Perguntas do paciente (59)

  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Faz sentido você se sentir assim. Quando a pessoa sente que precisa “pisar em ovos” para falar, que não é compreendida ou que seus sentimentos são invalidados, isso pode gerar tristeza, choro, isolamento e uma sensação de solidão mesmo estando dentro de um relacionamento.

    Às vezes, a tristeza não vem de um único acontecimento, mas de um acúmulo: várias tentativas de se expressar, não se sentir ouvida, sentir que precisa medir cada palavra e acabar guardando o que sente para evitar conflito.

    Isso não significa necessariamente que “há algo errado com você”. Pode ser um sinal de que alguma necessidade emocional importante não está sendo atendida: acolhimento, escuta, validação, segurança para falar ou reciprocidade.

    Uma pergunta que pode ajudar é: eu me sinto livre para ser sincera nessa relação ou sinto que preciso me adaptar o tempo todo para não causar uma reação no outro?

    A psicoterapia pode te ajudar a entender melhor essa tristeza, identificar se ela está ligada ao relacionamento ou a outros fatores, fortalecer sua autoestima e desenvolver formas mais claras e seguras de expressar o que sente. Também pode te ajudar a diferenciar o que é uma dificuldade de comunicação do casal e o que pode estar se tornando um padrão emocionalmente desgastante.

    Caso deseje acompanhamento profissional, posso te acompanhar nesse processo.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sinto muito por você estar vivendo essa dor.

    Pelo seu relato, você está sofrendo por uma quebra de confiança, por ter acreditado em uma história, em planos, em falas de amor, casamento e futuro, e depois descobrir que havia outra pessoa e que talvez muita coisa não tenha sido tão clara quanto parecia.

    É muito comum, depois de uma relação marcada por intensidade, idas e vindas, promessas e términos repentinos, a mente ficar tentando entender: “como ele dizia que me amava e agora fala que nunca amou?”. Essa confusão machuca muito, porque você tenta juntar duas versões da mesma pessoa: a que parecia te amar e a que te descartou de forma fria.

    O fato de ele ter demonstrado carinho não apaga o quanto essa relação também te deixou insegura, esperando respostas, com medo de término e tentando provar que valia a pena. Às vezes, a dor não vem só da perda da pessoa, mas da perda da história que você acreditava estar construindo.

    Agora, talvez o mais importante não seja tentar uma explicação que talvez nunca venha de forma honesta. É começar a olhar para você: para o quanto você foi se machucando tentando sustentar uma relação que sempre te deixava em dúvida.

    A psicoterapia pode te ajudar a atravessar esse luto, organizar essa confusão emocional, trabalhar a culpa, a dependência afetiva, a necessidade de respostas e reconstruir sua autoestima depois de uma experiência tão dolorosa. Também pode te ajudar a entender por que você permaneceu apesar dos sinais de instabilidade, sem se culpar, mas aprendendo a se proteger melhor.

    Caso deseje acompanhamento, posso te acompanhar.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Morder o próprio lábio nem sempre é automutilação. Ela pode entrar no campo dos comportamentos autolesivos, dependendo da intenção, da frequência e do dano causado.

    Algumas pessoas fazem isso por hábito, tensão, concentração ou ansiedade, sem intenção de se machucar. Mas, quando a pessoa morde como forma de aliviar sofrimento emocional, se distrair de uma angústia, “sentir alguma coisa” ou descarregar ansiedade, isso pode ser entendido como um comportamento de autolesão ou um comportamento repetitivo focado no corpo, especialmente se causa feridas, dor, sangramento ou machucados recorrentes.

    O ponto principal não é só “qual é o nome”, mas qual função esse comportamento está tendo para você. Se ele aparece como tentativa de lidar com ansiedade, desânimo ou falta de vontade de viver, isso merece acolhimento e cuidado, não julgamento.

    A psicoterapia pode ajudar a entender o que você está tentando aliviar quando morde o lábio, desenvolver formas mais seguras de regular a ansiedade e trabalhar esse desânimo de forma mais profunda.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sim, o que você descreve aponta bastante para ansiedade, principalmente porque a mesma distância foi percebida de formas muito diferentes: na ida, você estava focado nos sintomas e pensamentos; na volta, distraído pela conversa, o corpo pareceu responder melhor.

    Na TAG, isso pode acontecer: a atenção fica “escaneando” o corpo, qualquer sensação vira sinal de perigo, e isso aumenta tensão, cansaço e sensação de incapacidade.

    Mas como você ainda não fez exames, vale sim fazer uma avaliação médica básica para descartar causas físicas, principalmente se o cansaço for frequente.

    Enquanto isso, tente retomar aos poucos: caminhadas curtas, ritmo leve, foco externo (música, conversa, observar o ambiente) e não testar o corpo o tempo todo.

    Na terapia você pode trabalhar esses gatilhos, o medo das sensações físicas e a volta gradual às caminhadas e outras atividades com mais segurança.

    Caso deseje acompanhamento, me contacte.


  • Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Ape

    Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Apesar de não ter havido contato físico, ela reagiu de forma muito intensa, chegando a ameaçar tirar a própria vida e tentar se ferir. Desde então, passamos por momentos muito difíceis, incluindo discussões e uma viagem bastante desgastante. Recentemente, porém, ela mudou sua postura, reconheceu falhas no relacionamento e demonstrou interesse em reconstruirmos o casamento.

    Diante dessa situação, sinto-me dividido entre tentar recomeçar a relação ou seguir em frente com uma separação. Tenho medo de permanecer no casamento sem estar verdadeiramente decidido e acabar magoando minha esposa novamente, mas também me sinto culpado ao pensar em encerrar uma história de três anos de casamento. Como lidar com essa indecisão, compreender melhor meus sentimentos e tomar uma decisão emocionalmente saudável para mim e para minha esposa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    Pelo o que conta você parece estar dividido por tentar entender se o desejo de reconstruir existe de verdade ou se está sendo influenciado pela culpa de vê-la sofrer.

    Se ela não tivesse ameaçado se machucar, se não estivesse sofrendo tanto, você ainda teria vontade de tentar reconstruir a relação?

    A reação dela ao descobrir as mensagens fala sobre a intensidade da dor que ela sentiu, mas a decisão de permanecer ou não no casamento não pode ser tomada apenas para evitar o sofrimento dela. Permanecer por culpa costuma gerar mais sofrimento para os dois no longo prazo.

    Ao mesmo tempo, não parece que você precisa decidir tudo imediatamente. Vocês passaram por semanas muito intensas emocionalmente. Às vezes é difícil distinguir o que é sentimento genuíno do que é impacto da crise.

    Talvez, neste momento, a pergunta não seja "fico ou separo?", mas:
    Ainda existe admiração e vontade de construir algo com ela? Quando imagino uma reconstrução, sinto esperança ou apenas obrigação? Quando imagino a separação, sinto tristeza pela perda ou alívio por não precisar mais sustentar o casamento?

    A psicoterapia pode ajudar muito a diferenciar amor, culpa, responsabilidade e medo, para que a decisão seja tomada com mais clareza e menos impulsividade.


  • Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade

    Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
    Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
    Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
    Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! O que você descreve é muito compatível com um ciclo de ansiedade mantido pela evitação: o medo de passar mal ou vomitar gera ansiedade, a ansiedade leva a evitar certas situações, e o alívio temporário da evitação acaba reforçando o medo. Com o tempo, a vida vai ficando cada vez mais limitada.

    O fato de você não ter tido os resultados esperados em terapias anteriores não significa que a terapia não funcione para você. Às vezes a abordagem não era a mais adequada para a dificuldade específica, ou o tratamento não focou suficientemente nos mecanismos que mantêm o problema ou simplesmente era necessário mais tempo do que você desejava para os resultados aparecerem.

    A Terapia Cognitivo Comportamental costuma ser uma das abordagens mais indicadas para esse tipo de ansiedade. Em alguns casos, técnicas de exposição gradual e manejo da ansiedade são fundamentais, mas precisam ser feitas de forma estruturada e no ritmo adequado.

    Muitas vezes, o acompanhamento de um psiquiatra também pode ser relevante.

    Talvez o que esteja faltando seja um processo mais direcionado para entender exatamente o que mantém esse medo ativo há tantos anos.

    Abs


  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Antes de pensar em cortar laços, vale se perguntar: o que você está buscando? Distância temporária para se proteger? Limites mais firmes? Ou um rompimento definitivo? Nem sempre a única saída é o contato zero. Às vezes, reduzir a exposição, parar de buscar validação onde ela não vem e construir uma rede de apoio fora da família já traz um grande alívio.

    Também é importante lembrar que pertencer não significa necessariamente compartilhar o mesmo sangue. Muitas pessoas LGBTQIA+ acabam construindo uma "família escolhida" composta por amigos, parceiros e pessoas que as enxergam por inteiro.

    A psicoterapia, como a Terapia Cognitivo comportamental, pode ajudar muito a elaborar essa dor, fortalecer sua identidade e tomar decisões sobre limites familiares sem que elas sejam guiadas apenas pela mágoa ou pela culpa.

    caso deseje acompanhamento, estou à disposição.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá!
    Isso pode acontecer porque emoções fortes realmente consomem muita energia mental e física. Mesmo quando o conflito se resolve rápido, seu corpo e sua mente podem continuar em estado de tensão por um tempo, como se ainda estivessem “processando” o que aconteceu. Aí vem esse desânimo, cansaço ou sensação de esvaziamento depois.

    Algumas pessoas podem estar mais sensíveis emocionalmente e sentem os impactos das emoções de forma mais intensa e prolongada, principalmente quando existe ansiedade, sobrecarga ou tendência a guardar muita coisa internamente.

    Vale observar se isso está ficando frequente ou afetando muito sua rotina.

    A psicoterapia pode ajudar bastante a entender melhor essas reações emocionais e desenvolver formas mais leves de lidar com elas.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo


  • Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva

    Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
    Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por confiar e trazer isso. A timidez pode estar envolvida, mas o que você descreve parece ir além de “ser tímido”. Parece existe muito medo de julgamento, rejeição, exposição e erro, e isso acaba fazendo você evitar situações sociais para se proteger. E quanto mais evita, mais difícil e assustador parece.

    Na terapia podemos desenvolver a sua insegurança social, o medo de rejeição, autocrítica excessiva, bloqueios comportamentais e a confiança para agir mesmo com ansiedade.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo.


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por trazer sua dificuldade. Muitas pessoas que cresceram em ambientes de negligência e trauma vivem exatamente esse “looping” que você percebeu.

    O ambiente atual pode estar mantendo parte do seu sofrimento. Quando uma pessoa vive constantemente em um contexto que ativa dor, tensão, medo, invalidação ou desgaste emocional, o sistema nervoso tende a permanecer em estado de alerta ou exaustão.

    Ao mesmo tempo, é verdade que conquistar autonomia costuma ajudar muito, porque sair de um ambiente adoecedor reduz estímulos que mantêm o sofrimento. Contudo, ao sair de casa sozinho não resolve automaticamente os efeitos emocionais do que você viveu. Muitas vezes a pessoa leva os padrões internos junto. Então a ideia mais saudável não costuma ser “primeiro fico 100% bem e depois construo a vida”, nem “ignoro meu emocional e só produzo”. O caminho geralmente é paralelo: cuidar da saúde emocional enquanto constrói autonomia em passos possíveis.

    A psicoterapia pode te ajudar justamente a sair desse ciclo de sobrevivência e construir autonomia. O objetivo é criar estrutura emocional para que sua vida comece a ficar sustentável.

    Caso deseje, posso te acompanhar nesse processo.


  • Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r

    Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por confiar e trazer isso , entendo que dá um desgaste enorme viver assim

    Pelo que você descreve parece ser indícios de ansiedade e esgotamento, às vezes próximo de um quadro de burnout. A memória ruim e a dificuldade de concentração costumam vir disso.

    Um psicólogo (e, se necessário, um psiquiatra) pode te ajudar a regular isso antes que os sintomas se acentuem.
    A psicoterapia ajuda bastante a organizar essa sobrecarga mental, reduzir a ansiedade e os sintomas físicos e buscar estratégias para melhorar o sono e energia. Além de outros pontos relevantes.

    Caso deseje posso te ajudar nesse caminho.

    Se os sintomas estiverem muito intensos (principalmente essa sensação no corpo e o cansaço extremo), uma avaliação médica também é importante para descartar causas físicas.


  • Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vá

    Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vários amigos depois que completou 16 se isolou só quer fica dentro do quarto no celular se afastou dos amigos se afastou da família,ele fala que não tem amigos gosta de ficar sozinho, gosta de ler livros de desenho,gosta de desenhar não quer ir de jeito nenhum em psicólogo dormir tarde anda triste desanimado não conversa não olha na cara da gente não é com toda que ele conversa as vezes ele está ótimo depois do nada fica triste desanimado isolado as vezes sai às vezes não quer sair fala que ele não tem amigos fala que ele não está na idade de namorar ela está com 17 anos vai fazer 18 anos em outubro ele fala que os jovens de hj só fica fazendo coisas erradas tento conversar com ele mais ele não conversa só conversar quando está precisando de alguma coisa ou quando está sentindo alguma coisa
    O que fazer? Como ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por confiar e trazer essa situação, entendo que dá muita angústia não saber como ajudar.
    Pelo que você descreve, seu filho saiu de um perfil mais social para um isolamento, desânimo e oscilação de humor. Algumas coisas podem estar acontecendo ao mesmo tempo: fase da adolescência, busca de identidade, possível ansiedade/depressão, ou até experiências sociais difíceis que ele não consegue expressar.

    O mais importante agora não é forçar ele a falar, e sim manter a conexão aberta.
    Algumas abordagens que podem ajudar:
    - Diminua a pressão por conversa: quanto mais se sentir cobrado, a tendencia é que se feche mais. Tente aproximações leves: sentar perto, comentar algo neutro, estar disponível sem exigir.

    - Entrar pelo interesse dele, pergunte sobre os desenhos, peça pra ver. Isso cria vínculo.

    - Validar o jeito dele, sem reforçar o isolamento
    Ex: “eu sei que você gosta de ficar mais sozinho, mas também me importo com você e quero estar perto”.

    É importante que observe sinais de alerta, como:
    isolamento extremo e constante
    tristeza frequente
    alteração grande no sono
    perda de interesse geral
    Se isso estiver intenso, precisa de atenção mais direta.

    Sobre a recusa em terapia é comum, especialmente em adolescentes. Em vez de impor, você pode: sugerir como um espaço neutro, não como “porque tem algo errado” ou até mesmo começar você a fazer a terapia.

    - Pequenos convites, sem obrigação: Chamar pra sair, comer algo, fazer algo juntos, mesmo que ele recuse, o convite mostra presença.

    Caso deseje iniciar o processo de terapia, me coloco a disposição.


  • Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inc

    Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inclusive já separei até uma blusa da minha filha pra isso) me acalma, me dá sono. O ruim é que eu paro no tempo, se eu puder passo o dia todos assim. Já tentei parar mas é difícil, quando não tô com o pano eu faço a sucção e me imagino alisando o pano. Isso me incomoda, parece que sou refém porque por um momento eu paraliso e me sinto desconfortável quando as pessoas percebem... Lembro que minha mãe brigava comigo e falava: - tu vai casar e continuar fazendo isso? Muitas vezes fazia escondido. Essa mania me dá uma sensação tão boa, mas não tenho controle sobre ela. O que faço para parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por confiar e falar sobre isso.

    O que você descreve parece ser é um comportamento de autorregulação: a sucção da língua e o pano te dão calma e sono, como chupar dedo. Ele virou um hábito forte porque funciona rápido para aliviar tensão e por ser algo que carrega desde a infância é um hábito bem consolidado.

    É possível reduzir e ganhar controle com estratégia.
    Algumas dicas que podem te ajudar:
    1) Mapeie os gatilhos
    Quando isso mais aparece? (cansaço, ansiedade, tédio, hora de dormir). Anote por alguns dias.

    2) Atraso + escolha consciente
    Quando vier a vontade, espere 5–10 minutos antes de fazer. Use esse tempo para outra ação (abaixo). Muitas vezes a urgência diminui.

    3) Substitutos sensoriais
    A ideia é trocar por algo que não te limite

    4) Estipule regra de limites
    Ex.: só fazer na cama, antes de dormir, por X minutos. Fora disso, usar os substitutos. Isso tira o comportamento do dia inteiro.

    6) Lide com a culpa
    A crítica da sua mãe ficou internalizada. Culpa e vergonha aumentam a necessidade de alívio, e o hábito pode voltar mais forte.

    Se estiver muito difícil sozinha, a psicoterapia ajuda bastante não apenas a identificar os gatilhos, como também te ensinar a identificar e lidar com as emoções que alimentam esse hábito e novas formas de ter esse "alívio emocional".

    Desejando ajuda me chame que posso te acompanhar nesse processo.


  • Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco

    Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Obrigada por confiar e trazer isso viver em alerta o tempo todo gera um desgaste emocional muito grande.

    O que você descreve parece ser um padrão de ansiedade no relacionamento: mesmo sem provas, a mente cria cenários como de traição ou busca pro sinais de que há algo errado, e assim o corpo reage como se fosse real. E isso gera um ciclo:
    medo, checagem/vigilância , alívio curto, medo volta mais forte
    Chamamos esse estágio de hipervigilância.

    Alguns passos que podem te ajudar a trazer alívio:
    1. Nomear o que está sentindo
    2. Reduzir checagens constantes
    3. Acalmar o corpo primeiro com uma respiração
    4. Adiar a checagem, ligação ou perguntas. Ex: daqui a 10min eu faço, eu vá adiando a cada novo ciclo.
    5. Terapia
    Esse medo geralmente se conecta a insegurança, experiências passadas ou medo de abandono, isso tudo precisa ser cuidado com carinho e cuidado em terapia.


    A psicoterapia te ajudará muito a entender e quebrar esse ciclo de pensamento, reduzir a ansiedade e o pânico e a construir mais segurança emocional no vínculo
    Se desejar, posso te auxiliar nesse processo.


  • Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma ex

    Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma experiência bastante exaustiva de auto cobranças por uma seleção de pós graduação. Fico me vigiando pra ver se consigo controlar pensamentos, tento provar que x y pensamento não faz sentido. Mas quanto mais faço isso mais fico remoendo e mais sinto falta de controle. Passei a entender que meu problema é que estou com uma ideia muito rígida de controle mental e que ela não falta de capacidade emocional, estou no caminho certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Olá! Quanto mais você tenta controlar e testar seus pensamentos, mais eles voltam e mais você sente que perdeu o controle.

    Isso acontece porque você entra em hipervigilância (“preciso controlar minha mente”) e passa a se observar o tempo todo e a tenta “corrigir” pensamentos. Esse processo constante mantém a mente ativa e presa no tema.

    Aqui o problema pode estar sendo um excesso de tentativa de controle.

    Alguns ajustes que podem te ajudar nesse processo é entender que pensamentos não precisam ser combatidos, nem todo pensamento precisa de resposta e ter um pensamento não significa que ele é verdadeiro ou importante

    Imagine os pensamentos como uma onda, vem e vão, assim, perceber e deixar passar, mesmo com o desconforto é importante.

    A psicoterapia te ajudará muito a reduzir a ruminação, flexibilizar essa necessidade de controle e a recuperar uma relação mais leve com seus pensamentos.
    Se desejar posso te acompanhar nesse processo.


  • Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria

    Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria por perto, e nem os garotos queriam se aproximar)pelas carcaterísticas físicas(nariz chato...) ,magra demais e minha timidez,que piorou com várias situações vexatórias que passei ao longo dos anos,tentando me tornar mais sociável.Hj além do vazio,tenho sentido uma tristeza pesada,vergonha de mim mesma,sensação de fracasso como mulher.
    Como superar esses sentimentos ruins que tomaram conta da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sinto muito que você tenha vivido tantas experiências de que te machucaram. Mas essas experiências e dor não definem o seu valor, nem quem você é como mulher.

    Esses sentimentos são compreensíveis e não precisam ser carregados sozinha. Eles podem ser trabalhados com cuidado e profundidade.

    A psicoterapia pode te ajudar a reconstruir sua autoestima, ressignificar essas experiências e desenvolver mais segurança emocional.
    Se desejar posso te acompanhar nesse processo


  • Como posso manter uma atitude positiva enquanto lido com a quimioterapia?

    Como posso manter uma atitude positiva enquanto lido com a quimioterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Passar pela quimioterapia não é fácil, e manter uma atitude “positiva” não significa estar bem o tempo todo. Significa encontrar formas de atravessar o processo com mais equilíbrio, mesmo nos dias difíceis. Se acolher, viver um dia de cada vez, focar sempre para o que está sob o seu controle, quando possível praticar o autocuidado e atividades que deem prazer.

    A terapia pode te ajudar a lidar com o medo, a incerteza e o impacto emocional do tratamento, fortalecendo sua resiliência e criando estratégias para manter o equilíbrio mesmo em meio às dificuldades.

    Caso deseje, posso te auxiliar nesse processo.


  • Como o psicólogo pode ajudar um paciente com linfoma a reconstruir um senso de propósito e significa

    Como o psicólogo pode ajudar um paciente com linfoma a reconstruir um senso de propósito e significado após o diagnóstico e tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Imagino o quanto esse momento pode ter mexido com você, principalmente em relação a sentido, planos e até à forma como você se vê hoje.

    Na terapia, a gente trabalha organizando esses pensamentos que ficam se repetindo, entendendo melhor o que está por trás dessa sobrecarga e, aos poucos, reconstruindo um sentido de vida que faça sentido pra você hoje.

    Também usamos estratégias práticas, como aprender a lidar com pensamentos que geram ansiedade, retomar pequenas ações no dia a dia e se reconectar com coisas que ainda são importantes pra você e até mesmo te ajudar a reconhecer quais são essas ações, pois talvez você se sinta perdida.

    Se fizer sentido, fico à disposição pra te acompanhar nesse processo.


  • Como a psicoterapia pode apoiar a pessoa com linfoma a manter uma visão equilibrada da doença e do t

    Como a psicoterapia pode apoiar a pessoa com linfoma a manter uma visão equilibrada da doença e do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    A psicoterapia terapia ajuda a pessoa com linfoma a sair de uma visão extrema e negativa e construir uma percepção mais realista, equilibrada e sustentável emocionalmente.
    Também é importante amplia a capacidade de reconhecer o que ainda está funcionando em sua vida, mesmo em meio à doença, manter conexão com valores importantes (relações, presença, propósito) e desenvolver experiências de bem-estar possível, sem negar a dor.

    Se fizer sentido, fico à disposição pra te acompanhar nesse processo.


  • Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha

    Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Deborah Cal

    Sinto muito pela perda da sua cachorrinha, entendo e acolho a sua dor.

    Esses sintomas (crises frequentes, coração acelerado, insônia, evitar tudo que lembra cachorro) indicam que seu sistema de ansiedade está hiperativado junto com o luto. A culpa e o desejo de “voltar no tempo” também são reações comuns nesse processo.

    É muito importante você não passar por isso sozinha agora. A psicoterapia, especialmente a TCC, pode te ajudar a trabalhar o luto, reduzir as crises e lidar com a culpa de forma estruturada.
    E vale também uma consulta com psiquiatra para ver a necessidade de medicação nesse período ou reajuste de medicação, caso já tome.

    Desejando, posso te ajudar nesse processo.
    Um abraço.


Perguntas frequentes

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