Perguntas do paciente (621)
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Tenho q fazer exame periódico da CNH E de 2 anos e meio mais estou tomando alprazolam 0,25 Esse re
Tenho q fazer exame periódico da CNH E de 2 anos e meio mais estou tomando alprazolam 0,25
Esse remédio pode aparecer no exame e dar laudo negativo??RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, o alprazolam 0,25 mg não costuma, por si só, gerar resultado positivo no exame toxicológico padrão exigido para a CNH, porque esse exame pesquisa grupos específicos de substâncias e não todos os medicamentos controlados.
O alprazolam é um benzodiazepínico ansiolítico. Dependendo do tipo de exame e do painel utilizado, ele pode ser detectado; porém, isso é diferente de afirmar que necessariamente causará um “laudo negativo” ou reprovação.
Além do exame toxicológico, há outro ponto importante: benzodiazepínicos podem causar sonolência, redução da atenção, lentificação dos reflexos e prejuízo psicomotor, efeitos relevantes para a capacidade de dirigir.
Na prática, é fundamental diferenciar “ser detectável em algum teste” de “fazer parte das substâncias pesquisadas naquele exame específico da CNH”.
Como você faz uso de alprazolam, confirme previamente quais substâncias serão pesquisadas no seu exame e converse com o psiquiatra que prescreveu a medicação sobre seus possíveis efeitos na condução de veículos. Não suspenda o alprazolam por conta própria apenas para realizar o exame.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa tarde irei iniciar o uso de Atentah 25 mg de 12 em 12 horas para tratar o TDAH e bebo moderadame
Boa tarde irei iniciar o uso de Atentah 25 mg de 12 em 12 horas para tratar o TDAH e bebo moderadamente. Gostaria de saber se poderia continuar bebendo moderadamente e qual seria a dose e melhor horário para não prejudicar o efeito do medicamento? Poderia conciliar minimizando os riscos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não é recomendado consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento com Atentah® (atomoxetina), especialmente no início do uso ou durante ajustes de dose.
A atomoxetina é um medicamento indicado para o tratamento do TDAH e atua aumentando a disponibilidade de noradrenalina. O álcool pode potencializar efeitos como tontura, sonolência, redução da atenção e prejuízo da capacidade de julgamento, além de dificultar a avaliação da resposta ao tratamento.
Algumas pessoas podem não perceber alterações importantes após pequenas quantidades de álcool, enquanto outras apresentam piora da concentração, da impulsividade ou dos efeitos adversos. Essa resposta é bastante individual, e não existe uma dose ou um horário que garantam segurança ou impeçam a interação.
Na prática, se o objetivo é obter o máximo benefício do tratamento para o TDAH, evitar bebidas alcoólicas costuma ser a estratégia mais segura, principalmente nas primeiras semanas de uso da atomoxetina.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de consumir bebidas alcoólicas de forma regular. Não altere a dose ou o horário da medicação para tentar compensar o consumo de álcool.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após c
Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após cura da VPPB?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Ansitec® (buspirona) é um ansiolítico com um perfil bastante diferente dos benzodiazepínicos. Ele não costuma causar dependência, não provoca prejuízo significativo da memória e, em geral, não causa sedação importante, sendo uma opção interessante para o tratamento de longo prazo do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
No contexto de uma hipervigilância persistente após um episódio de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), o Ansitec pode ser uma alternativa válida quando a vertigem já foi resolvida, mas o cérebro permanece em um estado de alerta excessivo, com medo de que a tontura retorne. Esse quadro é relativamente comum e pode fazer parte de uma resposta ansiosa ou de uma condição chamada Tontura Postural-Perceptual Persistente (TPPP/PPPD), quando os sintomas persistem mesmo após a resolução do problema vestibular inicial.
A buspirona tende a atuar principalmente sobre a preocupação excessiva, a tensão interna e a hipervigilância. Entretanto, ela não costuma proporcionar alívio imediato. Seu efeito é gradual e, em geral, começa a ser percebido entre 2 e 4 semanas, podendo atingir seu benefício máximo entre 6 e 8 semanas.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem:
tontura;
dor de cabeça;
náuseas;
sensação de leveza na cabeça;
nervosismo ou inquietação transitórios.
Esses sintomas costumam ser leves e diminuir com a continuidade do tratamento.
Se a hipervigilância estiver relacionada à VPPB, o tratamento mais eficaz muitas vezes combina medicação, psicoterapia (especialmente Terapia Cognitivo-Comportamental), retorno gradual às atividades e, quando indicado, reabilitação vestibular. Essa abordagem ajuda o cérebro a "desaprender" a manter um estado permanente de alerta em relação ao equilíbrio.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou a 7 dias sem tomar sertralina e 0com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?
Estou a 7 dias sem tomar sertralina e com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A interrupção abrupta da sertralina pode provocar a chamada síndrome de descontinuação, cujos sintomas mais comuns incluem tontura, dor de cabeça, sensação de choque pelo corpo, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e, em algumas pessoas, sensação de falta de ar. Esses sintomas costumam surgir poucos dias após a suspensão e podem variar de intensidade. No entanto, a falta de ar também pode ter outras causas, como ansiedade ou problemas clínicos, e merece avaliação se for intensa, persistente ou vier acompanhada de dor no peito, desmaio ou outros sinais de alerta. Nunca reinicie ou suspenda a medicação por conta própria; o ideal é procurar o médico que acompanha seu tratamento para definir a conduta mais segura.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comporta
Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comportamento suicida em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline após experiências de invalidação, rejeição percebida ou ameaça de abandono?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa diferenciação faz parte da avaliação psiquiátrica e é fundamental para definir o risco e o tratamento mais adequado. Embora comportamentos autolesivos sem intenção suicida e comportamento suicida possam ocorrer no Transtorno da Personalidade Borderline, eles não são a mesma condição. O psiquiatra avalia aspectos como a intenção de morrer, o planejamento, a letalidade do método, os fatores desencadeantes, a frequência dos episódios e a função daquele comportamento. Situações de rejeição, invalidação ou medo de abandono podem desencadear crises intensas, mas cada caso deve ser analisado de forma individualizada. Uma avaliação cuidadosa permite estimar o risco, orientar a conduta e construir um plano terapêutico que associe psicoterapia, suporte familiar e, quando indicado, tratamento medicamentoso.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em
Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) após eventos de rejeição, abandono e conflitos interpessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), comportamentos autolesivos e ameaças de suicídio são sempre levados a sério e nunca devem ser interpretados apenas como uma forma de manipulação. A avaliação psiquiátrica busca compreender o risco atual e o contexto em que esses comportamentos ocorreram, especialmente após situações de rejeição, abandono ou conflitos interpessoais, que frequentemente funcionam como desencadeantes.
Durante a consulta, o psiquiatra investiga a intensidade do sofrimento emocional, a presença de pensamentos de morte, intenção suicida, planejamento, acesso a meios, histórico de tentativas anteriores, comportamentos autolesivos, impulsividade, uso de álcool ou outras substâncias, fatores de proteção (como vínculos familiares e projetos de vida) e a capacidade de o paciente manter sua segurança naquele momento.
Também é importante diferenciar comportamentos autolesivos sem intenção de morrer daqueles em que existe desejo real de interromper a própria vida. Embora tenham significados clínicos diferentes, ambos merecem atenção, pois podem coexistir e aumentar o risco ao longo do tempo.
Além da avaliação do risco, o psiquiatra procura identificar transtornos associados, como depressão, transtornos por uso de substâncias, ansiedade ou transtorno bipolar, que podem aumentar a vulnerabilidade ao comportamento suicida.
Com base nessa avaliação, são definidas as condutas mais adequadas, que podem incluir intensificação do acompanhamento, ajustes na medicação, fortalecimento da rede de apoio, psicoterapia estruturada (como a Terapia Comportamental Dialética – DBT) e, quando o risco é considerado elevado, encaminhamento para atendimento de urgência ou internação para garantir a segurança do paciente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles
A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles isso é normal da ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode estar relacionada tanto à sensação de espasmos nas vias respiratórias quanto às extrassístoles. Durante períodos de ansiedade crônica, é comum ocorrer aumento da tensão muscular, hiperventilação e maior liberação de adrenalina, fatores que podem provocar sensação de aperto no peito, dificuldade para respirar, tosse, espasmos respiratórios e palpitações. As extrassístoles, quando não há doença cardíaca estrutural, também podem ser desencadeadas ou intensificadas pelo estresse, ansiedade, cafeína e privação de sono.
Entretanto, esses sintomas não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade. É importante realizar uma avaliação clínica para excluir doenças respiratórias e cardíacas, especialmente se os sintomas forem recentes, intensos, vierem acompanhados de desmaios, dor no peito, falta de ar importante ou ocorrerem durante esforços. Um diagnóstico correto permite tratar a verdadeira causa dos sintomas e evitar tanto preocupações desnecessárias quanto atrasos no tratamento de outras condições.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esse
Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esses sintomas começaram com o uso do buprobiona, que foi suspenso pra ajuda do tabagismo. Quando começo a melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A melhora com a fluoxetina costuma ser gradual. Nas primeiras semanas, muitas pessoas ainda apresentam falta de ar, aperto ou peso no peito e sintomas de ansiedade antes de perceber uma melhora mais consistente.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e geralmente necessita de algumas semanas para exercer seu efeito terapêutico. Já a bupropiona atua sobre noradrenalina e dopamina e, em algumas pessoas, pode aumentar ansiedade, sensação de aperto no peito, palpitações ou dificuldade para respirar, especialmente no início do tratamento.
A falta de ar e o peso no peito podem estar relacionados à ansiedade, mas também podem ter origem respiratória, cardiovascular ou em outras condições clínicas. O fato de esses sintomas terem surgido durante o uso da bupropiona é uma informação importante, mas, isoladamente, não confirma que ela tenha sido a causa.
Na prática, o mais importante é acompanhar a evolução dos sintomas após a suspensão da bupropiona e o início da fluoxetina, em vez de avaliar apenas os primeiros dias de tratamento.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para acompanhar a resposta à fluoxetina e confirmar se esses sintomas são realmente decorrentes da ansiedade. Se a falta de ar ou a dor no peito forem intensas ou persistentes, procure atendimento médico imediatamente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomo Donaren 50mg pra indução do sono a 6 meses, e percebi que 10 minutos após tomar, me sinto tão a
Tomo Donaren 50mg pra indução do sono a 6 meses, e percebi que 10 minutos após tomar, me sinto tão angustiada. O que pode ta acontecendo??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, embora não seja um efeito esperado na maioria das pessoas. O Donaren (trazodona) pode causar sensações diferentes durante o início de sua ação, e algumas pessoas relatam ansiedade, inquietação ou desconforto logo após a tomada. Também é possível que essa angústia esteja relacionada à própria ansiedade, criando uma associação com o horário de dormir, e não necessariamente ao medicamento. Como você percebeu esse padrão de forma repetida há vários meses, vale a pena conversar com o médico que acompanha seu tratamento. Ele poderá avaliar se o sintoma está relacionado ao medicamento, à dose utilizada ou à evolução do quadro clínico e, se necessário, ajustar a conduta. Nunca interrompa o tratamento por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Estou preocupada com os efeitos colaterais do tricutum e do Escitalopram o que faço?
Estou preocupada com os efeitos colaterais do tricutum e do Escitalopram o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, tanto o Triticum (trazodona) quanto o escitalopram podem causar efeitos colaterais, mas muitos são leves e diminuem com a adaptação ao tratamento.
O escitalopram aumenta a disponibilidade de serotonina e pode causar inicialmente náusea, ansiedade, tremores, dor de cabeça (cefaleia) e alterações do sono. A trazodona também atua no sistema serotoninérgico, mas possui efeito sedativo mais pronunciado, podendo causar sonolência, tontura, boca seca e queda da pressão ao se levantar (hipotensão postural).
Como os dois medicamentos atuam sobre a serotonina, é importante observar a dose, o momento em que cada um foi iniciado e a relação temporal com os sintomas. Nem todo desconforto durante o tratamento representa uma reação perigosa; muitas vezes pode ser uma fase de adaptação.
Na prática, identificar qual sintoma surgiu, quando começou e após qual mudança de medicação costuma ser mais útil do que avaliar apenas uma lista de possíveis efeitos colaterais.
Se os sintomas forem intensos, persistentes ou estiverem piorando, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento. Não interrompa ou modifique as medicações por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Tr
Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em contexto psiquiátrico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora o diagnóstico do TPB seja predominantemente clínico, a avaliação neuropsicológica pode investigar funções executivas, controle inibitório, atenção, memória de trabalho, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva e processamento emocional. Essas informações ajudam a compreender, por exemplo, dificuldades de impulsividade, planejamento, regulação emocional e resposta a situações de estresse.
Na prática, esse perfil pode orientar intervenções mais individualizadas: adaptar estratégias psicoterápicas, definir metas realistas, identificar barreiras à adesão ao tratamento e diferenciar sintomas do TPB daqueles relacionados a condições associadas, como TDAH, transtornos do humor, uso de substâncias ou alterações cognitivas.
Um ponto importante é que a avaliação neuropsicológica não substitui a avaliação psiquiátrica nem confirma isoladamente o diagnóstico de TPB. Seu maior valor está em complementar o raciocínio clínico e transformar dificuldades aparentemente genéricas em alvos terapêuticos mais específicos.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mai
Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mais não pisiquiatra,ela pediu pra volta pro 10mg e faz 4 dias que estou tomando o de 10mg novamente, e estou sentindo falta de ar mais a tarde do dia é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A falta de ar pode ocorrer associada ao aumento da ansiedade durante a adaptação ao escitalopram e às mudanças rápidas de dose, mas não deve ser considerada automaticamente um efeito “normal” do medicamento.
O escitalopram atua sobre a serotonina. A sequência de 10 mg para 20 mg e depois retorno a 10 mg em poucos dias pode provocar oscilações de ansiedade, inquietação e sintomas físicos. A sensação de falta de ar (dispneia), aperto no peito ou dificuldade de “completar a respiração” também pode ocorrer em quadros ansiosos.
Por outro lado, falta de ar possui diversas causas clínicas, incluindo problemas respiratórios e cardiovasculares. O fato de aparecer mais à tarde pode ajudar no raciocínio, mas isoladamente não define a causa.
Na prática, a relação temporal com as mudanças de dose sugere uma possível adaptação ou oscilação ansiosa, porém falta de ar exige diagnóstico diferencial e não deve ser atribuída automaticamente ao escitalopram.
Converse com um psiquiatra para revisar a dose e a estratégia de tratamento. Se a falta de ar for intensa, progressiva ou acompanhada de dor no peito, desmaio ou outros sintomas importantes, procure avaliação imediata.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumen
Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumentar para 20mg mas os efeitos colaterais só aumentam e a intensidade do pensamentos, já tentei todas as técnicas para os pensamentos que vi na internet mas não está funcionando, tem algo para ser feito até que a medicação comece a diminuir a intensidade deles?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O que você está descrevendo pode acontecer nas primeiras semanas de tratamento com a Paroxetina. É relativamente comum que, antes de começar a melhorar, haja um aumento transitório da ansiedade e da intensidade dos pensamentos intrusivos. Isso não significa que a medicação não irá funcionar, mas sim que o cérebro ainda está em fase de adaptação.
Por esse motivo, muitos psiquiatras associam temporariamente um ansiolítico (como um benzodiazepínico) ou outro medicamento de suporte nas primeiras semanas, especialmente quando os sintomas estão causando sofrimento importante. Essa decisão deve ser individualizada e sempre orientada pelo médico.
Além da medicação, algumas estratégias costumam ser mais eficazes do que tentar "lutar" contra os pensamentos. Quanto mais a pessoa tenta expulsá-los, discutir com eles ou ter certeza de que eles não acontecerão, mais força eles tendem a ganhar. Nas abordagens cognitivo-comportamentais, o objetivo costuma ser reconhecer o pensamento como um sintoma do transtorno, permitir que ele esteja presente sem responder a ele e evitar rituais mentais ou comportamentos de neutralização.
Como você relata que os pensamentos estão mais intensos e que isso está lhe causando muito sofrimento, vale a pena entrar em contato com a psiquiatra antes de aumentar a dose por conta própria ou simplesmente aguardar a próxima consulta. Ela poderá orientar se este é o melhor momento para passar para 20 mg, se é interessante manter 10 mg por mais alguns dias ou se há necessidade de uma medicação de suporte durante essa fase inicial.
Na maioria das pessoas, os efeitos terapêuticos sobre os pensamentos obsessivos começam a aparecer entre 4 e 6 semanas, podendo levar 8 a 12 semanas para atingir um benefício mais completo, especialmente no tratamento do TOC.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é sufic
No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é suficiente ou é necessário associá-lo ao acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na maioria dos casos, é recomendável associar o acompanhamento psiquiátrico à psicoterapia. Enquanto o psiquiatra realiza o diagnóstico, acompanha a evolução e trata sintomas como impulsividade, ansiedade, depressão ou alterações do humor, a psicoterapia é considerada um dos pilares do tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline. Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) apresentam bons resultados no desenvolvimento da regulação emocional, do controle dos impulsos e das habilidades de relacionamento. A combinação dessas abordagens, quando indicada, costuma proporcionar resultados mais consistentes e duradouros. O tratamento deve ser sempre individualizado e construído de acordo com as necessidades de cada paciente.
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Prof. Dr. Fábio Silva
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“Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como
“Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ela se associa às intervenções psicoterapêuticas no manejo dos sintomas?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicofarmacologia tem um papel complementar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas não constitui o tratamento principal da condição.
Não existe medicamento capaz de tratar o TPB como um todo. Quando indicados, antidepressivos, estabilizadores do humor ou antipsicóticos são utilizados para aliviar sintomas específicos, como ansiedade, impulsividade, instabilidade afetiva, insônia ou sintomas psicóticos transitórios, além de tratar transtornos associados, como depressão e ansiedade.
Isso significa que os medicamentos ajudam a reduzir a intensidade de determinados sintomas, mas não modificam, isoladamente, os padrões persistentes de funcionamento emocional e interpessoal que caracterizam o TPB.
Na prática, a psicoterapia é a intervenção central no tratamento. Abordagens com evidências científicas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), Terapia Baseada em Mentalização (MBT), Terapia do Esquema e Psicoterapia Focada na Transferência (TFP), são fundamentais para desenvolver regulação emocional, controle dos impulsos e relações interpessoais mais estáveis.
O melhor resultado costuma ser alcançado quando medicamentos, quando necessários, são utilizados como apoio a um projeto psicoterapêutico estruturado e individualizado.
Converse com o psiquiatra para definir quais sintomas podem se beneficiar da psicofarmacologia e qual abordagem psicoterapêutica é mais indicada para o seu caso.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no trat
“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no tratamento e quando a intervenção psicológica se torna indispensável além da farmacoterapia?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o tratamento costuma ser mais eficaz quando integra intervenções psiquiátricas e psicoterápicas. O papel do psiquiatra vai além da prescrição de medicamentos: ele realiza o diagnóstico, avalia a presença de outros transtornos associados (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou uso de substâncias), acompanha situações de crise, avalia o risco de comportamentos autolesivos ou suicidas e, quando possui formação específica, também pode conduzir a psicoterapia.
É importante destacar que não existe um medicamento capaz de tratar o TPB em sua essência. A farmacoterapia tem como objetivo aliviar sintomas específicos, como impulsividade, instabilidade do humor, ansiedade e insônia, além de tratar eventuais comorbidades.
Por esse motivo, a psicoterapia é considerada um dos pilares do tratamento. Ela pode ser realizada pelo próprio psiquiatra com formação em psicoterapia ou por um psicólogo, conforme a organização da equipe assistencial. Abordagens estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), Terapia Baseada em Mentalização (MBT), Terapia do Esquema e Psicoterapia Focada na Transferência (TFP), apresentam as melhores evidências para reduzir a impulsividade, os comportamentos autolesivos, a instabilidade emocional e os conflitos interpessoais, promovendo melhora sustentada da qualidade de vida.
Assim, o tratamento ideal do TPB não consiste apenas em controlar sintomas com medicamentos, mas em desenvolver recursos emocionais e relacionais por meio da psicoterapia, seja ela conduzida por um psiquiatra psicoterapeuta ou por um psicólogo, sempre de forma integrada e individualizada.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem a
Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem agora estou sentindo um desconforto no peito um mau estar é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse desconforto pode estar relacionado à fase de transição entre a Venlafaxina e a Bupropiona, mas não deve ser automaticamente atribuído às medicações.
Tanto a Bupropiona quanto a redução gradual da Venlafaxina podem causar, nos primeiros dias, sintomas como sensação de aperto no peito, ansiedade, inquietação, palpitações e mal-estar. Além disso, durante o desmame da Venlafaxina, algumas pessoas apresentam sintomas de descontinuação, que podem incluir desconforto físico, sensação de "corpo estranho", tontura e piora transitória da ansiedade.
Entretanto, dor ou desconforto no peito nunca deve ser ignorado. É importante diferenciar um sintoma relacionado à ansiedade ou à adaptação medicamentosa de problemas cardíacos ou outras condições clínicas, especialmente se o desconforto for intenso, persistente ou vier acompanhado de falta de ar, suor frio, náuseas, desmaio ou dor irradiando para o braço, costas ou mandíbula. Nesses casos, procure atendimento médico imediatamente.
Se o desconforto for leve e você estiver bem no restante, entre em contato com o psiquiatra que está conduzindo o desmame para informá-lo sobre o sintoma. Dependendo da intensidade, ele poderá orientar manter a estratégia atual, desacelerar a redução da Venlafaxina ou fazer algum ajuste temporário.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei
Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei que gostaria de me planejar para ser mãe, assim ele trocou a medicação para serraria de 20mg. Fiz o desmame tomando paroxetina e serraria por 10 dias e depois somente a sertralina. Passado 2 meses estou sentindo novamente crises de ansiedade. Pode ser a ausência da paroxetina no organismo ou efeito rebote da serraria. Como me estabilizo de novo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que o retorno das crises de ansiedade esteja relacionado à troca da paroxetina pela sertralina, mas após dois meses é menos provável que seja simplesmente pela “ausência da paroxetina no organismo” ou um efeito rebote da sertralina.
A paroxetina e a sertralina são antidepressivos serotoninérgicos (ISRS), mas não são medicamentos equivalentes em dose ou resposta individual. Você estava estável há anos com paroxetina 25 mg, enquanto a sertralina 20 mg pode representar uma estratégia ainda insuficiente para controlar seus sintomas, dependendo da formulação e do seu quadro clínico.
Também é importante diferenciar sintomas de descontinuação da paroxetina de uma recaída do transtorno de ansiedade. Após dois meses, o retorno progressivo das crises tende a levantar mais a hipótese de perda de controle do quadro do que uma simples adaptação inicial.
A estabilização pode exigir reavaliação da dose da sertralina, do diagnóstico e da estratégia de transição, especialmente considerando o planejamento de uma gestação. Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de modificar qualquer medicação.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?
Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode aumentar temporariamente durante a troca da sertralina 100 mg pelo escitalopram 20 mg.
Isso pode ocorrer tanto pela retirada da sertralina quanto pelo período de adaptação ao escitalopram. Embora ambos sejam antidepressivos serotoninérgicos da classe dos ISRS, não são equivalentes e cada pessoa pode responder de forma diferente à mudança.
Além disso, o escitalopram pode causar inicialmente aumento da ansiedade, inquietação, tremores, náusea ou alterações do sono, especialmente após introdução ou aumento de dose.
Um ponto importante é saber como a troca foi realizada: retirada abrupta, redução gradual ou uso simultâneo por algum período. Isso ajuda a diferenciar sintomas de descontinuação da sertralina, adaptação ao escitalopram ou persistência do próprio transtorno de ansiedade.
Se os sintomas forem intensos ou estiverem piorando, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a estratégia de transição. Não modifique as doses por conta própria.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita
Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita dor de estômago. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. Dor ou desconforto no estômago pode ocorrer após o aumento da dose da Quetiapina, embora não seja um dos efeitos colaterais mais frequentes.
Quando a dose é aumentada de 200 mg para 400 mg, algumas pessoas apresentam sintomas gastrointestinais transitórios, como dor epigástrica ("dor no estômago"), náuseas, indigestão, azia, constipação ou, menos frequentemente, diarreia. Esses sintomas podem melhorar nas primeiras semanas, à medida que o organismo se adapta à nova dose.
No entanto, a dor de estômago também pode ter outras causas, como gastrite, refluxo, úlcera, infecção por Helicobacter pylori ou até o uso de outros medicamentos. Por isso, nem toda dor que surge após o aumento da Quetiapina é causada por ela.
Se a dor for leve, vale a pena observar a evolução e informar seu psiquiatra. Em alguns casos, tomar a medicação após uma refeição (quando compatível com a orientação médica) pode ajudar a reduzir o desconforto gastrointestinal.
Por outro lado, procure atendimento médico se a dor for intensa, persistente, vier acompanhada de vômitos frequentes, febre, fezes escuras, sangue nas fezes ou vômito, ou se houver dificuldade importante para se alimentar.
Não reduza nem suspenda a Quetiapina por conta própria. O ideal é comunicar o sintoma ao médico que realizou o ajuste da dose para que ele possa avaliar se a dor está relacionada à medicação ou se há necessidade de investigar outra causa.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Perguntas frequentes
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…