Perguntas do paciente (59)

  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Esses pensamentos geram ansiedade, insegurança e medo de errar. Como consequência, você pode evitar se posicionar, se cobrar demais, tentar agradar sempre ou travar em situações pessoais e nos esportes.

    Na terapia, a TCC ajuda a identificar essas crenças e questionar se elas são realmente verdadeiras ou se são interpretações automáticas.

    Também se trabalha a construção de pensamentos mais realistas, como: “nem todo julgamento define quem eu sou”, “posso ser criticado e ainda assim continuar tendo valor”, “não preciso agradar todo mundo para ser aceito”.

    Além disso, ajuda a treinar comportamentos novos: dizer não, se posicionar, lidar com críticas, tolerar desconforto e se expor aos poucos a situações em que você não consegue controlar totalmente a opinião dos outros.

    Nos esportes, isso pode ser muito importante, porque o medo de errar, ser observado ou decepcionar pode atrapalhar desempenho, prazer e confiança.

    Caso deseje acompanhamento, posso te ajudar.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Pensamentos automáticos, preocupação com aparência ou vontade de ser vista de forma positiva não significam necessariamente desejo de trair ou intenção de se envolver com outra pessoa.

    Pelo seu relato, parece mais relacionado à ansiedade, insegurança, baixa autoestima ou preocupação excessiva com a opinião dos outros. Às vezes, encontrar alguém do passado ativa uma necessidade de validação: “quero que essa pessoa veja que estou bem, bonita, interessante”. Isso pode gerar culpa, principalmente quando a pessoa interpreta o pensamento como se ele revelasse uma intenção real.

    Em alguns casos, quando a dúvida vira repetitiva, com muita culpa, necessidade de se confessar, buscar certeza ou provar para si mesma que não traiu, também pode se aproximar de um padrão ansioso ou obsessivo. Mas isso precisa ser avaliado com cuidado, sem autodiagnóstico.

    A terapia pode ajudar a entender de onde vem essa necessidade de validação, trabalhar autoestima, medo de julgamento e culpa excessiva, além de diferenciar pensamentos automáticos de intenções reais.

    Caso deseje acompanhamento, posso te ajudar.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! O que você está sentindo pode acontecer em relacionamentos longos e não significa, automaticamente, que o amor acabou. Muitas vezes, depois da fase inicial de paixão, aquela animação intensa diminui e o vínculo passa a ser vivido de forma mais calma, cotidiana e menos eufórica.

    Quando existe ansiedade, essa mudança pode virar uma dúvida angustiante: porque quanto mais você tenta ter certeza absoluta do que sente, mais confusa pode ficar.

    Pelo seu relato, parece que ainda existe vínculo, cuidado e bem-estar ao lado dele, já que você não se sente presa, consegue conversar, reconhece o amor dele e deseja recuperar a conexão. Talvez a questão não seja decidir imediatamente se ama ou não, mas entender o que pode ter mudado: rotina, ansiedade, excesso de cobrança sobre o sentimento, falta de novidade, questões pessoais ou expectativas sobre como o amor “deveria” ser.

    A terapia pode te ajudar a diferenciar amor, ansiedade, culpa, carência e rotina, sem precisar tomar decisões no desespero. Também pode ajudar a entender por que essa dúvida ficou tão ameaçadora e como recuperar conexão consigo mesma e com a relação de forma mais leve.

    Se fizer sentido para você buscar acompanhamento nesse processo, será um prazer te ajudar.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    Depois da pandemia, muita gente percebeu piora no foco, mais dependência de estímulos rápidos e dificuldade de sustentar atenção em tarefas mais longas, como leitura e estudo.

    O problema é que as redes sociais entregam recompensa imediata: novidade, dopamina, distração. Já estudar ou ler exige permanência no desconforto, concentração e tolerância à frustração. Então, não é necessariamente falta de capacidade; pode ser um cérebro treinado por excesso de estímulo rápido.

    Uma forma de começar é não depender só de “força de vontade”. Crie barreiras: deixe o celular longe, use bloqueadores de app, estude em blocos pequenos e comece com metas mínimas, como 10 minutos de leitura sem interrupção. O foco volta mais por treino gradual do que por cobrança.

    Também vale investigar se essa dificuldade está ligada a ansiedade, exaustão, depressão, TDAH, excesso de tela ou desorganização da rotina.

    A terapia pode te ajudar a entender o que acontece antes da fuga para o celular, trabalhar procrastinação, autocobrança e intolerância ao desconforto, além de construir estratégias mais realistas para recuperar produtividade e prazer nas atividades.

    Caso deseje auxílio e acompanhamento, posso te ajudar.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    Depois de passar vários dias vivendo uma rotina de casal, acordar juntos, cozinhar, dormir perto, conversar e compartilhar pequenos momentos, a volta para casa pode gerar uma espécie de “queda emocional”. Não porque o relacionamento esteja ruim, mas porque você saiu de um período de muita conexão, presença e afeto para uma separação física repentina.

    Essa tristeza pode ser saudade, não necessariamente insegurança. Às vezes, quando a experiência é muito boa, a despedida dói mais justamente porque mostrou o quanto aquela presença faz bem.

    Também é importante não transformar essa dor em sinal de problema. Sentir falta de alguém que você ama não significa dependência emocional automaticamente. O ponto de atenção seria se essa tristeza começasse a impedir sua rotina, gerar desespero, medo de abandono ou necessidade constante de estar com ele para se sentir bem.

    A terapia pode te ajudar a entender melhor essa saudade, diferenciar afeto saudável de ansiedade de separação e encontrar formas de acolher essa falta sem sofrer tanto após os encontros.

    Caso deseje acompanhamento, posso te ajudar.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem estar ligados a ansiedade, sobrecarga, estresse, privação de sono, excesso de estímulos ou até questões como TDAH, mas isso precisa ser avaliado com cuidado por um profissional.

    Vale observar se sua mente está acelerada porque há muita coisa acontecendo ou porque você sente que precisa dar conta de tudo perfeitamente? Muitas vezes, a dificuldade de foco não vem de falta de capacidade, mas de excesso de cobrança e ansiedade.

    A psicoterapia pode ajudar a identificar os pensamentos que mantêm essa agitação, organizar melhor a rotina, trabalhar ansiedade e desenvolver estratégias práticas para foco e autorregulação. Se os sintomas forem muito frequentes ou estiverem prejudicando bastante seu trabalho, também pode ser importante buscar avaliação com psiquiatra ou neuropsicólogo.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Procurar ajuda é um passo muito importante.

    Pelo que você descreve, parece que o celular e a pornografia começaram a funcionar como uma forma de escape Com o tempo, esse comportamento pode virar compulsivo: a pessoa não busca mais só prazer, mas alívio imediato, mesmo depois se sentindo culpada ou sem controle.

    A melhor ajuda profissional seria começar com um psicólogo. Em alguns casos, também pode ser indicado procurar um psiquiatra, principalmente se houver ansiedade intensa, depressão, impulsividade ou grande dificuldade de controlar o comportamento.

    O tratamento geralmente envolve entender quais emoções ou situações disparam a vontade, identificar pensamentos que mantêm o ciclo, criar estratégias para reduzir gatilhos, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ansiedade e reconstruir a intimidade no relacionamento, sem culpa excessiva, mas com responsabilidade.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! pode estar relacionado à ansiedade e, em alguns casos, a um padrão parecido com o TOC, especialmente quando existe uma necessidade repetitiva de confessar, revisar mentalmente, buscar garantias e confirmar se foi realmente perdoada.

    A culpa saudável costuma ajudar a reconhecer um erro, reparar o dano e mudar comportamentos. Mas quando a culpa vira ruminação constante, necessidade de repetir detalhes, pedir confirmação várias vezes e nunca sentir alívio duradouro, ela deixa de ser reparadora e passa a alimentar sofrimento.

    É como se sua mente dissesse: “se eu contar mais uma vez, se eu lembrar melhor, se ele confirmar de novo, talvez eu finalmente fique em paz”. Mas o alívio costuma durar pouco, e logo a dúvida volta. Esse ciclo é muito comum em ansiedade e em compulsões de checagem/confissão.

    Superar não significa apagar o que aconteceu, mas aprender a se responsabilizar sem se punir para sempre. Você pode reconhecer o erro, respeitar a dor que ele causou e, ao mesmo tempo, permitir que sua vida siga depois da reparação possível.

    A psicoterapia pode ajudar bastante a trabalhar culpa, ruminação, necessidade de confirmação e autoperdoamento. Se houver suspeita de TOC, um psicólogo e/ou psiquiatra pode avaliar melhor e indicar o tratamento adequado.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Não parece “coisa da sua cabeça” você se sentir triste e confusa. Quando o uso de pornografia acontece no trabalho ou rapidamente sempre que você sai de casa por poucas horas, isso pode indicar uma relação difícil de controlar com esse comportamento.

    Não dá para afirmar que é compulsão só por esse relato, mas alguns sinais de alerta são: assistir em momentos inadequados, esconder, negar, não conseguir reduzir, usar como fuga emocional, prejudicar trabalho, intimidade ou confiança do casal, e continuar mesmo percebendo consequências.

    Também é importante separar duas coisas: ver pornografia eventualmente não significa necessariamente vício; mas quando vira algo repetitivo, secreto, difícil de controlar e que afeta a relação, merece ser conversado com seriedade.

    Você pode tentar falar sem acusar, mas com clareza: “eu me senti triste e insegura quando soube disso, principalmente por acontecer no trabalho e quando eu saio. Preciso entender se isso é algo que você consegue controlar e se está disposto a buscar ajuda.”

    A psicoterapia pode ajudar muito, no caso de ambos. Tanto para você elaborar o impacto disso na sua autoestima, confiança e segurança dentro da relação.

    Quanto para ele entender se há compulsão, ansiedade, fuga emocional ou dificuldade de intimidade, quanto para você elaborar o impacto disso na sua autoestima, confiança e segurança dentro da relação.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! É possível aprender a amar com mais clareza e também identificar melhor quando esse sentimento está surgindo.

    Quando uma pessoa recebeu pouco afeto na criação, pode ter dificuldade de reconhecer amor de forma tranquila. Às vezes, ela só percebe que gosta de alguém quando sente perda, distância, rejeição ou medo de abandono. Isso acontece porque o afeto pode ter ficado associado a insegurança: “eu só percebo o valor quando a pessoa se afasta”.

    Também pode existir dificuldade de diferenciar amor de carência, apego, necessidade de validação ou medo de ficar sozinha. Por isso, uma pergunta importante é: eu gosto dessa pessoa pelo que ela é e pelo vínculo que construímos, ou a intensidade apareceu quando senti que poderia perdê-la?

    A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, porque trabalha sua história afetiva, seus padrões de apego, sua forma de reconhecer carinho, receber amor e se permitir sentir sem precisar de ameaça ou ausência para perceber.

    Caso deseje acompanhamento, posso lhe ajudar.
    Sobre suas metas pessoais, o amor pode ser uma força importante quando ele não vira dependência. Um vínculo saudável pode trazer segurança, inspiração e vontade de crescer. Mas quando o amor vira medo de perder, ele pode consumir energia e tirar o foco de você.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    OlÁ! Essa é uma prática comum em algumas abordagens, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental, o terapeuta propor exercícios para o paciente usar entre as sessões.

    Podem ser usados, por exemplo: cartões de enfrentamento, lembretes com frases trabalhadas em sessão, registros de pensamentos, exercícios de respiração, plano para crise de ansiedade, lista de estratégias de regulação emocional ou pequenas tarefas terapêuticas para a semana, etc.

    Isso pode ajudar bastante, porque a terapia não acontece apenas dentro da sessão. Muitas mudanças são fortalecidas quando o paciente consegue aplicar, no dia a dia, aquilo que foi construído com o terapeuta. Esses materiais funcionam como uma espécie de “ponte” entre a sessão e os momentos difíceis da semana.

    Você pode falar isso diretamente com sua terapeuta:
    “Tenho sentido muita dificuldade nos dias sem sessão. Será que podemos construir algum recurso para eu usar nos momentos de ansiedade?”


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    É compreensível sentir dor e ansiedade. Sair de casa não significa abandonar sua mãe, significa que está construindo sua vida adulta sem deixar de cuidar do vínculo com ela.

    Talvez o primeiro passo seja diferenciar culpa de responsabilidade. Você pode ser um filho presente, amoroso e atento, sem precisar morar com ela para sempre. O cuidado pode continuar de outras formas: combinando visitas, ligações diárias, apoio com compras, consultas, medicações e verificando se ela tem rede de apoio por perto.

    Também é importante conversar com ela com carinho e clareza, explicando que você está saindo de casa, mas que estará disponível. Se possível, monte um plano prático: quem pode ajudá-la em emergências, quais dias você irá vê-la, como será a comunicação e o que ela precisa para se sentir mais segura.

    A psicoterapia pode ajudar você a lidar com essa culpa, ansiedade e medo de decepcionar sua mãe, além de fortalecer limites saudáveis entre cuidado familiar e autonomia.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sinto muito pela sua perda.

    Perder um animal que foi companhia, afeto e parte da rotina pode doer como um luto muito profundo. E quando a partida acontece antes do que imaginávamos, é comum a mente tentar encontrar explicações: “e se eu tivesse percebido antes?”, “e se eu tivesse feito mais?”, “e se eu pudesse ter evitado?”. Muitas vezes, essa culpa aparece como uma tentativa de recuperar controle sobre algo que foi muito doloroso e irreversível.

    Mas sentir culpa não significa que você foi negligente. Só você amava muito e queria que ela tivesse ficado mais tempo.

    Ver outras pessoas com seus cachorrinhos pode reabrir a ferida porque te coloca diante da vida que você imaginava ter com ela: os passeios, a velhice, a presença dela ao seu lado. Isso não é exagero. É saudade de uma relação real.

    Talvez, neste momento, o caminho não seja “aceitar” como se tivesse que ficar tudo bem, mas começar a acolher a ideia de que ela foi muito amada, cuidada dentro do que era possível, e que a dor existe porque houve vínculo.

    E se essa tristeza estiver muito intensa, persistente, te impedindo de viver ou acompanhada de muita culpa, a psicoterapia pode ajudar a elaborar esse luto com mais acolhimento. Amor por animal também é amor. E luto por animal também merece cuidado.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Essa sensação de que “tudo depende de mim” geralmente nasce de uma mistura de responsabilidade, medo de decepcionar, necessidade de controle e dificuldade de confiar que os outros também podem dar conta.

    Para começar a mudar isso, tente se perguntar:

    1. Isso realmente depende de mim ou eu assumi que depende?
    Nem tudo que você percebe como responsabilidade sua é, de fato, sua responsabilidade.

    2. O que acontece se eu não resolver?
    Às vezes, o medo da consequência faz você agir antes mesmo de permitir que o outro se responsabilize.

    Você pode começar com limites pequenos: pedir ajuda, dividir tarefas, não responder tudo imediatamente, deixar que algumas pessoas lidem com as consequências das próprias escolhas e observar que o mundo não desmorona quando você não controla tudo.

    Na terapia, isso costuma ser trabalhado olhando para culpa, autocobrança, medo de rejeição e crenças como “se eu não fizer, ninguém faz” ou “se eu parar, vou decepcionar alguém”. O objetivo não é deixar de ser responsável, mas parar de viver como se descansar fosse abandono.

    caso deseje acompanhamento para aliviar essa pressão que sente, eu posso te ajudar.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto.Também vivemos luto quando perdemos uma relação, uma rotina, planos, expectativas e a versão de futuro que imaginávamos ao lado daquela pessoa.

    Superar não significa esquecer rapidamente ou fingir que não doeu. Significa, aos poucos, conseguir olhar para essa história com menos desespero e mais clareza. No começo, é comum sentir saudade, tristeza, raiva, culpa, confusão, vontade de procurar a pessoa e até dificuldade de aceitar que acabou.

    Algumas coisas ajudam nesse processo: permitir-se sentir sem se julgar, evitar buscar explicações o tempo todo, reduzir contato quando isso reabre a ferida, retomar pequenas partes da sua rotina e se aproximar de pessoas que ofereçam acolhimento.

    Também é importante lembrar que sentir dor não significa que a decisão foi errada ou que a relação deveria voltar. Às vezes, dói justamente porque foi importante.

    A psicoterapia pode ajudar muito nesse período, oferecendo um espaço para elaborar a perda, compreender os padrões da relação, lidar com culpa, dependência emocional, medo da solidão e reconstruir autoestima e sentido de vida após o término.

    caso deseje acompanhamento, posso te auxiliar nesse processo.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá Objetos de infância muitas vezes não são “apenas coisas”; eles carregam memória, identidade, afeto e partes importantes da nossa história. Quando alguém se desfaz deles sem autorização, a dor pode vir tanto pela perda do objeto quanto pela sensação de invasão, desrespeito e falta de consideração com algo que era seu.

    Pode ajudar reconhecer que você está vivendo uma forma de luto: não só pelos objetos, mas pelo que eles representavam. Permita-se sentir tristeza, raiva ou frustração sem se julgar por isso.

    Também pode ser importante conversar com a pessoa envolvida, se for possível, não apenas para cobrar, mas para expressar o impacto: “quando isso foi descartado sem me consultar, eu senti que uma parte da minha história não foi respeitada”.

    A psicoterapia pode ajudar a elaborar essa perda, entender por que ela tocou em algo tão sensível, trabalhar a sensação de injustiça e construir formas de preservar suas memórias de outros modos, por fotos, relatos, novos rituais ou objetos simbólicos.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Isso não parece algo que você tenha feito para machucá-lo ou esconder dele de forma consciente. A culpa que você está sentindo pode estar muito maior do que a responsabilidade real que você teve na situação.

    É compreensível ele precisar de um tempo para organizar o que sentiu, mas “pedir um tempo” não significa necessariamente que tudo acabou. Neste momento, talvez o mais importante seja você tentar não tomar a reação dele como prova de que você fez algo imperdoável.

    Ao mesmo tempo, uma frase sua merece muito cuidado: quando você diz que ele é o único apoio que tem e que sem ele tudo vai desmoronar. Isso mostra que você está muito vulnerável e que precisa de mais suporte além do relacionamento. Nenhuma relação, por mais importante que seja, deveria ser o único lugar onde você se sente sustentada.

    A psicoterapia pode te ajudar a atravessar esse medo, trabalhar a culpa, a ansiedade do abandono e construir uma rede de apoio mais segura, especialmente considerando o autismo e a depressão. Também pode te ajudar a organizar uma conversa mais clara com ele, sem desespero e sem se colocar como culpada por algo que talvez não estivesse sob seu controle.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sinto muito que você esteja passando por isso.

    Pelo seu relato, pode haver sinais compatíveis com ansiedade social/fobia social, especialmente pelo medo intenso de interação, sintomas físicos, choro, evitação, medo de julgamento e exaustão depois de se expor. Mas isso precisa ser avaliado por um profissional, sem você se diagnosticar sozinha.

    Iniciar a Terapia é essencial , a TCC, abordagem que utilizo, pode te ajudar a entender os pensamentos que aparecem nas interações, reduzir o medo de julgamento, trabalhar a autocrítica e fazer uma exposição gradual às situações sociais, respeitando seu ritmo. Em alguns casos, também é importante passar por um psiquiatra, principalmente quando a ansiedade está muito intensa, com crises frequentes ou impedindo trabalho e rotina.

    O seu sofrimento é motivo suficiente para ser acolhida. Um bom profissional não vai te ridicularizar nem minimizar isso.

    O objetivo da terapia não é transformar você em uma pessoa extremamente extrovertida. É ajudar você a conseguir viver, trabalhar, conversar e se posicionar sem sentir que está em perigo toda vez que alguém fala com você.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Quando você se compara com pessoas que parecem ter conquistado tudo mais cedo, pode surgir a ideia de que você está “atrasado” ou de que sua vida só vai começar quando já tiver perdido tempo demais. Mas essa comparação costuma ser muito cruel, porque ela ignora sua história, seus recursos, seus desafios e o caminho que você precisou percorrer.

    Talvez o ponto principal seja separar idade de valor de vida. Melhorar entre 35 e 40 anos não significa que metade da vida foi desperdiçada. Significa que você está construindo uma base agora para colher algo com mais maturidade, consciência e consistência depois. Muitas pessoas até conquistam cedo, mas não necessariamente com estabilidade emocional, clareza ou realização.

    A raiva de si mesmo pode aparecer porque você está olhando para o seu processo como se ele fosse uma falha pessoal. Mas ir atrás das suas metas, mesmo frustrado, já mostra movimento. O problema talvez não seja “começar tarde”, mas acreditar que só vale a pena viver quando tudo estiver resolvido.

    A psicoterapia pode ajudar a trabalhar essa comparação, a sensação de atraso, a autocrítica e a desmotivação. Também pode te ajudar a transformar metas grandes em passos possíveis, para que sua vida não fique suspensa esperando o futuro melhorar.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    Sim, é possível reconstruir o respeito, mas não acontece apenas porque ainda existe amor ou história em comum. Do ponto de vista psicológico, isso exige mudança real de padrão, não só promessas depois das brigas.

    Quando um casal passa anos se atacando, ofendendo, invalidando sentimentos ou usando erros antigos como arma, o vínculo vai deixando de ser um lugar de segurança e passa a ser um lugar de defesa. Cada conversa vira tentativa de se proteger, vencer ou provar um ponto.

    Para reconstruir o respeito, os dois precisam estar dispostos a reconhecer os próprios comportamentos, interromper agressões verbais, aprender a conversar sem humilhar, reparar danos e criar novos acordos de convivência. Se apenas um quer mudar e o outro continua atacando, desprezando ou culpando, a relação tende a repetir o mesmo ciclo.

    Importante entender se ainda existe disposição dos dois para cuidar da relação, ou apenas medo de perder o que foi construído.

    A psicoterapia individual pode ajudar a entender os próprios limites, padrões de comunicação, feridas acumuladas e o que ainda é saudável tentar reconstruir. Já a terapia de casal pode ser útil quando ambos estão minimamente dispostos a dialogar, assumir responsabilidades e parar de transformar conflito em ataque.


Perguntas frequentes

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