Perguntas do paciente (139)

  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    É muito importante reconhecer que esse comportamento está trazendo sofrimento e buscar ajuda, como você está fazendo agora. O profissional mais indicado para iniciar esse processo é um psicólogo.

    Durante o acompanhamento, serão investigados os fatores que podem estar contribuindo para esse padrão, como mudanças na rotina, estresse, emoções difíceis e os gatilhos que levam ao uso da pornografia. O objetivo é compreender a função desse comportamento, desenvolver novas estratégias para lidar com essas situações e recuperar o controle de forma saudável.

    Quanto mais cedo esse cuidado é iniciado, maiores costumam ser as chances de reduzir os prejuízos e melhorar a qualidade de vida, tanto individualmente quanto no relacionamento.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O que você está vivendo parece ser emocionalmente muito desgastante, especialmente porque os conflitos já estão afetando sua autoestima e acontecendo na frente dos filhos.

    Relacionamentos podem entrar em ciclos de conflitos em que ambos acabam reagindo de formas que aumentam ainda mais o distanciamento. Reconhecer a própria participação, como você fez, já permite olhar para essa dinâmica com mais clareza.

    O acompanhamento psicológico individual pode ser um espaço de acolhimento para organizar suas emoções e compreender melhor seus limites. Já a terapia de casal pode ajudar ambos a identificar os padrões de conflito e desenvolver formas mais saudáveis de comunicação.

    Buscar ajuda profissional pode trazer mais clareza para compreender o que você está vivendo e os caminhos possíveis para você e sua família.


  • Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado

    Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, mas não é possível afirmar isso apenas pelo relato.

    Fraqueza, tremedeira, náusea e tontura são reações físicas comuns quando o corpo entra em estado de alerta. A ansiedade ativa o sistema nervoso, aumenta a adrenalina e pode provocar exatamente essas sensações.

    Porém, é importante considerar que esses sintomas também podem ter causas clínicas, como alterações hormonais, pressão baixa, questões metabólicas ou outras condições médicas.

    O mais indicado é:

    Realizar uma avaliação médica para descartar causas físicas.

    Buscar um psicólogo clínico para investigar se os sintomas têm relação com ansiedade, estresse ou sobrecarga emocional.

    Se necessário, complementar com avaliação psiquiátrica.

    Ansiedade pode gerar sintomas físicos reais e intensos, mas o ideal é sempre confirmar primeiro que não há outra causa orgânica.


  • As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já

    As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já né sinto muito mal e não sei se sou capaz de aguentar mas um ano, eu tô até pensando em parar de estudar o que eu faço? Eu até quero estudar mas eu não me sinto bem no ambiente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O que você descreve é muito angustiante, e faz sentido que pensar em voltar para a escola já provoque mal-estar quando esse ambiente está associado a sofrimento. Isso não significa falta de vontade de estudar, mas sim que algo nesse contexto está gerando ansiedade intensa.

    Antes de tomar uma decisão como parar de estudar, é importante olhar com cuidado para o que está acontecendo. A ansiedade pode fazer o ambiente escolar parecer insuportável, mesmo quando o desejo de aprender existe. Por isso, o mais indicado é buscar um psicólogo, que possa ajudar a entender o que está por trás desse desconforto, trabalhar a ansiedade e pensar, junto com você, em alternativas possíveis.

    Em alguns casos, também é importante envolver a família e a escola, para avaliar adaptações, apoio emocional ou mudanças que tornem esse período mais suportável. Se a ansiedade estiver muito intensa, uma avaliação psiquiátrica pode complementar o cuidado.

    Você não precisa decidir tudo agora nem enfrentar isso sozinho. Com apoio adequado, é possível encontrar caminhos para continuar seus estudos sem que isso signifique adoecer.


  • Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant

    Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O uso da pornografia como válvula de escape costuma estar associado a fatores como ansiedade, estresse, solidão, frustrações emocionais, tédio ou dificuldade de lidar com sentimentos difíceis. Em muitos casos, o comportamento surge como uma forma de aliviar momentaneamente o desconforto, e não como um problema isolado.

    Para lidar melhor com isso, o mais indicado é buscar um psicólogo clínico. Mesmo uma primeira sessão já pode ajudar a compreender o que está por trás desse uso, identificar os gatilhos e entender a função que a pornografia passou a ter na sua vida.

    Algumas estratégias que costumam fazer parte do processo incluem:

    trabalhar as causas emocionais que levam ao uso recorrente;

    desenvolver outras formas de lidar com ansiedade e estresse;

    incluir atividade física regular, que ajuda na regulação do humor e da ansiedade;

    buscar outras fontes de prazer e satisfação, como hobbies, projetos pessoais, aprendizado, contato social ou atividades criativas;

    organizar rotina, sono e tempo ocioso;

    reduzir a culpa e a autocrítica, que geralmente mantêm o ciclo.

    Esse é um tema comum e tratável, especialmente quando cuidado no início da vida adulta. Procurar ajuda é um passo importante para recuperar autonomia e atravessar essa fase com mais equilíbrio.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    A tristeza passageira costuma ter um motivo mais identificável e tende a diminuir com o tempo, mesmo que cause desconforto.

    Na depressão, além da tristeza ser mais persistente, ela costuma vir acompanhada de desânimo constante, perda de interesse, cansaço frequente, dificuldade para sentir prazer e prejuízo no funcionamento do dia a dia. Não é apenas sentir-se triste, mas perceber que algo começa a afetar sua energia, sua rotina e sua forma de se relacionar consigo e com os outros.

    A diferença mais importante está na intensidade, na duração e no impacto que isso tem na sua vida. Quando o sofrimento se prolonga, se repete ou começa a comprometer o cotidiano, vale olhar para isso com mais cuidado.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e avaliar com mais clareza quando esse sofrimento precisa de atenção especializada.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Sim, em muitos casos pode ser útil passar pelos dois, mas isso depende da intensidade dos sintomas e do quanto a ansiedade está afetando sua vida.

    O psicólogo ajuda a compreender o que está por trás da ansiedade, identificar gatilhos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os sintomas no dia a dia. Já o psiquiatra avalia se há necessidade de medicação, principalmente quando a ansiedade está muito intensa, persistente ou causando prejuízos importantes.

    Nem todo quadro de ansiedade precisa de medicação, por isso nem sempre o acompanhamento com psiquiatra será necessário desde o início. Em muitos casos, começar pela psicoterapia já é um bom caminho.

    Quando os sintomas são mais intensos, frequentes ou difíceis de controlar, a avaliação conjunta pode ser útil para oferecer um cuidado mais completo.


  • tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co

    tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O que você descreve é algo muito comum em relações familiares marcadas por histórias de tensão, mágoas antigas ou vínculos que não puderam se desenvolver de forma segura. Quando existe uma carga emocional muito grande associada a alguém — especialmente a figuras parentais — o corpo e a mente tendem a reagir de forma intensa, mesmo quando a pessoa racionalmente quer manter o controle.

    O choro que vem “sem conseguir parar” não é fraqueza, e sim um sinal de que há emoções acumuladas que não encontraram espaço de expressão segura. Falar sobre o tema com outras pessoas costuma ser mais fácil justamente porque nelas não está implicado o mesmo peso afetivo.

    O que pode te ajudar é iniciar um acompanhamento psicológico, onde seja possível compreender, de forma acolhedora e sem julgamento, o que essa relação representa emocionalmente para você — e gradualmente aprender maneiras mais seguras de se posicionar e se expressar diante do seu pai.

    O processo terapêutico não muda o outro, mas pode mudar profundamente como você se relaciona com a história, com seus sentimentos e com seus limites.


  • Quais são os desafios que as pessoas enfrentam quando buscam manter a saúde mental?

    Quais são os desafios que as pessoas enfrentam quando buscam manter a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    As pessoas enfrentam diversos desafios quando tentam cuidar da saúde mental, e muitos deles estão ligados tanto a fatores pessoais quanto sociais.

    Um dos principais desafios é reconhecer que algo não está bem. Muitas pessoas convivem por muito tempo com ansiedade, estresse ou tristeza sem perceber que esses sinais indicam a necessidade de cuidado.

    Outro ponto importante é a dificuldade de falar sobre sentimentos e emoções. Em muitas culturas ainda existe a ideia de que demonstrar fragilidade é sinal de fraqueza, o que faz com que muitas pessoas guardem seus conflitos internos.

    Também é comum enfrentar pressões do dia a dia, como trabalho, responsabilidades familiares, preocupações financeiras e excesso de estímulos. Esse ritmo constante pode levar ao cansaço emocional e dificultar momentos de pausa e reflexão.

    Além disso, algumas pessoas têm dificuldade em pedir ajuda ou buscar apoio profissional, seja por receio de julgamento, desconhecimento sobre como funciona a psicoterapia ou por acreditar que precisam resolver tudo sozinhas.

    Outro desafio frequente é manter hábitos que favoreçam o bem-estar, como descanso adequado, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, relações saudáveis e tempo para si.

    Cuidar da saúde mental envolve reconhecer limites, compreender emoções e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os desafios da vida. Nesse processo, a psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta, reflexão e construção de novas possibilidades.


  • É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú

    É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Sim, isso pode acontecer, especialmente quando as interações deixam de ser “estruturadas” e passam a exigir mais espontaneidade.

    Pelo que você descreve, você funciona bem em papéis mais definidos (como no atendimento ao público), mas encontra dificuldade nas relações mais abertas, onde não há um roteiro claro. Na Análise Psicodramática, isso pode ser compreendido como uma dificuldade na espontaneidade e na flexibilidade de papéis nas relações.

    Alguns pontos do seu relato indicam isso:

    - Insegurança sobre o que falar ou quanto se expor;
    - Preocupação com a forma como será percebida;
    - Dificuldade em lidar com situações imprevisíveis;
    - Maior conforto em interações com função clara.

    Que tipo de terapia buscar?
    A psicoterapia individual é indicada. A Análise Psicodramática pode ajudar especialmente por trabalhar:

    -Desenvolvimento da espontaneidade nas relações;
    -Exploração de diferentes formas de se posicionar (papéis);
    -Técnicas como inversão de papéis e simulações de situações reais.

    Outras abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), também podem contribuir, principalmente no manejo da ansiedade social.

    Se isso tem gerado desconforto, buscar um psicólogo pode ajudar você a se sentir mais natural e segura nas interações do dia a dia.


  • Como o medo da rejeição afeta a vida de uma pessoa ?

    Como o medo da rejeição afeta a vida de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O medo da rejeição pode afetar a vida de uma pessoa de várias formas, principalmente nos relacionamentos.

    Ele pode levar a pessoa a evitar se envolver emocionalmente, não demonstrar sentimentos ou se afastar antes de ser rejeitada. Também pode causar insegurança, baixa autoestima e necessidade constante de aprovação.

    Em alguns casos, a pessoa até se relaciona, mas com ansiedade, medo de abandono e dependência emocional.

    No geral, esse medo dificulta relações saudáveis e está ligado a crenças como “não sou suficiente” ou “vou ser rejeitado”.

    A psicoterapia ajuda a compreender essas crenças e desenvolver formas mais seguras de se relacionar.


  • Como a desintoxicação digital pode ajudar uma pessoa desconectar das tecnologias digitais ?

    Como a desintoxicação digital pode ajudar uma pessoa desconectar das tecnologias digitais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Olá.

    A desintoxicação digital é um processo de redução consciente do uso de telas e tecnologias, com o objetivo de diminuir a sobrecarga mental e recuperar o equilíbrio emocional.

    Ela pode ajudar porque:

    • reduz a exposição constante a estímulos e informações
    • diminui a comparação nas redes sociais
    • melhora a qualidade do sono
    • aumenta a concentração
    • favorece o contato com atividades reais e relações presenciais

    Algumas formas práticas de aplicar:

    • definir horários para uso do celular e redes sociais
    • evitar telas antes de dormir
    • silenciar notificações desnecessárias
    • criar momentos do dia sem tecnologia
    • retomar atividades offline, como leitura, exercício físico e contato social

    Não se trata de “parar tudo”, mas de encontrar um uso mais equilibrado.

    Se houver dificuldade em reduzir o uso ou impacto emocional importante, o acompanhamento psicológico pode ajudar a entender a relação com a tecnologia e construir novos hábitos.


  • O vício em tecnologia digital pode afetar a saúde física?

    O vício em tecnologia digital pode afetar a saúde física?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Sim. O uso exagerado de tecnologia digital pode afetar a saúde física de várias maneiras. Embora o impacto comece no comportamento (tempo de tela, excesso de estímulos, hábitos sedentários), ele pode se refletir diretamente no corpo. Alguns efeitos comuns incluem:

    Alterações no sono (insônia, dificuldade de “desligar” o cérebro após muita exposição a telas).

    Tensão muscular e dores no pescoço, ombros e costas, devido ao tempo prolongado sentado ou ao uso contínuo do celular.

    Cansaço visual, irritação nos olhos e diminuição do piscar natural.

    Sedentarismo, que pode contribuir para ganho de peso, redução da energia e piora da saúde cardiovascular.

    Aumento da ativação fisiológica (taquicardia, tensão corporal), quando há jogos, redes sociais ou conteúdos muito estimulantes.

    Tudo isso mostra que a saúde mental e a saúde física caminham juntas: o corpo responde ao modo como usamos a tecnologia.

    Se o uso da tecnologia estiver causando prejuízos físicos ou emocionais, um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender os padrões de uso e criar estratégias mais saudáveis para o dia a dia.


  • Ficar muito tempo na internet, redes sociais e no celular é sempre sinal de vício?

    Ficar muito tempo na internet, redes sociais e no celular é sempre sinal de vício?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Não. Ficar muito tempo na internet ou no celular não significa, por si só, que a pessoa tem um vício.
    O que determina se há um problema não é apenas o tempo de uso, mas sim o impacto que esse uso causa na vida da pessoa.

    O que realmente importa observar é:

    Perda de controle (dificuldade de parar mesmo querendo).

    Uso para escapar de emoções (tédio, tristeza, ansiedade).

    Prejuízos no sono, no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos.

    Irritabilidade quando não pode usar.

    Priorizar a internet acima de atividades importantes.

    Se o uso é alto, mas não traz prejuízos significativos, não caracteriza vício — pode ser apenas um hábito, uma rotina ou até uma necessidade de trabalho/estudo.

    Quando há prejuízo emocional ou funcional, pode ser útil procurar um acompanhamento psicológico, para entender a função desse uso na vida da pessoa e construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia.


  • O Transtorno de Ansiedade por Doença pode levar a outras condições?

    O Transtorno de Ansiedade por Doença pode levar a outras condições?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Sim, especialmente quando não tratado.
    O transtorno ansioso, como por exemplo, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode gerar muitos impedimentos e limitações na rotina — como medo constante, evitação de atividades, hipervigilância corporal e desgaste emocional.

    Com o tempo, esse nível de tensão pode levar ao surgimento de um transtorno depressivo, algo bastante comum quando a pessoa vive sob estresse prolongado e sensação de incapacidade.


  • Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho

    Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Os sintomas que você descreve de insônia, dificuldade para relaxar, sensação de olhos “secos” e piora nos finais de semana podem aparecer em quadros de ansiedade, mas também podem estar relacionados a estresse, sobrecarga emocional, alterações do sono ou até questões clínicas.
    Por isso, não é possível definir só por esses sinais se é ansiedade ou outro transtorno.

    O mais indicado é buscar uma avaliação com um psicólogo clínico, que poderá entender melhor o contexto, identificar possíveis gatilhos e ajudar a organizar o padrão de sono, com ajuda da higiene do sono, por exemplo.
    Em paralelo, pode ser útil conversar com um médico para descartar causas físicas e, se necessário, incluir também uma avaliação psiquiátrica, especialmente se a insônia estiver persistente.

    Esses sintomas merecem atenção e procurar ajuda é um passo importante para recuperar o equilíbrio.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Olá. O término de um relacionamento, principalmente quando acontece de forma inesperada, pode gerar um sofrimento muito intenso. Tristeza profunda, choro frequente, perda de apetite, desânimo e sensação de rejeição são reações comuns nesse momento.

    No entanto, quando:

    • a vontade de estudar diminui
    • a alimentação fica prejudicada
    • o pensamento fica fixo no ex-parceiro
    • surge a sensação de que a vida perdeu o sentido

    É importante não enfrentar isso sozinha.

    Buscar ajuda de um psicólogo é indicado. A psicoterapia pode ajudar a elaborar o luto do relacionamento, trabalhar a autoestima, lidar com a sensação de rejeição e reduzir a comparação constante, como no caso das redes sociais.

    Sofrer após um término é humano. Mas quando o sofrimento começa a afetar sua saúde e seus projetos, procurar ajuda profissional é um passo de cuidado com você.


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Superar um término não depende apenas do tempo que passou, mas de como esse vínculo foi elaborado emocionalmente. Quando o término não foi uma escolha sua, é comum que o apego permaneça ativo, mesmo após meses ou anos. Muitas pessoas compreendem racionalmente que a relação acabou, mas emocionalmente ainda mantêm esperança, dúvidas ou tentam entender excessivamente o que aconteceu.

    Além disso, todo término envolve um processo de luto, não apenas pela pessoa, mas também pelo projeto de vida, pelas expectativas e pela versão de si que existia naquela relação. Quando esse luto não é vivido de forma adequada, o sofrimento tende a se prolongar e pode afetar a autoestima, a confiança e a capacidade de seguir em frente.

    Superar não significa esquecer, mas conseguir seguir sem que essa relação continue organizando sua vida emocional. A psicoterapia pode ajudar a compreender o que ainda mantém esse vínculo, elaborar a perda e fortalecer recursos emocionais para que seja possível reconstruir a própria vida de forma mais saudável e consciente.


  • É normal que a depressão só melhore

    É normal que a depressão só melhore quando ficamos longe de alguma situação estressante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    Situações de estresse podem intensificar ou manter sintomas depressivos. Por isso, algumas pessoas percebem melhora quando se afastam temporariamente de ambientes ou situações que geram muita pressão emocional.

    No entanto, apenas se afastar do estressor nem sempre resolve a causa do problema. Muitas vezes é necessário compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essas situações.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar fatores que mantêm o sofrimento, fortalecer recursos emocionais e reduzir o impacto do estresse no humor.

    Se os sintomas forem persistentes ou intensos, também pode ser indicada avaliação psiquiátrica.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Diego Santos Vigato

    O que você descreve pode acontecer quando certas situações despertam uma ansiedade mais específica, como ambiente acadêmico, apresentações e convivência social intensa. Isso não significa que você “não serve” para a faculdade, mas que existem fatores emocionais nesse contexto que merecem atenção.

    O profissional mais indicado para começar é o psicólogo clínico, que pode ajudar você a entender por que esses sintomas aparecem somente na faculdade, trabalhar a sensação de inferioridade e o medo de se expor.
    Se a ansiedade estiver muito intensa, também pode ser útil complementar com uma avaliação psiquiátrica, mas isso não precisa ser o primeiro passo.

    Caso, durante o processo, surja a dúvida de que talvez exista uma insatisfação real com a carreira, é interessante buscar um psicólogo que também tenha conhecimento em orientação vocacional, para ajudar você a refletir sobre suas escolhas e caminhos de forma mais segura e estruturada.

    Buscar ajuda é um passo importante para diminuir o sofrimento e ganhar clareza sobre o que você está vivendo.


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