Perguntas do paciente (183)

  • Em que medida a meditação é diferente de relaxamento, do pensamento e da concentração ?

    Em que medida a meditação é diferente de relaxamento, do pensamento e da concentração ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É comum confundir essas experiências porque todas envolvem um certo recolhimento, mas são bem diferentes. O relaxamento costuma ter o objetivo de aliviar o corpo e a mente, tirando tensões. A concentração é um esforço de focar em algo específico, como uma tarefa ou pensamento. Já o pensamento está sempre por aí, mesmo sem a gente querer, às vezes até atrapalha, né?

    A meditação, por outro lado, é mais um estado de presença, onde se observa o que acontece internamente sem julgar ou tentar controlar. Na psicanálise, olhamos pra isso de outra forma: também convidamos a pessoa a se escutar, mas sem a intenção de acalmar ou controlar o que sente. É mais sobre dar espaço para o que aparece, inclusive o que incomoda. Nesse sentido, a escuta psicanalítica e a meditação se encontram em algo importante: permitir que o sujeito entre em contato com o que está dentro dele, sem pressa, sem censura.


  • Qual é uma forma simples de iniciar a prática de mindfulness?

    Qual é uma forma simples de iniciar a prática de mindfulness?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Uma forma simples é começar prestando atenção na sua respiração por alguns minutos. Pode ser sentado ou deitado, apenas observando o ar entrando e saindo. Quando perceber que se distraiu, tudo bem, só reconheça isso e volta a atenção pra respiração. Não precisa forçar nada nem tentar “esvaziar a mente”.

    Na psicanálise, a gente também propõe um tipo de atenção, mas voltada pra escuta do que está dentro: pensamentos, sensações, afetos. Muitas vezes o que aparece quando a gente silencia um pouco diz muito sobre o que tá ali, pedindo espaço pra ser escutado.

    A dica é começar aos poucos e com curiosidade, não como uma obrigação. O mais importante é se permitir sentir, mesmo que nem tudo seja confortável.


  • Hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção e controle de doenças autoimunes?

    Hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção e controle de doenças autoimunes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os hábitos saudáveis são muito importantes para o nosso equilíbrio, tanto no corpo quanto na mente. Na psicanálise, a gente entende que o sofrimento emocional pode influenciar diretamente o funcionamento do nosso corpo, porque mente e corpo estão sempre conectados. Quando a gente vive muito estressado, ansioso ou com emoções acumuladas, isso pode impactar no sistema imunológico e até dificultar o nosso equilíbrio interno.

    As doenças autoimunes acontecem quando o corpo começa a reagir de forma exagerada contra ele mesmo. Embora os hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, sono de qualidade e exercícios físicos, não sejam uma “cura” ou uma forma garantida de evitar essas doenças, eles ajudam a manter o corpo e a mente mais fortes para lidar com os desafios.

    Além disso, a psicanálise incentiva o olhar para o que acontece dentro de nós, nossos sentimentos, conflitos, desejos e medos. Esse olhar cuidadoso pode ajudar a entender e aliviar tensões internas, o que, por sua vez, pode colaborar para uma melhor resposta do organismo. Cuidar da saúde emocional, buscando apoio quando necessário, é uma forma de fortalecer esse equilíbrio e prevenir o desgaste que pode prejudicar a saúde física.

    Por isso, cultivar hábitos que promovam o bem-estar e acolher o próprio mundo emocional é um caminho importante para quem quer cuidar melhor de si e minimizar impactos de doenças autoimunes. Não se trata só do corpo, mas de um cuidado integral que envolve mente, emoções e vida cotidiana.


  • A terapia somática pode ajudar na regulação emocional?

    A terapia somática pode ajudar na regulação emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A terapia somática pode, sim, ajudar na regulação emocional, especialmente porque o corpo guarda muitas marcas das experiências emocionais que vivemos. Muitas vezes, sentimos no corpo aquilo que ainda não conseguimos colocar em palavras: ansiedade, tensão, tristeza, medo. Técnicas que envolvem o corpo podem ajudar a aliviar esses sintomas.

    Na psicanálise, entendemos que o corpo e a mente estão profundamente ligados. O sofrimento psíquico também se manifesta fisicamente, e por isso, olhar para o corpo pode ser um caminho de entrada para acessar conteúdos mais profundos. A terapia somática não substitui a escuta analítica, mas pode funcionar como um complemento interessante em alguns casos. O importante é que a pessoa se sinta acolhida e possa começar a se escutar, seja pelo corpo, pela fala, ou por ambos.


  • Olá! Eu sou assexual e, mesmo assim, posso ser bissexual? Geralmente, eu não sinto atração sexual po

    Olá! Eu sou assexual e, mesmo assim, posso ser bissexual? Geralmente, eu não sinto atração sexual por ninguém, mas caso ocorra, em situações onde preciso ter um vínculo com a pessoa, essa atração pode ser por uma mulher ou um homem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá! Que pergunta importante e cheia de sentido. Ser assexual significa que a pessoa geralmente não sente atração sexual, e isso é totalmente válido. Agora, a questão da bissexualidade está relacionada ao gênero das pessoas por quem você pode sentir atração, não necessariamente com a frequência dessa atração.

    No seu caso, mesmo sentindo pouca ou nenhuma atração sexual na maior parte do tempo, quando essa atração acontece e pode ser tanto por homens quanto por mulheres, isso pode sim estar ligado à bissexualidade. O importante é respeitar seu jeito de sentir e viver sua sexualidade sem pressa nem pressão.

    Na psicanálise, a gente valoriza essa escuta aberta e acolhedora, ajudando você a entender seus sentimentos e desejos no seu tempo. Se quiser, um acompanhamento pode ser um espaço seguro para explorar essas questões com calma e carinho.


  • Como os transtornos somatoformes afetam a saúde mental?

    Como os transtornos somatoformes afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os transtornos somatoformes são condições em que a pessoa sente sintomas físicos que não têm uma causa médica clara, mas que estão muito ligados ao sofrimento emocional e mental. Na visão da psicanálise, esses sintomas são uma forma do inconsciente se expressar, como um jeito do corpo “falar” aquilo que a mente não consegue colocar em palavras. Isso pode gerar uma sensação de angústia constante e um ciclo difícil de romper, porque a pessoa vive preocupada com o corpo, mesmo sem um diagnóstico médico que explique tudo. Por isso, o impacto na saúde mental é grande, pois a pessoa pode se sentir ansiosa, triste ou até isolada, sem entender direito o que está acontecendo. O trabalho terapêutico ajuda a dar sentido a esses sintomas, permitindo que a pessoa compreenda melhor suas emoções e encontre formas mais saudáveis de lidar com elas.


  • O transtorno de ansiedade por doença é o mesmo que transtorno somatoforme?

    O transtorno de ansiedade por doença é o mesmo que transtorno somatoforme?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O transtorno de ansiedade por doença e os transtornos somatoformes são parecidos, mas não são exatamente a mesma coisa. No transtorno de ansiedade por doença, a pessoa fica muito preocupada e ansiosa achando que tem uma doença grave, mesmo quando os exames mostram que está tudo bem. Já nos transtornos somatoformes, os sintomas físicos aparecem mesmo sem uma causa médica clara, e eles são uma forma do corpo expressar algo que está acontecendo lá dentro, no emocional. Na psicanálise, a gente entende que esses sintomas falam de conflitos e sentimentos que não foram ditos ou compreendidos ainda. Então, os dois envolvem a relação entre corpo e mente, mas têm focos diferentes na forma como a pessoa vive e sente essas questões.


  • Como Identificar uma Crise Dissociativa? .

    Como Identificar uma Crise Dissociativa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Uma crise dissociativa acontece quando a pessoa se sente desconectada de si mesma ou da realidade ao redor, como se estivesse “fora do corpo” ou assistindo a vida acontecer sem participar de verdade. Isso pode surgir em momentos de muito estresse, ansiedade ou depois de traumas. Quem passa por isso pode perceber que não lembra bem de partes do que aconteceu, sentir como se estivesse sonhando ou como se fosse outra pessoa.

    Na psicanálise, a gente entende que isso é uma forma do psiquismo tentar se proteger de algo que é muito difícil de lidar. Se você ou alguém que conhece está vivendo isso, é importante buscar ajuda especializada para poder entender melhor o que está acontecendo, acolher esses sentimentos e cuidar da sua saúde mental.

    Se precisar, procure um profissional que possa acompanhar você nesse processo.


  • Por que os traços autistas são frequentemente caracterizados erroneamente como traços de transtorno

    Por que os traços autistas são frequentemente caracterizados erroneamente como traços de transtorno de personalidade borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa confusão acontece porque tanto os traços autistas quanto os do transtorno de personalidade borderline podem envolver dificuldades nas relações com os outros, sensibilidade emocional e formas diferentes de perceber o mundo. Mas a origem e a forma como isso aparece na vida de cada pessoa são diferentes.

    Na visão da psicanálise, é importante olhar para a história de cada sujeito, sua vivência afetiva, suas relações mais iniciais e como isso marcou sua maneira de existir. O que pode parecer parecido na superfície, na verdade tem sentidos e origens bem distintos.

    Por isso é tão importante um acompanhamento cuidadoso, que não se prenda apenas a rótulos, mas escute a singularidade de cada um. A escuta psicanalítica pode ajudar muito nesse processo.


  • Quais são os fatores psicológicos que contribuem para a impulsividade?

    Quais são os fatores psicológicos que contribuem para a impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A impulsividade pode ter várias raízes, e na psicanálise a gente busca entender o que está por trás desse agir sem pensar. Muitas vezes, a impulsividade aparece como uma tentativa de aliviar angústias, de lidar com emoções difíceis ou de preencher algo que está faltando dentro.

    Pode ter relação com vivências na infância, com frustrações que não puderam ser elaboradas, ou até com formas de pedir cuidado sem conseguir colocar isso em palavras. Cada pessoa tem uma história única, e é nesse caminho que a escuta psicanalítica pode ajudar: entender o sentido da impulsividade para aquele sujeito.

    Mais do que controlar o impulso, é importante poder escutar o que ele está querendo dizer.


  • Quais os sinais e sintomas do transtorno de personalidade borderline silencioso (TPBS) ?

    Quais os sinais e sintomas do transtorno de personalidade borderline silencioso (TPBS) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    No transtorno de personalidade borderline silencioso, a pessoa costuma sentir muita angústia e instabilidade emocional, mas sem mostrar isso de forma agressiva ou explosiva para os outros. Alguns sinais comuns são sentimentos profundos de vazio, medo intenso de abandono, dificuldade para confiar nas pessoas e uma autoimagem muito frágil. A pessoa pode se sentir muito sozinha, ter dificuldades para expressar o que sente e, às vezes, se culpar muito ou se isolar.

    Também é comum a presença de ansiedade, tristeza, pensamentos confusos sobre si mesma e sobre o mundo, e dificuldades para lidar com as emoções. Tudo isso acontece “por dentro”, e muitas vezes quem convive com a pessoa não percebe o tamanho do sofrimento que ela carrega.

    Esses sinais merecem atenção e cuidado, e a terapia pode ser um espaço importante para acolher esse sofrimento, entender o que está acontecendo e buscar formas de viver melhor com esses sentimentos.


  • É possível ter transtorno de personalidade borderline silencioso (TPBS) sem episódios de raiva explo

    É possível ter transtorno de personalidade borderline silencioso (TPBS) sem episódios de raiva explosiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que se entende como borderline silencioso é uma forma em que a pessoa sofre muito internamente, mas nem sempre expressa isso com explosões de raiva. Na psicanálise, olhamos para o modo como o sofrimento se manifesta por dentro, mesmo que não haja essas explosões visíveis. Então sim, é possível sim que alguém viva esse tipo de transtorno com muita angústia, sentimentos de vazio, medo de abandono e dificuldade em lidar com emoções, mas sem mostrar raiva de forma explosiva. O importante é olhar para o sofrimento da pessoa e o que ela vive por dentro, porque isso pode ser muito doloroso e merece cuidado e acolhimento.

    Se você sente que algo assim acontece com você ou alguém próximo, buscar ajuda profissional para entender melhor o que está acontecendo é um passo fundamental. O processo de terapia pode ajudar muito a dar voz a esses sentimentos internos e a encontrar formas de lidar com eles.


  • Como os traumas se formam na vida de uma pessoa ? .

    Como os traumas se formam na vida de uma pessoa ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os traumas costumam surgir quando a pessoa passa por situações que são muito difíceis de suportar emocionalmente. Pode ser algo vivido na infância, como uma perda, rejeição ou violência, mas também pode acontecer na vida adulta. O que marca o trauma não é só o que aconteceu, mas como aquilo foi vivido internamente. Às vezes, algo que parece pequeno por fora pode deixar uma marca profunda por dentro.

    Na psicanálise, entendemos que esses traumas muitas vezes ficam guardados no inconsciente e continuam influenciando pensamentos, sentimentos e relações, mesmo sem a pessoa perceber. O trabalho analítico ajuda a dar sentido a essas experiências, para que elas deixem de causar tanto sofrimento no presente.


  • As experiências vividas na infância podem se repetir na vida adulta?

    As experiências vividas na infância podem se repetir na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, as experiências vividas na infância podem, sim, se repetir na vida adulta, mesmo que a pessoa não perceba. Isso acontece porque, ao longo da vida, vamos formando maneiras de sentir, reagir e nos relacionar com base no que vivemos nos primeiros anos. Quando algo marcante acontece na infância, como rejeição, abandono, críticas ou até mesmo a ausência emocional, isso pode deixar uma marca profunda.

    Na psicanálise, entendemos que o inconsciente guarda essas vivências, e é como se ele tentasse reviver certos padrões na tentativa de dar um novo sentido ao que não foi compreendido ou elaborado lá atrás. Por isso, é comum a pessoa se ver repetindo os mesmos tipos de relacionamentos, os mesmos conflitos ou sofrimentos.

    O processo analítico ajuda a trazer esses padrões para a consciência, oferecendo a chance de entender de onde eles vêm e como podem ser transformados. Assim, é possível deixar de repetir e começar a escolher novos caminhos com mais liberdade.


  • Por que algumas pessoas se sentem bem fazendo os outros se sentirem mal?

    Por que algumas pessoas se sentem bem fazendo os outros se sentirem mal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Algumas pessoas acabam se sentindo bem ao fazer os outros se sentirem mal, e isso pode parecer difícil de entender. Na visão da psicanálise, esse comportamento costuma ter raízes inconscientes. Muitas vezes, é uma forma de lidar com frustrações internas, inseguranças ou dores emocionais que a pessoa carrega e não consegue elaborar.

    Pode ser que ela projete no outro o que não gosta em si mesma, atacando ou diminuindo como uma forma de se proteger. Em outros casos, entra em cena algo muito comum: a inveja. Quando alguém não suporta ver no outro algo que gostaria de ter ou ser, pode acabar reagindo com agressividade, críticas ou humilhações. É uma tentativa inconsciente de "anular" aquilo que a incomoda.

    Esses comportamentos, embora tragam um alívio momentâneo, muitas vezes aprofundam o sofrimento psíquico, tanto para quem ataca quanto para quem é atacado. A psicanálise oferece um espaço de escuta que ajuda a pessoa a entender esses movimentos internos e a transformar suas relações de forma mais saudável e verdadeira.


  • O que uma pessoa ganha com uma desintoxicação digital?

    O que uma pessoa ganha com uma desintoxicação digital?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Ficar um tempo longe das telas pode parecer difícil no começo, mas costuma trazer ganhos importantes. Quando a gente se afasta um pouco do excesso de informações, de comparações e da cobrança constante das redes, é possível escutar mais a si mesmo.

    Na psicanálise, damos muito valor ao silêncio e ao tempo de pausa. São nesses momentos que os sentimentos aparecem com mais clareza, que a pessoa pode perceber o que está vivendo, o que deseja, o que está lhe fazendo mal.

    A desintoxicação digital não é só sobre desligar o celular, mas sobre se reconectar com aquilo que é interno, isso pode abrir espaço para um cuidado mais profundo consigo.


  • Como as fake news afetam a área da saúde? .

    Como as fake news afetam a área da saúde? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    As fake news podem causar muita confusão e insegurança nas pessoas. Na área da saúde, isso se torna ainda mais delicado, porque estamos lidando com o corpo, com a mente, com o sofrimento humano. Quando alguém recebe uma informação errada, pode tomar decisões prejudiciais para si ou para quem ama.

    Na psicanálise, entendemos que o medo, a ansiedade e a angústia são muito influenciados por aquilo que escutamos e acreditamos. Então, quando algo falso circula como verdade, isso pode mexer profundamente com o emocional das pessoas. Muitas vezes, a dúvida ou a culpa gerada por essas notícias leva alguém a se fechar, evitar cuidados ou até se sentir perdido em relação ao que está sentindo.

    Buscar escuta e acolhimento num espaço terapêutico pode ajudar a dar sentido a esses afetos, organizar os pensamentos e se proteger melhor desses ruídos externos.


  • O que exige atenção do psicólogo na era digital? .

    O que exige atenção do psicólogo na era digital? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A era digital trouxe muitas facilidades, mas também alguns desafios que merecem atenção. Para quem trabalha com escuta, como é o caso do psicólogo ou do psicanalista, é importante estar atento ao quanto as redes sociais, a exposição constante e a pressa dos tempos atuais influenciam o jeito que as pessoas vivem, se relacionam e até como elas falam de si.

    Muitas vezes, vemos um excesso de comparações, um medo grande de não ser suficiente e uma sensação de vazio, mesmo com tantas conexões online. É um tempo em que tudo parece urgente, inclusive o sofrimento.

    Na psicanálise, buscamos criar um espaço onde a fala possa acontecer com calma, sem a pressão de "dar certo" rápido, e onde cada um possa se escutar de um jeito mais verdadeiro, longe das exigências do mundo digital.


  • Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao

    Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá, obrigado por compartilhar com tanta sinceridade o que tem vivido. O que você descreve parece muito difícil e doloroso, e é importante reconhecer que você não está sozinha nisso.

    Esse desconforto com o contato social, a vontade de se isolar, a ansiedade intensa, a falta de energia e até a dificuldade em comparecer às consultas são sinais de que algo dentro de você está pedindo escuta e cuidado. Na psicanálise, não trabalhamos com pressa nem com fórmulas prontas. Cada pessoa tem uma história única, e é justamente nessa história que vamos juntos encontrar caminhos.

    Entendo que ir à primeira consulta pareça assustador, mas talvez o primeiro passo seja só permitir que alguém te escute, sem julgamento, no seu tempo. Pode ser difícil no começo, mas o importante é começar de algum jeito, mesmo que com medo.

    Você não precisa se resolver sozinha. Há saída sim, e ela começa pelo desejo que você já demonstrou de querer entender o que se passa. Quando estiver pronta, estaremos aqui.


  • O que significa melhorar a qualidade dos cuidados de saúde mental?

    O que significa melhorar a qualidade dos cuidados de saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Melhorar a qualidade dos cuidados em saúde mental é olhar para cada pessoa com atenção e respeito, entendendo que cada história é única. Significa oferecer um espaço onde a pessoa possa falar livremente sobre seus sentimentos, pensamentos e dificuldades, sem medo de ser julgada. Na psicanálise, isso ajuda a pessoa a se conhecer melhor, entender o que está acontecendo dentro de si, e encontrar caminhos para lidar com o sofrimento de um jeito que faça sentido para ela. É garantir um cuidado que vai além dos sintomas, valorizando a escuta profunda e o vínculo entre paciente e profissional. Assim, o tratamento se torna mais eficaz e acolhedor.


Perguntas frequentes

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