Perguntas do paciente (183)
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Sou homem gay, 33 anos. Na infância tive ausência paterna. Os relacionamentos que tive até agora for
Sou homem gay, 33 anos. Na infância tive ausência paterna. Os relacionamentos que tive até agora foram falidos, eu sempre queria mais, gostava mais, que acabava sufocando. Hoje, conheci um rapaz que é extremamente atencioso, carinhoso, amoroso, namoramos há quase 2 anos. Mas sinto que o sentimento mudou. Parece que me ausaboto, e não sou digno de receber esse "amor".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ausência de uma figura paterna na infância pode deixar marcas profundas na forma como alguém constrói seus vínculos afetivos. Muitas vezes, o sujeito cresce tentando preencher esse vazio com relações intensas, buscando no outro o cuidado e o reconhecimento que faltaram. E quando esse outro finalmente oferece carinho, atenção e amor, pode surgir uma sensação de estranhamento ou até de não merecimento.
O que você descreve parece um movimento interno de autoabandono, como se algo dentro de você dissesse que não é digno de viver esse amor. Nesses casos, o afeto recebido pode ser vivido como incômodo, como se em vez de acolher, gerasse culpa ou desconfiança.
Esses sentimentos não surgem do nada. Eles costumam estar ligados a experiências mais antigas, que ainda reverberam no presente. Quando não são elaborados, podem levar a sabotagens silenciosas, afastamentos e até à perda de algo que realmente importa.
O fato de você reconhecer esse padrão é um passo importante. Isso mostra que há um desejo de se entender melhor e de não repetir antigas dores. Criar um espaço de escuta pode te ajudar a compreender o que está por trás desse sentimento e abrir novas possibilidades de viver o amor de forma mais livre e menos ameaçadora.
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Existe alguma relação entre o Transtorno de Personalidade Histriônica e outros transtornos mentais
Existe alguma relação entre o Transtorno de Personalidade Histriônica e outros transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é comum que o funcionamento histriônico apareça em conjunto com outras formas de sofrimento psíquico. Isso não significa que uma coisa cause a outra, mas que podem coexistir e até se influenciar mutuamente.
Por exemplo, é possível que haja uma ligação com quadros de ansiedade ou depressão, especialmente quando a pessoa enfrenta frustrações repetidas em suas relações ou se sente negligenciada emocionalmente. Nessas situações, o esforço constante para ser notada ou valorizada pode entrar em colapso, gerando sentimentos de desamparo, vazio e angústia.
Também podem existir traços de outros funcionamentos de personalidade ao lado do histriônico, como o borderline, que compartilha a instabilidade emocional e a dificuldade em lidar com o abandono, ou o narcisista, em casos em que a busca por admiração é muito acentuada.
Essas sobreposições não são regras fixas, mas refletem a complexidade do psiquismo humano. O mais importante não é tentar encaixar a pessoa em uma categoria, mas escutar o que esses modos de ser estão tentando proteger ou sustentar. A escuta clínica oferece um espaço para que essas experiências sejam compreendidas em profundidade, o que pode trazer alívio e mais autenticidade à forma de viver e se relacionar.
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Quais são as possíveis complicações do transtorno de personalidade histriônica?
Quais são as possíveis complicações do transtorno de personalidade histriônica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O funcionamento histriônico costuma estar ligado a uma busca intensa por atenção e aprovação. A pessoa pode apresentar emoções muito intensas, mudanças rápidas de humor e comportamentos que buscam seduzir ou encantar o outro, mesmo sem perceber. Essa forma de se relacionar, embora muitas vezes seja vivida como espontânea, pode gerar conflitos e dificuldades importantes nos vínculos.
Uma das principais complicações é a instabilidade nos relacionamentos. Como há uma necessidade constante de ser o centro das atenções, o outro pode se sentir apagado ou manipulado. Além disso, essa busca por validação externa pode deixar a pessoa vulnerável a frustrações, rejeições e sentimentos de vazio quando não recebe a resposta esperada.
Outro ponto é que, por trás dessa expressividade emocional, pode existir uma dificuldade em entrar em contato com afetos mais profundos ou dolorosos. A intensidade das emoções, muitas vezes, funciona como uma cortina que encobre angústias mais difíceis de nomear.
Com o tempo, esse funcionamento pode gerar um sentimento de solidão, de não ser compreendido de verdade e até de não saber quem se é para além da imagem que se tenta sustentar diante dos outros. Criar um espaço de escuta pode ajudar a pessoa a entrar em contato com o que está por trás desse modo de ser, compreendendo melhor suas dores, desejos e formas de se relacionar consigo e com o mundo.
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Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro. Eu me envolvo
Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro.
Eu me envolvo com uma garota que tem namorado. A gente estudava junto ano passado, quando tudo começou, e ela já namorava com ele. Nos víamos todo dia, então a gente ficava diariamente. Porém, no fim do ano, o curso acabou. Mesmo assim, a gente continua se falando, com até mais intimidade no sentido de companheirismo do que naquela época, e ela me trata com carinho, preocupação, e diz que me ama. Ela diz que sente amor, mas depois volta atrás e diz que me vê só como amigo. Me parece muito mais por falta de coragem de bancar o que sente por mim. E isso me confunde muito. A gente às vezes se encontra e sempre acontece alguma coisa.
Recentemente, ela me chamou pra sair no dia da festa de aniversário do namorado dela. Fomos juntos comprar presente pra ele, e a gente ficou, se beijou várias vezes. Depois, ela foi pra casa dele. E isso me destruiu. Nesse dia, deixei de sair com outra pessoa (que tava sendo legal comigo) pra estar com ela. Tudo isso me faz me sentir descartável ou em segundo plano na vida dela.
Mesmo com toda essa confusão, a nossa relação já virou uma rotina. Tanto pra mim quanto pra ela, e a gente não consegue largar isso. Eu já me acostumei, mas, ao mesmo tempo, sei que isso não pode continuar desse jeito, e isso me machuca mais a cada dia.
Ela quer largar porque não quer enganar o namorado. E eu quero largar porque não quero ser eternamente uma segunda opção. Mas a verdade é que a gente não consegue fazer isso. Porque, no fundo, a gente realmente se gosta. E, de um jeito ou de outro, a gente sempre acaba se vendo de novo.
Eu tô perdido. Já não sei mais o que fazer, nem como sair disso. Me vejo preso num ciclo que machuca, por ela sempre me contar o que os dois fazem juntos como se eu fosse o diário dela, mas ao mesmo tempo me dá esperanças, por ainda dizer me amar e ainda sair comigo, mesmo que poucas vezes. Eu não sei mais o que fazer, não aguento mais ver a mulher que eu amo com outra pessoa, porém qualquer decisão que eu tomar me parece prejudicial... ficar e continuar vendo ela com outra pessoa, ou me afastar e sofrer com a ausência da mulher que eu amo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é um dilema emocional muito intenso e compreensivelmente doloroso. Existe envolvimento, carinho, apego e também muita confusão. Você se vê dividido entre o desejo de estar com alguém que diz te amar, mas que mantém outro relacionamento, e a necessidade de se proteger emocionalmente de uma situação que constantemente te machuca.
Na perspectiva psicanalítica, esse tipo de relação pode se sustentar em repetições inconscientes ligadas a experiências anteriores, como sentir que precisa se esforçar muito para ser escolhido ou ser visto. Às vezes, a gente se envolve em laços que nos colocam em posições parecidas com vivências do passado, mesmo sem perceber. A dor de estar sempre em segundo plano pode estar ativando feridas antigas, e é importante olhar para isso com cuidado.
Essa rotina que se criou entre vocês acaba funcionando como uma forma de manter a ilusão de que em algum momento a situação vai se resolver de maneira clara e satisfatória. Mas o que você descreve mostra que, por mais que exista afeto, as atitudes dela não estão alinhadas com um compromisso real com você. E isso faz com que você tenha que conviver com a dúvida, com a ausência e com a sensação de ser deixado de lado.
É natural que qualquer escolha agora pareça dolorosa. Ficar pode te manter preso nesse ciclo de frustração. Se afastar pode doer, mas também pode ser um passo em direção a um lugar onde você possa ser prioridade, com alguém que escolha estar com você de forma clara e verdadeira.
Talvez seja o momento de escutar mais o que você sente e menos o que ela diz. O que você precisa? O que você deseja para si mesmo em uma relação? Quando você se coloca no centro dessas perguntas, começa a recuperar sua força. E com isso, pode tomar decisões que, embora difíceis, são mais respeitosas com você mesmo.
Se for possível, iniciar um processo terapêutico pode te ajudar muito a entender por que esse vínculo te prende tanto, e como você pode construir relações mais saudáveis e recíprocas daqui pra frente. Você não precisa lidar com tudo isso sozinho.
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Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de t
Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de trabalho por exemplo, do que com a família. Eu sinto que me bloqueia. Meus pensamentos ficam a mil e pensam em mil palavras mas não sai. Eu falo o básico e é só. Isso tem me atrapalhado muito pois eu sei que algo está errado. Eu sinto uma dor forte no peito que me acompanha o dia todo praticamente. Me sinto sem utilidade, fraca, incapaz. Sinto que não sei quem eu sou. Qual seria a terapia ideal pra fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo muito profundo e que merece ser acolhido com cuidado. Esse bloqueio em se abrir com as pessoas próximas, o excesso de pensamentos que não conseguem ser colocados em palavras, a dor constante no peito e os sentimentos de inutilidade e incapacidade são sinais de um sofrimento emocional importante, que precisa ser escutado.
Na psicanálise, esse tipo de experiência é trabalhado a partir da escuta do que está por trás desses bloqueios. Muitas vezes, a dificuldade de se expressar com quem está mais próximo pode estar ligada a vivências passadas, a medos de julgamento, de rejeição ou a marcas emocionais que foram se acumulando com o tempo. Ao invés de forçar você a falar o que ainda não consegue, a psicanálise te convida a construir esse espaço de fala aos poucos, no seu ritmo, com alguém que escuta sem julgar.
É uma terapia que não busca soluções rápidas, mas sim compreender de onde vem esse sofrimento, por que ele se repete e como você pode criar novos caminhos para lidar com o que sente. A sensação de não saber quem você é pode estar ligada a uma história emocional que precisa ser contada, escutada e elaborada. E isso só é possível em um espaço seguro, em que você não precise se explicar para ser acolhida.
Buscar ajuda já é um passo importante. E você merece encontrar um lugar onde possa ser você, mesmo que no início isso ainda não esteja claro. A psicanálise pode ser esse espaço de reencontro com você mesma.
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Tenho 11 anos e me masturbo, algumas vezes vendo pornografia e outras vendo mulheres em outras plata
Tenho 11 anos e me masturbo, algumas vezes vendo pornografia e outras vendo mulheres em outras plataformas. Isso é um problema? É que acho que sou muito novo pra ver mulheres nuas/seminuas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural que na sua idade apareçam curiosidades sobre o próprio corpo, prazer e o corpo de outras pessoas. A masturbação é uma forma de conhecer o próprio corpo e pode acontecer em diferentes fases da vida. Isso por si só não é um problema.
O que pode ser importante prestar atenção é no tipo de conteúdo que você está vendo. A pornografia costuma mostrar uma ideia distorcida do corpo e das relações. E quando esse contato acontece muito cedo, pode confundir os sentimentos e atrapalhar o desenvolvimento da sexualidade de forma saudável.
Sentir dúvida, desconforto ou até culpa nesse momento também é normal. Isso mostra que você está tentando entender o que sente e está preocupado com seu próprio bem-estar.
Falar com alguém de confiança, como seus pais ou um profissional da área da saúde mental, pode te ajudar a entender melhor o que está acontecendo e aliviar um pouco essa confusão. É possível passar por essa fase de um jeito mais leve, com mais clareza e respeito por você mesmo.
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Existe a possibilidade de cura para o Transtorno de Personalidade Paranoide?
Existe a possibilidade de cura para o Transtorno de Personalidade Paranoide?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que se costuma chamar de “cura” para o transtorno de personalidade paranoide não é algo simples ou rápido, pois envolve modos de ser e de se relacionar que foram sendo construídos ao longo da vida. Porém, é possível sim alcançar mudanças importantes e alívio do sofrimento.
Com um trabalho contínuo de escuta e elaboração, a pessoa pode começar a questionar as desconfianças excessivas, entender de onde elas vêm, o que representam e por que aparecem com tanta força. Quando isso acontece, surgem também novas formas de viver os vínculos, com mais abertura e menos rigidez. Esse processo costuma ser longo, mas pode trazer transformações profundas.
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O que são delírios paranoicos? .
O que são delírios paranoicos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Delírios paranoicos são ideias que a pessoa acredita com muita convicção, mesmo que não tenham base na realidade, e geralmente envolvem desconfiança extrema em relação aos outros. A pessoa pode achar que está sendo perseguida, vigiada, enganada ou até que há uma conspiração contra ela. Esses pensamentos não mudam mesmo que existam provas do contrário. Na psicanálise, é possível investigar como essas ideias se formam a partir da história e dos conflitos internos da pessoa, ajudando a compreender o sentido que isso tem para ela e como isso se liga à sua forma de lidar com o mundo.
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Pessoas com Transtorno Da Personalidade Paranóide é de difícil convivência nas relações intrafamilia
Pessoas com Transtorno Da Personalidade Paranóide é de difícil convivência nas relações intrafamiliares e interpessoais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com traços do transtorno da personalidade paranoide costumam ter uma desconfiança intensa e persistente em relação aos outros, mesmo sem motivos claros para isso. Essa desconfiança pode gerar muita tensão nas relações, tanto dentro da família quanto em outros vínculos.
Elas podem interpretar atitudes neutras como ameaças, acreditar que estão sendo enganadas ou que há intenções ocultas por trás do que o outro diz ou faz. Isso acaba dificultando o diálogo, a criação de laços mais profundos e a manutenção de relações estáveis.
No ambiente familiar, isso pode se manifestar como rigidez, falta de abertura ao afeto e até acusações infundadas. É algo que afeta não só quem vive isso, mas também quem está ao redor e tenta se aproximar.
Por trás dessa postura defensiva pode existir um medo profundo de ser ferido ou enganado. Por isso, o cuidado com esse tipo de sofrimento precisa ser feito com escuta, acolhimento e um trabalho que ajude a pessoa a lidar com essa insegurança interna sem precisar se proteger o tempo todo do outro.
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O Transtorno de Personalidade Paranoide é genético? .
O Transtorno de Personalidade Paranoide é genético? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ainda não existe uma resposta definitiva sobre as causas exatas do transtorno de personalidade paranoide, mas o que se observa é que ele pode surgir a partir de uma combinação de fatores.
A genética pode ter alguma influência, especialmente quando há outros quadros semelhantes na família. Mas isso por si só não determina que alguém vá desenvolver o transtorno. O ambiente em que a pessoa cresce, as experiências emocionais na infância e a forma como ela aprendeu a se proteger do que sentia como ameaça têm um papel muito importante.
Situações de abandono, negligência, traições ou relações muito marcadas pela frieza e pela desconfiança podem levar alguém a desenvolver modos de se relacionar mais defensivos, como forma de evitar novas feridas.
Ou seja, não é só uma questão biológica. É o encontro entre a história de vida da pessoa, o ambiente em que ela cresceu e o modo como ela foi afetada por tudo isso. A forma como cada sujeito dá sentido ao que viveu é essencial para entender como esse tipo de funcionamento psíquico se estrutura.
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O Transtorno Da Personalidade Paranóide (TPP) é hereditário?
O Transtorno Da Personalidade Paranóide (TPP) é hereditário?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não se pode afirmar com certeza que o transtorno da personalidade paranoide seja hereditário, mas há indícios de que fatores genéticos possam influenciar. A presença de quadros semelhantes em membros da mesma família pode sugerir uma predisposição, mas isso não significa que se trata de algo inevitável ou puramente biológico.
Além da genética, o ambiente em que a pessoa cresce tem um papel importante. Vivências de desconfiança, rejeição, vigilância constante ou exposição a relacionamentos marcados por tensão e ameaça podem contribuir para o desenvolvimento de modos de funcionamento mais defensivos e desconfiados. Quando isso se cristaliza na forma como a pessoa lida com o mundo e com os outros, podemos estar diante de um quadro como esse.
Ou seja, não é apenas uma questão de herança, mas de como o sujeito interpreta e se defende do que viveu. Por isso, mesmo que haja uma base familiar, é na escuta e no cuidado com a singularidade de cada história que se pode abrir espaço para novas possibilidades de viver e se relacionar.
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Quais são os tratamentos para Transtornos de Personalidade? Têm cura ou somente uma manutenção dos s
Quais são os tratamentos para Transtornos de Personalidade? Têm cura ou somente uma manutenção dos sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os transtornos de personalidade geralmente não têm uma “cura” no sentido tradicional, mas sim um processo de transformação e manejo dos sintomas. O tratamento busca ajudar a pessoa a entender seus padrões de comportamento, suas emoções e relações, para que ela possa lidar melhor com as situações do dia a dia e ter mais qualidade de vida.
A psicoterapia é o principal caminho de tratamento. Na abordagem psicanalítica, por exemplo, o trabalho é voltado para entender as causas mais profundas dos conflitos psíquicos, que muitas vezes estão ligados a experiências marcantes da infância e formas inconscientes de lidar com o sofrimento. Com o tempo, isso pode gerar mudanças importantes na forma como a pessoa se percebe e se relaciona com os outros.
Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico com uso de medicação pode ser necessário, principalmente quando há sintomas como ansiedade intensa, depressão ou impulsividade. Mas a base do tratamento continua sendo o processo terapêutico.
O mais importante é saber que é possível ter avanços, desenvolver novos recursos emocionais e construir uma vida mais estável e satisfatória.
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Existe diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade?
Existe diferença entre transtorno mental e transtorno de personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existe sim. A diferença está principalmente na forma como essas condições se estruturam na vida da pessoa e na origem do sofrimento.
Os transtornos mentais, como ansiedade ou depressão, costumam surgir em determinados momentos da vida, muitas vezes em resposta a situações externas, e tendem a ter um curso mais episódico. Já os transtornos de personalidade envolvem padrões duradouros de funcionamento, que atravessam o tempo, os relacionamentos e a maneira como a pessoa lida consigo mesma e com o mundo. Ou seja, estão mais ligados à forma como o sujeito se constitui.
Enquanto um transtorno mental pode ser vivido como algo que “aconteceu com a pessoa”, o transtorno de personalidade costuma ser vivido como algo que “é a própria pessoa”, o que pode dificultar o reconhecimento do problema e a busca por ajuda. Mas isso não significa que não exista tratamento. Com o acompanhamento certo, é possível elaborar os conflitos envolvidos e construir uma forma mais livre e saudável de existir.
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O transtorno de personalidade paranoica tem tratamento?
O transtorno de personalidade paranoica tem tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de personalidade paranoica pode ser cuidado sim, e esse cuidado começa quando a pessoa encontra um espaço em que se sinta escutada e respeitada. É comum que haja muita desconfiança, até mesmo em relação a quem está tentando ajudar, e por isso o processo pode levar tempo. Mas com paciência, vínculo e continuidade, é possível sim aliviar o sofrimento e construir relações menos marcadas pela suspeita. Não se trata de apagar tudo de uma hora pra outra, mas de ir encontrando novos modos de existir no mundo que sejam menos dolorosos e mais livres. Buscar ajuda já é um primeiro passo importante.
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Como tratar pessoas com transtorno de personalidade paranoide?
Como tratar pessoas com transtorno de personalidade paranoide?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com esse tipo de funcionamento costumam viver com uma sensação constante de ameaça, como se estivessem sempre em alerta, esperando serem enganadas, traídas ou atacadas de alguma forma. Isso pode tornar o convívio difícil e as relações muito desgastantes. O mais importante é oferecer uma escuta sem julgamentos e respeitar o tempo da pessoa. Ela pode levar um bom tempo até confiar de verdade, e forçar qualquer aproximação pode aumentar ainda mais a desconfiança. Quando há um espaço de escuta em que ela se sente menos ameaçada, aos poucos pode começar a falar do que sente com mais liberdade e isso já é um passo importante. Esse processo exige paciência, constância e presença, mas pode ajudar muito a aliviar o sofrimento que está por trás de tanta defesa.
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É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on
É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É normal que existam dúvidas e questionamentos em um relacionamento, especialmente quando há situações incomuns, como nunca terem se encontrado pessoalmente em seis meses. A confiança é essencial para que a relação se mantenha saudável, e quando ela começa a ser abalada, é comum que surjam inseguranças.
No entanto, quando os questionamentos se tornam frequentes e colocam o outro constantemente em posição de ter que se provar, isso pode gerar desgaste e sensação de desconfiança constante. Um relacionamento saudável não deve exigir provas o tempo todo, mas sim diálogo, compreensão e construção mútua de confiança.
É importante que ambos consigam conversar sobre como se sentem quando são questionados e busquem entender o que está por trás dessas dúvidas. Se for algo que está causando sofrimento para os dois, talvez seja o momento de refletirem sobre os limites e as necessidades de cada um dentro da relação. Se possível, o apoio de um psicólogo pode ajudar bastante nesse processo.
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Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist
Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É bastante comum que algumas pessoas relatem essa experiência de tristeza que surge sem um motivo claro. A falta de ânimo, a sensação de vazio, ou até mesmo uma certa atração por esse estado melancólico podem causar confusão e sofrimento.
Na escuta clínica, o que buscamos entender não é apenas o que está acontecendo no presente, mas de onde isso pode estar vindo. A tristeza aparentemente sem causa pode estar relacionada a vivências anteriores, marcas psíquicas, conflitos internos ou afetos que não encontraram outra via de expressão. Às vezes, esse estado aparece como uma forma de o inconsciente sinalizar algo que não foi elaborado ou que permanece recalcado.
O trabalho em análise é, justamente, criar um espaço onde esses afetos possam ser acolhidos e escutados, permitindo que o sujeito se aproxime daquilo que está em jogo, mesmo que ainda não saiba nomear. Ao longo do processo, é possível que surjam associações, lembranças, ou compreensões que deem sentido ao que antes parecia apenas um vazio sem explicação.
Por isso, mesmo que o sofrimento pareça “sem motivo”, ele merece atenção e pode ser trabalhado — não apenas para diminuir os sintomas, mas para que você possa se conhecer melhor e encontrar novas formas de estar no mundo e com você mesmo.
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Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s
Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, procurar ajuda pode ser muito importante nesse momento. Quando uma relação termina de forma abrupta, é comum que sentimentos intensos venham à tona: tristeza profunda, desânimo, sensação de rejeição, desvalia, entre outros. Esses sentimentos, quando vivenciados de forma tão intensa a ponto de afetar sua alimentação, seu rendimento acadêmico e sua vontade de viver, merecem atenção e cuidado.
O término de um relacionamento pode reabrir feridas antigas, mexer com questões profundas de autoestima, abandono e identidade. Por isso, um acompanhamento psicológico pode te ajudar a lidar com esse luto amoroso, compreender por que esse sofrimento tomou essa proporção, e principalmente, a escutar e cuidar de si mesma de outra maneira.
A dor pode parecer insuportável agora, mas ela pode ser atravessada — e o espaço terapêutico é justamente um lugar onde você pode falar sobre tudo isso sem julgamentos, encontrar palavras para o que está sentindo, e aos poucos recuperar seu desejo, sua força e seu lugar no mundo. Você não precisa passar por isso sozinha.
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Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur
Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
Muito obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A angústia que você traz reflete um conflito interno importante entre desejo, compromisso e valores pessoais. Você reconhece sua alta libido e o impacto que isso tem sobre sua vida, mas também deixa claro o quanto valoriza sua fidelidade e sua relação conjugal. Esse cenário, por si só, já demonstra um nível significativo de reflexão e responsabilidade emocional da sua parte.
A questão do desejo não se limita apenas ao corpo, mas também envolve aspectos psíquicos profundos. O fato de que, mesmo com uma frequência sexual elevada no início do casamento, você já percebia que seu desejo retornava rapidamente sugere que há algo além do simples fator biológico. O desejo, na psique humana, não se esgota na satisfação imediata; pelo contrário, ele é muitas vezes impulsionado pela falta, pela idealização e até mesmo por elementos inconscientes que precisam ser explorados.
A forma como você se colocou mostra que já tentou manejar essa questão por meio da conversa com sua esposa, do exercício físico e do autocontrole, mas a dificuldade persiste. Isso sugere que talvez seja interessante aprofundar essa investigação: o que sustenta esse desejo? O que ele representa para você além do ato em si? Como você lida com o intervalo entre a satisfação e o retorno da vontade?
Esse é um tema que pode ser trabalhado em um processo terapêutico, proporcionando um espaço para compreender melhor suas dinâmicas internas, os significados atribuídos ao desejo e a forma como você lida com ele. Muitas vezes, o problema não está apenas na intensidade da libido, mas na maneira como ela é vivida e no impacto emocional que gera.
Buscar esse aprofundamento pode ser um caminho valioso para encontrar um equilíbrio que contemple tanto sua necessidade quanto a realidade do seu relacionamento, sem que isso se torne um sofrimento constante.
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Meu marido esta viciado em pornografia, e eu por ser cristã não sei como lidar, ele nunca foi fã dis
Meu marido esta viciado em pornografia, e eu por ser cristã não sei como lidar, ele nunca foi fã disso, mas nós separamos e no período de 8 meses que moramos separados ele começou a fazer isso e está viciado, não consigo sentir vontade em fazer nada, nem sexo, nem beijar, eu tô me sentindo muito enojada o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação desperta sentimentos intensos e complexos, e é importante dar espaço para que essas emoções sejam compreendidas e elaboradas. O afastamento de vocês por oito meses pode ter sido um período em que seu marido buscou novas formas de lidar com as próprias angústias, e o uso excessivo de pornografia pode estar relacionado a mecanismos de fuga, tentativa de controle ou até mesmo um sintoma de um conflito psíquico mais profundo.
Seu sentimento de repulsa e desmotivação é legítimo e merece ser escutado. Mais do que tentar "resolver" a questão de imediato, talvez seja importante refletir sobre o impacto que essa nova realidade trouxe para você, suas crenças e sua relação. O diálogo entre vocês pode ser um caminho para compreender melhor as razões desse comportamento e como isso afeta a relação, mas também é fundamental que você tenha um espaço para si mesma, para entender seus próprios sentimentos sem a pressão de uma resposta imediata.
A terapia pode ser um espaço valioso tanto individualmente quanto para o casal, permitindo que essa questão seja trabalhada de forma mais profunda, sem julgamentos ou imposições. Afinal, mais do que apenas um "vício", essa situação pode estar revelando aspectos subjetivos e dinâmicas que precisam ser compreendidas para que o vínculo entre vocês possa ser ressignificado.
Perguntas frequentes
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É normal ter escapes e cólica usando anticoncepcional, após uma semana de diarreia infecciosa com vô
Sim. Diarreia intensa e vômitos podem reduzir a absorção do anticoncepcional…