Perguntas do paciente (183)

  • Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria

    Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria vida. Ele não quer fazer terapia pois acredita que o tratamento apenas funciona em quem quer viver. O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma situação muito delicada e difícil, e é compreensível que você se sinta preocupada. Quando alguém afirma que desistiu de viver e fala sobre tirar a própria vida, isso exige uma atenção imediata. O primeiro passo é tentar oferecer apoio emocional e mostrar que você está ao lado dele, mesmo que ele esteja resistente à ideia de ajuda. No entanto, a recusa de procurar tratamento é um grande obstáculo, e é importante lembrar que, mesmo sem vontade de viver, o tratamento pode ser eficaz e necessário. Você pode sugerir buscar ajuda com profissionais de saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras, e até mesmo recorrer a familiares ou serviços de emergência para garantir que ele esteja em um ambiente seguro. Cuidar de você mesma e buscar apoio também é fundamental nesse processo. A situação exige acompanhamento profissional, e a ajuda de uma rede de apoio é essencial para evitar que ele fique isolado.


  • A pessoa que tem a insônia crônica também pode ocorrer "Microssonos" ?

    A pessoa que tem a insônia crônica também pode ocorrer "Microssonos" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, a pessoa com insônia crônica pode apresentar 'microssonos', que são pequenos períodos de sono muito breve, muitas vezes imperceptíveis, durante o dia ou até em situações de baixa atenção. Esses episódios podem ocorrer como uma tentativa do corpo de compensar a falta de sono profundo durante a noite, e são comuns em pessoas que sofrem de privação de sono prolongada.


  • olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tud

    olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tudo, porém ela não teve a primeira fez dela comigo. Eu tenho 20 anos , ela tbm, mas eu nunca tive nunhuma mulher antes dela. Eu não consigo lidar bem com isso, me sentido o segundo, como se fosse alguém que sobrou, em bora ela diga que me escolheu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É comum que sentimentos de insegurança surjam em situações como essa, especialmente quando se trata de experiências íntimas e relações afetivas. A comparação com o passado da parceira pode gerar desconforto, mas é importante lembrar que cada pessoa tem sua história e que o valor de uma relação não está em 'quem foi o primeiro', mas sim no que se constrói juntos no presente. Conversar abertamente com sua parceira sobre como você se sente pode ajudar a fortalecer a relação e lidar com esses sentimentos de maneira mais saudável.


  • Com algumas atitudes do meu padrasto,(xingar minha mãe, ser agressivo ambas às partes, não cumprir c

    Com algumas atitudes do meu padrasto,(xingar minha mãe, ser agressivo ambas às partes, não cumprir com as obrigações dele como homem e pai...), fico muito estressada, brava (em grande excesso), arredia, me afasto e não converso como no dia a dia (pelo menos quando ele está aqui, não). Me sinto mal e tenho vezes que choro. Queria saber se isso pode me prejudicar? Porque sinto minha mente cansada disso!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Viver em um ambiente de conflito constante pode, sim, ter um impacto significativo no seu bem-estar emocional e mental. Quando há situações frequentes de agressividade verbal e tensão dentro de casa, é natural que você se sinta sobrecarregada, irritada e até mesmo exausta mentalmente. Esses sentimentos não são apenas reações momentâneas, mas podem, com o tempo, afetar seu estado emocional de forma mais profunda, tornando-se uma fonte de estresse contínuo.

    O distanciamento e a dificuldade em interagir normalmente quando seu padrasto está presente podem ser um reflexo da sua necessidade de se proteger emocionalmente. É um mecanismo de defesa que o seu psiquismo utiliza para lidar com algo que te afeta negativamente. No entanto, se esse mal-estar persiste e te leva a crises de choro frequentes ou a uma sensação constante de cansaço mental, pode ser importante buscar formas de cuidar de si mesma emocionalmente.

    Expressar seus sentimentos, seja através de um espaço de escuta como a terapia, seja conversando com alguém de confiança, pode ajudar a elaborar melhor essas vivências e encontrar caminhos para lidar com elas sem que se tornem tão pesadas para você. Seu sofrimento não deve ser ignorado, e reconhecer o impacto dessas situações é um primeiro passo para buscar o que pode te fazer bem.


  • Quando vou cortar o cabelo, não sei se é cacoete ou algo parecido, não consigo conversar com a pesso

    Quando vou cortar o cabelo, não sei se é cacoete ou algo parecido, não consigo conversar com a pessoa, olhar nos olhos, parece que dá um tique nervoso na cabeça. Quando vou à Igreja também, fico desconfortável, angustiado, vontade de sair correndo, o que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Esses comportamentos que você descreve, como a dificuldade de manter contato visual ou o desconforto em ambientes sociais, podem estar relacionados a ansiedade ou a uma sensibilidade maior em situações de interação social. Sentir-se angustiado em determinados ambientes, como na igreja, pode ser um sinal de que algo está ativando essa sensação de desconforto. É importante entender que esses sentimentos podem ter várias origens, desde questões emocionais até padrões comportamentais. Uma conversa com um psicólogo pode ajudar a explorar essas questões de forma mais profunda, entender a raiz desses sentimentos e desenvolver estratégias para lidar com eles.


  • Boa noite. Tenho um histórico de hipocondria, mesmo não diagnosticado, apenas ansiedade diagnosticad

    Boa noite. Tenho um histórico de hipocondria, mesmo não diagnosticado, apenas ansiedade diagnosticada. Eu queria saber se há como sentir sintomas inexistentes apenas psicológicos, já senti sensação de pontadas na região onde achava ter C. de pele mesmo sendo só uma mancha branca normal, dor na cervical e nos braços depois que a médica citou esses sintomas na consulta. Atualmente acredito estar tendo outra crise disso, senti uma sensação estranha na parte esquerda do corpo e relacionei imediatamente com hemiparesia fiquei com medo entãop fui pesquisar o que poderia causar isso e achei Tmr cerebral(perdão a abreviação do nome tenho medo até de escrever o nome das enfermidades) após ler os sintomas da doença comecei a senti-los no mesmo dia varia de acordo com o humor atualmente, quando me mantenho concentrado em algo eles somem quase que 100% ou fazendo esporte que some completamente, mas, quando em ócio ou quando lembro, eles voltam. É possível ter sintomas que não existem ou eu devo me preocupar com isso essa doença é extremamente incomum em pessoas da minha idade e tenho hábitos saudáveis e nenhum histórico familiar disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, é possível que o corpo manifeste sensações físicas ligadas a estados emocionais mesmo quando não há uma causa orgânica identificável. O que você descreve parece muito próximo do que chamamos de manifestações somáticas, quando o corpo passa a expressar angústias que não encontram palavras.

    No funcionamento hipocondríaco, a pessoa vive uma preocupação intensa com a possibilidade de estar doente. Pequenas sensações comuns do corpo, como uma tensão muscular ou um leve formigamento, podem ser interpretadas como sinais de doenças graves, o que aumenta a ansiedade. Essa ansiedade, por sua vez, intensifica ainda mais as sensações físicas, criando um ciclo difícil de interromper.

    O fato dos sintomas variarem conforme seu estado emocional, e até desaparecerem em momentos de concentração ou prática de esporte, é um indicativo importante de que eles podem estar ligados ao seu mundo interno. O medo que aparece ao pesquisar sobre doenças também é bastante característico. Em vez de trazer alívio, essas buscas acabam aumentando o mal-estar.

    Mesmo sem um diagnóstico formal de hipocondria, o sofrimento causado por esse tipo de angústia é real e precisa ser escutado. Não se trata de exagero nem de imaginação, mas de um modo que sua mente encontrou para lidar com o que talvez ainda não foi simbolizado.

    Criar um espaço de escuta com alguém que acolha suas inquietações pode ajudar a entender melhor o que está por trás desses sintomas e a encontrar formas menos dolorosas de se relacionar com eles. Isso pode trazer um alívio verdadeiro, mais duradouro e menos centrado no medo.


  • Geralmente me sinto muito insegura com o meu namorado e suas amizades entre mulheres, pois toda vez

    Geralmente me sinto muito insegura com o meu namorado e suas amizades entre mulheres, pois toda vez que digo que me sinto insegura com alguma delas, ele sempre aparece se aproximando mais dela logo após (não sei se pode ser coincidência, mas acontece todas as vezes). Sempre fui uma pessoa que internaliza sentimentos e reprimo até não aguentar e explodir (o que é errado), mas estou tentando ser mais transparente com ele sobre essas coisas, pois o mesmo já relatou incômodo quando não digo o que sinto. Hoje mesmo estava conversando com ele, logo após irmos no cinema com os seus amigos... Uma amiga em específico dele, nem me comprimentou, olhou no meu olho apenas uma vez, e mesmo eu estando ao lado dele, ela direcionava a atenção para o mesmo como se eu não estivesse presente no momento. Quando chegamos, eu perguntei se ele tinha muita proximidade com a amiga dele, ou se eram apenas colegas de trabalho, se conversavam coisas a mais no WhatsApp. Ele disse que mal falava com ela no WhatsApp, mas toda vez que tem oportunidade fala como ela é adorada por ele. Ele questionou o porquê da pergunta e eu disse sobre minha insegurança, fui totalmente aberta com ele, e ele respondeu "ah sim, entendi. Sinto muita pena de vc :(" e não falou mais nada. Não sei o que pode ter significado, se ele vai se aproximar dela como fez com as outras, se vai me taxar de louca... O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sentir insegurança em um relacionamento, especialmente quando há interações com outras pessoas, é algo comum e válido. Quando você compartilhou seus sentimentos de insegurança com seu namorado, é importante que ele entenda que essa abertura é um passo significativo para fortalecer a relação. No entanto, a forma como ele reagiu, com uma resposta como "sinto muita pena de você", pode indicar que ele talvez não tenha compreendido a profundidade dos seus sentimentos ou como isso afeta você. Em vez de internalizar e reprimir essas emoções, o que pode causar ainda mais sofrimento, o ideal seria continuar expressando o que sente de maneira honesta, mas também observar se há um esforço mútuo para resolver essas questões. Talvez seja o momento de conversar de forma mais profunda sobre a confiança e o respeito mútuo no relacionamento. Se essa insegurança persiste e a resposta dele não for empática, pode ser interessante refletir sobre o equilíbrio emocional da relação.


  • Olá, eu sofro com crises ansiosas a pouco tempo comecei a fazer terapia. É normal passar pela crise

    Olá, eu sofro com crises ansiosas a pouco tempo comecei a fazer terapia. É normal passar pela crise se sentir com medo e triste e depois você consegue ficar calma? Fica como se nada tivesse acontecido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, é bastante comum sentir uma montanha-russa de emoções durante uma crise de ansiedade. Durante a crise, o corpo e a mente entram em um estado de alerta intenso, o que pode gerar sensações de medo, tristeza e desconforto. No entanto, após esse pico, muitas pessoas experimentam um período de calmaria, quase como se nada tivesse acontecido. Esse efeito pode ser um alívio temporário após o corpo sair do estado de estresse agudo. Com o tempo e o avanço na terapia, você aprenderá a lidar melhor com esses momentos, tanto para diminuir a intensidade das crises quanto para entender mais profundamente o que as desencadeia.


  • Bom dia, meu netinho tem 4 anos e não come frutas, legumes, carne nenhuma nem ovos, só quer comer ar

    Bom dia, meu netinho tem 4 anos e não come frutas, legumes, carne nenhuma nem ovos, só quer comer arroz puro macarrão e o principal caldinho de feijão batido, e aí nos aproveitamos pra volocar os legumes e carne dentro quando insiste ele vomita. Já levamos no pedriatra na hidroquinologista, nutricionista não sabemos mas o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A seletividade alimentar em crianças pode ter diversas origens, desde fatores sensoriais até aspectos emocionais e comportamentais. No caso do seu neto, é importante considerar que forçar a alimentação pode gerar ainda mais resistência e aversão. Como vocês já passaram por pediatra, endocrinologista e nutricionista, seria interessante buscar um acompanhamento mais específico com um terapeuta ocupacional ou um psicólogo infantil, especialmente um que trabalhe com integração sensorial.

    Algumas estratégias podem ajudar:

    Apresentação gradual: Permitir que ele tenha contato visual e sensorial com os alimentos antes de ingeri-los, sem pressão.

    Modelagem alimentar: Comer os alimentos na frente dele e tornar a experiência agradável, sem obrigá-lo a provar.

    Brincadeiras e envolvimento: Deixar a criança ajudar no preparo dos alimentos pode torná-los mais atraentes.

    Texturas e temperaturas: Algumas crianças rejeitam alimentos por conta da textura. Tentar diferentes preparações pode ajudar.

    Se ele tiver hipersensibilidade alimentar ou alguma dificuldade sensorial, um especialista pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo. Caso ele tenha um diagnóstico dentro do espectro autista ou outra condição relacionada, a abordagem pode precisar ser ainda mais específica.

    Se precisar de mais orientações, estou à disposição!


  • É normal não ter hipersensibilidade com sons pessoalmente agradáveis? Fui diagnosticado com

    É normal não ter hipersensibilidade com sons pessoalmente agradáveis? Fui diagnosticado com TEA Nível I recentemente.
    Tenho notado que, ao escutar certos sons, não apresento tanta resistência, especialmente com músicas de meu agrado. Isso é comum?

    Agradeço desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, isso é bastante comum. A hipersensibilidade a sons no Transtorno do Espectro Autista (TEA) não ocorre de maneira uniforme para todos os estímulos auditivos. Muitas pessoas autistas relatam que determinados sons, especialmente aqueles que consideram agradáveis, não causam desconforto ou sobrecarga sensorial da mesma forma que outros ruídos inesperados ou desagradáveis.

    Isso pode estar relacionado a fatores como previsibilidade, contexto emocional e até mesmo o significado pessoal do som. Músicas ou sons familiares podem ser percebidos de forma diferente pelo seu sistema sensorial, pois não geram a mesma sensação de invasão que ruídos imprevisíveis ou intensos podem causar.

    Além disso, cada pessoa autista tem um perfil sensorial único, podendo apresentar hipersensibilidade para alguns estímulos e hipo para outros. O mais importante é observar e entender quais sons te fazem bem e quais te causam desconforto, para poder adaptar melhor seu ambiente e rotina ao que funciona para você.


  • Como é a memória de longo prazo de alguém com síndrome de Asperger?

    Como é a memória de longo prazo de alguém com síndrome de Asperger?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A memória de longo prazo em pessoas com síndrome de Asperger (ou autismo nível 1, como é atualmente classificado) pode apresentar algumas características particulares. É comum que certos conteúdos fiquem muito bem registrados e sejam lembrados com bastante riqueza de detalhes, principalmente quando estão ligados a interesses específicos, rotinas ou experiências marcantes.

    Em alguns casos, há uma tendência a lembrar datas, números, falas exatas ou informações ligadas a temas de interesse pessoal, como se houvesse uma espécie de foco ampliado para o que emocionalmente ou intelectualmente mobiliza. Por outro lado, conteúdos que envolvem sutilezas sociais ou nuances emocionais podem não ser registrados da mesma forma, justamente por não terem despertado o mesmo tipo de atenção.

    A maneira como cada pessoa organiza e acessa suas memórias depende também da sua história singular, do modo como se relaciona com o mundo e das experiências que viveu. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor como esses processos funcionam em cada caso e o que eles revelam sobre a subjetividade da pessoa.


  • Bom dia! Autista com síndrome de Asperger leve pode ser piloto de aviação civil?

    Bom dia! Autista com síndrome de Asperger leve pode ser piloto de aviação civil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Bom dia! A possibilidade de um autista com síndrome de Asperger leve se tornar piloto de aviação civil depende de uma avaliação detalhada e do cumprimento dos requisitos exigidos pelas autoridades de aviação. De forma geral, a aviação civil exige que os candidatos a piloto passem por exames médicos rigorosos, que incluem avaliações psicológicas e de saúde mental.

    No caso do autismo com síndrome de Asperger leve, o indivíduo pode ser capaz de cumprir as funções exigidas, especialmente se não houver comprometimentos significativos nas habilidades cognitivas, de comunicação e sociais. No entanto, o processo de avaliação médica e psicológica é individualizado e vai considerar as condições do paciente, como a capacidade de lidar com situações de estresse, tomada de decisões rápidas e interação com a equipe de voo.

    É importante que o paciente consulte um médico especializado em medicina aeroespacial para uma avaliação completa, pois ele pode fornecer orientações mais específicas e atualizadas com relação aos requisitos e às normas da aviação civil para pessoas com condições como o TEA.

    Se precisar de mais informações, estarei à disposição!


  • Uma pancada na cabeça pode trazer memórias de volta a tona? Se sim, porque?

    Uma pancada na cabeça pode trazer memórias de volta a tona? Se sim, porque?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Uma pancada na cabeça pode, em alguns casos, trazer à tona memórias que estavam esquecidas ou fora do campo da consciência, mas isso não acontece com todo mundo e nem sempre da mesma forma. O nosso psiquismo tem maneiras muito próprias de lidar com lembranças difíceis ou antigas, e às vezes essas lembranças ficam “guardadas” como forma de proteção. Um impacto físico pode mexer não só com o cérebro no sentido neurológico, mas também com o modo como certos conteúdos estavam sendo mantidos fora da consciência. Porém, o retorno dessas memórias nem sempre é claro ou imediato, e pode vir acompanhado de confusão ou sofrimento. Quando isso acontece, buscar escuta e cuidado pode ajudar a dar sentido a essas experiências que voltam à tona.


  • Pode parecer estranho mas, teve várias vezes que fiquei com uma vontade enorme de jogar um bebê do a

    Pode parecer estranho mas, teve várias vezes que fiquei com uma vontade enorme de jogar um bebê do andar onde moro ou espancar alguém, sei que tudo isso é errado e nunca faria essas coisas, e sempre tenho alguns pensamentos do tipo "se eu jogar um bebê do último anda ele ainda estará a chorar?", "Será que irei continuar consciente se me jogar de um prédio?".
    Esse pensamentos surgem do nada, não é como se eu quisesse estar pensando em tudo isso.
    Tem outra coisa, as vezes eu me sinto estranha, como se eu não fosse eu, e o lugar onde estou não é o mesmo lugar onde eu estava antes, como se eu não conhecesse quem sou ou onde estou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É compreensível que esses pensamentos e sensações estejam lhe causando estranhamento e angústia. Pensamentos intrusivos e experiências como a sensação de não reconhecimento de si mesma ou do ambiente podem ser manifestações do inconsciente e, muitas vezes, trazem conteúdos que precisam ser elaborados.

    Na psicanálise, buscamos compreender o que esses pensamentos podem estar expressando sobre sua história, seus conflitos internos e suas emoções. O mais importante é que você percebe que são pensamentos involuntários e que eles não definem quem você é. A terapia pode ser um espaço para explorar essas questões com mais profundidade, ajudando você a encontrar alívio e compreensão sobre o que está acontecendo. Caso queira conversar mais sobre isso, estou à disposição.


  • Como trabalhar s frustação do autista para parar de nater a cabeça ?

    Como trabalhar a frustação do autista para parar de bater a cabeça ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A frustração pode ser um grande desafio para pessoas autistas, e quando não conseguem expressar o que sentem de outra forma, podem recorrer a comportamentos como bater a cabeça. Para lidar com isso, é importante primeiro identificar quais situações desencadeiam essa reação. Muitas vezes, pode ser uma dificuldade em comunicar necessidades, lidar com mudanças ou até mesmo uma busca por regulação sensorial.

    Uma abordagem eficaz envolve oferecer alternativas para que a pessoa consiga expressar o que sente de uma forma menos prejudicial. Métodos de comunicação alternativa, como cartões visuais ou gestos, podem ajudar a tornar mais clara a necessidade que está sendo sentida no momento. Além disso, proporcionar um ambiente previsível e com estrutura pode reduzir a ansiedade e evitar crises.

    Quando a autoagressão acontece, é importante intervir com calma, redirecionando a atenção para formas mais seguras de descarregar a frustração. Estratégias como oferecer um objeto sensorial, permitir um momento de pausa ou ensinar técnicas de autorregulação podem fazer a diferença. Reforçar positivamente quando a criança consegue expressar o que sente de outra forma também contribui para que, aos poucos, ela vá aprendendo outras maneiras de lidar com essas emoções.

    Cada pessoa tem uma forma única de processar o mundo ao seu redor, então é essencial observar o que funciona melhor em cada caso. Se o comportamento persistir, um acompanhamento terapêutico especializado pode ajudar a desenvolver estratégias ainda mais eficazes e personalizadas.


  • Tenho síndrome do pânico e tenho medo de ter doenças , como: botulismo e apendicite. Acho que sou hi

    Tenho síndrome do pânico e tenho medo de ter doenças , como: botulismo e apendicite. Acho que sou hipocondríaco. Acho que um dia vou ter e fico com isso na cabeça , o que devo fazer ? Passo horas achando que vou ter apendicite e fico pensando em cirurgias , que posso morrer, que um dia poderei ter sintomas parecidos, etc e evito o máximo possível comer alguns alimentos com medo do botulismo. Tomo dois anti depressivos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Seus pensamentos parecem estar ligados a um quadro de ansiedade intensa, possivelmente com elementos de transtorno de pânico e hipocondria. O medo constante de doenças e a preocupação excessiva com sintomas futuros podem gerar um ciclo de ansiedade que se retroalimenta, aumentando ainda mais o sofrimento.

    Seria importante que você conversasse com seu psiquiatra sobre a possibilidade de ajustar ou revisar seu tratamento medicamentoso, já que os antidepressivos podem ajudar, mas talvez seja necessário um acompanhamento mais próximo para avaliar sua eficácia no seu caso específico.

    Além disso, a psicoterapia pode ser muito eficaz para ajudar a lidar com esses medos. Trabalhar essas questões em um espaço terapêutico pode te ajudar a entender de onde vêm essas preocupações, identificar padrões de pensamento catastrófico e aprender estratégias para lidar com a ansiedade de forma mais saudável.

    Algumas estratégias que podem ajudar no dia a dia:

    Quando um pensamento catastrófico surgir, tente questioná-lo: "Isso tem evidência real ou é apenas minha ansiedade falando?"

    Evite buscar informações excessivas sobre doenças na internet, pois isso pode aumentar ainda mais a preocupação.

    Pratique exercícios de respiração e relaxamento para reduzir a resposta do seu corpo ao medo.

    Se possível, tente expor-se gradualmente às situações que você evita, sem se forçar demais, mas trabalhando para reduzir as restrições autoimpostas.

    A terapia pode te ajudar a desenvolver um olhar mais equilibrado sobre esses medos e aprender formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade. Buscar esse suporte pode ser um grande passo para se sentir melhor!


  • boa tarde, tem quatro meses e iniciei um relacionamento depois de cinco anos sem namorar serio ,ele

    boa tarde, tem quatro meses e iniciei um relacionamento depois de cinco anos sem namorar serio ,ele é muito calma e eu agitada !! Tanto eu como ele estamos com problemas financeiros ( muitos hoje em dia) e saimos muito pouco. Eu sou uma pessoa muito insegura, e ultimamente ando bebendo e falando coisas sem pensar com ele e questionando, dando trabalho, cansada , dormindo. Quero mudar meu comportamento, mas quando acho que to fazendo isso eu bebo e nao lembro direito das coisas e ele me fala que agi de forma estranha e falei coisas que normalmente nao falaria, quero ser mais sensata e madura. Adoro beber e sair, me divertir mas sinto que nao estou com controle.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Parece que você está passando por um momento de reflexão sobre suas atitudes no relacionamento e como o álcool tem influenciado suas ações. O fato de reconhecer isso já demonstra uma vontade genuína de mudança.

    O consumo de álcool pode afetar a forma como lidamos com emoções e inseguranças, tornando algumas situações mais difíceis de administrar. Talvez valha a pena observar em quais momentos ele tem interferido no seu comportamento e no seu bem-estar. Buscar um equilíbrio pode ajudar a evitar situações que tragam arrependimentos e a fortalecer sua relação de maneira mais saudável.

    Além disso, criar um espaço de conversa sincera com seu parceiro pode trazer mais segurança e entendimento sobre o que você sente. Se perceber que precisa de um apoio maior para lidar com essas questões, um acompanhamento profissional pode ser um recurso valioso para te ajudar nesse processo.


  • Olá! Quem tem síndrome de Asperger pode seguir carreira acadêmica? Fazer mestrado, doutorado e etc.

    Olá! Quem tem síndrome de Asperger pode seguir carreira acadêmica? Fazer mestrado, doutorado e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, pessoas com Síndrome de Asperger podem seguir carreira acadêmica, fazer mestrado, doutorado e se destacar em diversas áreas do conhecimento. Muitas vezes, características comuns do TEA, como hiperfoco, atenção aos detalhes e pensamento lógico, podem ser grandes aliados na pesquisa e no ambiente acadêmico.

    No entanto, desafios como dificuldades sociais, sensibilidade sensorial e sobrecarga cognitiva podem exigir algumas adaptações. Estratégias como criar uma rotina estruturada, buscar suporte acadêmico, usar técnicas de organização e, se necessário, contar com a orientação de profissionais podem ajudar bastante. Muitas universidades oferecem recursos de acessibilidade e apoio psicológico para auxiliar estudantes neurodivergentes a lidarem com as demandas da pós-graduação.

    Vários pesquisadores, professores e cientistas são autistas e contribuem significativamente para suas áreas. O mais importante é encontrar um ambiente que respeite o seu ritmo e valorize suas habilidades!


  • Quais são os principais sinais de um adolescente com Asperger? Esses sinais sempre o acompanham desd

    Quais são os principais sinais de um adolescente com Asperger? Esses sinais sempre o acompanham desde o início da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os sinais do Asperger podem se manifestar de diferentes formas ao longo da vida, mas, geralmente, acompanham o indivíduo desde a infância. Na adolescência, esses sinais podem se tornar mais evidentes devido ao aumento das demandas sociais e emocionais.

    Um adolescente com Asperger pode apresentar dificuldades em compreender e lidar com interações sociais, muitas vezes interpretando a comunicação de forma muito literal ou tendo dificuldades para perceber sutilezas como ironia e duplo sentido. Além disso, é comum que tenha interesses bastante intensos e específicos, dedicando muito tempo ao estudo ou à prática de um determinado tema.

    Outro ponto característico é a sensibilidade sensorial, que pode se manifestar de forma exacerbada ou diminuída, fazendo com que certos sons, texturas ou luminosidades sejam desconfortáveis ou, ao contrário, pouco percebidos. A dificuldade em lidar com mudanças na rotina também é um fator presente, podendo gerar grande desconforto quando algo inesperado acontece.

    Embora esses traços estejam presentes desde cedo, nem sempre são identificados logo na infância. Muitas vezes, o diagnóstico acontece na adolescência ou até na vida adulta, especialmente quando o indivíduo enfrenta desafios sociais e emocionais mais intensos. Caso haja preocupação com o desenvolvimento ou comportamento de um adolescente, o acompanhamento profissional pode ajudar a compreender melhor suas características e promover estratégias para favorecer seu bem-estar.


  • Qual especialização eu devo procurar em um psicólogo que possa analisar se possuo síndrome de Asperg

    Qual especialização eu devo procurar em um psicólogo que possa analisar se possuo síndrome de Asperger? Obs: Entendo que o diagnóstico é realizado por um psiquiatra ou neurologista, no entanto, não sei se a especialidade do psicólogo influencia em algo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Para uma avaliação mais aprofundada sobre a possibilidade de síndrome de Asperger, é interessante buscar um psicólogo que tenha experiência com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que possa realizar uma escuta qualificada sobre sua vivência. Um profissional especializado em neuropsicologia pode aplicar testes específicos, enquanto um psicólogo clínico, especialmente com abordagem psicanalítica, pode auxiliar na compreensão subjetiva da sua experiência, investigando sua relação com o mundo, com as normas sociais e com seus próprios afetos.

    A psicanálise não se baseia apenas em classificações diagnósticas, mas busca compreender como determinados traços e padrões se manifestam na singularidade de cada indivíduo. Assim, um psicólogo psicanalista pode ajudá-lo a elaborar sua história, identificar conflitos subjacentes e pensar sobre a sua relação com as características que o fazem buscar essa resposta.

    Embora o diagnóstico formal seja feito por um psiquiatra ou neurologista, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental para entender os desafios e potencialidades envolvidos, independente do rótulo diagnóstico.


Perguntas frequentes

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