Perguntas do paciente (311)

  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Ouvir frases que fazem a gente se sentir deslocado ou não pertencente pode machucar bastante, principalmente quando vêm de pessoas que gostaríamos que nos acolhessem. Seus sentimentos fazem sentido e merecem ser levados a sério.

    Como você parece ser jovem e ainda está construindo sua independência, talvez o foco agora não precise ser necessariamente "cortar laços", mas encontrar formas de se proteger emocionalmente, fortalecer sua rede de apoio e se aproximar de pessoas que o respeitem e valorizem quem você é. Um professor de confiança, outro familiar, amigos seguros ou um psicólogo podem ser aliados importantes nesse momento. A Psicoterapia também pode ajudar você a lidar com essa dor, fortalecer sua autoestima e entender quais limites são mais saudáveis para a sua realidade, sem precisar enfrentar tudo sozinho.


  • É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso?

    É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso? Pois eu gosto muito do grupo, me sentia "confortável"/bem ao assisti-las e acompanhava bastante conteúdos das integrantes, que não eram apenas sobre música especificamente.

    Era quase como se eu me sentisse um amigo mesmo, estava engajado ao ponto de defender o grupo contra haters, sem xingar e sem ofender, apenas mostrando contrapontos a alguns comentários negativos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sim, isso pode ser completamente normal, especialmente quando gostamos muito de um artista, grupo, série ou personagem. Nosso cérebro cria um sentimento de proximidade com aquilo que nos faz bem, nos diverte ou nos ajuda em momentos difíceis. Imaginar conversas ou situações com essas pessoas não significa que há algo de errado com você.

    O importante é que essas fantasias sejam apenas uma parte da sua vida, sem substituir as amizades, os estudos, a família ou as experiências reais. Pelo que você contou, parece que esse grupo te trazia conforto e companhia, e muitas pessoas passam por algo parecido. Se algum dia você sentir que isso está te fazendo sofrer ou se isolar, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender melhor esses sentimentos.


  • Relações parassociais podem ser um sintoma de uma falta de profundidade nas relações reais?

    Relações parassociais podem ser um sintoma de uma falta de profundidade nas relações reais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Pode ser, sim. Às vezes, quando a gente está se sentindo sozinho, incompreendido ou com dificuldade de criar conexões mais profundas na vida real, é natural buscar conforto em figuras que admiramos, acompanhamos ou sentimos que "fazem parte" da nossa vida, mesmo sem nos conhecerem.

    O ponto de atenção é quando essas relações começam a ocupar o espaço dos vínculos reais. Se você percebe que tem mais facilidade em se conectar com pessoas distantes do que com quem está ao seu lado, talvez valha a pena olhar para isso com carinho

    Na Psicoterapia, é possível entender melhor essas necessidades emocionais e construir relações mais seguras, profundas e satisfatórias na vida real


  • Olhar um pêndulo movendo faz ficar Sonolento e como funciona???

    Olhar um pêndulo movendo faz ficar Sonolento e como funciona???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Na verdade, o pêndulo não tem nenhum poder especial. O que acontece é que movimentos repetitivos podem ajudar algumas pessoas a relaxar e focar mais a atenção, dando aquela sensação de sonolência ou de estar "viajando nos pensamentos".

    A hipnose moderna entende que o transe não acontece por causa do pêndulo, mas pela forma como o cérebro direciona a atenção. É algo muito mais ligado à concentração e à imaginação do que a dormir ou perder o controle.

    Se você tem curiosidade sobre como sua mente funciona, a Psicoterapia pode ajudar a explorar isso de uma forma segura e interessante voltada ao seu autoconhecimento


  • Pensamento intrusivo pode aparecer uma única vez na mente?

    Pensamento intrusivo pode aparecer uma única vez na mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sim, o pensamento intrusivo pode, sim, aparecer uma única vez na mente. Embora eles sejam muito conhecidos por serem repetitivos e insistentes, é perfeitamente normal que um pensamento bizarro, desconfortável ou sem sentido surja de forma isolada e nunca mais volte. O cérebro humano produz milhares de ideias espontâneas todos os dias, e muitas delas são apenas "ruídos" passageiros que não definem quem você é, seus desejos ou sua realidade. O grande segredo não é o surgimento do pensamento em si, mas a importância e o peso que damos a ele quando ele aparece.
    É exatamente nesse ponto que a psicoterapia se torna uma aliada tão transformadora

    No espaço seguro da terapia, nós trabalhamos juntos para compreender a dinâmica desses pensamentos, ajudando você a acolher suas emoções sem se desesperar com o que passa pela mente

    Você aprenderá a olhar para essas ideias intrusivas apenas como nuvens passageiras, desenvolvendo ferramentas para não se desgastar tentando controlá-las ou respondendo a elas com ansiedade

    Com o tempo, o processo terapêutico fortalece sua autoconfiança, permitindo que você recupere a leveza e o bem-estar no seu dia a dia


  • A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como a negação do diagnóstico pode afetar a capacidade do paciente de entender e regular suas emoções? Como podemos ajudá-los a desenvolver habilidades de regulação emocional, mesmo que ainda não aceitem completamente o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    A negação do diagnóstico, muitas vezes, funciona como uma proteção diante de algo que pode ser vivido como doloroso ou ameaçador, mas acaba dificultando que a pessoa compreenda, nomeie e regule suas emoções, intensificando a sensação de confusão e sofrimento

    Ainda assim, o cuidado pode começar sem a necessidade de aceitação do rótulo, a partir do acolhimento da experiência, validação emocional e estratégias práticas de regulação, como identificar gatilhos, pausar e respirar, permitindo que, com o tempo e segurança, essa pessoa desenvolva mais consciência emocional e, talvez, se abra gradualmente para compreender melhor a si mesma

    A Psicoterapia pode ajudar a construir essa consciência e a lidar melhor com tudo isso


  • Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio

    Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio mundo. Minha mãe não fala comigo a uma semana, e hj é véspera de Natal, sinto que todos os feriados perderam o significado. E tem esse sentimento que nunca vai embora essa "companhia" constante, essa tristeza que me afoga. Tenho sentido muitas dores de cabeça, pescoço rígido e uma angústia crescente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sinto muito que você esteja atravessando tudo isso — a solidão, o silêncio dentro de casa e essa tristeza que parece não dar trégua podem ser profundamente dolorosos, especialmente em datas que costumam simbolizar encontro e afeto. O que você descreve também aparece no corpo: a dor de cabeça, a rigidez, a angústia crescente são sinais de um sofrimento real, que merece cuidado e acolhimento

    Você não está exagerando nem “fraca” por se sentir assim; algo importante em você está pedindo atenção e espaço para ser escutado.

    A psicoterapia pode ser um lugar seguro para você não atravessar isso sozinha, para compreender o que essa tristeza comunica, aliviar esse peso emocional e, aos poucos, devolver sentido e respiro aos seus dias

    Se fizer sentido para você, será um prazer caminhar ao seu lado nesse processo, com escuta, respeito e cuidado.

    Você merece apoio — e não precisa enfrentar isso sozinha


  • Os sintomas de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) desaparecem com o tempo?

    Os sintomas de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) desaparecem com o tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem diminuir com o tempo, especialmente quando há acompanhamento adequado. Com o passar dos anos — e principalmente com o suporte da psicoterapia — muitas pessoas conseguem reduzir a intensidade das crises, compreender melhor suas emoções e desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento. Isso acontece porque o autoconhecimento e o tratamento ajudam o cérebro a criar novas conexões e respostas emocionais mais equilibradas.

    A psicoterapia é a principal aliada nesse processo, ela ajuda a regular as emoções, melhorar os relacionamentos e construir uma vida mais estável e significativa

    Procurar ajuda é o primeiro passo para perceber que, mesmo com o TPB, é possível ter qualidade de vida e bem-estar emocional.


  • Qual a importância de identificar as comorbidades para o tratamento e prognóstico psiquiátrico ?

    Qual a importância de identificar as comorbidades para o tratamento e prognóstico psiquiátrico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Identificar as comorbidades em um quadro psiquiátrico é fundamental porque elas influenciam diretamente no diagnóstico, na escolha do tratamento e no prognóstico do paciente.

    Quando um transtorno ocorre junto a outro — como depressão e ansiedade, ou TDAH e uso de substâncias — os sintomas podem se sobrepor, mascarar-se ou se intensificar mutuamente, dificultando a melhora se não forem reconhecidos

    O entendimento dessas interações permite uma abordagem mais precisa e eficaz, evitando tratamentos parciais ou ineficazes.

    A psicoterapia desempenha um papel essencial nesse processo, ajudando a compreender como essas condições se conectam e impactam a vida do indivíduo. Ao lado do acompanhamento médico, o trabalho terapêutico auxilia na identificação de padrões emocionais, comportamentais e cognitivos, promovendo um tratamento mais completo e resultados mais duradouros


  • Doenças físicas podem causar transtornos psiquiátricos ou vice-versa?

    Doenças físicas podem causar transtornos psiquiátricos ou vice-versa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sim, doenças físicas podem causar transtornos psiquiátricos, assim como transtornos mentais podem desencadear sintomas físicos. Quando o corpo está adoecido, há um impacto direto no funcionamento do cérebro e na produção de neurotransmissores, o que pode gerar ansiedade, depressão e alterações de humor. Da mesma forma, condições emocionais prolongadas, como estresse e Burnout, podem afetar o sistema imunológico, o sono, a digestão e até provocar dores crônicas

    A psicoterapia é um espaço essencial para compreender essa conexão entre corpo e mente. Por meio dela, é possível aprender a identificar gatilhos emocionais, desenvolver estratégias de autorregulação e fortalecer o equilíbrio psicológico, o que contribui diretamente para o bem-estar físico também.

    Busque iniciar sua terapia o quanto antes


  • De que maneira o bullying afeta a relação da vítima com a responsabilidade existencial?

    De que maneira o bullying afeta a relação da vítima com a responsabilidade existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    O bullying pode abalar profundamente o senso de valor e autonomia da pessoa, fazendo com que ela duvide da própria capacidade de escolher, agir e construir a própria história.

    Quando alguém é constantemente humilhado ou rejeitado, pode internalizar a ideia de que não tem poder sobre a própria existência, enfraquecendo o sentimento de responsabilidade por si e pelas próprias decisões.

    Isso não significa que ela perde essa responsabilidade, mas que pode ter dificuldade de reconhecê-la e exercê-la, justamente porque sua identidade e liberdade foram feridas por experiências de violência e desamparo

    A Psicoterapia pode ajudar a traçar estratégias pra lidar com isso e ajudar a não se perder de si mesmo(a)

    Espero ter ajudado, mas, caso esteja passando por isso, busque iniciar sua terapia!


  • Quais são os mecanismos de defesa do transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    Quais são os mecanismos de defesa do transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    No Transtorno de Personalidade Borderline, é comum que a pessoa utilize mecanismos de defesa como a cisão (ver o outro como totalmente bom ou totalmente mau), a idealização e a desvalorização, a projeção e a negação, muitas vezes como uma forma de lidar com emoções intensas e medo de abandono

    Esses recursos são tentativas inconscientes de proteger-se da dor, mas podem gerar sofrimento nas relações e na autoestima.

    A psicoterapia pode ajudar a reconhecer esses padrões e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os sentimentos, fortalecendo o equilíbrio emocional.

    Busque iniciar sua psicoterapia pra juntos encontrarem as melhores estratégias pro seu caso


  • Quais os fundamentos da prática de atenção plena ?

    Quais os fundamentos da prática de atenção plena ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    A prática de atenção plena se baseia em cultivar a presença no aqui e agora, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgá-los ou tentar mudá-los. Ela nasce de fundamentos como a aceitação, a curiosidade e a compaixão consigo mesmo, permitindo que a mente se desacelere e encontre espaço para perceber a vida com mais clareza.

    Ao treinar esse olhar gentil e consciente, abrimos caminho para lidar melhor com o estresse, regular as emoções e viver de forma mais conectada com nós mesmos e com o mundo ao nosso redor.


  • Quais são os sinais de que o uso de tecnologia digital está prejudicando o bem-estar de uma pessoa ?

    Quais são os sinais de que o uso de tecnologia digital está prejudicando o bem-estar de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Quando o uso da tecnologia começa a prejudicar o bem-estar, alguns sinais podem aparecer: dificuldade para dormir, irritabilidade ao se desconectar, sensação constante de comparação nas redes sociais, afastamento de relações presenciais, queda na produtividade ou uso excessivo como fuga de sentimentos difíceis

    Esses sinais merecem atenção — e não julgamento

    A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões, resgatar o equilíbrio e reconstruir uma relação mais saudável com o mundo digital e consigo mesmo(a)


  • Como lidar com a ansiedade durante a desintoxicação?

    Como lidar com a ansiedade durante a desintoxicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Lidar com a ansiedade durante a desintoxicação é desafiador, mas é possível e você não precisa passar por isso sozinho(a)

    Esse período costuma mexer com emoções intensas e reações físicas desconfortáveis, por isso, acolher o que você sente com gentileza, em vez de se culpar ou se cobrar demais, já é um grande passo

    A psicoterapia pode ser uma aliada fundamental nesse processo — ela oferece um espaço seguro para entender o que está por trás da ansiedade, fortalecer sua autorregulação emocional e desenvolver estratégias mais saudáveis para atravessar esse momento

    Busque iniciar seu processo, espero q fique bem!


  • Como a neuroplasticidade influencia na capacidade adaptativa do cérebro em situações de lesão cerebr

    Como a neuroplasticidade influencia na capacidade adaptativa do cérebro em situações de lesão cerebral ou alterações em determinados sentidos como a audição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    O nosso cérebro tem uma capacidade incrível de se adaptar, chamada neuroplasticidade

    Quando passamos por alguma lesão cerebral ou perdemos parte de um sentido, como a audição, o cérebro tenta dar um jeito: ele reorganiza suas conexões e, muitas vezes, outras áreas assumem novas funções.

    É por isso que pessoas com perda auditiva, por exemplo, costumam desenvolver sentidos como a visão ou o tato de forma mais aguçada. Isso mostra como, mesmo diante de grandes desafios, o cérebro encontra caminhos para continuar funcionando e nos ajudando a seguir em frente

    A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo de adaptação, ajudando você a lidar com as mudanças, ressignificar experiências e fortalecer suas capacidades emocionais. Se você está passando por um momento difícil, esse pode ser um bom momento para começar — você não precisa enfrentar tudo sozinho(a).


  • Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente

    Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente sem explicação, especialmente medo de bonecos e quadros com rostos. Isso pode acontecer em pessoas com deficiência intelectual ou com autismo? Se sim em qual grau da deficiência intelectual isso se manifesta? E do autismo? Isso é mais comum no autismo? Pois eu tinha isso e gostaria de saber.
    Eu percebi que alguns desses medos surgem de forma muito intensa, como se a pessoa realmente sentisse que o boneco ou o quadro representa algum tipo de ameaça. Em alguns casos, ela até se recusa a entrar em certos ambientes ou reage com choro.
    Queria entender se isso é comum em pessoas com deficiência intelectual em diferentes graus, e também se acontece com pessoas dentro do espectro autista. Pode ter a ver com hipersensibilidade sensorial ou dificuldade em diferenciar o que é real e o que é só uma imagem? E o que pode ser feito nesses casos?
    Agradeço se puder me ajudar a entender melhor esse tipo de reação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    O que você observou faz muito sentido e é uma dúvida importante. Medos intensos diante de bonecos, quadros ou rostos podem sim aparecer tanto em pessoas com deficiência intelectual quanto no espectro autista, especialmente quando há hipersensibilidade sensorial ou dificuldade de interpretar estímulos visuais de forma segura.

    No autismo, isso pode ser mais frequente por conta da forma como o cérebro processa informações sensoriais — uma imagem ou objeto que parece neutro para a maioria pode ser percebido como ameaçador. Já na deficiência intelectual, principalmente nos graus moderado a severo, pode haver dificuldade em compreender que aquilo não é real, o que também pode gerar medo.

    Cada pessoa é única, e essas reações variam bastante, mas o acolhimento, a escuta e, quando possível, o acompanhamento com um profissional especializado (como psicólogo ou terapeuta ocupacional) podem ajudar a compreender melhor e suavizar essas experiências. É muito bonito que você esteja buscando entender isso com tanto cuidado.


  • Meus sentimentos parecem que não funcionam mais em certas situações. Ao longo do tempo eu percebi qu

    Meus sentimentos parecem que não funcionam mais em certas situações. Ao longo do tempo eu percebi que meus sentimentos em relação à minha família foram sumindo e eu me preocupo demais com isso. Eu não me lembro qual foi a última vez que eu realmente ri com minha mãe sem ter que fingir, e o que mais me preocupa é que isso não me afeta apenas na família, mas também pessoal. Eu realmente não me lembro qual foi a última vez que senti um sentimento triste. Em relação a minha família eu não consigo ter um sentimento de “amor” eu na verdade não sinto mais nada por eles e eu quero entender isso. Eu quero voltar a sentir.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sinto muito que você esteja passando por isso — perceber esse distanciamento emocional pode ser muito doloroso e confuso

    O fato de você estar buscando compreender o que está acontecendo já é um passo importante e corajoso

    A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo, ajudando a acessar sentimentos que parecem bloqueados e a entender o que pode ter contribuído para esse afastamento emocional

    Com acolhimento e cuidado, é possível reconstruir conexões, inclusive consigo mesmo.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).


  • Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de t

    Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de trabalho por exemplo, do que com a família. Eu sinto que me bloqueia. Meus pensamentos ficam a mil e pensam em mil palavras mas não sai. Eu falo o básico e é só. Isso tem me atrapalhado muito pois eu sei que algo está errado. Eu sinto uma dor forte no peito que me acompanha o dia todo praticamente. Me sinto sem utilidade, fraca, incapaz. Sinto que não sei quem eu sou. Qual seria a terapia ideal pra fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sinto muito que você esteja passando por isso — o que você descreve é muito profundo e merece ser acolhido com cuidado

    Todas as abordagens de psicoterapia podem ajudar nesse processo de autoconhecimento e alívio do sofrimento, mas o mais importante no início é encontrar um profissional com quem você se sinta à vontade, escutada e acolhida

    A relação terapêutica é o que mais contribui para o sucesso do tratamento

    Aos poucos, com esse espaço seguro, você vai poder explorar essas dores, entender melhor seus bloqueios e reencontrar o sentido da sua existência, com mais leveza e conexão consigo mesma. Você não está sozinha, e é possível sim reconstruir essa relação com você mesma com a ajuda certa.


  • Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ci

    Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ciúmes, o que já causou conflitos entre nós. Isso está afetando nosso relacionamento e estou com medo de perdê-la. Gostaria de entender se a falta de ciúmes pode estar ligada a alguma questão emocional ou comportamental, e se a terapia de casal poderia ajudar. Um psicólogo pode me orientar sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniela Sarmento

    Sim, um psicólogo pode te ajudar a entender melhor o que está por trás da sua forma de expressar (ou não) o ciúmes — que pode estar relacionada a traços de personalidade, experiências passadas ou formas diferentes de demonstrar afeto

    A terapia de casal também é uma ótima ferramenta para melhorar a comunicação, alinhar expectativas e fortalecer a conexão entre vocês de forma mais saudável


Perguntas frequentes

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