoio específico para o desenvolvimento da autoestima. Considere a possibilidade de buscar terapia para explorar questões mais profundas e desenvolver estratégias personalizadas para fortalecer sua autoestima.

    Lembre-se de que o desenvolvimento da autoestima é um processo contínuo. Com dedicação, paciência e prática, é possível construir uma autoestima positiva e saudável, independentemente da idade.


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