Perguntas do paciente (183)
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Eu era apaixonada pelo meu psicólogo a muito tempo antes de iniciar a terapia com ele, conhecia de v
Eu era apaixonada pelo meu psicólogo a muito tempo antes de iniciar a terapia com ele, conhecia de vista. Falei com ele na terapia sobre meus sentimentos de antes da terapia e q nao mudou e até que ele reconheceu q eu gostava de vdd dele dps de várias conversas. Encerramos a terapia tem 3 anos quase e hoje ele está abrindo o consultório dele. Sou arquiteta, posso oferecer meus serviços p ele de desenho do consultório e assim se ele permitir iniciar amizade e quem sabe algo a mais? Hoje faço terapia com outra psicóloga, já tem quase 1 ano q faço. E olhem bem: ainda gosto mto do meu antigo psicólogo. Lembrem q já gostava antes de iniciar a terapia com ele
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma questão muito interessante e traz à tona muitos sentimentos e dilemas que podem surgir em contextos terapêuticos. Primeiramente, é importante reconhecer que seus sentimentos são válidos e fazem parte da sua história emocional, mas também é essencial pensar sobre como lidar com esses sentimentos de maneira que respeite tanto a sua saúde emocional quanto a dinâmica ética e profissional.
Quando falamos de sentimentos como a paixão ou a admiração por um psicólogo, é comum que isso aconteça em razão do vínculo criado na terapia. O ambiente terapêutico é um espaço onde o paciente pode sentir um grande acolhimento, compreensão e empatia, o que pode gerar uma conexão emocional forte. Como você já mencionou, esses sentimentos já estavam presentes antes mesmo de iniciar a terapia, o que provavelmente intensificou a sua percepção da relação com ele. No entanto, é importante lembrar que o vínculo entre um paciente e um terapeuta é, acima de tudo, terapêutico, e a ética profissional que rege a psicologia preza pela manutenção de uma relação em que o foco seja o desenvolvimento emocional e o bem-estar do paciente, sem que haja envolvimento pessoal ou emocional fora dessa dinâmica.
Quanto à sua pergunta sobre oferecer seus serviços como arquiteta para desenhar o consultório dele, esse tipo de situação deve ser abordado com cautela. Embora o gesto de oferecer ajuda profissional seja compreensível e talvez até de boa intenção, é importante que se reflita sobre as motivações que estão por trás dessa oferta. Seu interesse em retomar uma relação com ele, talvez na forma de amizade e quem sabe algo mais, pode trazer à tona questões não resolvidas de sua relação anterior com ele enquanto psicólogo. Esse tipo de movimento pode comprometer o que você está vivendo na terapia com sua nova psicóloga, além de afetar a sua própria saúde emocional.
No campo da ética profissional, um psicólogo deve evitar qualquer tipo de relação pessoal com um paciente que possa interferir no processo terapêutico. Isso se aplica também a situações em que há um vínculo pré-existente, como o seu caso. A busca por amizade ou por algo além disso pode gerar um impacto negativo tanto para você quanto para o próprio profissional, que deve se manter em uma postura neutra e não envolvida emocionalmente.
Considerando que você ainda mantém sentimentos por seu antigo psicólogo, seria importante refletir profundamente sobre esses sentimentos antes de tomar qualquer decisão. Talvez seja interessante conversar com sua atual psicóloga sobre isso, pois esses sentimentos ainda estão presentes e podem estar influenciando outras áreas da sua vida emocional. A terapia é um espaço seguro para explorar esses sentimentos, sem pressa de resolver tudo de imediato.
Eu entendo que a tentação de reestabelecer uma conexão, seja profissional ou pessoal, seja grande, mas é fundamental priorizar o seu próprio processo de cura e autoconhecimento. Em alguns casos, é necessário dar um passo atrás e avaliar o que é mais saudável para o seu desenvolvimento emocional.
Espero que essa reflexão ajude a guiar o seu pensamento. Lembre-se de que, ao tomar decisões, é importante buscar o equilíbrio entre os seus sentimentos e a necessidade de preservar sua saúde emocional, sempre com atenção aos limites éticos e ao respeito pelo processo terapêutico.
Fico à disposição se precisar conversar mais sobre isso.
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Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela d
Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela de vista do meu bairro e já olhava pra ela com outros olhos e acabei pedindo pra ela ser minha psicóloga. Vejam bem, EU JA OLHAVA COM OUTROS OLHOS UNS 2 ANOS ANTES DA TERAPIA COMEÇAR. Como posso saber se há contratransferencia? Eu sei quando tem essa contratransferencia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, quero parabenizá-lo pela sua busca por entender melhor a dinâmica da terapia e o impacto dos sentimentos que você tem pela sua psicóloga. Isso demonstra um nível de autoconsciência e cuidado com o processo terapêutico, o que é muito importante para o seu crescimento.
O conceito de contratransferência está relacionado aos sentimentos, reações e projeções que o terapeuta pode ter em relação ao paciente. Esses sentimentos podem surgir a partir de respostas emocionais, conscientes ou não, que o terapeuta tem diante daquilo que o paciente traz para a terapia. Isso não significa que a contratransferência é algo negativo ou que atrapalha o processo, mas é uma ferramenta importante para a análise tanto do paciente quanto do terapeuta, já que ela pode revelar padrões emocionais e conflitos inconscientes que talvez não estivessem tão evidentes.
No seu caso, o fato de já ter uma sensação de admiração ou afeto pela sua psicóloga antes mesmo de iniciar a terapia é um dado relevante, porque esse tipo de sentimento pode influenciar o que chamamos de transferência – ou seja, você pode projetar emoções que vêm de outras relações (como aquelas com figuras de autoridade ou familiares) para o seu terapeuta. Isso é algo natural, mas que pode gerar, por sua vez, reações no terapeuta, o que pode resultar em contratransferência.
Saber se há contratransferência envolve um processo contínuo de reflexão e autoobservação. Se você perceber que seus sentimentos pela psicóloga estão começando a influenciar o andamento da terapia de forma a dificultar o progresso ou criar um tipo de bloqueio, isso pode ser um sinal de que há uma dinâmica de contratransferência em jogo. A maneira mais eficaz de lidar com isso é conversar abertamente sobre o que você está sentindo. A terapia é um espaço seguro onde esses sentimentos podem ser explorados sem julgamentos, e falar sobre isso com a psicóloga pode ser uma oportunidade para ambos entenderem melhor o que está acontecendo na relação terapêutica.
Por outro lado, também é importante que o terapeuta esteja atento às suas próprias reações emocionais durante as sessões. Se a psicóloga perceber que está respondendo de maneira mais emocional do que o habitual, isso também pode ser uma indicação de que a contratransferência está influenciando a dinâmica. A contratransferência, na verdade, pode ser muito útil para o processo terapêutico, pois ela pode revelar aspectos do paciente que não ficam tão evidentes, ajudando ambos – paciente e terapeuta – a entender melhor os padrões emocionais e os conflitos que estão sendo projetados durante o atendimento.
No final, a chave para perceber se há contratransferência é estar sempre atento aos seus próprios sentimentos durante as sessões e discutir abertamente qualquer desconforto ou inquietação com sua psicóloga. Ao fazer isso, você estará criando um espaço mais transparente e genuíno para que o processo terapêutico aconteça de maneira mais eficaz e profunda.
Espero que essa resposta tenha ajudado a clarear um pouco a situação! Fico à disposição para mais esclarecimentos, caso necessário.
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É normal olhar pra objetos, e ficar imaginando eles ao contrário de ponta cabeça, ou com coisas nele
É normal olhar pra objetos, e ficar imaginando eles ao contrário de ponta cabeça, ou com coisas nele que não fazem sentido?? Pode fazer parte de algum distúrbio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível se isso te causa estranhamento, mas imaginar objetos de ponta cabeça ou com alterações irreais não é, por si só, sinal de um distúrbio. A mente humana tem uma enorme capacidade de criar imagens e cenários mentais — isso faz parte da atividade imaginativa que todos temos em algum grau.
Esse tipo de pensamento pode acontecer com mais frequência em pessoas criativas, em momentos de tédio, cansaço, ou mesmo como uma forma do cérebro explorar possibilidades e aliviar tensões. No entanto, se essas imagens vêm acompanhadas de angústia, pensamentos invasivos, sensação de perda de controle ou interferem na sua vida cotidiana, pode ser importante buscar uma escuta atenta e profissional.
Certos quadros, como o transtorno obsessivo ou o espectro da ansiedade, podem envolver pensamentos repetitivos e imagens mentais inusitadas, mas só uma escuta clínica pode compreender o que isso significa para você, na sua história. Se isso te causa desconforto ou dúvida, procurar um acompanhamento pode ajudar a elaborar esses conteúdos com mais clareza e cuidado.
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Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .
Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As neuroses e as psicoses são modos diferentes de funcionamento psíquico e expressam formas distintas de lidar com o sofrimento.
Na neurose, a pessoa mantém o contato com a realidade. Ela percebe que algo não vai bem, sofre com seus sintomas, mas reconhece que eles pertencem a ela. Há angústias, conflitos internos, medos, inseguranças, sintomas como fobias, obsessões ou compulsões, mas a pessoa tem noção de que isso está relacionado ao seu mundo interno. Mesmo que não entenda completamente a origem do sofrimento, ela busca sentido para o que sente.
Já na psicose, há uma ruptura mais profunda com a realidade. A pessoa pode ter delírios, alucinações ou pensamentos desconectados do senso comum. Nessas situações, o sofrimento pode aparecer de forma mais intensa e confusa, porque a pessoa nem sempre percebe que o que está experimentando não é compartilhado pelos outros. A realidade interna pode se sobrepor à realidade externa.
Essas duas formas de funcionamento não são melhor ou pior, mas refletem modos diferentes de estruturação do psiquismo. O importante é que, seja qual for o modo como a pessoa se organiza, é possível encontrar espaço para escuta, compreensão e elaboração do que está em jogo. Cada sujeito tem sua história, e ela merece ser considerada com cuidado.
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Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?
Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neurose de angústia é um quadro em que a pessoa vive com uma sensação constante de ansiedade e medo, mas sem entender muito bem o que está por trás disso. As pessoas que passam por isso geralmente têm uma sensibilidade emocional bem forte e podem sentir um vazio ou angústia sem saber de onde vem exatamente, o que pode ser bem angustiante. Elas costumam se preocupar demais com o futuro, com situações que podem ou não acontecer, e isso acaba tomando conta dos pensamentos o tempo todo. Muitas vezes, esses medos são irracionais, mas mesmo assim a pessoa sente uma tensão constante.
Outro ponto importante é a insegurança. Quem sofre com neurose de angústia tem muita dificuldade em confiar em si mesmo, especialmente quando precisa tomar decisões. Isso acaba gerando um ciclo de dúvida constante, o que pode ser bem desgastante. Além disso, as emoções acabam se tornando difíceis de lidar. A sensação de estar sobrecarregado com tudo o que se sente é comum, e isso pode fazer a pessoa se isolar, já que ela sente que não consegue lidar com os próprios sentimentos de maneira clara.
Também é possível que essa angústia se manifeste fisicamente. Muitas vezes, as pessoas começam a sentir sintomas como cansaço extremo, problemas para dormir, ou até dores sem uma causa médica aparente, tudo isso por conta do estresse emocional. Isso acontece porque o corpo e a mente estão super conectados, e a angústia acaba afetando ambos.
Por fim, quem sofre com esse tipo de neurose muitas vezes tenta controlar tudo ao redor como uma forma de diminuir a sensação de medo. Isso, porém, só aumenta a ansiedade, já que a pessoa fica presa à necessidade de controlar cada detalhe da vida, o que acaba se tornando ainda mais difícil de administrar.
Se isso está ressoando com você, buscar ajuda de um psicólogo pode ser um passo importante. A terapia pode ajudar a entender melhor essas emoções e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com elas.
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Quais são as complicações possíveis com a ciclotimia? .
Quais são as complicações possíveis com a ciclotimia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ciclotimia é uma condição que envolve oscilações frequentes entre momentos de humor mais elevado e momentos de tristeza ou desânimo, mas de forma mais leve do que o transtorno bipolar. Mesmo sendo considerada uma forma mais branda, ela pode trazer impactos significativos na vida da pessoa quando não cuidada.
Com o passar do tempo, essas mudanças de humor podem afetar a estabilidade emocional, as relações pessoais e o rendimento no trabalho ou nos estudos. Em alguns casos, pode haver risco de evoluir para um transtorno bipolar mais grave, especialmente se houver histórico familiar ou outros fatores associados.
Além disso, a pessoa pode começar a se sentir confusa sobre quem é ou como reagir às situações da vida, por conta dessas variações constantes. Isso pode gerar cansaço emocional, dificuldade de manter compromissos e até um sentimento de desconfiança sobre si mesma.
Buscar um acompanhamento que ofereça escuta e compreensão ajuda a reconhecer essas oscilações, entender o que elas dizem sobre o funcionamento psíquico da pessoa e encontrar formas mais estáveis de lidar com a vida emocional. O cuidado contínuo pode fazer muita diferença.
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Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ciclotimia e os transtornos bipolares são condições que envolvem mudanças de humor, mas com algumas diferenças importantes. A principal diferença entre elas está na intensidade e duração desses episódios.
A ciclotimia é uma forma mais leve e menos intensa de variação de humor. Quem tem ciclotimia passa por altos e baixos, mas esses episódios não são tão extremos quanto os do transtorno bipolar. As mudanças de humor na ciclotimia costumam ser mais rápidas e não duram tanto tempo. Mesmo assim, podem ser bem desconfortáveis para quem passa por isso, gerando períodos de euforia seguidos de momentos de tristeza, irritabilidade ou cansaço, mas nada tão grave a ponto de afetar seriamente a vida da pessoa.
Já os transtornos bipolares, tanto o tipo I quanto o tipo II, são caracterizados por episódios mais extremos de mania (ou hipomania, no caso do tipo II) e depressão. No transtorno bipolar tipo I, a pessoa pode ter episódios de mania completos, que podem durar dias ou até semanas, e esses episódios são muito intensos, podendo até levar a comportamentos de risco, como impulsividade extrema, ou em alguns casos, alucinações e delírios. Já no transtorno bipolar tipo II, as pessoas passam por períodos de hipomania, que são menos intensos que a mania, mas ainda assim causam uma mudança significativa no comportamento, seguidos de episódios depressivos mais profundos.
Enquanto a ciclotimia pode ser uma condição mais suave e crônica, com variações de humor mais sutis, os transtornos bipolares geralmente envolvem episódios mais fortes, com períodos de humor mais elevados (mania) ou mais baixos (depressão), que podem ter um impacto mais sério na vida da pessoa, tanto no trabalho quanto nas relações pessoais.
Ambas as condições podem ser tratadas com psicoterapia e, em muitos casos, medicação. O importante é procurar um profissional para um diagnóstico correto, já que só assim será possível escolher o tratamento mais adequado para cada caso.
Se você ou alguém que conhece está lidando com mudanças de humor intensas, buscar ajuda pode fazer uma grande diferença. A psicoterapia é uma ótima maneira de entender melhor essas oscilações e aprender a gerenciá-las.
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Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental po
Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental posterior?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito relevante, especialmente quando pensamos na importância da saúde mental desde os primeiros anos de vida.
Os sintomas internalizantes na infância, como ansiedade, tristeza excessiva, retraimento social e baixa autoestima, são manifestações mais voltadas para o mundo interno da criança. Já os sintomas externalizantes, como agressividade, impulsividade, desobediência e comportamentos desafiadores, são voltados para o ambiente externo, afetando diretamente a convivência com outras pessoas.
Ambos os tipos de sintomas podem ser sinais de sofrimento psíquico e, quando persistem ou não são compreendidos e acolhidos, têm relação direta com dificuldades emocionais na vida adulta. Estudos mostram que crianças que apresentam sintomas internalizantes têm mais risco de desenvolver transtornos como depressão e ansiedade no futuro. Já aquelas com sintomas externalizantes podem ter maior propensão a problemas de conduta, dificuldades nas relações sociais, uso de substâncias ou transtornos de personalidade.
No entanto, é importante destacar que isso não é uma sentença. A infância é também um período de grande plasticidade emocional e psíquica. Quando a criança tem espaço para expressar seus sentimentos, quando é ouvida e acolhida, e quando recebe suporte adequado — seja familiar, escolar ou terapêutico — há uma grande possibilidade de reorganização psíquica.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar não só a criança, mas também os responsáveis, a entenderem melhor o que está por trás desses comportamentos e sentimentos, favorecendo um desenvolvimento emocional mais saudável e prevenindo o agravamento desses quadros no futuro.
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Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobreca
Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobrecarga sensorial nas crianças com TEA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As luzes coloridas podem ser um recurso interessante quando utilizadas com sensibilidade e intenção. No caso de crianças com TEA, que costumam ter um processamento sensorial diferente, o ideal é buscar um equilíbrio entre estímulo e acolhimento. Luzes suaves, com cores menos intensas como tons de azul ou verde, por exemplo, podem ajudar a criar um ambiente mais tranquilo, favorecendo o foco ou a regulação emocional.
É importante observar como cada criança reage. Algumas podem se interessar por luzes que mudam de cor lentamente, enquanto outras podem preferir uma luz fixa e estável. O uso de luzes piscantes ou muito vibrantes, por outro lado, pode gerar desconforto ou agitação. Por isso, o acompanhamento cuidadoso de um adulto é fundamental para ajustar a experiência às necessidades de cada uma.
A proposta não é sobre estimular por estimular, mas criar um espaço onde a criança se sinta segura e possa se relacionar com o ambiente de forma menos invasiva. O uso consciente desses estímulos pode abrir possibilidades de contato, de brincadeira e de expressão.
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Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai
Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito importante que você tenha conseguido escrever isso. Reconhecer que algo está fora do controle já é um passo muito significativo. O vício em jogos pode se tornar uma tentativa de escapar de dores internas, um modo de buscar alívio ou preencher algo que parece faltar por dentro. Mas, com o tempo, esse alívio momentâneo cobra um preço muito alto — e é o que você está vivendo agora.
Mesmo que a situação pareça sem saída, existe caminho possível. Procurar ajuda profissional é essencial. O acompanhamento pode te ajudar a compreender o que te levou até aqui, o que esse jogo representa na sua história, e o que precisa ser trabalhado para que você possa se libertar desse ciclo. Também pode ser necessário um trabalho em conjunto com outras frentes, como grupos de apoio e orientação financeira, dependendo do caso.
Você não precisa dar conta disso sozinho. A ajuda existe e é possível recomeçar, mesmo com tudo o que foi perdido. O mais importante agora é não se calar diante do que sente. Há uma dor aí dentro que precisa ser escutada com respeito, sem julgamento. E isso pode ser o início de uma nova construção.
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Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e
Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e volto a dormir e retorno ao sonho no mesmo lugar que parei antes de despertar e consigo saber que e um Sonho e consigo mudar o sonho sabiendo que e um sonho como por exemplo un día sonhei que fazia uma escala de uma montanha no meio da escalada eu disse e um sonho vou logo para o topo ai no sonho fechei os olhos e disse que estar no topo abrí os olhos e estava no topo da montanha tudo isso no sonho otra vez foi que no sonho uma mulher quería fazer sexo no meio da rúa mais no sonho me sentí com vergonha nao quiz mais logo no sonho pensé e so un sonho e chamei a mulher otra vez e fiz sexo com ela e isso de sonhar e controlar minhas assoes no sonho passa frecuentemente conmigo duas ou tres vezes na semana e normal isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é conhecido como sonho lúcido. Isso acontece quando a pessoa percebe que está sonhando enquanto o sonho ainda está acontecendo e, em alguns casos, consegue influenciar o rumo do sonho conscientemente. Muitas pessoas vivenciam isso de forma espontânea, como no seu caso, e não há nada de errado nisso. Ao contrário, pode ser uma experiência muito interessante e até prazerosa. Algumas abordagens veem os sonhos como expressões simbólicas da vida emocional e inconsciente. Quando se tem consciência dentro do sonho e ainda se consegue intervir nele, isso pode revelar uma relação mais ativa e integrada com os próprios conteúdos internos. Se essas experiências não estão te causando sofrimento ou prejuízos, não há com o que se preocupar. Elas fazem parte da forma como sua mente se organiza durante o sono.
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Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .
Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ambiente em que uma pessoa vive influencia diretamente seu bem-estar emocional, físico e relacional. Espaços marcados por violência, críticas constantes, excesso de exigência ou falta de escuta tendem a gerar tensão interna, insegurança e sofrimento psíquico. Do mesmo modo, ambientes mais acolhedores e respeitosos favorecem o desenvolvimento da confiança, da autonomia e do sentimento de pertencimento.
Além disso, o ambiente não se limita ao espaço físico ou familiar. Ele inclui também a cultura, os laços sociais e até os discursos que circulam — tudo isso contribui para moldar como o sujeito se percebe e se posiciona no mundo. Muitas vezes, sintomas como ansiedade ou tristeza profunda surgem não apenas de algo "interno", mas da forma como o indivíduo tenta se adaptar a um meio que não lhe permite ser quem é.
Por isso, um processo de escuta cuidadosa pode ajudar a refletir sobre os efeitos desse ambiente e a construir saídas que respeitem mais o desejo de quem busca ajuda.
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Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?
Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A forma como crescemos e os vínculos que criamos com quem cuidou de nós desde o início deixam marcas profundas na maneira como nos sentimos, pensamos e nos relacionamos. A presença ou ausência de escuta, o tipo de afeto recebido, as regras, os conflitos e até os silêncios moldam a forma como a gente enxerga o mundo e a si mesmo. Quando algo se repete demais ou falta por tempo demais, isso pode gerar inseguranças, medos e até dificuldades que só vão aparecer mais claramente na vida adulta. Mas isso não quer dizer que estamos condenados a repetir essas marcas pra sempre. Com tempo e cuidado, é possível entender melhor o que foi vivido e encontrar caminhos mais livres e menos dolorosos pra seguir em frente.
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O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que é perfil psicológico de uma pessoa?
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Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?
Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os temperamentos influenciam diretamente a maneira como a pessoa reage ao mundo, aos outros e a si mesma. São traços mais antigos, que dizem respeito a um modo de sentir, reagir e lidar com os estímulos. Há quem tenha um funcionamento mais explosivo, outros mais contidos, mais sensíveis, mais racionais. Nenhum deles é melhor ou pior, mas dependendo das experiências de vida e das relações precoces, cada um pode acabar se tornando um facilitador ou um entrave nas relações. Pessoas com um temperamento mais impulsivo, por exemplo, podem ter mais dificuldade em conter suas reações e isso gerar conflitos, enquanto outras mais introspectivas podem evitar o contato, dificultando vínculos mais profundos. O temperamento por si só não determina como será a vida relacional de alguém, mas se mistura com as vivências ao longo da vida. Por isso, compreender melhor o próprio modo de funcionar pode ajudar muito a lidar com os impasses e sofrimentos que se repetem nos vínculos.
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O que são os temperamentos humanos? .
O que são os temperamentos humanos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os temperamentos influenciam diretamente a maneira como a pessoa reage ao mundo, aos outros e a si mesma. São traços mais antigos, que dizem respeito a um modo de sentir, reagir e lidar com os estímulos. Há quem tenha um funcionamento mais explosivo, outros mais contidos, mais sensíveis, mais racionais. Nenhum deles é melhor ou pior, mas dependendo das experiências de vida e das relações precoces, cada um pode acabar se tornando um facilitador ou um entrave nas relações. Pessoas com um temperamento mais impulsivo, por exemplo, podem ter mais dificuldade em conter suas reações e isso gerar conflitos, enquanto outras mais introspectivas podem evitar o contato, dificultando vínculos mais profundos. O temperamento por si só não determina como será a vida relacional de alguém, mas se mistura com as vivências ao longo da vida. Por isso, compreender melhor o próprio modo de funcionar pode ajudar muito a lidar com os impasses e sofrimentos que se repetem nos vínculos.
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É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro
É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
(Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se triste com frequência, mesmo em meio a momentos bons, pode ser um sinal de que há algo interno que ainda está em aberto, pedindo escuta e elaboração. Quando a maior parte do tempo parece tomada por uma sensação de neutralidade ou tristeza, é importante considerar que isso pode estar ligado a experiências do passado que deixaram marcas.
Você mencionou ter visto muitas brigas dentro de casa, e isso pode mesmo ter deixado registros profundos. A infância e os vínculos familiares influenciam bastante a forma como a gente sente, reage e se relaciona com o mundo depois. Em muitos casos, quando há vivências intensas dentro do ambiente familiar, a mente pode acabar criando formas de defesa, como o distanciamento emocional ou o sentimento de anestesia. Isso pode explicar essa sensação de estar “neutra” boa parte do tempo.
A tristeza que volta mesmo depois de momentos alegres pode estar ligada ao fato de que esses afetos mais antigos não foram elaborados ainda. É como se algo dentro de você continuasse tentando ser ouvido, mesmo que de forma silenciosa.
Buscar um espaço de escuta pode te ajudar a entender melhor de onde vem essa tristeza e o que ela carrega. Com o tempo, é possível resgatar partes suas que hoje estão apagadas ou desacreditadas, e isso pode mudar a maneira como você enxerga a si mesma, suas relações e até o futuro. A tristeza não precisa ser o tom principal da sua vida. Há sempre caminhos possíveis quando há desejo de entender o que se passa por dentro.
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As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo e
As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo em terceira pessoa, parece que coisas importantes não tem valor como datas, conquistas etc... sinto visualizar o mundo como apenas um telespectador da minha própria vida.
Como vence isso? Só quero viver de maneira certa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de estar distante de si mesmo, como se fosse apenas um espectador da própria vida, pode ser muito angustiante. Muitas pessoas descrevem isso como se estivessem vivendo em terceira pessoa, como se algo nelas estivesse desligado da realidade emocional ou da experiência direta do que vivem.
Esse tipo de vivência pode estar relacionado a estados de dissociação, que são formas que a mente encontra para se proteger de algo que foi difícil de sentir ou elaborar. Nem sempre é algo traumático em termos evidentes. Às vezes são pequenos vazios acumulados, dores não reconhecidas ou situações em que a pessoa precisou se afastar dos próprios sentimentos para continuar seguindo.
Nesses casos, buscar um espaço de escuta pode ajudar a retomar essa conexão com o que há de mais vivo dentro de si. Aos poucos, conforme a pessoa começa a se sentir mais segura para se olhar, sentir e elaborar suas experiências, essa distância tende a diminuir.
A vontade de viver de maneira mais verdadeira já é um sinal importante. Ela aponta para o desejo de se reconectar com o que é seu de fato. Isso não acontece de uma hora para outra, mas com cuidado, tempo e um trabalho voltado para escutar aquilo que hoje parece adormecido, é possível se sentir mais inteiro e mais presente na própria vida.
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A pessoa com transtorno de personalidade narcisista assume uma obsessão consigo mesma, tendo sua emp
A pessoa com transtorno de personalidade narcisista assume uma obsessão consigo mesma, tendo sua empatia com os outros prejudicada. Quais são os principais sintomas desse transtorno e como ele pode afetar os relacionamentos interpessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com funcionamento narcisista marcado podem demonstrar uma necessidade intensa de admiração, uma preocupação excessiva com a própria imagem e uma grande dificuldade em lidar com críticas ou frustrações. Muitas vezes, parecem confiantes e seguras, mas essa postura pode esconder uma fragilidade interna profunda.
A empatia com o outro costuma ser prejudicada porque o olhar está muito voltado para si. O outro é visto muitas vezes como alguém que deve admirar, validar ou reforçar a autoimagem. Quando isso não acontece, podem surgir reações de raiva, desprezo ou afastamento.
Nos relacionamentos, esse tipo de funcionamento pode gerar bastante sofrimento. A pessoa pode ter dificuldade em sustentar vínculos duradouros, em reconhecer as necessidades do outro ou em lidar com situações em que não ocupa o centro da atenção. Relações que exigem troca, escuta e vulnerabilidade podem ser vividas como ameaçadoras.
É importante lembrar que esse funcionamento não surge por acaso. Muitas vezes, é uma forma de defesa construída ao longo da vida, especialmente quando houve feridas ligadas à autoestima, ao reconhecimento ou ao sentimento de valor. Por isso, é fundamental olhar para além da aparência de arrogância ou frieza e compreender o que está por trás desse modo de ser. Isso pode abrir espaço para que algo mais genuíno e menos defensivo possa surgir.
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É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?
É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Traços ligados ao funcionamento narcisista podem começar a se formar desde cedo, mas é na adolescência que eles costumam se mostrar com mais clareza. Mesmo assim, é importante ter cuidado ao tentar identificar um transtorno de personalidade nessa fase da vida, porque ainda há muita coisa em construção.
Na infância e na adolescência, comportamentos como necessidade de admiração, dificuldade em lidar com frustrações ou certa arrogância podem aparecer como parte do desenvolvimento emocional. Isso não significa, necessariamente, que haverá um transtorno.
O funcionamento narcisista, quando se torna rígido, costuma estar ligado a uma tentativa de proteger algo muito frágil dentro da pessoa. Por trás da busca por destaque, por exemplo, pode existir um medo profundo de não ser reconhecido, de não ter valor.
O olhar mais importante nesses casos é aquele que não se apressa em colocar um rótulo, mas busca entender o que está acontecendo com aquele sujeito, como ele lida com suas dores, desejos e limites. Com escuta e acolhimento, é possível ajudar essa pessoa a construir uma relação mais saudável consigo mesma e com os outros.
Perguntas frequentes
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É normal ter escapes e cólica usando anticoncepcional, após uma semana de diarreia infecciosa com vô
Sim. Diarreia intensa e vômitos podem reduzir a absorção do anticoncepcional…