Perguntas do paciente (183)

  • Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, cre

    Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, creio que a raiz dela é desde minha infância, tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, manter conversas e etc, até ai ok eu vivi minha vida, resultado: solitude e bloqueio emocional, tenho apenas 1 amigo que está desde minha infância comigo, ainda tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, isso pode parecer bobo mas já arruinou, amizades, trabalho em grupo, questões amorosas, basicamente tudo em minha vida, como posso lidar com isso? Creio que não sou tímido, mas a falta de conhecimento nesse tipo de interação me gera insegurança, consequentemente levando a timidez de qualquer forma, também gostaria de saber lidar com o fato de que amadureci demais, me sinto sem graça e estóico, rejeito pessoas e amizades para evitar frustrações, a propósito tenho toc diagnósticado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá, agradeço por compartilhar sua vivência de forma tão sincera. O que você descreve é profundamente humano e comum a muitas pessoas, embora cada trajetória seja única.

    A dificuldade de se relacionar, manter vínculos e lidar com emoções que parecem bloqueadas pode ter raízes profundas na história de vida, como você mesmo intui. Na psicanálise, compreendemos que muitas das nossas angústias atuais têm relação com vivências da infância e com modos de funcionamento psíquico que se repetem sem que tenhamos consciência disso. Não se trata de algo "bobo", como você disse. Muito pelo contrário. Esses padrões emocionais têm um impacto real nas nossas relações, na autoestima e no modo como vivemos o mundo.

    Você menciona se sentir amadurecido demais, sem graça e até mesmo estóico. Muitas vezes, esse "amadurecimento precoce" pode ser uma forma de defesa emocional, uma maneira que o psiquismo encontra para evitar frustrações, rejeições ou dores que foram intensas em algum momento. Rejeitar vínculos pode parecer um ato de proteção, mas com o tempo pode gerar uma sensação de isolamento e solidão.

    O diagnóstico de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) também é um ponto importante. Ele pode reforçar padrões de controle e repetição que influenciam tanto nas relações quanto na forma como você se percebe no mundo.

    A boa notícia é que há caminhos possíveis. O primeiro passo é exatamente o que você já está fazendo: reconhecendo sua dor e buscando compreender melhor o que está acontecendo. Um processo terapêutico, especialmente com base psicanalítica, pode ajudar a explorar essas questões com profundidade, dando espaço para que você se escute, se entenda e encontre novas possibilidades de se relacionar com você mesmo e com os outros.

    Se desejar, fico à disposição para acompanhar você nessa jornada de autoconhecimento e transformação.


  • É comum adolescentes com deficiência intelectual leve se morderem, ou esse tipo de comportamento é m

    É comum adolescentes com deficiência intelectual leve se morderem, ou esse tipo de comportamento é mais associado ao autismo ou TDAH? Ou inteligência limítrofe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma pergunta muito importante e que envolve questões emocionais profundas, especialmente quando se trata da adolescência, um período já tão delicado por si só.

    Comportamentos como se morder podem aparecer em diferentes quadros clínicos, mas na visão da psicanálise, o foco principal não está em “em qual diagnóstico isso é mais comum”, e sim no que esse ato expressa para aquele sujeito, em sua história única.

    Adolescentes com deficiência intelectual leve, assim como adolescentes com autismo, TDAH ou inteligência limítrofe, podem apresentar comportamentos autoagressivos como uma forma de lidar com angústias que não conseguem nomear ou simbolizar com palavras. Morder-se pode ser uma maneira de aliviar uma tensão interna, de chamar atenção para algo que está difícil de suportar ou mesmo de lidar com sentimentos de frustração, solidão ou medo.

    É fundamental compreender o que esse comportamento está querendo comunicar. Quando não há espaço para a escuta, o corpo pode se tornar o lugar da expressão do sofrimento.

    Ao invés de buscar uma explicação apenas no diagnóstico, o caminho mais potente pode ser oferecer ao adolescente um espaço de fala e de escuta, onde ele possa ser acolhido como sujeito, com sua singularidade. A psicanálise pode ser esse lugar onde, pouco a pouco, o sintoma possa perder força à medida que outras formas de elaboração vão sendo possíveis.

    Se esse comportamento tem ocorrido com frequência ou está causando sofrimento, vale buscar uma escuta especializada. Muitas vezes, o que parece apenas um "ato repetitivo" tem raízes mais profundas e merece ser cuidado com delicadeza.


  • Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq

    Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq ele diariamente tem febre emocional, gostaria de uma solução pra isso ..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sinto muito pela sua perda. O luto é uma experiência profunda e singular. Cada pessoa vive esse processo de forma única, e quando há uma criança envolvida, a dor pode se tornar ainda mais desafiadora, pois a mãe acaba tendo que lidar com o próprio sofrimento e, ao mesmo tempo, acolher as reações emocionais do filho.

    A chamada "febre emocional" em crianças pequenas pode de fato ser uma manifestação psicossomática — ou seja, quando o corpo expressa o que as palavras e os sentimentos ainda não conseguem comunicar claramente. Aos 3 anos, seu filho está em uma fase em que muitas emoções são vividas de forma intensa, mas ainda não há recursos suficientes para elaborá-las verbalmente. Se ele sente a ausência do pai, mesmo sem compreender todos os detalhes, isso pode se refletir em sintomas físicos como febres frequentes, mudanças no sono, no comportamento ou no apetite.

    É importante saber que o luto não tem um tempo certo para acabar. Dois anos podem parecer muito, mas para muitas pessoas esse ainda é um período de reorganização interna. O mais importante nesse momento é que você não precise viver esse processo sozinha. O apoio de um profissional pode ajudar tanto você a elaborar essa perda quanto a entender melhor as necessidades emocionais do seu filho.

    O acompanhamento psicológico — individual para você e, se possível, voltado à criança também — pode ser um passo valioso para acolher essa dor, sem pressa ou culpa, e criar um espaço de reconstrução para vocês dois.

    Fico à disposição caso deseje iniciar esse processo de cuidado e escuta.


  • Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descob

    Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descobrir onde eu moro e me matar. Isso é possível ou é coisa da minha cabeça? Porque tenho esses pensamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá. O que você descreve parece estar relacionado a um medo intenso que ultrapassa o risco real de uma situação comum do dia a dia, como dirigir. Embora situações de estresse e agressividade no trânsito infelizmente existam, a ideia de alguém seguir todos esses passos até chegar a uma violência extrema contra você aponta mais para uma angústia interna do que para um risco real e frequente.

    Pensamentos como esse podem estar ligados a um quadro de ansiedade, insegurança ou até mesmo a experiências passadas que deixaram marcas emocionais. Na psicanálise, buscamos entender não só o conteúdo do pensamento mas o que ele representa para você, de onde ele vem e o que está sendo deslocado ou simbolizado nessa fantasia.

    Vale lembrar que pensamentos intrusivos e catastróficos não significam que algo de fato vai acontecer. Mas se esses pensamentos estão causando sofrimento ou atrapalhando a sua vida, é muito importante buscar ajuda profissional. Através do processo analítico é possível entender o que está por trás desse medo e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essas angústias.

    Se desejar, estou à disposição para conversar mais sobre isso em um acompanhamento individual.


  • Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou

    Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou que pensei que não amava mais meu namorado pq era tranquilo de mais, depois sonhei que estava apaixonada pelo meu amigo (senti nojo depois que acordei), agora depois que eu fui ver um filme com a minha amiga veio no meu pensamento "e se eu gostasse dela?", eu não sou nem bi e nem lésbica, achei isso estranho, pois ela sempre foi atenciosa, e ninguém pode ser atencioso que eu acho que já é algo pra ficar alerta, tentei deixar pra lá, mas sempre vem pra eu analisar esse pensamento, isso é tão exaustivo, sempre esses pensamentos nunca me deixam em paz e nem consigo me sentir melhor para meu namorado, ele é uma pessoa incrível, legal, leal e maravilhosa, não vejo uma vida sem ele. Esses pensamentos me parecem toc, mas não quero me autodiagnosticar, me ajudem por favor, esses pensamentos não param e nem se dissipam.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi, entendo o quanto isso deve ser angustiante para você. Esse tipo de padrão de pensamento que você está descrevendo, onde há uma repetição obsessiva de ideias sobre seu relacionamento, sua sexualidade e até mesmo o medo de estar agindo de forma inadequada, é realmente algo que pode causar muito desconforto e confusão interna. Esse tipo de experiência pode ser parte de um quadro que se assemelha ao que muitas vezes chamamos de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas, mais importante do que o diagnóstico em si, é entender o impacto que esses pensamentos estão tendo em você.

    O que você descreve tem uma característica muito comum em pessoas que sofrem com TOC, que é o impulso de analisar ou "verificar" constantemente as suas emoções, sentimentos e pensamentos, o que pode se tornar um ciclo vicioso. O que ocorre é que, quanto mais você tenta afastar esses pensamentos, mais eles insistem em voltar, e isso acaba gerando uma sensação de exaustão e de "prisão" mental. Esse tipo de pensamento não significa que você tenha algum desejo oculto ou que a sua sexualidade esteja de fato em questão. Muitas vezes, o foco dos pensamentos obsessivos está em algo que não tem relação com a realidade, mas com a sua ansiedade interna, que busca uma resposta que dê "certeza" e alívio.

    É importante também considerar o quanto a idealização do seu relacionamento pode estar influenciando esses pensamentos. O medo de perder algo que é muito importante, como um relacionamento estável e saudável, pode fazer com que você se sinta sobrecarregada por essas questões. Isso, por si só, já gera uma pressão emocional, que pode fazer com que seu cérebro "crie" mais situações e dúvidas a serem analisadas, mesmo que essas situações não sejam reais.

    O mais importante aqui é tentar criar um espaço em que você possa olhar para esses pensamentos com mais calma, sem se deixar consumir por eles. A psicanálise pode ajudar a explorar as origens desse padrão de pensamentos e a entender o que ele realmente representa para você. Em alguns casos, também seria interessante considerar o acompanhamento com um psiquiatra para discutir estratégias que possam aliviar esses sintomas, caso um quadro de TOC esteja presente.

    Se você achar que esses pensamentos estão interferindo muito em sua qualidade de vida, em seus relacionamentos e no seu bem-estar emocional, eu ficaria feliz em conversar mais profundamente sobre isso em um atendimento. Você não está sozinha nesse processo. Vamos tentar entender o que esses pensamentos realmente significam e como podemos tratá-los de maneira mais saudável.


  • Minha namorada tem uma intimidade muito grande com o ex marido com quem ela tem um filho, mas ela fa

    Minha namorada tem uma intimidade muito grande com o ex marido com quem ela tem um filho, mas ela fala coisas até de cunho sexual com ele e isso me incomoda, eu devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma questão delicada e, certamente, gera um desconforto legítimo. Em primeiro lugar, é importante refletir sobre os limites do relacionamento de vocês e a forma como ambos lidam com as interações com ex-parceiros. Quando se trata de um ex-marido, especialmente por existir um vínculo afetivo e parental (no caso, o filho), é natural que a comunicação entre eles seja frequente. No entanto, o que precisa ser considerado são os tipos de assuntos e a maneira como essas interações estão acontecendo.

    É válido questionar qual é a natureza dessa intimidade. O fato de sua namorada ter uma relação próxima e aberta com o ex-marido não é, por si só, motivo de preocupação. O que pode ser problemático é quando os limites saudáveis da relação são ultrapassados, especialmente quando o conteúdo da conversa envolve questões íntimas e de natureza sexual.

    Você deve refletir sobre como isso afeta sua própria segurança emocional e o que sente em relação ao comportamento dela. A comunicação aberta e honesta é fundamental. Falar sobre o que a incomoda e buscar entender o que está por trás dessa intimidade pode ajudar a esclarecer as intenções dela e ajustar as expectativas de ambos na relação.

    Também é importante considerar o que seria saudável para o relacionamento de vocês. Ter uma conversa sincera sobre suas inseguranças e estabelecer acordos claros sobre o que é aceitável pode ser útil para que o vínculo entre vocês seja respeitado, ao mesmo tempo que se mantém a boa convivência com o ex-marido, especialmente por causa do filho em comum.

    Se você sentir que a situação não é resolvida ou que os limites não estão sendo respeitados, pode ser interessante procurar um terapeuta de casal para mediar a situação e ajudar a compreender os sentimentos e comportamentos de ambos de uma forma mais aprofundada.

    A chave aqui é o diálogo, o respeito mútuo e a definição clara de limites para que o relacionamento de vocês tenha espaço para crescer de forma saudável e sem ambiguidade.


  • Olá! Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeit

    Olá!

    Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeito como acordamos?

    Por exemplo: se eu costumo adormecer imóvel e calmo, o cérebro pode repetir esse padrão ao acordar — fazendo com que eu desperte também imóvel, sem me mexer logo?

    Isso valeria tanto para atitudes físicas quanto para o último pensamento ou intenção que tive antes de dormir?

    Estou interessado nisso principalmente por questões de consciência no despertar e práticas de sono lúcido.

    Agradeço desde já!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá, essa é uma pergunta muito interessante e mostra que você tem uma atenção cuidadosa com seu próprio processo de adormecer e despertar. De fato, há fundamentos na neurociência do sono e também na psicologia para considerar que o modo como adormecemos pode influenciar a forma como acordamos.

    Durante o sono, o cérebro continua processando informações, emoções e padrões vividos ao longo do dia. Isso inclui os pensamentos e sensações que estão presentes no momento em que pegamos no sono. Estudos sobre higiene do sono e práticas como o treinamento autógeno, meditação e técnicas de indução ao sonho lúcido indicam que o estado mental e físico na hora de dormir pode influenciar tanto a qualidade do sono quanto a forma como despertamos.

    Por exemplo, pessoas que adormecem com ansiedade ou agitação podem acordar com sensação de cansaço ou confusão. Já aquelas que praticam relaxamento ou estabelecem intenções claras antes de dormir muitas vezes despertam com maior consciência ou até com mais facilidade para lembrar dos sonhos.

    No campo da psicanálise, também se considera que o sono não é uma pausa total, mas sim um espaço onde o inconsciente se manifesta de forma intensa. Os conteúdos que circulam antes de dormir — inclusive pensamentos repetitivos ou rituais — podem ter impacto simbólico no modo como se vivencia o despertar.

    Então sim, o modo como você adormece pode afetar o início do seu dia, tanto em termos físicos quanto mentais. Se você está interessado em sono lúcido e consciência ao despertar, pode ser muito produtivo observar e experimentar conscientemente os padrões que antecedem o sono.

    Se esses temas despertam dúvidas ou mexem com emoções mais profundas, vale a pena explorá-los em psicoterapia. Muitas vezes, o que fazemos nesse “limiar” entre sono e vigília fala muito sobre nosso funcionamento psíquico.

    Fico à disposição!


  • Olá, preciso de alguma opinião profissional envolvendo meu estado emocional. Ultimamente, estou me s

    Olá, preciso de alguma opinião profissional envolvendo meu estado emocional. Ultimamente, estou me sentindo completamente exausto, não exatamente um cansaço físico (as vezes sim) mas um cansaço mental. Pela manhã antes de ir trabalhar, não sinto a mínima vontade de se levantar e ir, e ultimamente nem estou fazendo questão de chegar no horário no meu trabalho, tenho uma certa dificuldade para dormir, indo dormir tarde muitas vezes. Não vejo futuro para mim, sinto que irei fracassar em alguma coisa na minha vida, sinto que não sou importante, que não sou especial, muitas vezes me pego pensando em como sou um desastre. Nunca tentei me suicidar e nem nada do tipo, mas estou preocupado com a minha saúde, pois tenho um longo histórico de depressão e ansiedade na minha família por parte de pai (meu avô, pai e tia tinham/tem depressão gravíssima, e meu irmão tem ansiedade e alguns ataques de pânico) minha dúvida é se eu tenho a chance de ter alguma coisa, e se eu deveria me consultar com alguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá, agradeço por compartilhar sua vivência com tanta sinceridade. O que você descreve é algo muito sério e importante de ser acolhido. Sentimentos de cansaço mental, desmotivação, baixa autoestima e falta de perspectiva podem ser sinais de um sofrimento psíquico que merece atenção.

    O fato de você ter histórico familiar de depressão e ansiedade não significa que você com certeza terá o mesmo, mas aumenta sim a predisposição. Isso, somado aos sinais que você está sentindo no momento, indica que buscar ajuda profissional seria uma atitude muito adequada e cuidadosa com você mesmo.

    A psicoterapia, especialmente pela psicanálise, pode ajudar a compreender mais profundamente o que está por trás desses sentimentos, identificando conflitos internos, angústias e padrões de repetição que podem estar contribuindo para esse mal-estar. Além disso, um acompanhamento com um psiquiatra pode ser necessário, dependendo da avaliação.

    Você não precisa passar por isso sozinho. O sofrimento psíquico tem tratamento e é possível recuperar o sentido, a vitalidade e a esperança. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem e responsabilidade com a própria saúde.

    Se puder, procure um profissional o quanto antes. Quanto antes você começar, mais cedo poderá encontrar caminhos para se sentir melhor.

    Estou à disposição para o que precisar.


  • Sou casado a 35 anos, desde criança tenho sentimentos homossexuais gostava de fazer de minhas cuecas

    Sou casado a 35 anos, desde criança tenho sentimentos homossexuais gostava de fazer de minhas cuecas de calcinhas, mas crédito casei e sempre com meu desejo, depois dos trinta anos tive uma experiência homossexual passiva com um travesti, gostei muito e aí aflorou meus desejos e de lá pra cá tenho tido várias experiências homossexuais com homem e travestis, continuo com vontade de usar calcinha usando da minha esposa em casa, meu relacionamento no casamento é bom mas na ha relação sexual, devo continuar na prática homossexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Primeiramente, é importante compreender que a sexualidade humana é complexa e pode envolver desejos e expressões que não se encaixam necessariamente nas categorias tradicionais de "heterossexual" ou "homossexual". O fato de você ter sentimentos e desejos por pessoas do mesmo sexo ou gostar de usar roupas associadas ao sexo oposto, como as calcinhas, não define sua identidade de maneira rígida. Essas expressões fazem parte da sua vivência, e não necessariamente precisam ser colocadas dentro de uma caixa. A sexualidade pode ser fluida e é importante que você se permita explorá-la sem culpas ou medo.

    Em relação ao seu casamento, o fato de não ter mais uma relação sexual com sua esposa pode ser um indicativo de que há algo não resolvido entre vocês ou que você está se afastando dessa parte da relação. Isso não significa que o casamento está fadado ao fracasso, mas sim que é essencial que você converse com sua esposa sobre seus sentimentos e desejos. Um casamento sólido, baseado em confiança e comunicação, pode enfrentar e até superar crises quando as partes envolvidas estão dispostas a entender o outro.

    É importante refletir sobre a escolha de continuar ou não a prática homossexual. Pergunte-se o que está por trás desse desejo: é uma busca por algo que você sente que falta no seu casamento? Ou você sente que está apenas explorando uma parte de sua identidade que, até agora, não tinha se permitido? Quando você encontra prazer e satisfação nessas experiências, elas estão atendendo a uma necessidade emocional ou psicológica que, de outra forma, não está sendo preenchida?

    A resposta definitiva sobre continuar com essas práticas só você pode dar, mas antes de tomar essa decisão, seria interessante procurar um espaço terapêutico, onde você possa explorar esses sentimentos e desejos com mais profundidade, sem pressa de chegar a uma conclusão. A psicanálise, por exemplo, pode ajudar a entender as raízes dessas questões, seja em relação a sua sexualidade, ao seu casamento ou até mesmo à sua história de vida.

    Em qualquer situação, o mais importante é agir com sinceridade em relação aos seus sentimentos e aos outros envolvidos, especialmente sua esposa. Talvez uma conversa franca com ela possa ser o primeiro passo para entender se esse aspecto da sua sexualidade pode ser incorporado à relação ou se há algo a ser ajustado entre vocês.


  • Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu

    Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu em todos os relacionamentos dela e está acontecendo no nosso agora. O que pode estar causando isso? Ela é religiosa mas nem tanto, não gosta muito de toque físico mas quanto fica sem relacionamento por 3 meses ou mais esse afeto volta. É estranho, como um ciclo onde ela nunca se mantém em um relacionamento pois não consegue mais satisfazer o afeto do companheiro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá. O que você descreve parece envolver um padrão repetitivo nos relacionamentos afetivos da sua namorada. Quando situações semelhantes se repetem com diferentes pessoas, é possível que estejam ligadas a conteúdos inconscientes que atuam sem que a pessoa se dê conta.

    A perda de interesse afetivo e sexual após certo tempo pode ser um modo de defesa, uma tentativa de evitar algo que se torna difícil quando o vínculo se aprofunda. Isso não significa que ela esteja escolhendo conscientemente agir assim. Muitas vezes, esse tipo de ciclo tem raízes em experiências antigas, que moldam a forma como alguém se relaciona com a intimidade, o desejo, o afeto e até com a própria identidade.

    A questão do toque físico e da religiosidade também pode estar relacionada, mas isso só faria sentido entendendo o contexto subjetivo dela, o que exige tempo, escuta e elaboração. Uma escuta psicanalítica poderia ajudar muito nesse sentido, se ela desejar compreender o que acontece.

    Para você, que está vivenciando isso como parceiro, também pode ser importante refletir sobre o impacto desse padrão na sua experiência afetiva e nos seus limites emocionais.

    Fico à disposição caso queira conversar mais sobre isso.


  • Boa noite. Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas

    Boa noite.

    Desde 2017, quando decidi mudar de cidade e morar na capital venho notando que algumas manias e sentimentos vieram aos poucos tomando conta do meu ser, e hoje, me sinto com uma sensação de vazio e o desejo constante de recomeçar a minha vida do zero.

    Passei por muitas perdas dos 11 anos de idade em diante. De pessoas que me amaram e me protegiam e por outro lado, de quem me humilhou e me maltratou em vez de ter me acolhido no momento em que mais precisava.

    Hoje, com 26 anos, eu me sinto completamente perdido. Nada faz muito sentido na minha vida, não gosto muito de ter contato com familiares e amigos, sinto que já passou da hora de sair do relacionamento amoroso que tenho, mas tenho medo, pois tenho a impressão de que não serei capaz de me cuidar sozinho.

    Como faço para romper esses ciclos viciosos na minha vida e me encontrar verdadeiramente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Primeiramente, é importante reconhecer que o que você está passando é um reflexo de uma série de experiências que marcaram profundamente sua vida. O fato de você ter vivenciado perdas significativas e de ter sido exposto a relações que, ao invés de fornecer apoio, causaram dor, pode ter gerado um sentimento de desorientação e vazio. Essas experiências podem, ao longo do tempo, criar um padrão de funcionamento emocional que é difícil de romper sozinho, mas não impossível.

    O vazio que você descreve pode estar relacionado a uma sensação de desconexão com quem você é e com o que realmente deseja para a sua vida. Quando passamos por perdas intensas e quando vivemos em contextos que nos ferem, muitas vezes nossa autoestima e nossa visão de futuro ficam comprometidas. A sensação de "não ser capaz de se cuidar sozinho" também é comum em situações em que a pessoa não sente que tem o apoio necessário ou que, ao longo da vida, não foi capaz de construir uma base emocional sólida.

    A mudança de cidade e o desejo de recomeçar a vida do zero são indícios de um desejo de transformação, de sair de um ciclo que não te serve mais. No entanto, romper ciclos viciosos não é simples, principalmente quando estamos no meio deles. A sensação de estar preso a esses ciclos pode gerar um medo intenso do desconhecido, de dar o passo que nos levaria a um lugar mais saudável, mas também mais desafiador.

    Para romper esses ciclos, o primeiro passo é se permitir sentir e reconhecer o que está acontecendo com você. Às vezes, tentamos "apagar" a dor ou o desconforto, sem realmente olhar para o que ele tem a nos ensinar. Diante dessa sensação de vazio, é possível que você precise encontrar espaços em sua vida para resgatar sua autonomia emocional e reestabelecer seu vínculo com você mesmo. Isso pode ser feito aos poucos, seja buscando terapia, seja praticando momentos de autoconhecimento, ou se envolvendo em atividades que o façam sentir que você é capaz de tomar as rédeas da sua vida.

    Em relação aos relacionamentos, tanto com familiares quanto com a relação amorosa, talvez seja necessário avaliar o que te impede de se afastar desses vínculos. O medo de não ser capaz de se cuidar sozinho é legítimo, mas talvez seja justamente nessa relação de dependência que você tenha encontrado uma sensação de segurança, que na verdade pode ser um falso conforto. Talvez seja o momento de explorar novas formas de ser independente, ou de, ao menos, começar a pensar no que seria necessário para que você se sentisse mais seguro e confortável em dar esse passo.

    Recomeçar não significa começar do zero. Significa dar um novo sentido àquilo que já existe em você, ao seu passado, e encontrar a força para seguir em frente. Se você sente que esse vazio é algo constante, e que afeta suas escolhas e sua visão de vida, pode ser útil procurar apoio terapêutico. Às vezes, precisamos de um olhar externo para ajudar a organizar as emoções e, mais importante, para encontrar os caminhos que conduzem a um lugar de maior autoconhecimento e equilíbrio emocional.

    Sei que o processo de mudança pode ser assustador, mas ele também é uma oportunidade de autodescoberta e crescimento. Ter coragem para olhar para dentro e questionar os ciclos que se repetem é um passo muito importante em direção ao seu bem-estar.


  • É normal está com a mente sempre pensar,sim ou não ?????

    É normal está com a mente sempre pensar,sim ou não ?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, é normal que a mente esteja sempre pensando. Nossa mente é naturalmente ativa, e o processo de pensar faz parte do funcionamento do cérebro. O que acontece é que, muitas vezes, os pensamentos podem se tornar excessivos ou recorrentes, o que pode gerar ansiedade ou dificuldades de concentração.

    A mente humana está constantemente processando informações, mesmo quando não estamos conscientes disso. Ela busca resolver problemas, lembrar de coisas, planejar o futuro, fazer julgamentos, entre outras coisas. Porém, quando isso se torna um fluxo incessante e descontrolado de pensamentos, muitas pessoas se sentem sobrecarregadas.

    Se o fluxo de pensamentos começa a interferir no seu bem-estar ou na sua capacidade de focar nas atividades do dia a dia, pode ser útil aprender técnicas de relaxamento ou meditação, que ajudam a acalmar a mente e a desenvolver mais controle sobre os próprios pensamentos. Se sentir que essa questão está afetando sua qualidade de vida, buscar o apoio de um psicólogo pode ser uma boa opção para entender as causas dessa agitação mental e como lidar com ela de forma mais saudável.

    Em resumo, é normal ter pensamentos constantes, mas é importante observar como eles impactam sua vida e buscar formas de manter o equilíbrio.


  • Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptament

    Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptamente com o uso de nicotina,estou em abstinencia,queria saber se é normal os sintomas de retirada estarem tão fotes ainda,ando muito irritado,parece que vou surtar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Entendo o quanto essa fase de abstinência pode ser desafiadora, e é completamente normal que você esteja vivenciando esses sintomas. A nicotina é uma substância altamente viciante, e quando o corpo se vê privado dela após tantos anos de uso, ele reage de forma intensa. Além disso, o cérebro e o corpo estão tentando se reajustar a uma nova realidade sem a presença da nicotina.

    Os sintomas mais comuns de abstinência incluem irritabilidade, ansiedade, dificuldades de concentração, alterações no sono e um aumento na vontade de consumir novamente a substância. Esses sintomas podem ser fortes nas primeiras semanas e, em alguns casos, podem persistir por mais tempo. A duração e a intensidade da abstinência variam de pessoa para pessoa, mas o fato de você estar sentindo isso com intensidade, ainda após 31 dias, é relativamente comum, principalmente considerando os anos de consumo.

    O que você está vivendo é um processo de desintoxicação tanto física quanto psicológica. O cérebro precisa de tempo para se reajustar a um novo equilíbrio, sem a presença da nicotina, e essa adaptação pode ser difícil. A irritabilidade e a sensação de estar “à beira de surtar” fazem parte dessa transição.

    Se você ainda não procurou ajuda profissional, pode ser interessante contar com o apoio de um psicólogo ou psiquiatra, que pode te ajudar a lidar melhor com essas emoções intensas. Técnicas de relaxamento, meditação e exercícios de respiração podem ser úteis para reduzir a ansiedade nesse momento.

    Em resumo, sim, é normal que você ainda esteja sentindo sintomas intensos após um mês sem nicotina, mas com o tempo, o seu corpo e mente irão se ajustar. Mantenha-se firme, e lembre-se de que buscar ajuda profissional pode acelerar o processo de recuperação e te proporcionar mais conforto. Se precisar de mais orientações, estou à disposição!


  • Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas

    Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas que não vão dar em nada não assume. O que passa na cabeça dessas pessoas? Existe terapia para tratar isso ou faz parte da personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa postura que você descreve, de nunca assumir erros e sempre responsabilizar os outros, pode estar relacionada a vários fatores psicológicos e emocionais. Pessoas com esse tipo de comportamento muitas vezes têm uma grande dificuldade de lidar com a própria vulnerabilidade. Admitir um erro, por menor que seja, pode ser interpretado por elas como um sinal de fraqueza, de incompetência ou até de ameaça à própria autoestima.

    Em muitos casos, esse tipo de atitude está ligado a mecanismos de defesa inconscientes, como a projeção (atribuir ao outro aquilo que não consegue aceitar em si mesmo) ou a negação (recusar-se a reconhecer uma realidade desconfortável). Essas estratégias, embora disfuncionais, são tentativas de proteger a própria identidade de sentimentos de culpa, vergonha ou inadequação.

    Esse comportamento também pode estar associado a traços de personalidade mais rígidos ou narcisistas, em que a pessoa tem uma grande necessidade de manter uma imagem de perfeição e controle. Nessas situações, qualquer erro é visto como algo intolerável, e culpar os outros se torna uma maneira de preservar essa autoimagem idealizada.

    Sim, existe terapia para tratar isso. A psicoterapia, especialmente a psicanálise, pode ajudar a pessoa a tomar consciência desses mecanismos inconscientes e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os próprios erros e limites. No entanto, é importante lembrar que esse tipo de mudança só acontece se a própria pessoa reconhecer que há um problema e estiver disposta a enfrentar esse processo.

    Se esse parente não vê necessidade de mudar, o ideal é que você, que convive com ele, encontre formas de se proteger emocionalmente dessas dinâmicas e estabeleça limites saudáveis na relação. Em alguns casos, a ajuda de um terapeuta pode ser valiosa também para quem convive com pessoas assim.


  • Como posso manter uma rotina diária, sem estresse e sem mesmice ?

    Como posso manter uma rotina diária, sem estresse e sem mesmice ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma pergunta muito importante, porque toca em algo que muitas pessoas vivem: o desafio de encontrar equilíbrio entre rotina e prazer, entre o necessário e o desejado.

    A rotina é essencial para dar um certo contorno ao nosso dia, criar estabilidade e nos ajudar a organizar a vida. Mas quando ela vira uma repetição sem sentido, pode gerar tédio, desânimo e até sofrimento. Por outro lado, tentar fugir completamente da rotina pode gerar estresse e sensação de descontrole.

    Como psicólogo psicanalista, entendo que cada pessoa tem um modo próprio de viver e de lidar com a previsibilidade do cotidiano. Por isso, mais do que fórmulas prontas, talvez o mais importante seja investigar o que para você representa “mesmice” e o que gera “estresse”. Às vezes, o que está em jogo não é apenas a organização do tempo, mas também questões internas que influenciam o modo como vivemos nossos dias.

    Uma sugestão inicial é tentar incluir na rotina pequenas atividades que tenham sentido e prazer para você, mesmo que simples. E, se possível, refletir sobre quais são suas necessidades, seus desejos e o que está pedindo mudança na sua vida. Esse tipo de reflexão pode ser muito bem explorado em um processo terapêutico.

    Fico à disposição caso queira conversar mais sobre isso.

    Um abraço.


  • Boa Noite, tomo amitriptilina com propanolol manipulado para tratar as crises de ansiedade. Tenho to

    Boa Noite, tomo amitriptilina com propanolol manipulado para tratar as crises de ansiedade. Tenho tomado esse remédio todos os dias mais as crises continuam. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Boa tarde!
    Entendo a sua preocupação. A combinação de amitriptilina com propranolol costuma ser indicada por médicos, geralmente psiquiatras, para aliviar sintomas físicos e emocionais relacionados à ansiedade. No entanto, quando a medicação sozinha não é suficiente para melhorar de forma satisfatória, é importante considerar outras dimensões do cuidado, especialmente o acompanhamento psicológico.

    Falo aqui como psicólogo psicanalista. A ansiedade, muitas vezes, tem raízes mais profundas que não se resolvem apenas com a medicação. Ela pode estar relacionada a conflitos emocionais, vivências passadas, pressões internas ou externas que precisam ser escutadas e elaboradas. A psicoterapia é um espaço para isso: para entender o que está por trás dessas crises, dar um sentido ao que você sente e encontrar outras formas de lidar com a vida.

    Minha sugestão é que você converse com o profissional que prescreveu o medicamento sobre essa continuidade dos sintomas. Além disso, considerar iniciar um processo terapêutico pode ser um passo importante no seu cuidado emocional.

    Fico à disposição para ajudar nesse caminho, caso sinta que posso contribuir.

    Um abraço.


  • Todo mundo tem imagens de hipnagogia antes de dormir??

    Todo mundo tem imagens de hipnagogia antes de dormir??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A hipnagogia é o estado transitório entre a vigília e o sono, e é bastante comum que as pessoas experimentem imagens ou sensações durante esse período. Essas imagens podem ser vívidas, muitas vezes desconexas, e podem incluir flashes de memórias, sonhos fragmentados ou até mesmo cenários que parecem surgir do nada. Esse fenômeno é muito natural e não está necessariamente relacionado a qualquer problema de saúde mental.

    Nem todo mundo tem imagens de hipnagogia, mas é algo bastante comum. Algumas pessoas podem vivenciar esse processo de maneira mais intensa, com imagens e até sons, enquanto outras podem simplesmente adormecer sem perceber nada de significativo nesse intervalo. Para aqueles que têm essas imagens, elas podem ser bastante reais e até causadoras de confusão, especialmente se forem intensas ou perturbadoras.

    Essas imagens podem ser influenciadas por vários fatores, como o estado emocional da pessoa, o nível de estresse, a qualidade do sono, ou até mesmo o cansaço físico e mental. Elas também podem ter uma forte relação com os sonhos, já que ambas as experiências acontecem na fase de transição entre a consciência plena e o sono profundo.

    Em resumo, a hipnagogia é um fenômeno normal e muitas pessoas têm experiências visuais durante esse período. Se essas imagens forem algo que causem incômodo ou afetem o sono de forma negativa, pode ser útil adotar hábitos que promovam um sono mais tranquilo, como meditação ou uma rotina de relaxamento antes de dormir. Caso a questão persista ou se torne mais complexa, uma avaliação mais detalhada com um especialista poderia ajudar a entender melhor esse padrão.


  • Há uma coisa comigo que não entendo, espero que você possam me explicar. Eu tenho ansiedade e depre

    Há uma coisa comigo que não entendo, espero que você possam me explicar.
    Eu tenho ansiedade e depressão, e às vezes, gosto de me isolar e ficar em casa. Sou até antissocial, tenho falta de energia e preguiça para sair de casa, mas para o meu trabalho que é de porteiro, isso não acontece. Sinto que gosto de vir trabalhar, gosto mais de vir trabalhar do que ficar em casa. Por que isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma questão muito importante e bastante comum entre pessoas que convivem com ansiedade e depressão. O que você descreve pode parecer contraditório à primeira vista, mas faz bastante sentido quando olhamos com mais profundidade.

    Muitas vezes, o ambiente de trabalho oferece uma estrutura que ajuda a pessoa a se sentir mais funcional. No seu caso, o trabalho como porteiro pode trazer uma rotina, um senso de responsabilidade e até mesmo uma sensação de utilidade que pode ser reconfortante. Além disso, o contato com outras pessoas, mesmo que limitado, e o fato de ter tarefas definidas, podem aliviar um pouco os sintomas do isolamento e da falta de motivação que são comuns na depressão.

    Em casa, por outro lado, você pode sentir um vazio maior, menos estímulos, mais espaço para pensamentos negativos e, consequentemente, mais dificuldade em lidar com as emoções. Por isso, o isolamento e a falta de energia aparecem com mais força.

    É importante lembrar que cada pessoa vive a ansiedade e a depressão de uma forma única. A sua experiência mostra como, mesmo dentro do sofrimento psíquico, é possível encontrar espaços em que você ainda se sente vivo e conectado. Isso pode ser um ponto de partida muito valioso em um processo terapêutico.

    Se possível, recomendo buscar acompanhamento psicológico regular. A psicanálise, por exemplo, pode ajudar você a entender mais profundamente o que está em jogo nesses sentimentos, nas suas relações e na forma como você se vê no mundo.


  • Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho

    Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho 19 anos, ainda não trabalho, e não tive namoradas, eu tenho vontade mas não sei em qual lugar ir para conhecer pessoas novas, eu quase todo dia fico pensando nisso, eu sempre gostei de escutar músicas românticas, não sei se isso está me fazendo mal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi, tudo bem? Antes de tudo, quero te dizer que é super normal sentir essa vontade de se relacionar e, ao mesmo tempo, se sentir meio perdido com isso. Você está numa fase da vida em que muita coisa começa a se transformar, e é natural que venham dúvidas, inseguranças e também uma sensação de solidão.

    Não ter namorado ou namorada até agora não significa que tem algo errado com você. Cada pessoa tem seu tempo, e às vezes o que atrapalha não é a falta de vontade, mas algumas barreiras internas, como o medo de se expor ou de não ser aceito. Isso é mais comum do que parece.

    Sobre as músicas românticas: elas não são o problema em si, mas é bom prestar atenção no que elas fazem você sentir. Se te deixam mais pra baixo ou aumentam a sensação de que está faltando algo, talvez seja o caso de equilibrar com outras coisas que te tragam leveza e te façam bem.

    Você comentou que não sabe onde conhecer pessoas novas. Hoje em dia existem muitos caminhos: grupos de interesse, cursos, atividades em comunidade, até aplicativos, se você se sentir à vontade. Mas mais importante que o lugar é como você está se sentindo consigo mesmo. Quando a gente começa a olhar pra dentro e entender nossas emoções, tudo vai ficando mais leve, inclusive essa busca por um relacionamento.

    Fazer terapia pode ser um ótimo jeito de se conhecer melhor, entender suas inseguranças e ganhar confiança para viver relações mais verdadeiras. E o mais legal disso é que você não precisa enfrentar tudo isso sozinho.

    Se quiser conversar mais, estou por aqui.


  • Estou passando por uma situação muito difícil em minha vida, sou homem casado com mulher a 6 anos e

    Estou passando por uma situação muito difícil em minha vida, sou homem casado com mulher a 6 anos e temos uma filha de 1 ano, mas acontece que eu tenho desejos sexuais com outros homens porem nunca tive nada com nenhum homem e sou viciado em porno gay e isso já está afetando minha vida sexual com ela tenho falhado muito na cama, a algum tempo atrás eu contei tudo para ela, mas decidimos continuar tentando salvar nosso casamento e disse que não veria mais pornografia, porém não consigo parar de ver, ela sempre me pergunta se estou bem e sempre falo que sim pois tenho vergonha de ficar a todo tempo falando desse assunto, mas sei que ela percebe e agora estamos passando por um momento muito difícil, penso sempre em me separar, mas o medo de perder meu casamento e de viver longe de minha filha é muito grande. Não sei o que fazer nem como resolver já tentei ajuda com o pastor de nossa igreja mas não resolveu, eu não consigo mudar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá.

    Antes de tudo, quero reconhecer a coragem que você teve ao compartilhar seus sentimentos e a complexidade da situação que está enfrentando. Vivenciar um conflito tão profundo entre o que você sente e a vida que construiu com sua esposa e sua filha não é fácil. Parece que você está em um ponto de grande sofrimento, lidando com expectativas internas, medos sobre o futuro e uma luta constante contra desejos e comportamentos que, por mais que você tente controlar, parecem estar afetando sua vida de maneira significativa.

    O que você está vivendo envolve questões de identidade, sexualidade e relacionamentos, e é muito comum que esses conflitos causem angústia. O desejo sexual com outros homens, a dependência de pornografia e as dificuldades em manter uma vida sexual satisfatória com sua esposa parecem estar criando uma tensão interna muito forte. Isso é algo que pode ser difícil de lidar sozinho, especialmente quando se sente vergonha e medo de conversar sobre isso, tanto com sua esposa quanto com outras pessoas, incluindo os profissionais de ajuda que você já procurou.

    Primeiro, gostaria de te lembrar que a vergonha, que parece ser uma sensação muito forte para você, muitas vezes se torna um bloqueio importante. Ela impede que você se abra totalmente, o que acaba dificultando ainda mais a resolução do problema. Você menciona o medo de perder o casamento e estar distante de sua filha, e isso é completamente compreensível. No entanto, esse medo de perder algo importante não pode ser a única razão para mudar ou para não fazer algo em relação ao que você está sentindo. A mudança verdadeira precisa vir de um espaço em que você possa se compreender, se aceitar e, a partir disso, agir com mais clareza sobre os próximos passos.

    O fato de você ter tentado parar de ver pornografia e, mesmo assim, sentir que não consegue, indica que há uma dependência emocional e até psicológica em relação ao comportamento. A pornografia, muitas vezes, pode se tornar uma forma de fuga ou uma maneira de lidar com questões não resolvidas, como os desejos que você sente. Essa repetição pode gerar uma espécie de ciclo vicioso que é difícil de romper sem o apoio adequado.

    Em relação ao seu casamento, o mais importante é o diálogo aberto com sua esposa. Sei que a vergonha e o medo de magoá-la são grandes, mas ela já sabe que você está lidando com esses sentimentos, e isso já cria um ponto de partida para conversas mais profundas. Talvez não seja a questão de resolver tudo de imediato, mas de ir tratando o assunto aos poucos, com mais transparência e honestidade. O processo de reconstrução de uma relação não é simples, e envolve não apenas mudanças de comportamento, mas também a compreensão mútua, o respeito e a criação de um espaço onde os dois possam expressar suas necessidades, medos e frustrações.

    O que você está vivendo não precisa ser encarado como uma falha ou um defeito. São questões complexas de identidade sexual, desejo e intimidade que precisam ser trabalhadas com muito cuidado. A terapia, especificamente a psicoterapia, pode ser uma excelente forma de lidar com essas questões mais profundas. Considerando que o pastor que você procurou não conseguiu ajudá-lo de forma eficaz, talvez seja interessante buscar um terapeuta especializado em sexualidade e relacionamento, alguém com a experiência necessária para apoiar você nesse momento.

    Em relação à separação, é importante refletir sobre o que você realmente quer para sua vida e o que seria mais saudável para sua própria evolução e felicidade. Às vezes, o medo de perder uma relação pode nos fazer hesitar em tomar decisões, mas o mais importante é cuidar de você e entender como pode ser mais íntegro com seus sentimentos e suas necessidades. Esse processo não é simples e envolve muitas camadas de autoconhecimento.

    Meu conselho é que busque ajuda profissional para explorar esses desejos e comportamentos, assim como para refletir sobre a sua identidade e a relação com sua esposa. Não há respostas fáceis, mas ao se permitir falar e entender o que está por trás desse sofrimento, você pode começar a tomar decisões mais claras e saudáveis para sua vida.

    Estou aqui se precisar conversar mais sobre isso.


Perguntas frequentes

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