Perguntas do paciente (110)
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lembrar ocasionalmente de pessoas que já faleceram faz parte da experiência humana. Porém, quando esses pensamentos são frequentes, vêm acompanhados de intensa tristeza, pena ou sofrimento e passam a ocupar grande parte do dia, vale a pena investigar o que eles representam para você.
Na perspectiva da psicanálise, nem sempre o sofrimento está ligado apenas à perda daquelas pessoas. Essas lembranças podem mobilizar questões mais profundas, como a própria finitude, sentimentos de culpa, lutos não elaborados ou experiências emocionais que encontram, nessas recordações, uma forma de se expressar. Mais importante do que afastar esses pensamentos é compreender por que eles insistem em retornar e qual lugar ocupam em sua história.
Se essas lembranças têm causado sofrimento significativo ou interferido na sua qualidade de vida, buscar acompanhamento psicológico pode ser um importante caminho para elaborar essas questões e compreender o sentido que elas assumem para você.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo é reconhecer que esse comportamento tem causado sofrimento e prejuízo, como você já demonstra ao buscar ajuda. Quando o uso da pornografia se torna frequente, difícil de controlar e passa a interferir na vida afetiva, profissional ou conjugal, é importante procurar um psicólogo ou psicanalista. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra, especialmente se houver sintomas de ansiedade, depressão ou outras condições associadas.
Na psicanálise, o foco não é apenas eliminar o comportamento, mas compreender a função que ele exerce na vida psíquica da pessoa. O fato de você relacionar o início da compulsão ao período da gestação da sua esposa é um dado importante. Mudanças significativas na dinâmica do casal, na sexualidade, nas responsabilidades e na posição subjetiva diante da paternidade podem mobilizar conflitos e angústias que, por vezes, encontram na pornografia uma forma de alívio ou de satisfação.
O tratamento consiste em um processo de escuta e elaboração dessas questões, favorecendo que o sintoma deixe de ser a única resposta possível ao sofrimento. Compreender o que sustenta essa compulsão costuma ser um passo importante para recuperar o controle sobre o comportamento e construir uma relação mais saudável consigo mesmo, com sua sexualidade e com seu relacionamento.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a diferentes processos psicológicos. A culpa é uma reação esperada diante de uma atitude que entra em conflito com os próprios valores. Entretanto, quando ela se torna persistente, acompanhada por uma necessidade repetitiva de buscar confirmação, reviver os fatos ou aliviar a angústia, é importante uma avaliação clínica mais aprofundada.
Essa necessidade de confirmar repetidamente se houve perdão pode estar presente em quadros de ansiedade, em manifestações do TOC ou em outros modos de funcionamento psíquico. Por isso, não é possível estabelecer um diagnóstico apenas com esse relato.
Na perspectiva da psicanálise, a questão central não é apenas saber se o parceiro perdoou, mas compreender por que o perdão dele não parece produzir um efeito de apaziguamento em você. Muitas vezes, o sofrimento está relacionado à dificuldade de elaborar a própria culpa e ao lugar que esse acontecimento passou a ocupar na sua história e na relação com seus ideais.
Independentemente do diagnóstico, esse sofrimento pode ser trabalhado em psicoterapia. Um processo terapêutico poderá ajudá-lo a compreender o significado dessa culpa, reduzir a necessidade de busca constante por confirmação e construir uma relação mais saudável com sua própria história.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que essa descoberta tenha despertado tristeza e dúvidas. Assistir pornografia, por si só, não significa que uma pessoa tenha uma compulsão ou dependência. A frequência, o contexto e, principalmente, o impacto desse comportamento na vida pessoal, profissional e no relacionamento é que ajudam a compreender sua gravidade.
O fato de ele assistir no trabalho ou aproveitar momentos em que está sozinho pode indicar uma dificuldade de controle, mas, isoladamente, não é suficiente para concluir que exista uma compulsão. É importante considerar se ele sente necessidade de consumir pornografia mesmo quando isso traz prejuízos, se já tentou diminuir e não conseguiu, ou se o comportamento tem afetado a intimidade, a confiança ou outras áreas da vida.
Pela perspectiva da psicanálise, mais do que classificar o comportamento como vício, interessa compreender a função que ele exerce na economia psíquica da pessoa. Em muitos casos, a pornografia pode funcionar como uma forma de lidar com angústias, tensões ou conflitos, sendo necessário investigar o significado que esse recurso assume para cada sujeito.
Ao mesmo tempo, seus sentimentos também merecem ser considerados. Independentemente de haver ou não uma compulsão, se esse comportamento repercute na confiança, na intimidade ou faz você se sentir desvalorizada, isso é um tema legítimo para ser conversado no relacionamento. Caso o diálogo seja difícil ou o sofrimento persista, a psicoterapia individual ou de casal pode ser um espaço importante para compreender o que essa situação representa para ambos.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é possível. A forma como vivenciamos o afeto na infância influencia nossa maneira de reconhecer, expressar e sustentar os vínculos na vida adulta. Quando houve pouco acolhimento emocional, algumas pessoas aprendem, como forma de proteção, a manter certa distância dos próprios sentimentos, percebendo a intensidade deles apenas diante da possibilidade de perda.
Na perspectiva da psicanálise, o amor não é apenas um sentimento, mas uma experiência que também mobiliza desejos, medos e modos de se relacionar construídos ao longo da história de cada sujeito. Por isso, a dificuldade pode não estar em amar, mas em reconhecer e dar lugar ao que se sente enquanto o vínculo ainda está presente.
Quanto à relação entre amar e seguir suas metas, ela também existe. Quando uma pessoa consegue estabelecer vínculos mais seguros consigo mesma e com os outros, tende a investir sua energia psíquica de forma mais livre nos diferentes aspectos da vida, incluindo projetos pessoais e profissionais. Isso não significa que o amor seja a condição para realizar seus objetivos, mas que uma relação mais integrada com os próprios afetos pode favorecer escolhas mais conscientes e um maior investimento naquilo que faz sentido para você.
A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esses padrões relacionais, elaborar experiências precoces e desenvolver uma maior capacidade de reconhecer e sustentar os próprios sentimentos sem que eles dependam apenas da perda ou da ausência para se tornarem evidentes.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bastante pertinente. Alguns psicólogos, dependendo da abordagem clínica, podem utilizar materiais de apoio, exercícios ou registros para serem feitos entre as sessões.
Já na psicanálise, o foco costuma ser diferente: o principal instrumento terapêutico é o próprio processo de elaboração que acontece a partir da fala, da escuta e do vínculo construído ao longo do tratamento. A angústia que surge entre uma sessão e outra também pode fazer parte desse trabalho e merece ser levada para análise, pois pode revelar aspectos importantes da sua experiência. Cada caso é singular e essas questões podem ser pensadas em conjunto com o seu terapeuta para encontrar a forma de cuidado mais adequada para você.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é um momento de separação importante e é natural que ele desperte ansiedade, culpa e tristeza. Pela perspectiva psicanalítica, esses sentimentos podem revelar um conflito entre o desejo de construir sua própria vida e a responsabilidade que você sente por sua mãe. Em vez de tentar afastar essa angústia, vale a pena escutá-la e compreender o que ela está dizendo sobre sua história e seus vínculos. A psicoterapia pode ajudá-lo a atravessar essa transição de forma mais consciente e menos sofrida.
Estou à disposição
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o luto não tem um tempo certo nem segue um roteiro. Quando perdemos alguém que ocupava um lugar de profundo afeto, é comum que surjam culpa, pensamentos sobre o que “poderia ter sido feito” e dificuldade em aceitar a ausência. Muitas vezes, essas perguntas expressam menos uma responsabilidade real e mais a tentativa psíquica de encontrar um sentido para uma perda que é dolorosamente sem explicação.
O fato de ver outros cães despertar sua dor mostra que o vínculo com a sua ainda está muito vivo. Aos poucos, o trabalho do luto não consiste em esquecer, mas em encontrar uma nova forma de carregar esse amor, sem que ele esteja permanentemente atravessado pela culpa. Se esse sofrimento permanece intenso e impede que a vida volte a seguir seu curso, buscar um espaço de escuta pode ajudar a elaborar essa perda com mais delicadeza.
Estou à disposição.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de que "tudo depende de mim" costuma gerar um grande desgaste emocional. Do ponto de vista psicanalítico, mais do que tentar eliminar esse sentimento, é importante perguntar: por que você ocupa esse lugar? O que faz com que seja tão difícil dividir responsabilidades, aceitar limites ou reconhecer que nem tudo está sob seu controle?
Muitas vezes, essa posição foi sendo construída ao longo da história de vida, nas primeiras relações e nas experiências que marcaram a forma como você passou a se perceber e a se relacionar com os outros. Assumir tudo pode parecer uma necessidade, mas também pode ser uma maneira inconsciente de lidar com inseguranças, culpa ou medo de decepcionar.
Na psicanálise, o objetivo não é oferecer respostas prontas, mas possibilitar que cada pessoa compreenda o sentido singular desse sofrimento. À medida que aquilo que sustenta essa necessidade de dar conta de tudo pode ser elaborado, torna-se possível construir uma relação mais equilibrada com as responsabilidades, reconhecendo que cuidar de si também faz parte desse processo.
Se esse sentimento é persistente e tem afetado sua qualidade de vida, buscar acompanhamento psicológico pode ser uma oportunidade de compreender suas origens e encontrar novas formas de lidar com essa experiência.
Estou à disposição
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo, de expectativas, de projetos compartilhados e, muitas vezes, da imagem que construímos sobre nós mesmos naquela relação.
Sob a perspectiva da psicanálise, a dor do término não está relacionada apenas à ausência da outra pessoa, mas também ao significado que esse relacionamento ocupava na história e na vida psíquica de cada um. Por isso, duas pessoas podem reagir de formas muito diferentes diante de situações semelhantes.
Superar essa dor não significa esquecer ou apagar o que foi vivido, mas elaborar a perda, permitindo que os sentimentos sejam reconhecidos e compreendidos, em vez de apenas evitados. Esse é um processo que exige tempo e não segue um prazo definido.
Quando o sofrimento se torna intenso, persistente ou interfere na rotina, no trabalho ou nas relações, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a atravessar esse momento de forma mais saudável e a compreender os aspectos inconscientes envolvidos nessa experiência.
Se você estiver passando por essa situação, saiba que não precisa enfrentá-la sozinho(a). Um espaço de escuta pode ajudá-lo(a) a elaborar essa perda e a encontrar novos caminhos para seguir em frente.
Estou à disposição
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, esses objetos de infância podem funcionar como “suportes” do seu mundo interno — eles carregam não só lembranças, mas também partes da sua história emocional e da sua constituição subjetiva. São os lutos não reconhecidos, mas que precisam ser processados.
Quando são perdidos sem sua autorização, não se trata apenas de uma perda material, mas de uma experiência que pode ser vivida como um pequeno luto e até como uma quebra de continuidade do seu passado. É comum surgir tristeza, raiva ou sensação de desamparo.
Elaborar isso passa por reconhecer o valor simbólico que esses objetos tinham para você e dar lugar ao sentimento de perda, para que ele possa ser integrado, em vez de apenas evitado. Em alguns casos, a psicoterapia ajuda justamente a reconstruir esse vínculo com a própria história de forma mais interna e menos dependente dos objetos.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, é compreensível que essa descoberta tenha gerado um impacto intenso: ela mexe com vínculos, confiança e com a forma como você organiza suas relações. A culpa que aparece pode estar ligada mais à sensação de “ameaça de perda do vínculo” do que necessariamente a uma intenção de erro.
O pedido de tempo do seu namorado também pode ser entendido como um movimento de elaboração dele diante de algo que o surpreendeu, e não necessariamente como uma decisão definitiva de término.
É importante, porém, observar a intensidade do seu medo de “tudo desmoronar” sem ele. Isso sugere uma forte dependência afetiva, que merece cuidado e pode ser trabalhada em psicoterapia, especialmente considerando o autismo e a depressão, para fortalecer outros pontos de apoio na sua vida emocional.
Nesse momento, tentar ampliar sua rede de suporte (mesmo que aos poucos) é fundamental, para que todo o seu equilíbrio não fique concentrado em uma única pessoa.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“TEPT-C” (transtorno de estresse pós-traumático complexo) não costuma ser descrito na clínica como algo que tenha uma “cura total” no sentido de apagar definitivamente toda vulnerabilidade. Mas isso não significa que a pessoa fique condenada a sofrer para sempre.
O que a experiência clínica mostra é que muitas pessoas conseguem chegar a uma **remissão muito significativa dos sintomas**, a ponto de viverem com estabilidade emocional, autonomia e boa qualidade de vida. Em alguns casos, os sintomas podem praticamente desaparecer no dia a dia.
Ao mesmo tempo, por se tratar de uma organização emocional ligada a experiências traumáticas repetidas, pode haver **reativações em momentos de estresse, perdas ou situações que lembram o trauma**. Isso não é exatamente “volta da doença”, mas uma sensibilidade residual que pode ser manejável.
Com psicoterapia adequada (como abordagens focadas em trauma, por exemplo EMDR, terapia do esquema ou TCC focada em trauma), o objetivo não é só reduzir sintomas, mas **reorganizar a forma como o cérebro e as emoções processam segurança, vínculo e ameaça**.
Em resumo: não é geralmente uma “cura definitiva apagando tudo”, mas é frequentemente uma condição **muito tratável, com possibilidade real de vida estável e sem sofrimento contínuo**.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola! Seria muito bom que você pudesse ter um lugar seu para poder dividir estes medos e ansiedade e descobrir a fonte da qual se originou seus dilemas. A psicanálise pode te conduzir através do processo analítico para que você identifique e obtenha melhor manejo nestas questoes que você apresenta! Estou à disposição caso queira conversar mais a respeito
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resposta curta é: não, em regra, não.
No Brasil, tanto as normas do Conselho Federal de Medicina quanto as diretrizes do Ministério da Saúde caminham no sentido de um modelo baseado no consentimento informado, e não na obrigatoriedade de um laudo psicológico para adultos.
Para uma pessoa trans maior de idade:
* Não existe exigência legal geral de laudo psicológico para iniciar terapia hormonal.
* Não há tempo mínimo obrigatório de acompanhamento psicológico antes do início da hormonização.
* A avaliação médica deve verificar se a pessoa compreende os efeitos, riscos, benefícios, limitações e alternativas ao tratamento e se possui capacidade para consentir.
Isso não significa que o psicólogo não tenha papel importante. Pelo contrário, ele pode:
* auxiliar na exploração da identidade de gênero, quando essa for uma demanda da pessoa;
* oferecer suporte diante de ansiedade, depressão, conflitos familiares ou sociais;
* acompanhar o processo de transição, caso a pessoa deseje.
O acompanhamento psicológico deve ser oferecido, mas não imposto como uma barreira ao acesso ao tratamento.
Quando um laudo psicológico pode ser solicitado?
Na prática, algumas situações podem levar um serviço ou médico a pedir um relatório ou parecer psicológico, por exemplo:
* quando existem dúvidas importantes sobre a capacidade de consentimento;
* quando há um transtorno psiquiátrico grave descompensado que pode interferir na tomada de decisão;
* quando o próprio médico deseja um parecer interdisciplinar antes de iniciar o tratamento;
* em protocolos internos de alguns serviços (embora isso não represente uma exigência legal universal).
Espero ter ajudado
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um bom caminho para melhorar isso é com terapia. Ter um lugar de fala, ser ouvido e aprender a ouvir sem levar tudo para o lado pessoal é possível caso queira entrar no processo analítico. Se quiser conversar mais sobre isso, estou à disposição
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Quando passamos a comparar nossa trajetória com a dos outros, é fácil concluir que estamos “atrasados”, e isso pode gerar frustração, culpa e desmotivação, mesmo quando continuamos nos esforçando.
Vale a pena refletir sobre uma pergunta: de onde vem a ideia de que existe uma idade “certa” para que a vida comece ou para que determinadas conquistas aconteçam? Muitas vezes, essa expectativa é construída a partir de comparações e padrões sociais que não levam em conta a singularidade de cada história.
Também chama a atenção que você já esteja imaginando um futuro em que as coisas podem melhorar, mas, ao mesmo tempo, esse pensamento acaba impedindo que você reconheça o caminho que está percorrendo hoje. O sofrimento não parece estar apenas no tempo das conquistas, mas no significado que esse tempo adquiriu para você.
Um processo de psicoterapia pode ajudar justamente a compreender por que essa comparação tem tanto peso, quais expectativas você criou sobre si mesmo e como construir uma relação mais saudável com sua própria trajetória. Muitas vezes, quando esses aspectos são elaborados, a motivação deixa de depender de uma linha do tempo idealizada e passa a estar conectada aos próprios desejos e valores.
Estou à disposição
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível, mas não em todos os casos. O respeito costuma ser construído ao longo da relação e, quando é substituído por críticas constantes, ofensas e desqualificações, o vínculo pode ficar profundamente fragilizado.
Mais importante do que perguntar se ainda existe amor é investigar o que levou o casal a essa forma de se relacionar. Muitas vezes, as ofensas não são a origem do problema, mas a expressão de conflitos que se acumularam ao longo do tempo e deixaram de ser elaborados.
Reconstruir o respeito exige que ambos estejam dispostos a reconhecer a própria participação na dinâmica da relação, assumir responsabilidade pelas próprias atitudes e criar novas formas de diálogo. Sem esse movimento, é comum que as mesmas situações se repitam, mesmo quando existe o desejo de continuar juntos.
A psicoterapia, individual ou de casal, pode oferecer um espaço para compreender essa dinâmica, ressignificar os conflitos e avaliar, com honestidade, se ainda há condições para reconstruir a relação ou se o caminho mais saudável é elaborar o encerramento do vínculo. Estou à disposição
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O relato que você traz revela um sofrimento importante e uma situação que parece ter se construído ao longo do tempo. Pela perspectiva psicanalítica, mais do que buscar identificar quem está certo ou errado, interessa compreender como cada pessoa participa da dinâmica da relação e quais sentidos esse vínculo adquiriu para ambos.
Você menciona sentimentos de desconfiança, mágoa, frustração, medo da separação e receio de perder a convivência com os filhos. Esses elementos podem fazer com que a decisão de permanecer ou encerrar a relação se torne ainda mais difícil, pois diferentes desejos e conflitos passam a coexistir.
A repetição de discussões, ofensas e perda de respeito costuma indicar que algo na forma de funcionamento do casal deixou de encontrar caminhos de elaboração. Quando os conflitos passam a ocorrer repetidamente, inclusive na presença dos filhos, é um sinal de que o sofrimento merece atenção.
Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender por que esse vínculo se mantém, quais expectativas, medos e padrões de relacionamento estão em jogo e de que maneira sua história pode influenciar a forma como vive esse casamento hoje. Esse trabalho não tem como objetivo dizer se você deve permanecer ou se separar, mas favorecer uma posição mais consciente diante da própria vida, para que suas decisões sejam menos guiadas pelo medo e mais pelo reconhecimento dos seus desejos, limites e responsabilidades.
Independentemente do futuro da relação, buscar ajuda neste momento pode ser um passo importante para cuidar de você e também da forma como seus filhos vivenciam esse contexto familiar.
Estou à disposição
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção. A tristeza, o choro frequente e a vontade de se isolar são sinais de que algo está produzindo sofrimento, mesmo que você ainda não consiga identificar exatamente sua origem.
Você relata que, em seu relacionamento, muitas vezes sente que precisa “pisar em ovos” para expressar o que pensa e que seus sentimentos não são compreendidos ou validados. Vivenciar repetidamente a sensação de não ser escutada ou de não haver espaço para se expressar pode ser muito doloroso e contribuir para um desgaste emocional importante.
Do ponto de vista da psicanálise, nem sempre sabemos de imediato por que sofremos. Muitas vezes, o sofrimento se manifesta antes mesmo de conseguirmos colocá-lo em palavras. Por isso, mais do que buscar uma resposta rápida, é importante criar um espaço onde seja possível compreender o que essa tristeza está comunicando sobre sua história, seus vínculos e suas necessidades.
Um processo de psicoterapia pode ajudá-la a reconhecer esses sentimentos, compreender como eles se relacionam com sua forma de viver os relacionamentos e encontrar maneiras mais saudáveis de se posicionar diante deles.
Se essa tristeza tem se tornado intensa, frequente ou vem acompanhada de prejuízos no sono, no apetite, no trabalho, nos estudos ou na sua rotina, é importante buscar uma avaliação profissional. Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha.
Estou à disposição
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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