Perguntas do paciente (251)

  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá. Antes de qualquer coisa, sinto muito por tudo o que você viveu.

    Pelo que você descreve, suas reações durante a intimidade, o medo, o choro, as crises de pânico e as lembranças dos abusos são sinais de que esses traumas ainda estão muito presentes. Isso não significa que você seja "defeituosa". Significa que você passou por violências muito graves, que deixaram marcas emocionais e psicológicas.

    Esses traumas não costumam desaparecer sozinhos, e é muito importante que você busque acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudá-la a compreender essas reações, elaborar o que aconteceu e, aos poucos, recuperar a sensação de segurança e autonomia sobre o seu corpo e suas relações.

    Também é importante evitar usar o álcool como forma de tentar lidar com isso, pois ele pode intensificar as crises, as lembranças e a sensação de descontrole, como você mesma percebeu.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe tratamento, e é possível construir uma vida em que essas lembranças deixem de controlar seus momentos e seus relacionamentos. Procure um psicólogo de confiança e, se sentir que as crises estão muito intensas ou que sua segurança está em risco, busque também atendimento psiquiátrico ou um serviço de urgência.

    Você merece cuidado, acolhimento e a oportunidade de viver seus relacionamentos de forma segura e saudável. Atenciosamente Diana.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá! Obrigada por compartilhar o que está acontecendo com você.

    Os sintomas que você descreve merecem atenção e uma avaliação cuidadosa. Pensamentos intrusivos, imagens mentais involuntárias, comportamentos de checagem e episódios de medo intenso podem estar relacionados a diferentes condições psicológicas ou neurológicas. Não é possível definir um diagnóstico apenas pelo relato, mas é importante investigar.

    Minha orientação é que você procure um psicólogo para uma avaliação clínica e um psiquiatra para complementar a investigação, especialmente considerando o histórico desses episódios desde a infância. Quanto mais cedo você buscar ajuda, mais rapidamente será possível compreender o que está acontecendo e iniciar o tratamento adequado, caso seja necessário.

    Você não precisa lidar com isso sozinho. Esses sintomas têm tratamento, e buscar ajuda é um passo importante para recuperar sua qualidade de vida. Atenciosamente Diana


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Pelo seu relato, esse sofrimento pode, sim, estar relacionado ao TOC. Pessoas com TOC costumam atribuir um peso muito grande aos próprios pensamentos, como se pensar algo tivesse o mesmo significado que desejar ou fazer aquilo. Ter um pensamento hipotético não significa que ele represente sua vontade ou seus sentimentos.

    Ao mesmo tempo, não é possível concluir, apenas por esse episódio, que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa. O que chama atenção é a intensidade da culpa e a necessidade de encontrar uma certeza sobre o significado desse pensamento, algo bastante comum no TOC.

    O mais importante é buscar um profissional para avaliar toda sua demanda. Trabalhar a culpa, o perfeccionismo e a relação que você desenvolve com os pensamentos faz parte do tratamento e pode reduzir bastante esse sofrimento. Lembre-se: pensamentos não definem quem você é, nem anulam as escolhas que você faz no presente.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Boa Tarde, Como vai? Sinto muito pela sua perda. O vínculo com uma cachorra amada é de família — quando ela vai embora, o mundo fica diferente mesmo. O que você descreve é luto: ondas de tristeza, culpa, pensamentos de “eu deveria ter feito mais”, e a dor de ver outros cães por aí. Nada disso significa que você falhou; significa que você amou muito.

    Algumas coisas que podem ajudar, aos poucos:

    Dê um lugar aos sentimentos. Quando vier a culpa, tente nomeá-la e perguntar: “o que eu queria proteger aqui?”. Quase sempre, a resposta é amor e cuidado — não negligência. Sinais de que vale buscar apoio profissional: se a tristeza estiver muito intensa quase todos os dias, se o sono/apetite mudarem bastante, ou se a culpa virar autopunição constante. Um psicólogo pode oferecer um espaço seguro para atravessar esse luto. Espero ter contribuido!! Att Diana


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Quando você sente que “tudo depende de mim”, algo do seu eu está tentando sustentar o mundo às próprias custas — como se, se você relaxasse, algo desabasse. Na psicanálise, olhamos para a história desse posicionamento: muitas vezes ele nasce de experiências precoces em que foi preciso cuidar demais, adivinhar o que faltava ao outro, ocupar lugares que não eram de criança. Se isso faz ressonância em você, o espaço analítico é o lugar para investigar de onde vem essa incumbência de “depender de mim” e o que ela tenta reparar, proteger ou calar. O objetivo não é eliminar o cuidado que você oferece ao mundo, mas desalojar o excesso — para que cuidar de si e do outro não sejam termos excludentes. Espero ter ajudado!!! ATT Diana


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Quando um relacionamento termina, não se perde apenas uma pessoa: perde-se também um conjunto de cenas imaginadas, um lugar que você ocupava na história do outro e um pedaço do próprio ideal. Na psicanálise, entendemos que isso mobiliza um trabalho de luto: há de fato um objeto perdido — o vínculo — e o eu precisa, aos poucos, desligar-se das investidas afetivas que ficaram endereçadas a esse objeto para poder reinvesti-las em novos destinos. Sim, pode ser considerado um luto.Sinais de cuidado: quando a dor se cronifica sem qualquer oscilação, quando surgem atos autolesivos, uso compulsivo de substâncias ou uma impossibilidade persistente de funcionar no cotidiano, é importante buscar/seguir em acompanhamento. O espaço analítico oferece justamente um lugar para que esse luto encontre palavras, história e saídas singulares — não para apagar o que foi, mas para que você possa se separar do excesso de sofrimento e seguir desejando. Espero ter ajudado att Diana


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Quando algo da sua infância é levado sem a sua autorização, não desaparecem só “coisas”: some também um pedaço de história, cheiros, cenas e o modo como você se reconhecia ali. A tristeza que aparece — muitas vezes misturada com raiva e desamparo — faz sentido. Na psicanálise, pensamos que os objetos de infância funcionam como suportes do laço e da memória; eles ajudam a simbolizar quem fomos e como fomos amados. Quando se perdem de modo abrupto, há algo do luto e também uma ferida narcísica: “tiraram de mim um lugar”. O objetivo não é “parar de sentir”, e sim transformar o sentir em palavra e sentido — para que a lembrança siga viva, sem que o sofrimento precise ocupar tudo. Espero ter contribuído att Diana


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá, como vai ? TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo) costuma ser tratável e pode melhorar muito — em muitos casos, os sintomas entram em remissão sustentada. Falar em “cura total” depende do que se entende por cura: para algumas pessoas, os sintomas praticamente desaparecem e a vida segue com boa qualidade; para outras, há períodos de maior e menor intensidade ao longo do tempo, especialmente diante de gatilhos. Isso não significa “voltar ao zero”, e sim que o sistema nervoso ainda é sensível a certos contextos — e que você pode ter recursos para se regular e reduzir recaídas. A diferença com tratamento é que os sintomas deixam de comandar a vida: você reconhece gatilhos cedo, se regula mais rápido e retoma o eixo. Se estiver em acompanhamento psicológico e psiquiátrico, vale alinhar objetivos (remissão de sintomas, funcionamento diário, qualidade de vida) e construir um plano de prevenção de recaídas.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    olá, como vai? O que você descreve é compatível com ansiedade social intensa, não “frescura”. Seu corpo reage como se estivesse em perigo: taquicardia, vontade de chorar, evitar olhar — isso é fisiológico e aprendível de regular. È importante Sinais de prioridade para buscar ajuda já: crises frequentes com prejuízo no trabalho/estudo, choro descontrolado após interações, evitação crescente. Seu sofrimento é legítimo e tem tratamento — você não está sozinha nisso. sugestão a buscar um psicólogo(a) clínico(a) para tratar suas demandas de ansiedade e também a de um psiquiatra para avaliação conjunta, se possível. Att Diana


  • Como a abordagem existencial ajuda com a impulsividade ?

    Como a abordagem existencial ajuda com a impulsividade ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá, Como vai?
    A abordagem existencial pode ser muito eficaz no tratamento da impulsividade, pois se concentra na busca de significado e na compreensão das experiências individuais. Aqui estão algumas maneiras pelas quais essa abordagem ajuda:

    Autoconhecimento: A terapia existencial incentiva o autoconhecimento, permitindo que os indivíduos reflitam sobre suas emoções, pensamentos e comportamentos. Ao entender as razões subjacentes à impulsividade, as pessoas podem começar a tomar decisões mais ponderadas.

    Responsabilidade Pessoal: A existência é marcada pela liberdade e responsabilidade. Ao enfatizar que os indivíduos são responsáveis por suas escolhas, a abordagem existencial ajuda a promover a conscientização sobre as consequências das ações impulsivas e motiva a reflexão antes de agir.

    Busca de Significado: Muitas vezes, a impulsividade pode ser uma forma de preencher um vazio existencial ou uma busca por gratificação momentânea. A terapia existencial ajuda a explorar valores pessoais e a buscar significados mais profundos, o que pode diminuir a necessidade de agir impulsivamente para se sentir satisfeito.

    Atenção Plena: A abordagem existencial pode incluir práticas de mindfulness, que incentivam a consciência do momento presente. Isso ajuda os indivíduos a reconhecerem seus impulsos e a fazerem uma pausa antes de agir, promovendo respostas mais conscientes.

    Aceitação da Ansiedade e do Desconforto: A abordagem existencial aceita a ansiedade como parte da condição humana e incentiva os indivíduos a enfrentar sentimentos difíceis em vez de evitá-los por meio de comportamentos impulsivos.

    Relações Interpessoais: A terapia existencial frequentemente faz uso do relacionamento terapêutico para explorar como os indivíduos interagem com os outros. Compreender dinâmicas interpessoais pode ajudar a reduzir a impulsividade, especialmente em contextos sociais.

    Exploração de Valores e Objetivos: Identificar e priorizar valores e objetivos de vida ajuda a criar um sentido de direção. Isso pode motivar os indivíduos a resistir a impulsos imediatos que estejam em conflito com seus objetivos de longo prazo.

    Ao integrar essas estratégias, a abordagem existencial pode empoderar os indivíduos a lidar melhor com a impulsividade e a fazer escolhas mais alinhadas com seu verdadeiro eu e valores pessoais. Espero ter ajudado!!!


  • Quais técnicas logoterapêuticas podem ser usadas para a agressividade?

    Quais técnicas logoterapêuticas podem ser usadas para a agressividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá, Como vai?
    A logoterapia, criada por Viktor Frankl, é uma abordagem terapêutica que se concentra na busca de significado e propósito na vida. Ela pode ser útil para lidar com a agressividade de várias maneiras. Aqui estão algumas técnicas logoterapêuticas que podem ser aplicadas:
    1- Incentivar o paciente a ver as situações que provocam agressividade sob uma nova perspectiva, procurando encontrar um significado ou lição na experiência.

    2-Busca de Significado: Ajudar o paciente a identificar e conectar-se com seus valores e propósitos pessoais, o que pode Ajudar o paciente a identificar e conectar-se com seus valores e propósitos pessoais, o que pode redirecionar a energia agressiva para ações mais construtivas e positivas.

    3-Atitude perante o Sofrimento: Ensinar que o sofrimento e as frustrações fazem parte da vida, e que a maneira como lidamos com esses desafios pode mudar nossa experiência. Isso pode diminuir a tendência à agressividade.

    4-Responsabilidade Pessoal: Enfatizar que cada indivíduo é responsável por suas próprias ações e reações, incentivando uma reflexão sobre como a agressividade impacta não apenas a própria vida, mas também a vida dos outros.

    5-Experiência de Valor: Incentivar o paciente a se envolver em atividades que promovam a expressão de valores positivos, como a compaixão, a empatia e a bondade, ajudando a redirecionar a agressividade.

    6-Visualização: Utilizar a visualização positiva para imaginar cenários onde o paciente reage de forma calma e controlada em situações que normalmente provocariam agressividade.

    Essas técnicas podem ser adaptadas às necessidades individuais do paciente e, quando combinadas com outras abordagens terapêuticas, podem ser eficazes na redução da agressividade e na promoção de comportamentos mais saudáveis. É importante que a terapia seja conduzida por um profissional qualificado na logoterapia. Espero ter ajudado.






  • O que é o medo existencial no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    O que é o medo existencial no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá. Como vai?
    O medo existencial no contexto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se refere a uma ansiedade e preocupação profunda que muitos pacientes podem experimentar devido ao impacto da doença em suas vidas. O LES é uma condição autoimune crônica que pode afetar múltiplos órgãos e sistemas, causando uma variedade de sintomas físicos e emocionais.

    Os principais aspectos do medo existencial em pacientes com LES incluem:

    Incerteza sobre o Futuro: Os pacientes enfrentam um futuro desconhecido em relação à progressão da doença, possíveis complicações e a eficácia dos tratamentos.

    Mudanças na Identidade: A doença pode afetar a autoimagem e a identidade do paciente, levando a sentimentos de perda de controle sobre a vida e suas atividades cotidianas.

    Solidão e Isolamento: O LES pode levar ao isolamento social, o que pode intensificar sentimentos de solidão e desespero.

    Questões sobre a Mortalidade: A consciência de que o LES é uma doença séria e potencialmente fatal pode gerar medo em relação à própria vida e à saúde.

    Dificuldades Psicológicas: A convivência com sintomas crônicos pode resultar em depressão, ansiedade e estresse, contribuindo para o medo existencial.

    Para lidar com o medo existencial, é importante que os pacientes busquem suporte psicológico e emocional, além de participar de grupos de apoio. A comunicação aberta com profissionais de saúde e a educação sobre a doença também são fundamentais para ajudar a reduzir a incerteza e o medo. Espero ter ajudado!!!


  • Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptament

    Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptamente com o uso de nicotina,estou em abstinencia,queria saber se é normal os sintomas de retirada estarem tão fotes ainda,ando muito irritado,parece que vou surtar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Parar de fumar, especialmente após tantos anos de consumo, é um grande desafio e os sintomas de abstinência podem ser intensos e prolongados. É completamente normal sentir irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e até mesmo alterações no humor durante esse processo. Cada pessoa responde de maneira diferente, mas, como você parou abruptamente, seu corpo ainda está se ajustando à ausência da nicotina.
    Os primeiros meses costumam ser os mais difíceis, pois o cérebro está se readaptando sem a substância. A intensidade dos sintomas pode variar, mas estratégias como atividades físicas, técnicas de relaxamento e acompanhamento médico ou psicológico podem ajudar nesse período.


  • Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta

    Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta?
    Quais suas vantagens e desvantagens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Sim, a TRG é bastante funcional como ferramenta de para lidar com traumas, ansiedade, e outros desafios. Por se basear no reprocessamento de memórias, ela permite que os pacientes reformulem a maneira de enfrentar esses problemas reduzindo-os


  • É possível a pessoa ter deficiência intelectual leve e Dislexia e Discalculia?? Pois eu vi que isso

    É possível a pessoa ter deficiência intelectual leve e Dislexia e Discalculia?? Pois eu vi que isso não pode ocorrer na mesma pessoa.
    E queria saber se isso ocorre na deficiência Limítrofe.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Sim, é possível que uma pessoa apresente Dislexia e Discalculia. Mesmo que esses transtornos sejam diferentes em suas características e impactos, podem coexistir em um mesmo indivíduo, principalmente porque a deficiência intelectual leve não impede a possibilidade de dificuldades específicas. No caso da deficiência limítrofe, que está entre o desenvolvimento típico e a deficiência leve, também também pode apresentar traços de Dislexia e Discalculia. Isso ocorre porque o funcionamento cognitivo pode ter variações e apresentar dificuldades específicas em diferentes áreas, sem necessariamente encaixar-se em um único diagnóstico.


  • Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobreca

    Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobrecarga sensorial nas crianças com TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    A utilização de luzes coloridas pode ser uma ferramenta valiosa para estimular positivamente os sentidos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desde que aplicada de maneira cuidadosa e planejada. O ideal é optar por tons suaves e mudanças graduais de iluminação, evitando flashes intensos ou contrastes abruptos, que podem ser sobrecarregantes. Luzes difusas e reguláveis permitem uma adaptação gradual, proporcionando conforto visual e auxiliando na regulação sensorial.
    Além disso, o uso de cores estratégicas pode estimular diferentes respostas: tons de azul e verde tendem a ser calmantes, enquanto amarelos e laranjas podem promover energia e engajamento. Ao associar a iluminação a atividades interativas ou ambientes tranquilos, pode-se potencializar os efeitos positivos sem causar desconforto.


  • Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que

    Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    É possível que sua fome noturna repentina antes da menstruação esteja relacionada a variações hormonais que ocorrem nesse período. Mudanças nos níveis de estrogênio e progesterona podem influenciar o apetite, tornando a vontade de comer mais intensa, especialmente por alimentos ricos em carboidratos e açúcar. Além disso, o cortisol, hormônio ligado ao estresse, também pode estar envolvido, principalmente se você já lida com crises de ansiedade.
    A ansiedade pode intensificar esses efeitos, pois pode levar a um desejo maior por conforto alimentar, especialmente à noite, quando o corpo e a mente estão tentando relaxar. Isso pode ser agravado por oscilações na serotonina, neurotransmissor que regula o humor e o bem-estar, e que sofre variações ao longo do ciclo menstrual.


  • Estou em recuperação de uma compulsão pornográfica de pelo menos 15 anos. Agora estou praticando abs

    Estou em recuperação de uma compulsão pornográfica de pelo menos 15 anos. Agora estou praticando abstinência total. Me deixou com disfunção erétil por conta dos poderosos estímulos. Alguma terapia sexual pode ajudar nesse processo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Bom dia, tudo bom? Sim, existem várias abordagens terapêuticas que podem te ajudar na recuperação da compulsão pornográfica e na reversão da disfunção erétil induzida pelo excesso de estímulos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é muito eficaz para identificar gatilhos, reformular padrões de pensamento disfuncionais e desenvolver estratégias para lidar com os impulsos. A Terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR) pode ser útil se houver traumas associados ao comportamento compulsivo. A Terapia de Reestruturação Sexual ajuda a reconectar o desejo sexual a estímulos naturais, enquanto a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) auxilia na aceitação do desconforto e na criação de hábitos saudáveis. Práticas como mindfulness e meditação podem melhorar a conexão com o próprio corpo e reduzir a ansiedade. Além disso, a exposição gradual e o recondicionamento sexual podem ajudar a recuperar a resposta erétil de forma natural. Para potencializar a recuperação, recomenda-se a prática de exercícios físicos, a redução do estresse, a melhora da qualidade do sono e a criação de uma rotina livre de estímulos pornográficos. Grupos de apoio, como o NoFap, também podem ser úteis. Se a disfunção erétil persistir, procurar um terapeuta sexual ou um urologista especializado pode acelerar o processo. Com paciência e estratégias adequadas, é totalmente possível reverter esse quadro e restaurar uma vida sexual saudável. Espero ter ajudado. Beijos, Diana.


  • Parei de tomar o escitalopram e estou sentindo sudorese e formigamentos na pele é normal?

    Parei de tomar o escitalopram e estou sentindo sudorese e formigamentos na pele é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Sim, os sintomas que você está sentindo estão relacionados à interrupção do escitalopram, pois esse medicamento pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e sua suspensão abrupta pode causar a chamada síndrome de descontinuação dos antidepressivos. Entre os sintomas mais comuns, estão sudorese, formigamento na pele, tontura, irritabilidade, insônia e sensações semelhantes a choques elétricos na cabeça, conhecidas como "zaps cerebrais". Caso tenha parado de tomar o medicamento sem orientação médica, é importante entrar em contato com seu psiquiatra, pois a interrupção deve ser feita de maneira gradual para evitar esse tipo de reação. Se os sintomas forem muito intensos, persistirem por um longo período ou vierem acompanhados de crises de ansiedade graves, depressão intensa ou pensamentos suicidas, é essencial buscar ajuda médica imediatamente. Você parou de tomar de forma repentina ou estava reduzindo a dose?


  • Ocorreu a nidação 3 dias e parou, porém minha mestruacao ainda não desceu está prevista pra amanhã,

    Ocorreu a nidação 3 dias e parou, porém minha mestruacao ainda não desceu está prevista pra amanhã, já faço o teste ou não tem necessidade
    Esrou sentindo pouca cólica abaixo do ventre

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Diana Rugeles

    Olá, tudo bem? Se sua menstruação está prevista para amanhã e você teve um pequeno sangramento há três dias (possível nidação), o ideal é esperar pelo menos até o primeiro dia de atraso para fazer o teste de gravidez. Os testes de farmácia são mais confiáveis quando feitos após o atraso menstrual, pois os níveis do hormônio hCG (que indica gravidez) podem estar baixos antes disso e levar a um falso negativo. Se quiser um resultado mais preciso, o exame de sangue (beta-hCG) já pode detectar a gravidez antes do atraso. Caso sua menstruação não desça nos próximos dias e o teste dê negativo, é recomendável repetir depois de alguns dias. De qualquer forma, procure um médico. Beijos, Diana.


Perguntas frequentes

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